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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Dólar e Ibovespa fecham em queda após Copom reduzir juros ao menor patamar desde março de 2025

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A moeda americana caiu 0,06%, cotada a R$ 5,1281. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,09%, aos 177.726 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 06 de Agosto de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Dólar encerrou esta quinta-feira (6) em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,1070. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também fechou em baixa, de 1,22%, aos 175.555 pontos.

▶️ Investidores repercutem nesta quinta-feira a nova decisão e juros do Banco Central do Brasil (BC). Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu fazer o quarto corte seguido na taxa básica de juros nesta quarta, levando a Selic para 14% ao ano — menor patamar desde março de 2025.

▶️ No exterior, as negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no radar. Na véspera, Teerã afirmou que teria chegado a um acordo com Omã sobre a divisão e a administração do Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região. Segundo o presidente americano, Donald Trump, um acordo pode sair nos próximos dias.

  • O barril do Brent, referência internacional, teve alta de 1,76%, cotado a US$ 80,29. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 0,88%, a US$ 75,88 o barril.

▶️Na agenda econômica, investidores avaliam indicadores econômicos e balanços corporativos. Nos EUA, as atenções ficam voltadas para os dados de pedidos de seguro-desemprego e de produtividade. Já no Brasil, o foco fica com a balança comercial de julho e com a divulgação de resultados da Petrobras e de outras empresas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,15%;
  • Acumulado do mês: +1,15%;
  • Acumulado do ano: -6,57%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,15%;
  • Acumulado do mês: -0,15%;
  • Acumulado do ano: +10,30%.
Copom leva Selic ao menor patamar em mais de um ano

O Copom decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano. Este é o quarto corte consecutivo da taxa. A decisão foi unânime.

No comunicado, o Copom afirmou que a decisão está alinhada ao objetivo de trazer a inflação de volta para perto da meta. Segundo o comitê, a medida também ajuda a reduzir oscilações na atividade econômica e a estimular a geração de empregos.

O Copom disse ainda que o cenário internacional continua incerto, em meio aos conflitos no Oriente Médio e às dúvidas sobre os próximos passos dos bancos centrais de países desenvolvidos. Para o comitê, esse ambiente exige cautela dos países emergentes.

O colegiado também reforçou que as próximas decisões sobre os juros dependerão da evolução da economia e do comportamento da inflação. Segundo o BC, o tamanho total dos ajustes na taxa básica será definido com base nos dados que forem divulgados daqui para frente, para garantir que a inflação volte à meta.

A decisão vem apenas uma semana após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter as taxas básicas americanas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75%, e já era esperada pelo mercado financeiro. A projeção é de que a Selic encerre o ano em 13,75% ao ano, o que pressupõe mais um corte na reunião de novembro.

Acordo entre EUA e Irã pode estar próximo

O Irã disse, nesta quarta-feira (5), que chegou a um acordo com o Omã sobre a divisão e administração do Estreito de Ormuz e a rota de passagem de navios. Segundo o ministério de Relações Exteriores do país, os negociadores das duas partes estão finalizando os detalhes da administração conjunta da passagem e do controle do tráfego de embarcações.

"As coordenadas geográficas da rota proposta pelos dois países já foram definidas. Se não houver interferência de terceiros, a declaração conjunta, que reunirá os principais pontos de consenso e as considerações acordadas, também está em fase final de revisão e redação", disse o porta-voz Esmaeil Baqaei.

Baghaei acrescentou, porém, que um eventual acordo entre Irã e Omã não seria suficiente, por si só, para garantir a segurança na passagem marítima. O impasse segue ligado ao bloqueio americano a portos iranianos e à oposição dos Estados Unidos a pedágios ou autorizações iranianas.

A proposta prevê um novo arranjo para o trânsito de navios, diferente das rotas usadas antes da guerra. As embarcações vão entrar no Golfo Pérsico por uma rota sob controle iraniano para, depois, sair por uma passagem controlada por Omã.

O Omã também propôs um mecanismo regional de gestão conjunta, com contribuições voluntárias de empresas de navegação para cobrir segurança, proteção ambiental e serviços de resgate.

Na mesma fala, o chanceler também negou que o Irã tivesse sessões de negociação com os Estados Unidos. A fala contraria as declarações mais recentes do governo de Donald Trump, que na última terça-feira (4) disse que há avanços nas tratativas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, mas ainda não há acordo fechado.

Em meio às incertezas, o petróleo operava em alta nesta quinta-feira.

Bolsas globais

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta quinta-feira, conforme preços mais altos do ouro impulsionaram ações relacionadas ao metal e compensaram a retração nos papéis do setor de tecnologia.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 0,2%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,6%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,5% e o Nikkei, do Japão, perdeu 0,93%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 4,58%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Apesar de corte na Selic, Brasil tem o maior juro real do mundo; veja ranking

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Rússia ocupa a segunda posição da lista, segundo levantamento do MoneYou. O Copom anunciou nesta quarta-feira um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros brasileira, para 14% ao ano.
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Por André Catto, g1 — São Paulo

Postado em 05 de Agosto de 2.026 às 19h00m
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Como a Selic mexe com tudo na sua vida
Como a Selic mexe com tudo na sua vida

O Brasil tem o maior juro real do mundo mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, em decisão anunciada nesta quarta-feira (5).

🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,30%.

A segunda posição do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,09%. A Colômbia apareceu na terceira posição, com juros reais de 6,16%.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, tem oscilado no ranking. Neste mês, o país ficou na 5ª posição, com juro real de 4,51%, em meio a um cenário econômico ainda desafiador e de inflação elevada.

Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.

Ranking de juros reais em agosto de 2026. — Foto: Arte/g1
Ranking de juros reais em agosto de 2026. — Foto: Arte/g1

Queda da Selic

O movimento ocorre em meio à retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.

Selic: a trajetória da taxa básica de juros — Foto: Arte/g1
Selic: a trajetória da taxa básica de juros — Foto: Arte/g1

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira ocupou a terceira posição, ao lado da Rússia.

Veja abaixo:

  1. Turquia: 37%
  2. Argentina: 29%
  3. Brasil: 14%
  4. Rússia: 14%
  5. Colômbia: 12%
  6. África do Sul: 7%
  7. México: 6,50%
  8. Hungria: 5,75%
  9. Indonésia: 5,75%
  10. Índia: 5,25%
  11. Filipinas: 4,75%
  12. Chile: 4,50%
  13. Austrália: 4,35%
  14. Hong Kong: 4%
  15. Israel: 3,50%
  16. Polônia: 3,75%
  17. Reino Unido: 3,75%
  18. Estados Unidos: 3,75%
  19. República Tcheca: 3,75%
  20. China: 3%
  21. Malásia: 2,75%
  22. Coreia do Sul: 2,75%
  23. Alemanha: 2,40%
  24. Áustria: 2,40%
  25. Espanha: 2,40%
  26. Grécia: 2,40%
  27. Holanda: 2,40%
  28. Portugal: 2,40%
  29. Bélgica: 2,40%
  30. França: 2,40%
  31. Itália: 2,40%
  32. Nova Zelândia: 2,50%
  33. Canadá: 2,25%
  34. Taiwan: 2%
  35. Dinamarca: 1,85%
  36. Suécia: 1,75%
  37. Tailândia: 1%
  38. Japão: 1%
  39. Cingapura: 0,90%
  40. Suíça: 0%
Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central em Brasília — Foto: Raphael Ribeiro/BCB
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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Dólar e Ibovespa operam em alta, com dados dos EUA e redução das tensões no Oriente Médio

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Na véspera, a moeda americana avançou 0,34%, cotada a R$ 5,0870. Já o principal índice da bolsa brasileira manteve os 178 mil pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 04 de Agosto de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar inverteu o sinal visto na primeira hora da manhã e passou a operar em alta nesta terça-feira (4), com um avanço de 0,29% perto da 11h30, cotado a R$ 5,1015. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,28% no mesmo horário, aos 178.504 pontos.

▶️ O novo dado de emprego dos Estados Unidos é o destaque da agenda econômica desta terça-feira. Os números devem dar indicações sobre o mercado de trabalho americano e novos sinais sobre as taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No Brasil, as atenções ficam com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e novos balanços corporativos.

▶️ O mercado também segue à espera pela decisão de juros do Banco Central do Brasil (BC). Prevista para amanhã, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) decida por mais um corte na taxa básica de juros (Selic), levando-a ao patamar de 14% ao ano.

▶️ Além disso, o petróleo também continua na mira dos investidores. O Catar afirmou, hoje, que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre EUA e Irã, embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente americano, Donald Trump, de que as negociações já estavam em andamento.

  • Com o maior otimismo, os preços do petróleo voltaram a cair no mercado internacional. Perto das 11h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 4,70%, cotado a US$ 79,83. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 5,29% no mesmo horário, a US$ 76,09 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,34%;
  • Acumulado do mês: -0,34%;
  • Acumulado do ano: -7,32%.
📈Ibovespa

  • Acumulado do mês: 0%;
  • Acumulado do ano: +10,47%.
Maior otimismo com o petróleo

O Catar afirmou nesta terça-feira que os mediadores estão fazendo progressos nos esforços para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã , embora Teerã tenha negado a afirmação do presidente Donald Trump de que as negociações já estejam em andamento.

Em meio à expectativa de que um acordo possa retomar tráfego pelo Estreito de Ormuz, que permanece bloqueado, os preços do petróleo operavam em queda.

Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com Teerã haviam começado e que o Irã enfrentava uma "última chance" para chegar a um acordo. Autoridades iranianas insistiram que não havia negociações em andamento com os Estados Unidos. O Irã afirma que suas únicas conversas são com Omã sobre o estreito e que nenhuma reunião importante estava planejada para esta semana.

"Elas estão acontecendo agora", disse Trump a repórteres em um evento no Salão Oval na segunda-feira, quando questionado sobre as negociações, acrescentando que as discussões estavam ocorrendo a pedido do Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. "Esta é a última chance para eles (Irã) assinarem um bom documento."

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, afirmou que os contatos diplomáticos atingiram "estágios muito avançados".

Ansari afirmou, ainda, que mediadores, incluindo representantes do Catar, Paquistão e Omã, estavam coordenando estreitamente para facilitar as negociações e a troca de propostas preliminares entre Washington e Teerã.

"Muita coisa está acontecendo nos bastidores. Estamos conversando com os dois lados. Nosso único objetivo neste momento é fazer com que ambas as partes pelo menos concordem em começar a dialogar", disse um alto funcionário da segurança paquistanesa à Reuters.

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices operavam em alta nesta terça-feira, após previsões mais fortes da Caterpillar e da Palantir tranquilizarem investidores quanto à demanda impulsionada pela inteligência artificial.

Perto das 11h30, o Dow Jones subia 1,04% e o S&P 500 tinha ganhos de 0,97%, enquanto o Nasdaq Composite avançava 1,53%.

O maior otimismo com a possibilidade de uma cordo de paz entre EUA e Irã trazia um dia positivo para os mercados europeus, que operavam em alta generalizada nesta terça-feira.

Perto das 11h30, o DAX, da Alemanha, tinha ganhos de 0,82% enquanto o CAC-40, da França, subia 0,43% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha ganhos de 0,28%.

Na Ásia, os mercados chineses subiram nesta terça-feira (4), conforme papéis do setor de inteligência artificial e de chips apresentaram forte recuperação.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 1,3%, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,6% e o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 1,62%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Murad Sezer/ Reuters

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Japão e EUA compram ienes para conter queda da moeda japonesa

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Japão pode ter gasto até US$ 36,58 bilhões para sustentar sua moeda após o iene atingir o menor valor em cerca de 40 anos frente ao dólar.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 03 de Agosto de 2.026 às 12h10m
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Foto de uma nota de iene. — Foto: Thomas White/Reuters
Foto de uma nota de iene. — Foto: Thomas White/Reuters

O Japão e os Estados Unidos entraram juntos no mercado para comprar ienes e tentar frear a queda da moeda japonesa, que ia rumo ao menor nível em 40 anos. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os dois países não hesitarão em tomar novas medidas.

A medida, considerada incomum, foi feita na última sexta-feira (31), e aconteceu com o objetivo de evitar que a forte queda do iene e dos título públicos japoneses causassem repercussões globais.

Analistas afirmam que uma forte desvalorização do iene pode provocar instabilidade nos mercados globais e elevar os custos de financiamento do governo dos Estados Unidos.

Essa foi a primeira ação coordenada entre Japão e Estados Unidos desde 2011, quando os dois países atuaram juntos após o terremoto e o tsunami que devastaram o leste japonês.

Dados divulgados pelo banco central do Japão indicam que o país pode ter gasto até US$ 36,58 bilhões (R$ 185,7 bilhões) na compra de ienes durante a operação de sexta-feira.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o apoio ao iene é um gesto de amizade ao Japão e uma forma de contribuir para a estabilidade da economia mundial.

Analistas afirmam que a medida beneficia um aliado estratégico dos Estados Unidos na Ásia e também ajuda Washington a lidar com a forte desvalorização do iene. Isso porque uma moeda japonesa mais fraca torna os produtos do país mais competitivos no exterior, reduzindo parte do efeito das tarifas adotadas por Trump.

Em comunicado, o Ministério das Finanças do Japão afirmou que a operação realizada em conjunto com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ajudou a conter as fortes oscilações do iene registradas nos últimos meses.

"Não hesitaremos em realizar novas ações conjuntas, se necessário", afirmou a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, nesta segunda-feira (3).

Após o anúncio, o iene se valorizou mais de 1% e passou a ser negociado a 155,20 por dólar, o nível mais forte desde o início de maio. A moeda se afastou da mínima de cerca de 40 anos registrada no mês passado, quando chegou perto de 164 ienes por dólar. Mesmo assim, investidores continuaram atentos à possibilidade de novas ações das autoridades.

Questionada sobre uma possível nova atuação do governo nesta segunda-feira, Katayama se recusou a comentar.

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