Para os próximos meses, levantamento mostra que 3% dos entrevistados esperam uma perda total da renda e 9% acreditam numa redução parcial. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por G1 Postado em 27 de abril de 2021 às 23h35m .*Post. N. =0.259*.
Um morador de rua caminha pelo centro de São Paulo em março de 2020 — Foto: Marcelo Brandt/G1
Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)
nesta quarta-feira (28) mostrou que 46% dos trabalhadores viram a renda
diminuir ou acabar durante a pandemia provocada pelo coronavírus.
De acordo com o levantamento, 32% dos entrevistados observaram uma
queda na renda obtida pelo salário, e 14% uma perda total. Para 41%, a
renda ficou estável, e 10% registraram um aumento.
Para os próximos meses, 3% dos trabalhadores esperam uma perda total da
renda, 9% projetam uma redução parcial e 83% acreditam que não haverá
mudança.
Oito em cada 10 famílias de classe média perdem renda, na pandemia
Recuperação só em 2022
O levantamento também apontou que 71% dos brasileiros acreditam que a
economia só deve se recuperar no ano que vem dos efeitos da pandemia de
coronavírus.
A pesquisa ainda apurou que 70% dos entrevistados dizem que o impacto
da pandemia na atividade econômica tem sido muito grande. Para 20%, tem
sido grande.
A pesquisa divulgada pela CNI - batizada de Os brasileiros, a pandemia e
o consumo - foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa. Esta é a
terceira edição do levantamento. Foram entrevistadas 2.010 pessoas por
telefone entre 16 e 20 de abril. A margem de erro do estudo é de dois
pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Redução de gastos
Com um cenário tão adverso, 71% dos entrevistados dizem ter reduzido
seus gastos desde o início da pandemia. Entre os motivos apontados,
estão:
30% perderam parte ou toda renda;
38% se dizem inseguros quanto ao futuro; e
27% alegam o fechamento do comércio.
Segundo o levantamento, 37% dizem que essa redução será permanente.
Avanço nos resultados foi superior a 3.000% e surpreendeu mercado. No mesmo período do ano passado, a mineradora reportou ganhos de R$ 984 milhões. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por G1 26/04/2021 20h10 Atualizado há 2 horas Postado em 26 de abril de 2021 às 22h10m .*Post. N. =0.258*.
Logotipo da Vale em sede da empresa no Rio de Janeiro — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
A Vale informou nesta segunda-feira (26) que registrou lucro líquido de
R$ 30,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021. No mesmo período do ano
passado, a mineradora reportou ganhos de R$ 984 milhões. Avanço no resultado foi superior a 3.000%.
O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização)
ajustado da companhia foi de R$ 45,74 bilhões, no primeiro trimestre de
2021, contra um resultado de R$ 12,9 bilhões em igual intervalo de 2020.
Já a receita líquida mais que dobrou(121,8%): passando de R$ 31,3 bilhões entre janeiro e março de 2020 para R$ 69,3 bilhões no mesmo período deste ano.
O resultado da mineradora foi motivado pelo aumento na produção do
minério de ferro e pelo avanço no preço da commodity no mercado
estrangeiro.
De acordo com a Vale, o preço médio foi de US$ 166,9 por tonelada nos primeiros três meses deste ano, 25% superior ao quarto trimestre de 2020.
“Estou
confiante de que nossos resultados financeiros positivos refletem nossa
consistência no cumprimento de nossas promessas de redução dos risco da
Vale", afirmou Eduardo Bartolomeo, presidente da mineradora, no balanço
financeiro.
Últimos resultados financeiros da Vale Lucro trimestral, em R$ bilhões
No ano passado, a maior economia europeia sofreu uma queda de 4,9% em seu PIB. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por France Presse 23/04/2021 22h11 Atualizado há um dia Postado em 24 de abril de 2021 às 14h25m .*Post. N. =0.257*.
Pedestre passa por hotel e restaurante fechado na parte velha da cidade de Colônia, na Alemanha, em 18 de março de 2021 — Foto: Martin Meissner/AP
O governo alemão vai elevar sua projeção de crescimento para 2021 graças à resistência da indústria e apesar das novas restrições impostas pela crise sanitária, informou o ministro da Economia em entrevista nesta sexta-feira (23).
"Em janeiro, projetamos um crescimento de 3%. Os números atuais mostram que será mais do que isso", afirmou Peter Altmaier à assessoria de imprensa Funke, dias antes de o governo divulgar suas novas projeções, o que deve acontecer na próxima terça-feira.
No ano passado, a maior economia europeia sofreu uma queda de 4,9% em seu PIB.
"Há motivos para otimismo", acrescentou, enfatizando um "desempenho econômico mais forte do que o esperado", graças principalmente à industria, que se beneficia da recuperação da economia mundial.
A notícia é dada em um momento em que as medidas de combate à pandemia afetam fortemente o comércio, a gastronomia e a hotelaria, reconheceu Altmaier, numa Alemanha que neste sábado irá reforçar as restrições a nível nacional.
O retorno aos níveis pré-pandêmicos ocorrerá "ao mais tardar em 2022", garantiu, devido ao impacto da terceira onda da crise sanitária, marcada por uma rápida disseminação de variantes do coronavírus.
Há uma semana os principais institutos econômicos estimavam que a terceira onda "atrasaria a recuperação", mas estão mais otimistas que o governo e apostam na alta de 3,7% do PIB neste ano.
O estudo do IDados, a partir da Pesquisa Nacional de Domicílios, mostra que a maior parte perdeu entre 10% e 50% da renda do trabalho. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- g1.globo.com/jornal-nacional/noticia 21/04/2021 22h06 Atualizado há uma hora Postado em 21 de abril de 2021 às 23h10m .*Post. N. =0.256*.
Oito em cada 10 famílias de classe média perdem renda, na pandemia
Na pandemia, a maior parte das famílias brasileiras de classe média
teve alguma perda de renda com a pandemia e precisou se adaptar.
Se a cidade mais rica do país é cenário de uma crise, as famílias
brasileiras são os personagens. Sofrem primeiro os mais vulneráveis e
depois a chamada classe média. Pelo Critério Brasil, da Associação
Brasileira das Empresas de Pesquisas, famílias com renda mensal entre R$
3,3 mil e R$ 6 mil. Com a pandemia estacionada, veem a vida andar para
trás.
“Eu
tive que vender meu apartamento que eu tinha acabado de comprar. Estava
financiado e eu não ia conseguir mais pagar. Tenho dois condomínios
atrasados, tem meus convênios que eu estou fazendo uma jogada, eu pago
um, atraso o outro, pago um atraso o outro. E agora, eu estou
planejando, ou eu vendo um ônibus ou eu vendo meu carro particular para
poder ter aquele dinheiro extra para poder me manter”, conta José Acir
Momesso, transportador escolar.
Um estudo do IDados, a partir da Pesquisa Nacional de Domicílios,
mostra que oito em dez famílias de renda média se apertaram para viver
com menos no fim do ano passado. A maior parte perdeu entre 10% e 50% da
renda do trabalho. Para duas em dez famílias, a pandemia levou entre
50% e 80% da renda familiar. E um em dez domicílios viu a fonte de renda
secar entre 80% e 100%.
“São
pessoas na verdade que se bancam com a renda do próprio trabalho, são
famílias que sofreram bastante com a diminuição da população ocupada e
posteriormente com o aumento do desemprego. É uma população que não é
apta a receber o auxílio emergencial”, explica Mariana Leite Moraes da
Costa, economista e pesquisadora da Consultoria IDados.
E com os planos dessas famílias fica adiada também a retomada econômica.
“A classe média representa o maior quinhão, a maior parte do consumo
daquilo que entra nas residências”, diz Simão Silber, professor de
Economia da USP.
Foi pela via do emprego e renda que o vírus contaminou a economia.
Nessa doença que “mina" o crescimento da atividade, difícil dizer o que é
causa e o que é sintoma. Com o prolongamento da pandemia e menos
dinheiro no fim do mês, as famílias deixam de consumir, e os
empresários, de investir, e as chances de abertura de vagas diminuem. É
mais do que uma crise econômica, dizem os economistas.
“É uma tragédia social, porque as pessoas estão perdendo os seus
status, sua autoestima. Não se esqueçam: muitas pessoas são estudadas,
se prepararam para trabalhar e, de uma hora para outra, a porta do
emprego se fechou. Então isso é uma enorme frustração, do ponto de vista
familiar, do ponto de vista pessoal, você se sente muito diminuído,
rejeitado dentro da sociedade”, afirma Simão Silber.
“Eu estou perdendo. Eu estou tendo que desfazer das coisas que eu
tenho, então está muito ruim. A gente comia bem, agora come o suficiente
para poder se manter. A gente está abrindo mão de muitas coisas, sair
final de semana, comer uma pizza, numa sexta-feira, isso acabou, não tem
mais. Isso já não me pertence mais por enquanto”, conta José Acir
Momesso.
E a saída dessa crise econômica passa por medidas de saúde pública, explicam os economistas.
“Várias regiões do mundo que vacinaram melhor, isolaram melhor e estão
saindo muito mais fortes na recuperação econômica. É rastreamento,
vacinação, isolamento para acabar com um grande surto para depois
ressurgir. Elas precisam ser ajudadas, porque senão morrem de fome. E
feito isso de maneira suficiente, com imunização, você ressurge. Vai ter
uma outra primavera, é óbvio que tem, os países fizeram isso”, explica o
professor Simão Silber.
Percentual de brasileiros na classe média caiu de 51% em 2020 para 47% em 2021, segundo estudo do Instituto Locomotiva. Levantamento estima que cerca de 4,9 milhões de famílias caíram para a classe baixa no último ano. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Darlan Alvarenga e Raphael Martins, G1 17/04/2021 05h00 Atualizado há 5 horas Postado em 17 de abril de 2021 às 10h00m .*Post. N. =0.255*.
A pandemia do coronavírus fez aumentar não só o número de brasileiros que vivem na extremapobrezacomo diminuiu a classe média ao seu menor patamar em mais de 10 anos em relação ao total da população.
Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que, com o aumento do
desemprego e o tombo da renda, esse grupo social deixou de compreender a
maioria dos brasileiros.
De acordo com o estudo inédito antecipado ao G1, o
percentual da população brasileira pertencente à chamada classe média
tradicional caiu de 51% em 2020 para 47% em 2021 – mesmo 'tamanho' da
classe baixa. A maior marca, segundo o Locomotiva, foi registrada em 2011, quando a classe média era 54% da população brasileira.
A pesquisa considera como classe média famílias com renda mensal per capita (por pessoa) entre R$ 667,87 e R$ 3.755,76.
Classe média encolhe com a pandemia — Foto: G1 Economia
O percentual de 47% foi calculado a partir de projeções e análises
estatísticas do Locomotiva com base nos dados da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) e da Pesquisa de Orçamentos
Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).
Em números absolutos, a "classe média tradicional" foi estimada em
100,1 milhões de pessoas em março, contra 105 milhões em 2020. Ou seja, a crise trazida pela pandemia empurrou 4,9 milhões de brasileiros da faixa intermediária de renda para a classe baixa.
"Essa
camada da população não tinha poupança, nem os recursos da elite para
passar bem por essa pandemia. Também não contaram com auxílios
emergenciais ou políticas voltadas para a base da pirâmide, que foi quem
mais sofreu durante a crise", afirma o economista Renato Meirelles,
presidente do Instituto Locomotiva.
Ele, que pesquisa há 20 anos as mudanças nas classes sociais do país,
explica que o processo de expansão da classe média no Brasil foi
interrompido desde a crise que se iniciou em 2014. Mas foi a primeira vez em mais de 10 anos que a classe média deixou de representar mais da metade da população.
"Esses
brasileiros, que mudaram de vida no início do século, hoje estão tendo
um sentimento que há muito tempo não se via no país, o sentimento de
perda. E perder dói muito mais do que deixar de ganhar", diz.
Critério de classificação econômica — Foto: Economia G1
Renda em queda e endividamento em alta
Nena e sua família: Jéssica e Lorrany, os gêmeos Maxsuell e Rikelmy, e a neta Eloah — Foto: Arquivo pessoal
Maria José de Almeida, a Nena, sofre esse impacto negativo da crise nos
rendimentos. Aos 44 anos, ela tem quatro filhos: Jéssica, Lorrany e os
gêmeos Maxsuell e Rikelmy. Como as meninas haviam saído de casa, o
salário de R$ 2,5 mil por mês como empregada doméstica sustentava três
pessoas.
Ainda na primeira onda da Covid-19 no Brasil, os dias de trabalho de
Nena foram reduzidos à metade. Os ganhos passaram a ser de cerca de um
salário mínimo. Não bastasse, Lorrany e o marido perderam o emprego. Sem
dinheiro para o aluguel, cada membro do casal voltou para a casa dos
pais. Nena recebeu a filha e a neta, Eloah.
"Meus
filhos ficavam na escola, não tinha a filha em casa. Manter cinco
pessoas com um salário mínimo é bem difícil. As contas começaram a
atrasar", diz Nena.
Em tempos pré-pandemia, as contas da casa eram quitadas com R$ 1,8 mil.
Agora, não há sobras. Eventualmente, recebe doação de cestas básicas da
Central Única das Favelas (Cufa), que ajuda no orçamento.
Ainda assim, Nena foi obrigada a recorrer à antecipação do saque do
FGTS para zerar os débitos e não sofrer corte de luz, por exemplo, cujo
valor mensal triplicou. Ela não teve acesso ao Auxílio Emergencial, pois
tinha registro em carteira na época das inscrições.
"Todo
mês sobra uma conta para pagar. Até agora, deu tudo certo. Mas não sei
como será nos próximos meses se essa vacina não vier logo", afirma Nena.
Uma pesquisa de opinião realizada pelo Locomotiva mostra que 6 de cada
10 brasileiros da classe média tradicional afirmam que a renda diminuiu
no último ano. Desse recorte, 19% das famílias estão sobrevivendo com metade ou menos da sua renda pré-pandemia.
Ainda de acordo com o levantamento, 58% da classe média afirma que
recorreu a bicos, vendeu algum bem ou abriu um negócio para obter renda
extra após a chegada da pandemia. Mais endividados, 71% disseram ter ao
menos uma conta em atraso. Na média, são 4,6 contas em atraso entre os
inadimplentes.
O levantamento ouviu 1.620 pessoas, nos dias 21 e 22 de março, em 72 cidades em todos estados do país.
Entre
os brasileiros de classe média entrevistados, 35% dos não conseguiram
manter a doméstica ou a babá, 23% abriram mão ou perderam o plano de
saúde e 18% daqueles que pagavam escolas particulares transferiram os
filhos para escolas públicas.
Em seis meses, extrema pobreza quase triplicou no Brasil
Crise de perspectiva
Com o encolhimento da renda da população, o Locomotiva estima que a classe média deixará de consumir cerca de R$ 100 bilhões em 2021, representando um fator de dificuldade adicional para a recuperação da economia brasileira.
"A
classe média quando não enxerga uma luz no fim do túnel, não investe no
seu negócio, em uma faculdade, não faz crediário... E a crise de
perspectiva faz com que a retomada da economia demore muito mais do que
gostaríamos", afirma Meirelles.
Analistas têm destacado que o grande número de desempregados, ainflação acima do teto da meta, preocupação com a saúde das contas públicas e o chamado risco fiscal dificultam uma retomada da economia.
A consultoria Tendências, por exemplo, projeta o retorno da recessão
técnica em 2021, com quedas no PIB de 0,6% para o primeiro e 0,9% para o
segundo trimestre deste ano. Para o
ano todo, a projeção é de alta de 2,7%, uma recuperação fraca, e que
ainda depender do ritmo de vacinação contra a Covid-19. A estimativa média dos analistas do mercado financeiro está atualmente em 3,08%.
Para quem permaneceu na classe média, essa estagnação complica a
criação de novos empregos e uma situação mais confortável. Mas, para quem 'cai', a chance de retorno fica ainda mais distante.
Um crescimento em xeque somado à redução de benefícios sociais dão a
equação de dificuldades extras para as classes de renda mais baixa,
tirando de perspectiva uma ascensão.
No ano passado, o Auxílio Emergencial mais que compensou a queda de rendimentos do brasileiro,
mas o prospecto para esse ano, com parcelas menores, é negativo. Nos
cálculos da Tendências, a massa de renda ampliada na economia (que
agrega salários, benefícios sociais, previdência e rentabilidade de
investimentos) subiu 5,3% em 2020, apoiada no auxílio. Neste ano, a queda deve ser de 3,8%, com depósitos menores e geração de empregos que não compensará as perdas da pandemia.
Nas classes D e E, a variação de renda entre um ano e outro será uma
montanha russa. A primeira rodada do Auxílio Emergencial, com parcelas
de R$ 600 e redução no fim do ano para R$ 300, elevou a renda desse
extrato social em 23,4%. Com as quatro parcelas de R$ 250 previstas para
a segunda rodada, a queda de rendimentos deve chegar a 14,4% em 2021.
"Quase
50% da renda dessas famílias das classes D e E vem de previdência e
transferências sociais. Com o quadro fiscal do país, que prevê apenas
recomposição de inflação para o salário mínimo e aumento sensível do
Bolsa Família, a mobilidade social fica muito mais difícil", diz
Alessandra Ribeiro, diretora de macroeconomia da Tendências Consultoria.
VÍDEO: Saiba as novas datas para o saque em dinheiro da 1ª parcela do Auxílio Emergencial
Problemas estruturais
Para os economistas consultados pelo G1, o aumento da desigualdade social durante a pandemia traz ainda efeitos de longo prazo na formação educacional do brasileiro.
A absorção do currículo básico na escola e as relações interpessoais
são apenas dois dos fatores prejudicados pela pandemia e que compõem o
desenvolvimento de habilidades de crianças e adolescentes. Estudantes
mais limitados nessa formação inicial resultam em profissionais com
menor qualificação e, por consequência, menor produtividade e renda.
"A
disparidade educacional, que existe entre diferentes nível
socioeconômicos, será intensificada nessa geração e carregada ao longo
da vida. O grande desafio da política educacional dos próximos anos é
tentar minimizar esse processo", diz Rodrigo Soares, economista e
professor do Insper.
"E a situação das finanças públicas vai ter implicações para a
capacidade do governo de fazer política pública nesse sentido",
prossegue Soares.
Após um ano de pandemia e com campanhas de vacinação em marcha lenta, 18 estados brasileiros ainda mantém aulas de formaremota,
o que limita acesso de estudantes mais pobres. Segundo a Unicef, um
total de mais 5 milhões de crianças e adolescentes não estão
participando de maneira regular da escola no país.
"Isso está nos levando para trás. Já calculamos que isso nos fez
regredir duas décadas em número de crianças e adolescentes desvinculados
da escola", disse Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, no
último dia 5.
Segundo Ministério da Agricultura, setor nunca havia ultrapassado a marca de US$ 10 bilhões em março na série histórica iniciada em 1997. --------+++-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+++--------- Por Reuters 16/04/2021 21h49 Atualizado há 1 hora Postado em 16 de abril de 2021 às 22h50m .*Post. N. =0.254*.
Exportações do agronegócio do Brasil batem recorde de US$ 11,57 bilhões
em março, diz Ministério da Agricultura — Foto: Marcos Serra Lima/G1
As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram o faturamento total de US$ 11,57 bilhões em março, um recorde para o mês que nunca havia ultrapassado a marca de US$ 10 bilhões na série histórica iniciada em 1997, afirmou o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em nota nesta sexta-feira (16).
O resultado ainda representa alta de 28,6% em relação ao valor obtido no mesmo período do ano passado.
Segundo o ministério, os preços dos produtos exportados subiram 8,7% na
comparação com março de 2020, enquanto o volume embarcado aumentou
18,3%.
O complexo soja foi o setor de maior destaque,
com avanços de 18,9% em volume, para 14,8 milhões de toneladas, e 38,2%
em receita, para US$ 6,01 bilhões. Somente os embarques da oleaginosa
em grão saltaram 24,3% e 43,1%, respectivamente, para 13,49 milhões de
toneladas e US$ 5,36 bilhões.
"As
condições climáticas da safra 2020/2021, que geraram atrasos na
colheita do primeiro bimestre de 2021, em função do excesso de chuvas,
concentraram os embarques da soja em grãos para março", disse o
comunicado.
O ministério ressaltou o desempenho do setor de carnes, que também bateu recorde de exportações, ao totalizar US$ 1,60 bilhão, alta de 16,1%, considerando as proteínas in natura de frango, bovina e suína.
"O setor de criação animal para produção de carne na China
possui histórico de enfermidades nos anos recentes, com destaque para
peste suína africana e a gripe aviária de alta patogenicidade, que
assolaram e afetam os rebanhos chineses, sendo o principal fator
responsável pela expansão das exportações brasileiras de carnes."
A principal carne exportada foi a bovina, com US$ 711 milhões em vendas externas (+11,9%) e volume recorde de 158 mil toneladas (+7,8%).
Os embarques de carne suína também bateram recorde, com aumento de 51,2% no volume exportado, alcançando 108 mil toneladas equivalentes a US$ 260 milhões (+57,4%).
O governo ainda destacou as vendas externas de açúcar, cujo volume atingiu recorde de 1,97 milhão de toneladas em março de 2021(+39,6%). O ministério disse que esse recorde de volume, em conjunto
com o aumento de 9% no preço médio, gerou US$ 638,96 milhões em
exportações (+52,1%).
As
importações do agronegócio também aumentaram, passando de US$ 1,28
bilhão em março de 2020 para US$ 1,34 bilhão no mês passado, alta de
4,5%.