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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Dólar sobe e fecha a R$ 5,08 com tensões entre EUA e Irã e alta do petróleo; Ibovespa cai

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A moeda americana avançou 0,65%, cotada a R$ 5,0839. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,46%, aos 176.724 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 23 de Julho de 2.024 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,65% nesta quinta-feira (23), cotado a R$ 5,0839. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,46%, aos 176.724 pontos.

▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio ficou no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques, a commodity voltou a se aproximar do patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a informação de que Omã mediava negociações entre a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU).

  • O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua alimentando temores de uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 6,13%, cotado a US$ 99,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 5,37%, a US$ 91,49 o barril.

▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também ficou no radar. Na véspera, entrou em vigor a taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, e a expectativa é que outra alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.

▶️ A temporada de balanços corporativos também movimentou as bolsas globais nesta quinta-feira. As ações da Alphabet, por exemplo, recuaram 7,13% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,53%;
  • Acumulado do mês: -1,53%;
  • Acumulado do ano: -7,38%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,59%;
  • Acumulado do mês: +2,59%;
  • Acumulado do ano: +9,53%.
Nova taxa dos EUA deve ser anunciada em breve

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor ontem. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA.

As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis.

A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países "justificam tarifas mais altas".

O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.

Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira.

Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio.

Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha.

Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga "ficará mais alto a cada noite" até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir.

" O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo... ou o quebram ou querem mudá-lo", disse ele. "Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas." 
Bolsas globais

Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em queda, após resultados corporativos recentes reacenderem as preocupações com inteligência artificial.

O Dow Jones caiu 0,97%, enquanto o S&P 500 recuou 1,22% e o Nasdaq Composite teve perdas de 2,15%.

O dia também foi negativo na Europa, em meio às preocupações com a inflação global diante das novas altas do petróleo.

O índice DAX, da Alemanha, fechou em queda de 1,56% , enquanto o CAC-40, da França, recuou 1,64% e o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,73%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%.

Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Governo anuncia socorro a empresas tarifadas com R$ 18 bi em crédito

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Gestão federal sanciona projeto que viabiliza medidas como linhas de financiamento, seguro garantia e devolução de impostos
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Danilo Moliterno, Duda Cambraia e Elis Barreto, da CNN Brasil, Brasília
22/07/26 às 15:51 | Atualizado 22/07/26 às 16:02
Postado em 22 de Julho de 2.026 às 16h25m
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Fachada do Palácio do Planalto em Brasília
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília  • Antônio Cruz/ Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (22), um pacote de socorro às empresas afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. Entre as medidas, serão disponibilizados R$ 18,5 bilhões em crédito.

O pacote traz linhas de financiamento para os setores, além de seguro garantia e um reintegra para micro e pequenas empresas. Este último mecanismo que busca ressarcir as empresas exportadoras por tributos residuais ao longo de suas cadeias produtivas.

As linhas de financiamento totalizam R$ 18,5 bilhões. Deste montante, R$ 13,5 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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O crédito poderá ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados.

Lula também sancionou um projeto de conversão. A primeira MP do "Brasil Soberano" contemplava exportadores de bens industriais. O texto inclui empresas dos ramos de agricultura, pecuária, florestas, pesca e mineração.

A lei também permite que os recursos destinados à inovação tecnológica financiem adaptações necessárias ao cumprimento de exigências sanitárias, fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidas no comércio internacional

O presidente estava acompanhado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e dos ministros da Casa Civil, Miriam Belchior; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Também participou da sanção o embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.

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terça-feira, 21 de julho de 2026

Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde

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Os prejudicados pelas sobretaxas procuraram outros parceiros e adotaram a estratégia do 'quanto mais, melhor' para diminuir a dependência de um único país.
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Por Jornal Nacional

Postado em 21 de Julho de 2.026 às 11h20m
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Setores atingidos pela política comercial americana buscam mercados alternativos
Setores atingidos pela política comercial americana buscam mercados alternativos

Os setores atingidos pela política comercial americana têm buscado mercados alternativos - o que vem redesenhando o mapa das exportações brasileiras.

O embarque já estava até programado. Aí veio o primeiro tarifaço, em abril de 2025, e a empresa brasileira que vende galpões de armazenagem deu adeus à clientela americana, que respondia por 10% do faturamento.

A gente acabou tendo contratos rescindidos. Essa parcela acabou se extinguindo de um dia para a noite, conta Gustavo Yogi, presidente da empresa.

A empresa se adaptou. Passou a vender galpões para companhias que também foram atingidas pelo tarifaço e precisaram de espaço para guardar os estoques. Mas ainda não conseguiu retomar os clientes americanos.

É bem complicado você trabalhar com um mercado que é imprevisível. O cliente americano não sabe se vai pagar um preço no meu produto quando ele fecha, ou se ele vai pagar uma vez e meia, o que seja, no final da conta, diz Gustavo Yogi.

Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O tarifaço mudou o mapa do comércio. Enquanto as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, as vendas para a China bateram recorde: cresceram 21,9%. E, para a Europa, o crescimento foi de 12,8%.

Os economistas explicam que se trata de um efeito colateral da política tarifária do presidente Trump. Os prejudicados pelas sobretaxas procuraram outros parceiros e adotaram a estratégia do quanto mais, melhor para diminuir a dependência de um único país.

A pulverização aconteceu. O Brasil teve ali uma busca ativa por outros mercados. Mas a recíproca também é verdadeira. Ou seja, o Brasil também foi procurado por outros mercados que dependiam muito especificamente de alguns produtos dos Estados Unidos, afirma o economista Hugo Garbe.

Mas o resultado não é tão simples quanto os números sugerem. O aumento das exportações para outros mercados compensou parte das perdas, mas o balanço varia de setor para setor. Os Estados Unidos continuam sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil e compram uma variedade maior de produtos do que a maioria dos outros mercados.

Há uma diferença fundamental entre o que nós vendemos prioritariamente para o resto do mundo e o que vendemos para os Estados Unidos. Para o mundo inteiro, nós vendemos produtos primários. Nós vendemos de soja, café... Sai da terra, nós tratamos e vendemos. Para os Estados Unidos, nós vendemos aquilo que, para linguagem geral, se chama de produto manufaturado. Sabe qual é a diferença? Emprego e renda. Aqueles produtos de commodity geram muito trabalho, geram muita renda, mas não geram a quantidade de emprego que o produto manufaturado gera. Aí é que está o problema, explica Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM.GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

GWM Haval H9 ameaça o reinado do Toyota SW4; veja os pontos fortes e fracos do SUV chinês

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Com preço até R$ 90 mil menor, mais equipamentos e visual robusto, o chinês já supera o japonês em alguns meses de 2026 e encostou no líder do segmento.
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Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Postado em 20 de Julho de 2.024 às 08h00m
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GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

É raro ver um ícone balançar no pedestal. O Toyota SW4 reinava sozinho numa categoria de clientes fiéis e com bolsos cheios.

A versão mais barata do SUV da marca japonesa custa mais de R$ 424 mil e vende bem mais do que o Chevrolet Trailblazer, que custa a partir de R$ 422 mil.

Um desafiante improvável chegou quietinho, em setembro de 2025, e foi conquistando espaço.

O GWM Haval H9 não faz sentido dentro do portfólio da marca chinesa, pelo menos na teoria.

A GWM vem tentando construir no Brasil uma imagem de modernidade. Os carros híbridos do seu portfólio têm desenho requintado. Os elétricos apostam em carrocerias arredondadas e simpáticas.

E, no meio dessa turma, um jipão sisudo com motor diesel e arquitetura de carroceria sobre chassi. Difícil imaginar que ele faria sucesso.

E é justamente o H9 que vem cutucando o líder SW4 em 2026. O modelo chinês ficou à frente do Toyota em emplacamentos em março e maio. No acumulado entre janeiro e junho, o GWM tem 5.942 unidades vendidas e o SW4 tem 6.780 unidades.

Para entender o fenômeno, o g1 separou 5 pontos que explicam a ascensão do GWM Haval H9.

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GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Abismo no preço

Ao analisar a tabela, é impossível desconsiderar os R$ 89 mil de diferença entre H9 e SW4. E a prática da GWM de não dar descontos e ter apenas duas versões, bem próximas em preço, permite que o SUV não tenha distorções no mercado de seminovos.

O H9 Exclusive custa R$ 335 mil e a versão Selection sai por R$ 339 mil. Os R$ 4 mil extras são para um pacote visual com grade preta, rodas escurecidas e outros itens que não mudam o pacote de equipamentos do GWM.

O Toyota tem preço inicial de R$ 417.590 na versão SRX Platinum, porém, essa configuração vem com cinco lugares. Nesta reportagem foi considerada a SRX Platinum com sete assentos, que custa R$ 424.590.

Com isso, até a manutenção ligeiramente mais cara do GWM não faz nem cócegas. O detalhe é que o H9 tem revisões programadas a cada 12 mil km, enquanto o Toyota é revisado a cada 10 mil km.

Dessa maneira, o GWM até a 4ª revisão tem o custo total de R$ 9.126 e já está em 48 mil km, bem próximo dos 50 mil km que o SW4 marca na 5ª revisão. Detalhe que ambos oferecem garantias de 10 anos, desde que o cliente siga a manutenção, com disciplina, dentro da rede de concessionárias.

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Cabine do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Cluster de instrumentos do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Tela de multimídia do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Console central do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Cabine do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Bem recheado

O argumento do preço fica ainda mais forte ao analisar as listas de equipamentos. O GWM não deve nada em relação ao Toyota. Pode-se dizer até que o H9 ganha o duelo.

No modelo chinês, a tela do multimídia é maior e a lógica do software é mais amigável. Bancos dianteiros do GWM têm aquecimento e massagem, os do Toyota só resfriamento. Na 2ª fileira de bancos, só o H9 tem resfriamento.

O SW4 tem abertura elétrica do porta-malas, item que traz conforto e praticidade.

Seguindo os itens de tecnologia e segurança, o GWM tem assistente de permanência em faixa, enquanto o Toyota apenas conta com alerta.

Ambos têm câmeras ao redor do veículo, mas o Haval consegue criar um efeito de transparência e entrega um visual melhor.

A função Auto-Hold e o Stop&Go, que estão no H9, ajudam no anda e para do trânsito. Junto com o controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, é possível acompanhar o engarrafamento sem precisar ficar apertando o pedal de freio constantemente.

Porte de jipão

Um quesito importante quando se fala desses SUVs a diesel com chassi sobre carroceria é o porte. O cliente que está disposto a gastar esse valor busca um carro imponente, espaçoso e que também transmita essa sensação visualmente.

Pela ficha técnica, é possível perceber que o H9 é maior do que o SW4 em largura, comprimento e, por isso, é mais pesado.

Na prática, quando os dois modelos estão lado a lado, a percepção (ainda que psicológica) é de que o comprador está levando mais ao optar pelo modelo da GWM.

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Bancos dianteiros do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Segunda fileira de bancos do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Terceira fileira de bancos do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Porta-malas do GWM Haval H9 Exclusive chega a 791 litros de capacidade com 3a fileira rebatida — Foto: Divulgação / GWM

Teto solar panorâmico do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Bancos dianteiros do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

No design, um aspecto naturalmente subjetivo, a GWM também seguiu um caminho que tende a agradar esse público. O H9 não se parece com outros modelos da marca vendidos no Brasil, como os da linha Ora ou o H6.

A proposta dos designers foi criar um visual que remete a modelos como o Land Rover Defender e o Mercedes-Benz Classe G, combinando a carroceria de linhas quadradas com elementos levemente arredondados, além de faróis e grade dianteira de presença marcante.

O resultado é um visual com forte apelo para quem procura um utilitário com aparência de verdadeiro jipe, ainda que ele nunca saia do asfalto e seja usado apenas para ir ao shopping. 
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Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Interior do Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota
Toyota SW4 — Foto: Divulgação / Toyota

Essa percepção também é influenciada pela evolução do SW4 ao longo dos últimos anos. Nas atualizações mais recentes, a Toyota foi deixando o SUV derivado da picape Hilux cada vez mais sofisticado e com menos aparência de um veículo voltado ao fora de estrada.

Isso não significa que o SW4 tenha perdido capacidade para enfrentar terrenos difíceis. Ele continua capaz de fazer isso muito bem. Mas, do ponto de vista do design, o modelo seguiu uma linha mais próxima de um SUV de luxo, enquanto o H9 aposta na aparência robusta e bruta de um jipão, característica que tem apelo junto aos consumidores.

Os números da ficha técnica indicam vantagem para o Toyota em desempenho. Embora a marca japonesa não divulgue oficialmente dados de velocidade máxima e aceleração, ao volante fica claro que o SW4, por ser mais leve e ter maior potência, entrega respostas mais ágeis no trânsito.

Já quem entra no H9 pode imaginar que encontrará um carro desajeitado por causa do porte e do visual robusto. No entanto, durante os testes do g1 no trânsito intenso e apertado da capital paulista, o SUV da GWM não demonstrou esse comportamento em nenhum momento.

É verdade que conduzir um veículo desse tamanho entre faixas e motocicletas exige atenção, mas o H9 não passou a sensação de ser um carro difícil ou intimidador de manobrar nas avenidas movimentadas de São Paulo.

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Faról do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Rodas de 19 polegadas do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Retrovisor do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Caixa na tampa do porta-malas do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
Faról do GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

A GWM também acertou no conjunto de suspensão e direção. Considerando o contexto de um SUV grande com chassi sobre carroceria, a dirigibilidade agrada e cumpre bem sua proposta.

Esse pode ser um dos motivos para o sucesso do H9: quem já está acostumado a dirigir veículos desse tipo encontrará uma receita bem executada, sem exageros, capaz de entregar a robustez esperada de um SUV preparado para enfrentar trilhas, mas também de se movimentar com facilidade pela selva de pedra.

Cabine com novidades

Ao entrar no SW4, quem já é consumidor do modelo há muitos anos provavelmente encontrará uma sensação de familiaridade, mas também poderá sentir falta de novidades. O interior mantém uma proposta conhecida e pouco ousada, algo que, até agora, parecia não fazer diferença para o público desse segmento.

Com a chegada do H9, porém, surge a possibilidade de levar um SUV que oferece uma central multimídia maior, painel de instrumentos totalmente digital e uma experiência a bordo com maior foco em tecnologia, sem renunciar às características esperadas de um utilitário desse porte, como motor a diesel, câmbio automático e tração 4x4 com reduzida.

GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM
GWM Haval H9 Exclusive — Foto: Divulgação / GWM

Além disso, os comandos e acionamentos do H9 são diferentes, mas não exigem um período de adaptação complicado nem prejudicam o uso no dia a dia.

Em alguns casos, marcas chinesas ou fabricantes que buscam se reinventar acabam apostando em soluções criativas até para funções básicas, tornando a experiência mais confusa para o usuário. No H9, esse não é o caso.

A vida a bordo do SW4 continua sendo satisfatória, mas o H9 entrega uma experiência diferente e mais atual, o que pode ser um dos fatores capazes de atrair consumidores que antes sequer consideravam um modelo da GWM.

A conclusão é que, quando existe uma diferença tão grande de preço dentro de um mesmo segmento e o desafiante consegue igualar o líder em diversos aspectos, além de superá-lo em outros, é natural que o domínio absoluto de um modelo como o Toyota SW4 passe a ser questionado.

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