Em janeiro, retirada de recursos da poupança também tinha sido maior que o valor depositado no mês. Movimento coincide com os tradicionais gastos de início de ano. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Jéssica Sant'Ana e Ana Paula Castro, g1 — Brasília Postado em 07 de março de 2022 às 17h20m Post. N. =0.441
O Banco Central(BC) informou nesta segunda-feira (7) que os saques na caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 5,3 bilhões em fevereiro deste ano.
Ao todo, segundo a instituição, os saques somaram R$ 265,3 bilhões no
mês passado, enquanto os depósitos atingiram R$ 260 bilhões.
É o segundo mês deste ano com mais saída de dinheiro da poupança do que entrada de recursos.
O resultado de fevereiro deste ano, porém, ficou um pouco melhor que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando os saques superaram os depósitos em R$ 5,8 bilhões.
O movimento de retirada de recursos coincide com os tradicionais gastos
de início de ano, como os impostos IPVA e IPTU, além de matrícula e
material escolar e compras parceladas de fim de ano.
Saques da poupança superaram depósitos em R$ 35 bilhões em 2021
Volume total de recursos
Mesmo com a saída líquida de recursos da poupança em fevereiro deste
ano, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total
aplicado, registrou queda. O saldo da poupança permaneceu em R$ 1
trilhão em fevereiro.
Além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas
dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em
fevereiro deste ano, os rendimentos somaram R$ 5,2 bilhões.
Desde o final do ano passado, quando a Selic ultrapassou o percentual
de 8,50% ao ano, a rentabilidade da poupança voltou à regra antiga,
deixando de pagar 70% da taxa básica de juros.
CEO da Visa fala em 'eventos inaceitáveis' durante conflito. Mastercard afirmou que cartões emitidos por bancos russos não serão mais suportados pela rede. Biden concorda com sanções das empresas contra Rússia. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por g1 05/03/2022 19h46 Atualizado há 19 horas Postado em 06 de março de 2022 às 14h50m Post. N. =0.440
Pessoas atravessam um caminho improvisado sob uma ponte que foi
destruída por um ataque aéreo russo, enquanto fugiam da cidade de Irpin,
na Ucrânia, neste sábado (5) — Foto: Vadim Ghirda/AP
A Visa e Mastercard informaram neste sábado (5) que irão suspender todas as suas operações na Rússia, após os ataques realizados contra a Ucrânia desde o dia 24 de fevereiro. Outras empresas também já anunciaram que cortaram investimentos na Rússia.
A Visa informou, através de nota, que cartões desta bandeira no país vão deixar de operar fora da Federação Russa.
A Mastercard, por sua vez, disse que os cartões emitidos por bancos russos não serão mais suportados pela rede. Além disso, qualquer Mastercard emitido fora do país não funcionará em comerciantes ou caixas eletrônicos russos.
-HN- Cartões de crédito da bandeira VISA — Foto: Jason Reed/Reuters
O CEO da Visa, Al Kelly, classificou os eventos do conflito armado como "inaceitáveis".
"Somos compelidos a agir após a invasão não provocada da Ucrânia pela Rússia e os eventos inaceitáveis que testemunhamos”, disse Al Kelly, presidente e CEO da Visa.
“Lamentamos o impacto que isso terá em nossos valiosos colegas e nos
clientes, parceiros, comerciantes e titulares de cartões que atendemos
na Rússia. Esta guerra e a ameaça contínua à paz e à estabilidade exigem que respondamos de acordo com nossos valores", completou Kelly.
As transações de clientes e parceiros da Visa serão encerradas nos próximos dias.
Biden concorda com sanções das empresas
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma ligação com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, saudou as decisões da Visa e da Mastercard de suspender suas operações na Rússia. As informações foram divulgadas pela Casa Branca neste sábado.
"O presidente Biden observou que seu governo está aumentando a segurança, a assistência humanitária e econômica para a Ucrânia
e está trabalhando em estreita colaboração com o Congresso para
garantir financiamento adicional", disse o informe da Casa Branca.
'Cessar-fogo parcial'
A Rússiadeclarou um "cessar-fogo parcial" de 5 horas,
e disse que seu Exército pararia ataques "localizados" neste sábado.
Duas regiões seriam beneficiadas inicialmente: Mariupol e Volnovakha,
ambas no leste ucraniano.
No entanto, logo em seguida chegou a informação de que a retirada dos
habitantes de Mariupol, porto estratégico ucraniano cercado pelas forças
russas, foi adiada devido a múltiplas violações russas do cessar-fogo,
segundo acusou a prefeitura da cidade neste sábado.
A retirada de civis, que deveria começar antes do meio-dia (horário
local), "foi adiada por razões de segurança" porque as forças russas
"continuam bombardeando Mariupol e seus arredores", afirmou a prefeitura
no aplicativo Telegram.
Segundo a RIA, agência russa de notícias, civis poderiam deixar
Mariupol e suprimentos e medicamentos poderiam chegar à cidade durante
esse período de cinco horas.
A Rússia deixou claro que a redução na ofensiva não vale para todo o território ucraniano.
No 4º trimestre, economia avançou 0,5% em relação aos 3 meses anteriores, após retrações de 0,3% no 2º trimestre e de 0,1% no 3º trimestre. PIB supera perdas de 2020 com a pandemia, mas ainda está 2,8% abaixo da melhor marca histórica, alcançada em 2014. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Darlan Alvarenga e Thaís Matos, g1 04/03/2022 09h00 Atualizado há 17 horas Postado em o5 de março de 2022 às 14h00m Post. N. =0.439
PIB cresce 4,6% em 2021 e recupera as perdas da pandemia
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 4,6% em 2021 e o país saiu da recessão técnica no 4º trimestre, segundo divulgou nesta sexta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 8,7 trilhões no ano passado.
"Esse
avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira
encolheu 3,9% devido à pandemia", destacou o IBGE. Apesar de ter
encerrado o ano passado 0,5% acima do patamar pré-pandemia (4º trimestre
de 2019), o PIB ainda está 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade
econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.
Já o PIB per capita alcançou R$ 40.688,1 em 2021, um avanço real de 3,9% ante o ano anterior, mas ainda sem recuperar o padrão pré-pandemia.
Evolução do PIB ano ano desde 2010 — Foto: Arte g1
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve
para medir a evolução da economia. O crescimento da economia brasileira
em 2021 foi puxado principalmente pela recuperação do setor de serviços,
em meio ao avanço da vacinação e flexibilização das medidas de
restrição para conter a propagação do coronavírus.
O crescimento de 4,6% em 2021 foi a maior taxa desde 2010, quando houve expansão de 7,5%.
"No ano em que a pandemia mais afetou a atividade econômica, o PIB caiu
3,9%. E, no ano passado, a economia se recuperou e superou as quedas",
afirmou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis,
destacando que em 2020 foi registrada a maior queda desde o início da
série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996.
O que é o PIB e quais os impactos dele?
Variação do PIB na comparação trimestre contra trimestre anterior — Foto: Arte g1
Principais destaques do PIB em 2021:
Serviços: 4,7%
Indústria: 4,5%
Agropecuária: -0,2%
Consumo das famílias: 3,6%
Consumo do governo: 2%
Investimentos: 17,2%
Exportação: 5,8%
Importação: 12,4%
Construção civil: 9,7%
Comércio: 5,5%
PIB sob a ótica da oferta frente ao ano anterior — Foto: Economia g1
O que puxou a alta
O crescimento de 4,6% da economia em 2021 foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária teve queda de 0,2%.
“A
única atividade que apresentou queda foi a agropecuária. É uma
atividade que a gente falava que não sofria os efeitos da pandemia, e
até cresceu em 2020, mas no ano passado tivemos vários problemas
climáticos, como a estiagem, além do embargo da China prejudicando
principalmente os bovinos", destacou a pesquisadora.
Do lado da demanda, o consumo das famílias – motor do PIB brasileiro há anos – avançou 3,6%
e o do governo subiu 2%. Já os investimentos (Formação Bruta de Capital
Fixo) avançaram 17,2%, foram puxados pelos segmentos de máquinas e
equipamentos e construção.
“Temos
todos os serviços presenciais com crescimento, mas não voltaram ainda
ao patamar pré-pandemia. As pessoas não voltaram totalmente a consumir
os serviços presenciais no nível pré-pandemia. Isso também afeta para
baixo o consumo das famílias", destacou Palis.
A taxa de investimento no
ano de 2021 foi de 19,2% do PIB, acima dos 16,6% registrados em 2020,
mas ainda longe do pico de 2013, quando chegou a superar 21%. A taxa de poupança foi de 17,4% ante 14,7% em 2020.
A balança de bens e serviços registrou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações, com o país importando mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. O setor externo teve um impacto negativo de 1% no resultado do PIB.
PIB sob a ótica da demanda frente ao ano anterior — Foto: Arte g1
País sai da recessão técnica
No 4º trimestre, o avanço foi de 0,5% em relação aos 3 meses anteriores,
após ter registrado quedas de 0,3% no 2º trimestre e de 0,1% no 3º
trimestre. Ao voltar a crescer na reta final do ano, a economia saiu da
recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de
retração.
O avanço registrado nos 3 últimos meses do ano veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de crescimento de 0,1%.
“A
agropecuária cresceu 5,8%, mas o fator determinante para o crescimento
do PIB no quarto trimestre foram os serviços (0,5%), que têm peso maior
na economia", explicou a coordenadora de pesquisa. Já a indústria recuou
1,2%. frente ao 3º trimestre.
Pela ótica da despesa, o consumo das Famílias cresceu 0,7% e a despesa
do governo, 0,8%. Já os investimentos tiveram alta de 0,4%. As
exportações de bens e serviços caíram 2,4%, enquanto as Importações de
bens e serviços avançaram 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2021.
Frente ao 4º trimestre de 2020, o PIB avançou 1,6%, a quarta alta seguida, após quatro trimestres no campo negativo nesta comparação.
PIB em quartos trimestres desde 2010 — Foto: Arte g1
Recuperação desigual e incompleta
Apesar do crescimento do PIB no ano passado, a retomada da economia brasileira ainda se mostrou desigual e incompleta, com apenas parte dos segmentos da retomando o patamar pré-pandemia
– aquele de fevereiro de 2020, quando foram lançadas no país as
primeiras medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19.
Segundo o IBGE, o patamar de consumo das famílias no final de 2021
ainda ficou 1,3% abaixo do padrão pré-pandemia e o consumo do governo,
0,7% abaixo. Por outro lado, os investimentos ficaram 16,9% acima do
nível do 4º trimestre de 2019.
“Houve
uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a
capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos
também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores
positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no
ano passado”, destacou a coordenadora da pesquisa do IBGE.
Entre os setores que ainda patinam, sem ter conseguido retomar o nível
de receita de antes da pandemia, estão as atividades de de serviços
caráter mais presencial, que dependem da maior circulação de pessoas,
como lazer e turismo, e segmentos da indústria afetados pela
desarticulação das cadeias produtivas durante a pandemia e pela falta de
insumos.
Mesmo com a superação das perdas de 2020, os analistas alertam que para o ano o cenário é de estagflação.
Ou seja, crescimento perto do zero e inflação ainda elevada, com a alta
da taxa de juros e as incertezas relacionadas à eleição presidencial e à
guerra na Ucrânia colocando riscos adicionais de freios para o PIB.
Os economistas do mercado financeiroprojetam atualmente um avanço de apenas 0,30% do PIBem
2022, bem abaixo da média global, e inflação de 5,60%. Para 2023, o
mercado trabalha com a expectativa de alta do PIB em 1,50%.
Economista fala sobre expectativas para a economia em 2022
Evolução do PIB ano a ano desde 1948 — Foto: Arte g1
Estudo da CNC mostra que a inadimplência atingiu 27% dos lares brasileiros em fevereiro. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por g1 03/03/2022 12h19 Atualizado há 2 horas Postado em 03 de março de 2022 às 14h25m Post. N. =0.438
O número de famílias com dívidas em atraso atingiu o maior patamar
desde março de 2010, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e
Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A inadimplência atingiu 27% dos lares brasileiros em fevereiro, 06%
a mais do que o registrado em janeiro e 2,5% do que fevereiro de 2021.
Já a parcela que declarou não ter condições de pagar as dívidas e,
portanto, permanecerá inadimplente chegou a 10,5%, mesmo percentual registrado em fevereiro de 2021.
O estudo mostra também que76,6% das famílias relataram ter dívidas a vencer, ou seja, estão endividadas. Há um ano, a proporção de endividados era de 66,7%.
Entre
as dívidas relatadas estão cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque
especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal,
prestação de carro e de casa.
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a escalada dos juros,
que encarece o crédito, dificulta a renegociação das dívidas.
"O
panorama mostra que, na margem, o custo do crédito mais elevado e o
próprio endividamento alto entre as pessoas que vivem no mesmo domicílio
dificultam a contratação de novas dívidas e o pagamento dos
compromissos na data de seus vencimentos", afirma Tadros.
Mais dívidas para todos
Tanto o endividamento quanto a inadimplência cresceram entre os dois
grupos de renda pesquisados. Nas famílias com ganhos de até 10 salários
mínimos, o percentual de endividados chegou a 77,8% após ter apresentado
queda na primeira leitura do ano.
Já na parcela com renda acima de 10 salários mínimos, a proporção de endividados alcançou o maior patamar histórico: 72,2%.
Entre os indicadores de inadimplência, o percentual de famílias com
contas ou dívidas em atraso na faixa de até 10 salários mínimos atingiu o
maior nível da série histórica para meses de fevereiro: 30,3%. Um ano
antes, essa proporção era de 27,4%. Na parcela com maiores ganhos, o
número também aumentou, chegando a 12,6%, o maior percentual desde abril
de 2018.
Cartão de crédito
O endividamento no cartão de crédito apresentou a primeira redução
entre os endividados desde fevereiro de 2021, mas segue como o principal
tipo de dívida no país. São 86,5% de famílias endividadas - 6,5% acima
de fevereiro de 2021 e 7,9% maior do que em fevereiro de 2020, antes da
crise sanitária causada pela pandemia.
Segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, o
encarecimento do crédito no Brasil e a fragilidade apontada no mercado
de trabalho devem seguir afetando a dinâmica do endividamento e da
inadimplência, especialmente em ano de maior incerteza pelo processo
eleitoral.
"Consideramos
necessárias e relevantes as alternativas que suportem o pagamento dos
compromissos financeiros assumidos e a renegociação das dívidas ou
contas não pagas", alerta Ferreira.
Nesta quarta-feira (2), após o carnaval, a moeda norte-americana recuou 0,99%, a R$ 5,1053. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por g1 02/03/2022 13h01 Atualizado há 2 horas Postado em 02 de março de 2022 às 15h05m Post. N. =0.437
Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro, na sexta-feira — Foto: REUTERS/Bruno Domingos
Odólar
fechou em queda de 0,99% cotado a R$ 5,1053, nesta quarta-feira (2),
depois de abrir em forte alta, na volta do mercado financeiro brasileiro
após o carnaval e sob pressão da guerra na Ucrânia e dos impactos das duras sanções do Ocidente contra a Rússia.
Os investidores também monitoraram os desdobramentos da guerra na inflação e no crescimento global.
Um novo rali nas commodities, que compõem boa parte da pauta de
exportação do Brasil, deu sustentação não apenas à taxa de câmbio, mas
também ao mercado de ações.
As taxas de juros projetadas em contratos futuros da B3, contudo,
saltaram, com investidores atentos a efeitos do atual momento sobre as
perspectivas para a inflação e política monetária.
A perda de vigor do dólar aqui "casou" com o movimento visto no
exterior. O índice da divisa norte-americana frente a uma cesta de
rivais chegou ao fim da tarde quase estável, depois de saltar perto de
0,5% na máxima, quando alcançou picos desde junho de 2020.
Nos mercados internacionais, os preços dos contratos para maio do
Brent, a referência global, terminaram o dia em alta de 7,58%, a US$
112,93 o barril, na ICE, em Londres. Os preços dos contratos para abril
do WTI, a referência americana, subiram 6,95%, a US$ 110,60 o barril, na
Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).
Rússia anuncia a tomada da primeira grande cidade ucraniana
Impactos econômicos da guerra e das sanções
À medida que a guerra no Leste Europeu completa uma semana, os
investidores elevam as preocupações quanto ao impacto no crescimento
econômico global, em meio aos planos do Federal Reserve (Fed) e de
outros bancos centrais para combater a inflação crescente através do
aumento das taxas de juros.
Além disso, a alta nos preços do petróleo também geram apreensão, com
os investidores cada vez mais temerosos sobre o impacto da guerra na Ucrânia
no fornecimento global de energia, uma vez que Rússia é o terceiro
maior produtor de petróleo do mundo e grande fornecedor de gás para a
Europa.
As sanções dos EUA e da União Europeia buscam impedir que os bancos
russos tenham acesso aos mercados internacionais de capital. As medidas
que visam estrangular a economia russa incluem o corte de 7 bancos russos da rede internacional de pagamentos Swift
e o congelamento de ativos do Banco Central russo no Ocidente de forma a
impedir que a Rússia consiga usar suas reservas em moeda estrangeira.
Diversas empresas internacionais anunciaram desde sexta-feira (25) que
estão deixando ou suspendendo seus negócios na Rússia, num efeito dominó
que deve continuar nos próximos dias e aumentar consideravelmente a
pressão sobre o governo russo. Veja a lista.
Por aqui,Banco Central divulgou o relatório Focuscom as projeções atualizadas do mercado financeiro para a inflação, taxa de juros e PIB (Produto Interno Bruto).
Os economistas do mercado financeiro elevaram pela sétima semana
seguida a estimativa de inflação para 2022, que passou de 5,56% para
5,60%.
O mercado financeiro também manteve a previsão de crescimento do PIB
deste ano em 0,30% e a expectativa para a taxa básica de juros da
economia, a Selic, em 12,25% ao ano para o fim de 2022.
Atualmente, a taxa Selic está em 10,75% ao ano.
Na sexta-feira, o IBGE divulga o resultado oficial do PIB de 2021.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, está nos Estados Unidos, onde
participa de evento da XP, para investidores privados e institucionais,
em Miami.