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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Bolsas europeias fecham em leve queda, mas acumulam alta na semana

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Em Londres, o índice Financial Times teve alta de 0,07%, a 5.910 pontos. 
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TOPO
Por Reuters  
06/11/2020 14h56 Atualizado há 6 horas
Postado em 06 de novembro de 2020 às 20h00m

 .*  Post. N. = 0.127  *. 

As bolsas europeias encerraram ligeiramente em queda nesta sexta-feira (6), retirando o brilho de uma alta de 7% na semana, com os investidores se concentrando no aumento dos casos de coronavírus no continente e na incerteza em torno das eleições presidenciais dos Estados Unidos.

O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,2% após uma sequência de cinco dias de ganhos, tendo marcado a melhor semana do índice desde o início de junho.

Desencadeando uma alta nas ações globais, os investidores apostam que o democrata Joe Biden se tornará o próximo presidente dos EUA, mas que os republicanos irão manter o controle do Senado, potencialmente atrasando grandes mudanças de políticas públicas, incluindo uma regulação mais rígida sobre as grandes empresas norte-americanas.

Governos da Europa e a imprensa reagem ao resultado parcial das eleições americanas
Governos da Europa e a imprensa reagem ao resultado parcial das eleições americanas

Alguns Estados continuam contabilizando votos e Trump alegou falsamente que a eleição está sendo "roubada" dele.

"Continua a haver dúvidas de que o eventual resultado pode acabar nos tribunais dos EUA", escreveu Michael Hewson, analista-chefe de mercado da CMC Markets, em nota. "Por enquanto, os mercados financeiros não parecem muito preocupados, no entanto, ainda parece prudente tirar algum dinheiro da mesa ao entrarmos no fim de semana."

  • Em LONDRES, o índice Financial Times teve alta de 0,07%, a 5.910 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,7%, a 12.480 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,46%, a 4.960 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,25%, a 19.681 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou queda de 0,78%, a 6.870 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,57%, a 4.040 pontos.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Wall St tem forte alta com apostas em Congresso dos EUA dividido

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Principais índices acionários norte-americanos encerrarem em alta pela quarta sessão consecutiva. 
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TOPO
Por Reuters  
05/11/2020 19h00 Atualizado há 2 horas
Postado em 05 de novembro de 2020 às 21h00m

 .*  Post. N. = 0.126  *. 

Wall St tem forte alta com apostas em Congresso dos EUA divididoWall St tem forte alta com apostas em Congresso dos EUA dividido

Com os votos ainda sendo contabilizados nos estados-chave, os investidores estavam abandonando o posicionamento cauteloso pré-eleitoral, levando todos os principais índices de Wall Street a encerrarem em alta pela quarta sessão consecutiva.

O Dow Jones subiu 1,95%, para 28.390,18 pontos, o S&P 500 ganhou 1,95%, para 3.510,45 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 2,59%, para 11.890,93 pontos.

Congresso dos EUA: 1ª senadora transgênero e congressista mais jovem da história
Congresso dos EUA: 1ª senadora transgênero e congressista mais jovem da história

Embora um pacote de estímulo fiscal seja amplamente esperado, o tamanho de qualquer acordo alcançado em um Congresso dividido provavelmente será muito menor do que o previsto inicialmente. Isso, por sua vez, poderia pressionar o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) a injetar mais recursos no sistema financeiro, sustentando os preços das ações.

As ações receberam um breve impulso adicional com o comunicado do Fed desta quinta-feira. O banco central manteve sua política monetária de afrouxamento intacta e mais uma vez se comprometeu a fazer o possível para apoiar uma economia gravemente afetada pela pandemia do coronavírus. Na entrevista coletiva após a decisão, o chair, Jerome Powell, informou que o Fed não consideraria o financiamento direto de atividades fiscais.

Biden estava se aproximando da vitória depois de vencer nos Estados de Michigan e Wisconsin, mas parecia ser improvável que seu partido democrata vencesse o Senado. Isso aliviou as preocupações dos investidores sobre regulamentações mais rígidas em torno das "Big Techs" e de um aumento de impostos corporativos.

"Eles permaneceram com o que o mercado esperava. Acho que há uma preocupação com a economia e com a trajetória da economia. Mas basicamente não acho que eles surpreenderam o mercado; mantiveram a postura acomodatícia e sustentaram que é necessário estímulo fiscal", disse Quincy Krosby, estrategista-chefe de mercado da Prudential Financial em Newark, New Jersey.

"Dado o cenário de uma eleição em que você ainda está contabilizando os votos, seria muito difícil para o Fed se inserir nessa questão."

Alguns agentes do mercado advertiram, no entanto, que ainda não há certeza de que o Congresso continuará dividido, portanto, há uma pequena chance de os mercados sofrerem um choque.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Bolsas europeias fecham a sessão em forte alta de olho na disputa acirrada nos EUA

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Em Londres, o índice Financial Times valorizou-se 1,67%, a 5.883 pontos. 
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TOPO
Por Reuters

Postado em 04 de novembro de 2020 às 16h00m

 .*  Post. N. = 0.125  *. 

As ações europeias encerraram com fortes ganhos nesta quarta-feira (4), com os investidores desfazendo-se das apostas de uma vitória democrata inquestionável nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, já que a corrida se mostrou muito mais acirrada do que as pesquisas previam inicialmente.

O segmento de saúde , normalmente considerado mais estável em tempos de incerteza econômica, subiu 4,9%, enquanto as ações de tecnologia , que impulsionaram uma recuperação nas ações globais desde as mínimas da pandemia, avançaram 3,0%.

Os mercados globais mudaram bruscamente de direção mais cedo, quando o presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu a liderança contra o oponente democrata, Joe Biden, em uma série de Estados-chave, depois de a pesquisas de opinião terem apontaram Biden em forte liderança em todo o país durante meses.

Aumentando as preocupações, Trump alegou, de forma falsa, que havia vencido o pleito, embora milhões de votos ainda não tivessem sido contabilizados, e disse que iria à Suprema Corte dos EUA para lutar pela vitória, caso necessário.

Depois de ter recuado até 1,3% em um momento na sessão, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 2,1%, enquanto o alemão DAX valorizou-se 2% e o FTSE , do Reino Unido, subiu 1,7%.

Os mercados europeus subiram, no início desta semana, diante da expectativa de que uma vitória de Biden traria melhores laços comerciais com Washington e um pacote fiscal maior para a economia norte-americana, atingida pelo coronavírus.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times valorizou-se 1,67%, a 5.883 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX teve alta de 1,95%, a 12.324 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 valorizou-se 2,44%, a 4.922 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve alta de 1,96%, a 19.358 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou ganho de 0,45%, a 6.781 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 teve alta de 0,45%, a 4.067 pontos.
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Produção industrial cresce 2,6% em setembro e recupera patamar pré-pandemia, diz IBGE

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Atividade industrial no país agora se encontra 0,2% acima do nível de fevereiro. No acumulado no ano, porém, setor ainda acumula perda de 7,2%.  
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Por Darlan Alvarenga e Daniel SIlveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  
04/11/2020 09h00 Atualizado há 2 horas
Postado em 04 de novembro de 2020 às 11h00m

 .*  Post. N. = 0.124  *. 

Fábrica de papelão ondulado para embalagens no interior de São Paulo; produção industrial cresce 2,6% em setembro e recupera patamar pré-pandemia, segundo IBGE — Foto: Fabio Tito/G1
Fábrica de papelão ondulado para embalagens no interior de São Paulo; produção industrial cresce 2,6% em setembro e recupera patamar pré-pandemia, segundo IBGE — Foto: Fabio Tito/G1

A produção industrial brasileira cresceu 2,6% em setembro, na comparação com agosto, com o setor cravando a quinta alta seguida, segundo divulgou nesta quarta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

na comparação com setembro do ano passado, o setor cresceu 3,4%, interrompendo uma sequência de 10 quedas seguidas nesta base de análise.

Com o resultado de setembro, a indústria acumulou em 5 meses um ganho de 37,5%, eliminando completamente as perdas registradas entre março e abril (-27,1%). Com isso, superou em 0,2% o patamar de fevereiro, quando a pandemia de coronavírus ainda não havia afetado a produção do país.

Embora tenha recuperado o patamar pré-pandemia, o setor ainda se encontra 15,9% abaixo do seu patamar mais alto, alcançado em agosto de 2018. Isso nos dá a dimensão do tamanho da perda que a indústria já vinha acumulando, enfatizou o gerente da pesquisa, André Macedo.

No acumulado no ano, a indústria ainda registra, porém, queda de 7,2%. Em 12 meses, a baixa acumulada é de 5,5%, indicando uma desaceleração frente ao mês anterior (-5,7%).

Produção industrial mensal — Foto: Economia G1
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1

O IBGE revisou os dados da produção industrial de julho, de uma alta de 8,3% para 8,6%, e também de agosto, para um avanço de 3,6%, ante uma taxa de 3,2% divulgada anteriormente.

O resultado de setembro veio acima do esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 2,2% na variação mensal e de 2,2% na base anual.

Alta de 22,3% no 3º trimestre na comparação o 2º trimestre

Na passagem do 2º para o 3º trimestre, a produção industrial apresentou uma alta de 22,3%, recuperando a perda registrada na passagem do 1º para o 2º trimestre, que havia sido de 17,5%.

Já na comparação com o 3º trimestre de 2019, a indústria teve queda de 0,6%, bem abaixo do recuo registrado no 2º trimestre contra o 2º trimestre do ano passado, quando houve um tombo de 19,4%. Essa foi a queda mais elevada, nessa base de comparação, de toda a série histórica atual da pesquisa, destacou o gerente da pesquisa.

Destaques de setembro

Na passagem de agosto para setembro, a produção cresceu em todas as grandes categorias econômicas e em 22 dos 26 ramos pesquisados, com destaque para bens de consumo duráveis, cujos resultados foram puxados pela indústria automobilística.

Produção industrial cresceu em setembro em 22 dos 26 ramos pesquisados — Foto: Divulgação/IBGE
Produção industrial cresceu em setembro em 22 dos 26 ramos pesquisados — Foto: Divulgação/IBGE

Veículos automotores, reboques e carrocerias avançaram 14,1%. Vale destacar que essa atividade acumulou expansão de 1.042,6% em cinco meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda assim se encontra 12,8% abaixo do patamar de fevereiro, afirmou o gerente da pesquisa.

Outros avanços de destaque em setembro foram na produção de máquinas e equipamentos (12,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (16,5%) de couro, artigos para viagem e calçados (17,1%).

Por outro lado, houve queda em indústrias extrativas (-3,7%), impressão e reprodução de gravações (-4,0%), produtos diversos (-1,3%) e outros produtos químicos (-0,3%).

A indústria extrativa teve um recuo em setembro, mas vinha de três meses de crescimento na produção. Ou seja, ela interrompe o comportamento positivo, mas não elimina o saldo positivo dos últimos meses. Mesmo considerando a queda em setembro, essa atividade está 5,7% acima do patamar anterior à pandemia, observou Macedo.

Indústria ainda acumula perdas no ano

Todas as quatro grandes categorias econômicas acumulam recuo no ano, com perdas em 20 dos 26 ramos, 64 dos 79 grupos e 68,4% dos 805 produtos pesquisados.

Na produção de bens de consumo duráveis, a queda é de 26,7% no acumulado em 9 meses. Em bens de capital, o recuo é de 17,9%. Já os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,6%) e de bens intermediários (-3,1%) acumulam taxas negativas menos acentuadas no ano. Na média da indústria, a queda no ano é de 7,2%.

Entre os segmentos, as maiores baixas no acumulado no ano são na produção de impressão e reprodução de gravações (-37,9%), veículos automotores (-37%) e confecção de artigos do vestuário (-31,8%).

Dos 26 ramos, apenas 4 tiveram aumento de produção no acumulado no ano, com destaque para produtos alimentícios (5,4%), produtos derivados do petróleo (4,5%), perfumaria e produtos de limpeza (3,9%) e produtos farmacêuticos (2,1%). Veja quadro abaixo:

Apenas 4 dos 26 ramos pesquisados acumulam alta no ano — Foto: Divulgação/IBGE
Apenas 4 dos 26 ramos pesquisados acumulam alta no ano — Foto: Divulgação/IBGE

Perspectivas

Após o tombo recorde no 2º trimestre, a indústria tem mostrado uma recuperação firme nos últimos meses. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a alta da produção também tem sido acompanhada de mais contratações, de redução da ociosidade do parque industrial e aumento da intenção de investir dos empresários.

Além de renovadas preocupações sobre a evolução da pandemia no mundo e riscos de novas paralisações, o grande contingente de desempregados no país e as incertezas sobre a sustentabilidade das contas públicas e andamento da agenda de reformas no Congresso também são apontadas por analistas como fatores que podem limitar a expansão da indústria e da economia brasileira.

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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Após sete meses, economistas voltam a estimar inflação acima de 3% em 2020

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Projeção de retração da economia neste ano permaneceu em 4,81% na semana passada. Números foram divulgados pelo Banco Central com base em pesquisa realizada na última semana.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
03/11/2020 08h46 Atualizado há 6 horas
Postado em 03 de novembro de 2020 às 14h50m

 .*  Post. N. = 0.123  *. 

Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela décima segunda semana seguida, sua estimativa de inflação para este ano. Pela primeira vez desde março, a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, é maior que 3% em 2020.

A expectativa faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta terça-feira (3) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Segundo a pesquisa realizada pelo Banco Central, os analistas dos bancos subiram a estimativa de inflação deste ano de 2,99% para 3,02%. Desde 23 de março deste ano a previsão dos analistas dos bancos para o IPCA não ficava acima de 3%.

Estimativas para a inflação de 2020 — Foto: Economia G1
Estimativas para a inflação de 2020 — Foto: Economia G1

A redução na estimativa de inflação, no decorrer de 2020, está relacionada à recessão na economia, fruto da pandemia do coronavírus. No início de junho, o mercado chegou a estimar que a inflação seria de 1,52% em 2020 – a metade da previsão atual, de pouco mais de 3%.

Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir. Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64%, a maior alta para esse período desde 2003. Na prévia de outubro, o IPCA avançou para 0,94%, a maior taxa para o mês em 25 anos.

Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,10% para 3,11% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Crescimento da economia

Sobre o crescimento da economia brasileira, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) estável em 4,81% na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
04/01/201929/03/201905/06/201901/08/201920/11/201919/02/202013/03/202027/03/202009/04/202024/04/202008/05/202022/05/202005/06/202019/06/202003/07/202017/07/202031/07/202014/08/202028/08/202011/09/202025/09/202009/10/202023/10/20200-7,5-5-2,52,55
Fonte: BANCO CENTRAL

Na última semana, o mercado também baixou, de 3,42% para 3,34%, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto para 2021.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Taxa básica de juros

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.

BC mantém juros mesmo com inflação em alta
BC mantém juros mesmo com inflação em alta

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 5,40 para R$ 5,45. Para o fechamento de 2021, permaneceu em R$ 5,20 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 58 bilhões para US$ 58,70 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 55 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2021, a estimativa permaneceu estável em US$ 65 bilhões.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

FMI diz que apoio fiscal maior é desejável para Brasil em 2021

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Fundo lembra é que necessária uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada em países com espaço fiscal restrito. 
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TOPO
Por Reuters  
02/11/2020 13h36 Atualizado há 3 horas
Postado em 02 de novembro de 2020 às 17h10m

 .*  Post. N. = 0.122  *. 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta nesta segunda-feira (2) que a crise do coronavírus não terminou e afirmou que a concessão de apoio maior que o projetado no ano que vem é desejável para o Brasil, mas citou uma nova priorização de despesas como medida a ser tomada nos países com espaço fiscal restrito.

"Um apoio maior que atualmente projetado é desejável no próximo ano em algumas economias (por exemplo no Brasil, México, Reino Unido, Estados Unidos) em vista das grandes quedas no nível de emprego nessas economias e grandes contrações fiscais projetadas", afirmou o FMI, em documento divulgado nesta segunda-feira sobre crescimento no pós-Covid para o G20.

"Em economias onde o espaço fiscal é uma restrição, uma nova priorização dos gastos pode ser justificada. Para todas as economias, será importante monitorar cuidadosamente os desenvolvimentos econômicos e de saúde pública para garantir que o apoio não seja retirado rápido demais, mas mantido durante a crise", completou a entidade.

A recomendação do FMI vem em meio à indefinição no Brasil sobre como o governo reestruturá um programa de transferência de renda após o fim do auxílio emergencial, em dezembro.

Dívida pública brasileira ultrapassa 90% do PIB
Dívida pública brasileira ultrapassa 90% do PIB

O Auxílio Emergencial foi a iniciativa de maior vulto do governo na crise. Com valor de R$ 600 de abril a agosto e de R$ 300 pelo restante do ano, terá um custo total de 321,8 bilhões de reais em 2020, beneficiando mais de 60 milhões de pessoas por mês.

Membros do governo têm ressaltado que um novo benefício de transferência de renda --com valor mais alto que os 190 reais concedidos, em média, pelo Bolsa Família-- é necessário para promover uma espécie de aterrissagem ao auxílio emergencial, já que milhões de brasileiros seguirão desempregados no ano que vem.

Findo o período de calamidade pública neste ano, contudo, a regra do teto de gastos voltará a valer em 2021. E, pela regra, o Bolsa Família só poderá ser turbinado significativamente se outras despesas forem canceladas.

A equipe econômica tem dito que a regra do teto será respeitada enquanto no Congresso parlamentares têm flertado com um drible na regra do teto ou com a extensão do período de calamidade, que hoje permite que despesas extraordinárias associadas ao enfrentamento da crise de Covid-19, como o auxílio emergencial, não precisem respeitar o teto. Nenhuma solução para o impasse foi formalmente apresentada pelo governo até aqui.

Nesta segunda-feira, o FMI afirmou que programas de transferência de renda "melhor direcionados" ou uma cobertura mais ampla de gastos com proteção social seriam importantes para assegurar um suporte adequado aos mais vulneráveis em alguns países, incluindo o Brasil.

"Em geral, se as consequências da crise perdurarem, o acesso a bens e serviços essenciais (por exemplo distribuição de alimentos, saúde e habitação) precisará ser expandido, principalmente em meio ao aumento das taxas de pobreza. Ajuda alimentar aos mais vulneráveis também pode complementar as transferências de dinheiro e proteger os beneficiários contra preços mais altos dos alimentos", disse.

O FMI avaliou que a maioria das economias emergentes do G20 continua lutando em meio à pandemia do coronavírus, citando o Brasil entre os países que estão lidando com surtos persistentes de infecções.

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