Em um ano, preço da cesta já subiu até 34% nas capitais pesquisadas. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por G1 Postado em 08 de setembro de 2021 às 12h50m .*Post. N. =0.325*.
A inflação vem sendo sentida com força nos pratos dos brasileiros – especialmente os mais pobres.Para
as famílias com renda de um salário mínimo, o preço da cesta básica de
alimentos chega a consumir 65,32% dos ganhos mensais.
Essa fatia foi registrada em Porto Alegre, que tem a cesta mais cara do país, a R$ 664,67. Mesmo
em Aracaju, onde a cesta é a mais barata entre os locais pesquisados
(R$ 456,40), o conjunto de itens representa um gasto de 44,86% do
salário mínimo. Valor da cesta básica — Foto: Economia G1
Custo da cesta básica — Foto: Economia G1
Nos 12 meses até agosto, o preço da cesta subiu mais de 10% em todas as capitais pesquisadas peloDepartamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos(Dieese). A
maior alta foi registrada em Brasília: na capital federal, o conjunto
dos 17 itens que compõem a cesta subiu 34,13% em um ano.
Em outras sete capitais, a alta acumulada passa dos 20%: Campo Grande
(25,78%), Porto Alegre (24,84%), Florianópolis (24,24%), Vitória
(21,50%), Natal (21,11%), São Paulo (20,47%) e Belém (20,07%).
Agosto
Na passagem de julho para agosto, a cesta básica ficou mais cara em 13 das 17 capitais pesquisadas.
As maiores altas foram registradas em Campo Grande (3,48%), Belo
Horizonte (2,45%) e Brasília (2,10%). As capitais onde o custo
apresentou queda foram Aracaju (-6,56%), Curitiba (-3,12%), Fortaleza
(-1,88%) e João Pessoa (-0,28%).
Com câmbio desvalorizado e crise da energia elétrica, economia brasileira sofre mais com a alta dos preços; analistas já veem inflação espalhada por várias áreas. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Bianca Lima e Luiz Guilherme Gerbelli, GloboNews e G1 07/09/2021 07h00 Atualizado há 3 horas Postado em 07 de setembro de 2021 às 10h00m .*Post. N. =0.324*.
Inflação do Brasil é a terceira maior da América Latina
A disparada de preços colocou o Brasil em terceiro lugar no ranking de inflação da América Latina,
atrás somente da Argentina e do Haiti, países que enfrentam,
respectivamente, uma dura e persistente crise econômica e uma ebulição
política e social, marcada por desastres naturais.
O estudo não leva em conta o desempenho da Venezuela. O país vive um colapso econômico e apresenta indicadores distorcidos, que inviabilizam a comparação com outras economias.
Ranking da inflação — Foto: Economia G1
"Nós
tivemos uma desvalorização cambial maior (do que os outros países) por
causa do ambiente de incerteza num momento de juro baixo", diz André
Braz, pesquisador do Ibre/FGV.
"Com a incerteza crescendo e os juros em 2% - lá no início do ano -,
ninguém queria ficar aqui. O investidor foi para mercados mais seguros e
isso ajudou a desvalorizar a nossa moeda", acrescenta.
Economista diz que inflação é motivo de preocupação: 'Falta zelo com as contas públicas'
Os dados do levantamento deixam evidente que o quadro inflacionário
brasileiro piorou mais do que em outros países. No fim do ano passado, o
Brasil ocupava a sexta posição entre as economias da região com mais inflação.
Alta de preços na região — Foto: Economia G1
Depois de superada a fase mais crítica da pandemia, a inflação se
tornou um problema em todo o mundo. A alta dos preços das commodities se
somou ao desarranjo nas cadeias de produção – a crise sanitária
paralisou ou reduziu a produção em muitos setores industriais. E essa
interrupção provocou uma escassez de produtos, pressionando os custos de
produção.
"Havia
uma expectativa – não só no Brasil, mas no mundo inteiro – de que essas
cadeias voltariam neste ano, mas isso não está ocorrendo", afirma
Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse. "Tem o impacto
da nova variante (Delta), mas há uma dificuldade também de retomar a
produção rapidamente em diversos países ao mesmo tempo."
O ponto central é que o ritmo da inflação no Brasiltem surpreendido e preocupado os analistas. Hoje, a análise deles é a de que a alta de preços se espalhou por boa parte da economia.
Desde o ano passado, a inflação brasileira passou a ser pressionada
pela alta dos preços dos alimentos, resultado da valorização das
commodities.
O aumento de itens básicos – como soja e milho – no mercado
internacional e a perda de valor do real provocaram um aumento da
exportação, o que levou a um desabastecimento do mercado local e,
consequentemente, ao aumento dos preços.
"Em
2020, vivemos uma tempestade perfeita. Houve quebra de safra e houve
ainda um aumento das exportações por causa da desvalorização do real, o
que tornou o nosso país competitivo internacionalmente", afirma Braz, da
FGV. "O lado ruim é que a exportação desabastece o mercado interno, e
os preços sobem."
No cenário dos analistas, a expectativa era de que o real iria se
valorizar ao longo de 2021 e, portanto, a inflação poderia ceder – no
primeiro relatório Focus deste ano, os economistas trabalhavam com uma
previsão de 3,35% para o IPCA.
Mas as incertezas fiscais e, recentemente, a crise institucional
provocada pelo presidente Jair Bolsonaro impediram uma queda do valor
do dólar. A combinação desses cenários provoca uma fuga de capitais do
Brasil, afetando o real.
"Desde o final do ano passado, a incerteza está relacionada em como nós
vamos sair da pandemia, se vamos manter as regras fiscais. Isso impacta
muito o câmbio", afirma Solange.
VÍDEO: Veja as diferenças entre o Bolsa Família e o Auxílio Brasil
O quadro inflacionário se agravou ainda mais porque o Brasil passou a enfrentar um aumento do preço dos combustíveis e uma severa crise hídrica, que vem sendo enfrentada de forma tardia e tímida pelo governo federal, segundo especialistas.
Já são vários aumentos seguidos na conta de luz dos brasileiros. Na
semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou a bandeira tarifária de escassez hídrica e reajustou ainda mais o valor da energia.
Crise energética: risco de racionamento é crescente
Em setembro, a nova alta nas contas de luz deve ser de quase 7%.
"A
inflação está muito disseminada. Não é só mais uma inflação de
alimentos. É uma inflação de preços administrados, tem gasolina, energia
elétrica. É uma inflação também de preços industrializados, vestuários,
bens duráveis. E agora de serviços", afirma Solange.
O Credit Suisse projeta que o IPCA deve encerrar este ano em 7,7%.
E o que esperar para o futuro?
Com a alta de preços disseminada por praticamente toda a economia, o
Brasil também começa a enfrentar uma retomada da inércia inflacionária.
A alta dos preços em 2021 deve balizar reajustes de contratos – como de
escolas e planos de saúde, por exemplo – para o próximo ano. Tudo isso,
portanto, deve impactar os preços em 2022.
"Em
setembro, a inflação vai bater em 9,6% em 12 meses. Esse número é um
dos fatores que vai balizar os reajustes salariais no segundo semestre e
vários preços da economia, como contratos de aluguel e escolas", diz
Solange.
Para 2022, o banco espera uma alta de 5% no IPCA, também acima do centro da meta do governo, que é de 3,5%.
Mas as previsões para o próximo ano podem piorar ainda mais.
Isso porque os economistas ainda não conseguem calcular todo o efeito
do novo aumento da conta de luz. Segundo a Aneel, a nova bandeira
tarifária deve vigorar até abril do ano que vem.
"A
parte indireta (do aumento do custo de energia) a gente não consegue
antecipar. O que a alta da energia vai provocar de aumento nos outros
produtos e serviços que a gente consome? É uma parte que a gente tem de
pagar para ver", afirma Braz.
Governo anuncia bandeira tarifária 'escassez hídrica'; custo será de R$ 14,20 a cada 100 kWh
Dessa forma, mesmo com uma forte alta da taxa básica de juros, o BC
deve ter dificuldade para conter o avanço dos preços. Isso porque, com o
aumento do preço de bens materiais, combustíveis e energia elétrica, o
país enfrenta uma pressão inflacionária via custo, não por demanda.
Na prática, quando o BC sobe os juros, ele quer esfriar a economia,
retardando o consumo das famílias, com o objetivo de conter a escalada
dos preços. Agora, a história parece outra.
"Essa pressão inflacionária vai ser mais difícil de ser contida. Quando
o BC sobe os juros, ele passa a seguinte mensagem para as famílias:
junte dinheiro agora porque a remuneração pelo investimento vai aumentar
com a alta dos juros. Então, se você adiar o consumo, o seu prêmio vai
ser uma rentabilidade maior", afirma Braz.
"Com isso, a expectativa é tirar o dinheiro de circulação, enxugar a
base monetária, para poder ter uma inflação mais baixa", acrescenta.
Maioria da população, no entanto, rejeita a criptomoeda e prefere continuar usando o dólar, segundo as últimas pesquisas. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por France Presse 06/09/2021 10h14 Atualizado há 3 horas Postado em 06 de setembro de 2021 às 13h20m .*Post. N. =0.323*.
El Salvador se tornará o primeiro país do mundo a reconhecer o bitcoin
como moeda legal na terça-feira (7), em meio a forte ceticismo e
advertências de economistas e organizações financeiras internacionais.
O governo de Nayib Bukele garante que a polêmica medida contribuirá
para a bancarização da população e evitará uma perda de US$ 400 milhões
nas remessas que os salvadorenhos enviam do exterior e que representam
22% do PIB, embora alguns especialistas questionem.
Em El Salvador, que dolarizou sua economia há duas décadas, a maioria
dos 6,5 milhões de salvadorenhos rejeita o bitcoin promovido por Bukele e
prefere continuar usando o dólar, segundo as últimas pesquisas.
"Esse
bitcoin é uma moeda que não existe, é uma moeda que não vai favorecer
os pobres e sim os ricos, porque o pobre, que mal tem pra comer, não
pode investir", comentou à AFP José Santos Melara, veterano da guerra
civil (1980-1992) que na sexta-feira participou de um protesto contra a
criptomoeda.
Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
Sete em cada 10 salvadorenhos indicaram que "discordam ou discordam
veementemente" do bitcoin, que circulará ao lado do dólar, apontou uma
pesquisa recente da Universidade Centro-Americana (UCA), que consultou
1.281 pessoas em meados de agosto.
Dos mais de 1.500 consultados em outra pesquisa do jornal La Prensa Gráfica, 65,7% disseram que desaprovam a criptomoeda.
A diretora do Instituto de Opinião Pública da UCA, Laura Andrade,
garante que a população resiste ao bitcoin por não considerá-lo uma
forma de melhorar sua situação econômica.
"São decisões sem consulta que este governo têm tomado em conjunto com
os legisladores, e que as pessoas não percebem um impacto positivo para
transformar significativamente suas condições de vida", apontou Andrade à
AFP.
A pesquisa da UCA indicou que 65,2% da população não tem interesse em
baixar a carteira eletrônica "Chivo" necessária para fazer compras e
vendas em bitcoins, e não concorda que o governo conceda o equivalente a
US $ 30 como incentivo aos usuários da criptomoeda.
Mas Jorge García, um cabeleireiro de 34 anos que usa bitcoin há três,
acredita que "tem futuro" e espera que "aumente seu valor".
A Assembleia Legislativa aprovou a lei do bitcoin em junho e no final
de agosto endossou um fundo de 150 milhões de dólares para garantir a
"conversibilidade automática" do bitcoin em dólar.
Por lei, o bitcoin terá "poder libertário ilimitado em qualquer transação". A
lei estabelece que o câmbio entre o bitcoin e o dólar "será livremente
estabelecido pelo mercado" e obriga "a aceitar o bitcoin como forma de
pagamento".
Em todo o país, o governo instala mais de 200 "pontos Chivo", caixas
eletrônicos bitcoin, alguns protegidos pelo exército para evitar
possíveis depredações.
Economistas e organizações como o Banco Mundial, o FMI e o Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID) são céticos quanto à adoção do
bitcoin como moeda ao lado do dólar.
Terá um "impacto negativo" nas condições de vida da população dada a
"alta volatilidade da cotação" e "afetará os preços de bens e serviços",
afirma o economista Óscar Cabrera, da Universidade de El Salvador.
O fato de ser determinado "exclusivamente pelo mercado" torna o bitcoin
"altamente volátil", alertou a Fundação Salvadorenha para o
Desenvolvimento Econômico e Social (Fusades). A Fundação também
considera "inconstitucional" impor "a aceitação obrigatória do bitcoin
como forma de pagamento quando oferecido" em qualquer transação
econômica.
Incentivado por uma alta aprovação pública, mas criticado por várias
medidas consideradas autoritárias e que afetam a independência entre os
poderes do Estado, Bukele defende sua decisão e acusou a oposição de
"assustar" a população sobre a criptomoeda.
Os Estados Unidos pediram a El Salvador para ter um uso
"regulamentado", "transparente" e "responsável" do bitcoin e "para se
proteger de atores malignos".
Ministro vê inflação de 4% em 2022, mas reconhece que crise hídrica é obstáculo. Guedes também defendeu novo Bolsa Família para repor o poder de compra corroído pela inflação. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Jamile Racanicci, TV Globo — Brasília 03/09/2021 20h41 Atualizado há um dia Postado em 05 de setembro de 2021 às 09h45m .*Post. N. =0.322*.
O ministro da Economia, Paulo Guedes,
afirmou nesta sexta-feira (3) que a inflação atingiu o seu "pior" e
deve cair, até o final do ano, para o patamar de 7% em 12 meses. Para
2022, a projeção do ministro é que a inflação chegue a 4% entre janeiro e
dezembro.
“Eu imagino que o pior da inflação nós estamos atravessando agora.
Daqui para frente a taxa deve começar a cair lentamente. Está agora em
8,8%, 8,9%, quase batendo os 9%. A gente espera que esse ano feche lá em
torno dos 7%, já descendo”, disse em evento transmitido pela internet.
"Chegar em torno de 4% no final do ano que vem, é o que nós estamos tentando", complementou.
Ao lado da atuação do Banco Central na definição dos juros, Guedes
destacou que a austeridade no controle de gastos públicos por parte do
governo federal ajudará a conter a alta dos preços. Porém, avaliou que a
crise energética dificulta a tarefa.
“A crise de recursos hídricos aumenta o desafio”, disse.
Veja abaixo análise sobre a inflação atual:
Economista diz que inflação é motivo de preocupação: 'Falta zelo com as contas públicas'
Na pior estiagem dos últimos 91 anos, estão sendo acionadas usinas
termelétricas – mais caras e poluentes -- para garantir o fornecimento
da energia elétrica e preservar os reservatórios das hidrelétricas. Como
o custo de geração de energia aumentou, o valor é repassado para os
consumidores na conta de luz e na alta dos preços dos produtos e
serviços.
Após reajustar a bandeira tarifária em junho deste ano, a Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou um novo patamar de taxa
extra para as contas de luz de todo o país, com a entrada em vigor,
nesta quarta-feira (1º), da "bandeira tarifária escassez hídrica", que
adicionou R$ 14,20 às faturas para cada 100 kW/h consumidos.
Nesse sentido, o ministro da Economia reconheceu que um eventual
aumento nos valores do Bolsa Família não significaria um ganho real de
renda para famílias mais pobres. Em vez disso, o reajuste serviria
apenas para repor o poder de compra que foi corroído pela inflação.
“Temos que controlar essa inflação e temos que repor justamente o poder
aquisitivo dos mais frágeis, e aí entra o Bolsa Família”, afirmou.
Peso de itens essenciais no orçamento das famílias é o maior em 16 anos
Auxílio emergencial
Por considerar que os índices de mortes decorrentes da pandemia estão
diminuindo, o ministro disse que não considera estender o auxílio
emergencial por meio de uma nova rodada para além de outubro.
“Eu sinceramente não considero nova rodada, não”, afirmou.
Apesar de avaliar que os números da Covid estão em queda, o ministro
reconheceu que no início do ano a equipe econômica não contava com uma
segunda onda da pandemia. Nesse sentido, afirmou que o auxílio
emergencial poderia voltar caso a variante delta crie uma terceira onda.
“Se vier variante delta, ela subir, aumentar de novo a taxa de
mortalidade, a infecção estiver fazendo vítimas, aí tudo bem, vamos
embora de novo para o auxílio. Mas não é o que estamos vendo no
momento”, disse.
“A primeira onda parecia que tinha ido embora e voltou”, complementou.
Após três altas seguidas, economia brasileira cai 0,1% no segundo trimestre
Reforma do Imposto de Renda
Questionado sobre as mudanças aprovadas pela Câmara na reforma do
Imposto de Renda, o ministro afirmou que os princípios mais importantes
do texto original foram mantidos.
“Nosso eixo era: mais impostos sobre os rendimentos de capital, que
pagavam 0 e vão pagar modestos 15%, aliviando 32 milhões de brasileiros
assalariados e 5 milhões de empresas que também vão pagar menos. Esse
era o eixo da reforma e, nesse sentido, foi aprovada lá”, afirmou.