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terça-feira, 13 de setembro de 2022

Inflação nos EUA fica em 8,3% em 12 meses até agosto

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Dado reforça as apostas por uma nova forte alta nas taxas de juros do país.
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Por g1

Postado em 13 de setembro de 2022 às 11h35m

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A inflação nos Estados Unidos ficou em 8,3% no acumulado em 12 meses até agosto – abaixo dos 8,5% do mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Departamento do Trabalho do país.

O dado, acima do esperado pelos analistas, reforça as apostas por uma nova forte alta nas taxas de juros do país.

As maiores contribuições para a alta vieram de alojamento, alimentação e saúde – que foram parcialmente compensados pela queda de 10,6% nos índice da gasolina.

"O índice de alimentos continuou a subir, com alta de 0,8% no mês, conforme o índice de alimentação no domicílio cresceu 0,7%", apontou o escritório de estatísticas dos EUA.

Já o índice de energia recuou 5% no mês, com a queda no índice da gasolina – mas houve altas em eletricidade e gás natural.

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domingo, 11 de setembro de 2022

Notas de libra esterlina serão modificadas após a morte da rainha Elizabeth II

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Novas notas passarão a levar a imagem do herdeiro do trono, o rei Charles III.
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Por g1

Postado em 11 de setembro de 2022 às 08h00m

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Notas de libra esterlina com o rosto da rainha Elizabeth II — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Notas de libra esterlina com o rosto da rainha Elizabeth II — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

A morte dos monarcas britânicos é tradicionalmente acompanhada de muitas mudanças na iconografia do país e em outras partes da Commonwealth. Nesta quinta-feira (8) morreu a rainha Elizabeth II, que ocupou o trono do Reino Unido por 70 anos.

Durante o longo reinado de Elizabeth II, muitos dos símbolos britânicos passaram a levar seu rosto, brasão e iniciais. Uma das principais é a moeda corrente, a libra esterlina.

Com a morte da rainha, as novas notas passarão a levar a imagem do herdeiro, o rei Charles III. A fotografia será escolhida e aprovada pelo Palácio de Buckingham, ainda sem prazo definido.

Segundo o jornal "The Guardian", há cerca de 4,5 bilhões de cédulas em circulação com o rosto da rainha, no valor combinado de 80 bilhões de libras. Isso significa que levará cerca de dois anos para que toda a substituição seja concluída.

Operação 'London Bridge': entenda a despedida de Elizabeth II e nomeação do novo reiOperação 'London Bridge': entenda a despedida de Elizabeth II e nomeação do novo rei

"Quando a rainha subiu ao trono em 1952, o monarca não aparecia nas notas. Isso mudou em 1960, quando o rosto de Elizabeth II começou a aparecer em notas de 1 libra em uma imagem criada pelo designer de notas Robert Austin", diz o jornal.

No caso de moedas, é comum na Europa ter monarcas diferentes em circulação por bastante tempo, pois não é feito um recall para retirá-las do mercado.

Além do dinheiro do Reino Unido, a rainha Elizabeth II aparece em algumas notas de US$ 20 no Canadá, em moedas na Nova Zelândia e em todas as moedas e notas emitidas pelo banco central do Caribe Oriental, além de outras partes da Commonwealth.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

IPCA: Brasil tem deflação de 0,36% em agosto, influenciada pelos combustíveis

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É o menor índice para um mês de agosto desde 1998, ou seja, em 24 anos. Nos últimos 12 meses, a alta é de 8,73%, a menor desde junho de 2021.
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 09 de setembro de 2022 às 10h00m

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Posto de gasolina combustível  — Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilPosto de gasolina combustível — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em -0,36% em agosto, segundo divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). Foi o segundo mês seguido de deflação.

O índice é o menor para um mês de agosto desde 1998 – ou seja, em 24 anos. Mais uma vez, a queda foi influenciada principalmente pela retração nos preços dos combustíveis.

A queda foi menos intensa do que a registrada em julho (-0,68%), quando a taxa foi a menor desde o início da série histórica da pesquisa, em janeiro de 1980. Desde o plano Real, o Brasil registrou deflação 16 vezes.

Alguns fatores explicam a queda menor em relação a julho, segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Um deles é a retração menos intensa da energia elétrica (-1,27%), que havia sido de 5,78% no mês anterior, em consequência da redução das alíquotas de ICMS.

Também houve aceleração de alguns grupos, como saúde e cuidados pessoais (1,31%) e vestuário (1,69%), e a queda menos forte do grupo de transportes em agosto.

"No mês anterior, os preços da gasolina, que é o item de maior peso no grupo, tinham caído 15,48% e, em agosto, a retração foi menor (-11,64%), explicou.

Acumulado

Já nos últimos 12 meses, a alta é de 8,73%, a menor desde junho de 2021 (8,35%) – com isso, o indicador voltou a ficar abaixo dos dois dígitos pela primeira vez em um ano. Nos 12 meses imediatamente anteriores, a alta havia sido de 10,07%.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,39%. Em agosto de 2021, a variação havia sido de 0,87%.

Combustíveis são mais uma vez o destaque

Assim como em julho, a deflação veio principalmente da queda no grupo dos Transportes (-3,37%), que contribuiu com -0,72 ponto percentual (p.p.) no índice do mês. O destaque vem mais uma vez da queda no preço dos combustíveis (-10,82%).

Segundo o IBGE, em agosto, os preços dos quatro combustíveis pesquisados caíram: gás veicular (-2,12%), óleo diesel (-3,76%), etanol (-8,67%)gasolina (-11,64%) – neste último caso, o impacto negativo foi o mais intenso (-0,67 ponto percentual) entre os 377 subitens do IPCA.

O IBGE lembra que o preço da gasolina nas refinarias foi reduzido em R$ 0,18 por litro em 16 de agosto.

Já os preços das passagens aéreas (-12,07%) também recuaram, após quatro meses de altas. Para o gerente da pesquisa, a sazonalidade é uma das explicações para esse resultado.

Essa é uma comparação com julho, que é um mês de férias e há aumento da demanda. Além disso, foram quatro meses seguidos de alta, o que eleva a base de comparação. Também há o impacto da redução do querosene de aviação nesse período, explica.

Além disso, o grupo Comunicação também teve deflação, com impacto de -0,06 p.p. no índice geral. No lado das altas, o destaque foi Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,17 p.p. em agosto. Já Alimentação e bebidas desacelerou em relação a julho, com impacto de 0,05 p.p. O grupo Vestuário teve a maior variação positiva no IPCA de agosto.

Veja abaixo:

  • Alimentação e bebidas: 0,24
  • Habitação: 0,10
  • Artigos de residência: 0,42
  • Vestuário: 1,69
  • Transportes: -3,37
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,31
  • Despesas pessoais: 0,54
  • Educação: 0,61
  • Comunicação: -1,10
Tomate, leite e luz: outros destaques de queda

No grupo Alimentação e bebidas, o resultado da alimentação no domicílio (0,01%) ficou próximo da estabilidade. Houve altas em componentes importantes na cesta das famílias, como o frango em pedaços (2,87%), o queijo (2,58%) e as frutas (1,35%).

Por outro lado, ocorreram quedas expressivas nos preços do tomate (-11,25%), da batata-inglesa (-10,07%) e do óleo de soja (-5,56%).

Além disso, o preço do leite longa vida, que havia subido 25,46% em julho, caiu 1,78% em agosto, contribuindo com -0,02 p.p. no índice do mês.

Nos últimos meses, os preços do leite subiram muito. Como estamos chegando ao fim do período de entressafra, que deve seguir até setembro ou outubro, isso pode melhorar a situação. Mas no mês anterior, a alta do leite foi de 25,46%, ou seja, os preços caíram em agosto, mas ainda seguem altos, afirma Kislanov.

A variação da alimentação fora do domicílio (0,89%) ficou próxima à do mês anterior (0,82%). Enquanto a refeição passou de 0,53% para 0,84%, o lanche desacelerou de 1,32% para 0,86%.

Já no acumulado de 12 meses o grupo alimentação e bebidas subiu 13,43%, bem acima da inflação de 8,73% no mesmo período. Outros grupos com variação maior foram Artigos de residência, Vestuário e Saúde e cuidados pessoais.

Já os combustíveis acumulam queda de 7,11%, contribuindo para a alta menos acentuada nos transportes.

Veja abaixo:

Em Habitação, houve queda na energia elétrica residencial no mês de agosto (-1,27%), embora menos intensa que a do mês anterior (-5,78%).

Os efeitos da redução das alíquotas de energia elétrica ficaram mais concentrados no mês anterior. Em alguns locais, como Vitória e Belém, ainda houve reajuste nas tarifas em agosto, explica Kislanov. 
Altas em roupas, higiene pessoal e plano de saúde

A maior variação positiva no IPCA de agosto veio do grupo vestuário (1,69%), cujos preços haviam desacelerado no mês anterior (0,58%). As roupas femininas (1,92%), masculinas (1,84%) e os calçados e acessórios (1,77%) foram as maiores influências no avanço do grupo.

Já a alta de 1,31% no grupo de saúde e cuidados pessoais é relacionada aos aumentos dos itens de higiene pessoal (2,71%) e plano de saúde (1,13%).

No caso do plano de saúde, foi incorporada a fração mensal referente ao reajuste de 15,50% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos novos.

No grupo Educação, nos cursos regulares (0,51%), apenas os cursos de pós-graduação (-1,46%) tiveram recuo nos preços. As maiores variações foram da educação de jovens e adultos (3,68%), das creches (1,41%) e dos cursos técnicos (1,02%).

6 em cada 10 itens pesquisados ficaram mais caros em agosto

Embora a deflação tenha ficado concentrada em poucos grupos, a alta de preços teve maior espalhamento em agosto. O índice de difusão (percentual de itens com aumento no mês) acelerou de 63% em julho para 65% em agosto. Isso significa que, dos 377 produtos e serviços investigados pelo IBGE, 245 tiveram alta de preços no mês - em julho, foram 237 em alta.

Entre os impactos no IPCA de agosto, destaque para a gasolina e higiene pessoal. Veja abaixo:

Principais impactos no índice de agosto — Foto: Reprodução/IBGE
Principais impactos no índice de agosto — Foto: Reprodução/IBGE

13 das 16 áreas pesquisadas registram deflação

Regionalmente, três das 16 áreas tiveram alta em agosto. A maior variação positiva foi em Vitória (0,46%), influenciada pela alta 11,16% na energia elétrica. O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Recife (-1,40%), puxado pela queda de 16,23% nos preços da gasolina.


INPC tem queda de 0,31% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a inflação para famílias de baixa renda e é usado como referência para reajustes salariais e benefícios do INSS, teve queda de 0,31% em agosto. Com isso, o índice acumula alta de 4,65% no ano e de 8,83% nos últimos 12 meses. Em agosto de 2021, a taxa foi de 0,88%.

Os produtos alimentícios passaram de 1,31%, em julho, para 0,26%, em agosto. Já os não alimentícios tiveram queda menor (passando de uma retração de 1,21% em julho para -0,50% em agosto).

Inflação acima da meta em 2022 e riscos para 2023

Em 2021, a inflação fechou o ano em 10,06%, bem acima do teto da meta (5,25%), representando o maior aumento desde 2015.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)a meta de inflação para 2022 é de 3,5% e só será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%. O Banco Central já admitiu oficialmente, porém, que a meta de inflação será descumprida em 2022 pelo segundo ano seguido.

projeção atual do mercado financeiro é de um IPCA de 6,61% em 2022. Para 2023, porém, a expectativa para o IPCA é de 5,27%.

Para o próximo ano, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. Ou seja, crescem as apostas de um estouro do teto da meta também no ano que vem.

Mesmo com a indicação de que o pior já passou para a inflação, o BC elevou a taxa Selic a 13,75% – maior patamar em 6 anos.

Meta de inflação — Foto: Arte/g1
Meta de inflação — Foto: Arte/g1 

Preços devem subir lentamente, dizem economistas

Economistas apontam que a inflação deve encerrar o ano em um dígito, com forte redução em relação aos dois dígitos vistos na primeira metade do ano, porém, ainda acima da meta do Banco Central de 3,5%.

"A projeção de queda da inflação não significa que os preços vão cair de maneira geral. E sim, que eles passarão a subir mais lentamente. Isso porque inflação caindo é diferente de deflação – quando os preços efetivamente caem, como vimos com a gasolina nos últimos meses", explica Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos.

Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research, destaca que, para o restante do ano, os efeitos da alta dos juros, arrefecimento dos preços das commodities, dos preços dos alimentos e de bens industriais, além dos combustíveis, podem contribuir para uma desaceleração da inflação. Porém, medidas fiscais que sustentem a demanda podem pressionar os preços.

"Para setembro, esperamos uma estabilidade dos preços ainda devido ao último reajuste nas refinarias e um menor efeito do corte de impostos sobre combustíveis", afirma.

O Itaú Unibanco prevê que o IPCA feche o ano em 7%, com previsão de novas reduções no índice para os meses de setembro e outubro. "A queda de preços de leite e derivados deve contribuir para deflação no grupo alimentação nos próximos meses", informa.

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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Libra esterlina registra menor valor em relação ao dólar em 37 anos

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Aumento dos preços do gás provocado pela guerra na Ucrânia ameaça afundar o Reino Unido na recessão por sua dependência desta fonte de energia.
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Por g1

Postado em 07 de setembro de 2022 às 13h35m

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Libra esterlina — Foto: Joe Giddens / Reuters
Libra esterlina — Foto: Joe Giddens / Reuters

A libra esterlina registrou nesta quarta-feira (7) o menor valor em relação ao dólar desde 1985. A moeda britânica operava em queda de 0,96% por volta das 11h no horário de Brasília, a US$ 1,1409.

A libra chegou ao menor nível de comparação em 37 anos pois tem sido afetada nas últimas semanas pelos temores de recessão no Reino Unido. Contribuíram para a desconfiança do mercado a disparada da inflação e a procura pela moeda americana como valor refúgio em meio ao contexto de aceleração da economia global.

Como vários países desenvolvidos, o Reino Unido passa por um forte aumento dos preços, mas é afetado em especial pelo gás natural. A guerra na Ucrânia fez os preços do insumo subirem no mercado internacional e o país tem alta dependência desta fonte de energia.

Este será um dos desafios da nova primeira-ministra, Liz Truss, para recuperar a economia britânica. Ela foi empossada nesta terça-feira (6) pela rainha Elizabeth II em um castelo da família real da Escócia.

Truss foi escolhida pelo Partido Conservador, que comanda o país, para substituir Boris Johnson, que renunciou em julho e saiu oficialmente do cargo nesta semana.

A primeira-ministra listou três prioridades iniciais: dar um impulso inicial para o crescimento econômico cortando impostos, ajudar as famílias com as contas de luz, e melhorar o serviço de saúde pública.

"Vou tratar da crise de energia nesta semana para lidar com as contas de luz", disse Truss em seu discurso de posse.

O que se sabe é que ela terá dificuldades para convencer os mercados sobre a eficácia de suas medidas de estímulo à economia. Os planos devem ser anunciados na quinta-feira e podem incluir o congelamento das tarifas de energia.

A possibilidade de que o país continue a fazer dívida para financiar as medidas, após o endividamento recorde devido à pandemia, torna os ativos britânicos menos atraentes.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Mercado reduz estimativa de inflação para 6,61% em 2022 e vê alta maior do PIB

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Informação consta do relatório 'Focus', divulgado pelo Banco Central; esta é a décima queda consecutiva. Meta fixada pelo CMN é de 3,5%; BC já admitiu que vai estourar teto da meta (5%).
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 05 de setembro de 2022 às 10h35m

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Os economistas do mercado financeiro reduziram de 6,70% para 6,61% a estimativa de inflação para este ano e também elevaram a previsão de crescimento da economia.

A informação consta do relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central. Foram ouvidas mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

Esta foi a décima queda seguida da estimativa do mercado financeiro para a inflação deste ano.

Inflação
Expectativa do mercado para o IPCA de 2022

Em %31/12/202114/01/202228/02/202211/02/202225/02/202211/03/202225/03/202208/04/202222/04/202206/05/202220/05/202203/06/202217/06/202201/07/202215/07/202229/07/202212/08/202226/08/202245678910

31/12/2021
: 5,03
Fonte: Banco Central

A meta de inflação para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% e será considerada cumprida se oscilar entre 2% e 5%. No entanto, o Banco Central já admitiu que vai estourar o teto da meta, assim como aconteceu em 2021.

Quanto maior é a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente as que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam sem que o salário necessariamente acompanhe esse crescimento.

Para atingir a meta, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumenta ou diminui a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, o maior percentual dos últimos seis anos.

Para o próximo ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. De acordo com o boletim Focus, a previsão para 2023 passou de 5,30% para 5,27%.

ICMS sobre itens essenciais

A nova redução da estimativa de inflação em 2022 coincide com o corte de impostos sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica. Esses produtos por si só já impactam a inflação. Além disso, influenciam indiretamente os preços de outros itens.

Por exemplo, se o preço do diesel aumenta, o transporte de um determinado produto fica mais caro. O dono da loja que revende esse produto, então, repassa o aumento para o consumidor, que acaba pagando mais caro pelo mesmo item.

A diminuição dos impostos, em ano eleitoral, foi uma estratégia adotada pelo governo e pelo Congresso. No entanto, apesar de segurarem a inflação em 2022, essas medidas pressionam os preços para 2023, conforme já alertaram diversos economistas.

Diante disso, o Banco Central já tem admitido que o foco é controlar a inflação em 2024.

Produto Interno Bruto

O mercado financeiro também passou a prever uma alta maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022.

A previsão dos economistas dos bancos é que a economia brasileira cresça 2,26% em 2022, contra 2,10% previsto anteriormente.

Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,37% para 0,47%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Ao sancionar a lei que prevê as diretrizes do orçamento de 2023, o governo informou que a previsão é o PIB crescer 2,5% no ano que vem.

Taxa de juros

O mercado financeiro manteve a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 13,75% ao ano no fim de 2022.

Já para o fechamento de 2023, a expectativa do mercado para a taxa Selic avançou de 11% para 11,25% ao ano. Mesmo assim, o mercado financeiro segue estimando queda dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção permaneceu em US$ 68 bilhões de resultado positivo em 2022. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado ficou estável em US$ 60 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano subiu de US$ 58 bilhões para US$ 60 bilhões. Para 2023, a estimativa avançou de US$ 65,5 bilhões para US$ 66 bilhões de ingresso.
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