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domingo, 15 de março de 2026

Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente e executivos vão cortar próprios salários em até 30%

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Marca japonesa registra perdas pela primeira vez em quase 70 anos. Queda no mercado de eletrificados e cancelamento de três carros elétricos são principais razões. Toshihiro Mibe, CEO da Honda, vai cortar próprio salário em 30%
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Por Redação g1

Postado em 15 de Março de 2.026 às 09h30m
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Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente corta 30% do próprio salário
Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente corta 30% do próprio salário

A Honda registrou, segundo a Reuters, seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como empresa listada em bolsa. A perda de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões, em conversão direta) teve como principal causa a reestruturação de US$ 15,7 bilhões (R$ 80,9 bilhões) de sua estratégia para carros elétricos. O baque nas contas vem do cancelamento de três veículos que seriam produzidos nos Estados Unidos.

A empresa cancelou o desenvolvimento e lançamento de três carros elétricos planejados para produção na América do Norte: Honda 0 SUV, Honda 0 Saloon e Acura RSX. Lembrando que Acura é uma marca de luxo que pertence a Honda.

A decisão faz parte de uma reavaliação da estratégia de eletrificação da empresa devido a mudanças recentes no mercado automotivo.

A Honda, segunda maior montadora do Japão, também registrou prejuízos no mercado chinês. A empresa tem enfrentado dificuldades para competir com veículos mais avançados de concorrentes como a BYD.

Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos — Foto: Divulgação / Honda
Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos — Foto: Divulgação / Honda

Executivos reduzem próprios salários

O CEO da Honda, Toshihiro Mibe, afirmou que a forte queda na demanda por veículos elétricos torna “muito difícil” manter a lucratividade. Após o comunicado, as ações da empresa listadas nos Estados Unidos recuaram 8% durante as negociações prévias à abertura do mercado.

Ainda segundo a Reuters, o presidente Mibe e Noriya Kaihara, vice-presidente da empresa, decidiram reduzir voluntariamente 30% de seus salários pelos próximos três meses. Outros executivos da Honda também farão cortes de aproximadamente 20%.

De acordo com a Reuters, a Honda deve registrar uma perda anual de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,5 bilhões) até o fim de março. A projeção anterior era de um lucro perto de US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões), mostrando uma mudança brusca nas expectativas.

Analistas já previam perdas devido às mudanças nos planos de eletrificação da empresa. Mesmo assim, o valor apresentado surpreendeu o mercado, conforme explicou Julie Boote, analista da Pelham Smithers Associados, em entrevista à Reuters.

Montagem de bateria na Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos — Foto: Divulgação / Honda
Montagem de bateria na Fábrica da Honda em Marysville, Ohio, Estados Unidos — Foto: Divulgação / Honda

“O mais inesperado foi o cancelamento total da produção nos Estados Unidos, e não apenas sua redução. A Honda tinha metas ambiciosas para ampliar sua linha de veículos elétricos, mas essas expectativas foram prejudicadas pelas mudanças no mercado”, afirmou Boote.

Outras montadoras também têm prejuízos

A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Peugeot, Citroën e Jeep, anunciou o maior baque financeiro entre as montadoras que revisaram suas operações ligadas a veículos elétricos. A companhia divulgou em fevereiro baixas de contábeis de 25,4 bilhões de euros.

A Ford também reviu seus planos para o segmento eletrificados. Em dezembro, a empresa informou que faria um ajuste de US$ 19,5 bilhões e encerraria a produção de vários modelos movidos a bateria.

A General Motors, dona de marcas como Chevrolet e Cadillac, seguiu caminho semelhante. Em janeiro, a empresa disse que registraria um impacto de US$ 6 bilhões por se desfazer de parte de seus investimentos em elétricos, incluindo um ajuste em caixa de US$ 4,2 bilhões relacionado ao cancelamento de contratos e acordos com fornecedores.

O Grupo Volkswagen também sentiu os efeitos da reavaliação da sua estratégia de elétricos. Em setembro a VW anunciou o impacto de 5,1 bilhões de euros devido a revisão de produtos da Porsche, marca que pertence ao grupo.

A mudança atrasou o lançamento de alguns modelos elétricos para priorizar veículos híbridos e movidos a combustão, incluindo uma baixa contábil de aproximadamente 3,5 bilhões de euros no Grupo VW.

Honda Civic Hybrid vendido nos Estados Unidos — Foto: Divulgação / Honda
Honda Civic Hybrid vendido nos Estados Unidos — Foto: Divulgação / Honda

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sábado, 14 de março de 2026

De rivais chineses à queda nos lucros: por que a Volkswagen cortará 50 mil empregos

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Maior montadora da Europa teve queda de lucro de 44% em 2025, após aumento da concorrência chinesa e tarifaço de Trump. Reduções também afetam a Audi e a Porsche.
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TOPO
Por Deutsche Welle — São Paulo

Postado em 14 de Março de 2.026 às 09h00m
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Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, produção do Golf — Foto: divulgação/Volkswagen
Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, produção do Golf — Foto: divulgação/Volkswagen

A Volkswagen, maior fabricante de automóveis da Europa, anunciou que cortará 50 mil empregos na Alemanha até 2030 para recuperar a competitividade, após perder quase metade de seus lucros em 2025 devido à concorrência da China e às tarifas americanas.

O lucro líquido da empresa caiu cerca de 44% em 2025. Em seus resultados anuais, a companhia informou que os lucros caíram de 12,4 bilhões de euros (R$ 74,4 bilhões) para 6,9 bilhões de euros em relação ao ano anterior.

As vendas caíram 0,8%, para pouco menos de 322 bilhões de euros.

Além dos desafios impostos pelo regime tarifário do governo Trump, a Volkswagen vem enfrentando uma demanda fraca na Europa, com uma adoção de carros elétricos mais lenta do que o esperado, juntamente com a forte concorrência de rivais chineses.

Com os lucros caindo para o nível mais baixo em 10 anos, o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que o Grupo VW cortará "cerca de 50 mil empregos até 2030" na Alemanha.

Meta é reduzir custos

O diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, disse que novas medidas de redução de custos podem ser adotadas para tornar a empresa mais competitiva.

"Só conseguiremos isso se continuarmos a reduzir os custos rigorosamente", afirmou. "É nisso que nos concentraremos nos próximos meses."

Em 2024, a empresa chegou a um acordo com os sindicatos para evitar demissões involuntárias e o fechamento de fábricas em suas unidades de produção na Alemanha até 2030.

Serão cortados 35 mil postos de trabalho apenas na principal marca da Volkswagen. Outros cortes estão planejados em outras marcas do grupo: na Audi e na Porsche.

A Audi pretende eliminar até 7.500 postos de trabalho até 2029, enquanto os planos atuais da Porsche preveem a perda de 3.900 empregos, incluindo trabalhadores temporários.

As reduções serão feitas principalmente por meio de aposentadoria antecipada e planos de demissão voluntária. Demissões compulsórias foram descartadas.

g1 Carros entrevista Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil
g1 Carros entrevista Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Com R$ 65,1 bilhões em dívidas, Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial

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A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira e busca negociar e reorganizar suas dívidas bilionárias, além de débitos entre empresas do próprio grupo.
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 Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Março de 2.026 às 07h55m
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Raízen — Foto: Divulgação
Raízen — Foto: Divulgação

A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com pedido de recuperação extrajudicial, em meio às negociações com credores para reestruturar sua dívida e reforçar o caixa da companhia.

Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Comarca da Capital de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários.

  • 🔎Os credores quirografários são aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não possuem garantias específicas, como imóveis, máquinas ou outros bens dados como garantia da dívida. Na prática, isso significa que eles ficam atrás de credores com garantias na ordem de pagamento em processos de renegociação ou recuperação. Entram nessa categoria bancos, investidores ou fornecedores que emprestaram dinheiro ou concederam crédito sem exigir um bem como garantia.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo.

Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial.

  • 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação.

O plano pode incluir injeção de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de dívidas por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos.

A Raízen afirmou ainda que o processo tem escopo apenas financeiro e não inclui obrigações com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente.

A recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, disse a empresa em comunicado. 
Dívidas e pressão financeira

A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua dívida líquida atingir R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente.

Nos últimos dias, a controladora Cosan vinha indicando que uma solução para a situação da empresa poderia ser anunciada em breve, segundo a Reuters.

Em teleconferência com analistas, o CEO da companhia, Marcelo Martins, afirmou que as discussões estavam avançando com credores e acionistas.

Isso tudo acabou resultando em uma conversa estruturada com os credores, e que nós acreditamos hoje que deva levar a uma evolução que a gente possa encontrar uma solução satisfatória para o mercado que resolva definitivamente o problema de Raízen, disse Martins.

A Raízen já havia informado anteriormente que avaliava uma proposta de capitalização liderada pela Shell, no valor total de R$ 4 bilhões.

O plano previa um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento ligado à família do empresário Rubens Ometto.

🔎 Na prática, esse dinheiro entraria na empresa como novo capital, fortalecendo o caixa e ajudando a equilibrar as finanças enquanto a companhia renegocia suas dívidas com credores.

Em comunicado divulgado no final de fevereiro, a companhia afirmou que também analisava a possibilidade de reestruturar seu endividamento por meio de uma recuperação extrajudicial.

De acordo com Martins, já havia “um engajamento bastante forte nas conversas envolvendo credores, a Shell e o próprio Ometto, que integra o grupo controlador da Cosan.

A situação financeira da Raízen se deteriorou nos últimos anos em meio a altos investimentos, condições climáticas instáveis e juros elevados, fatores que pressionaram o caixa da companhia.

Saiba mais na reportagem abaixo.

Ainda segundo o CEO da Cosan, a holding não participará diretamente da capitalização em discussão, embora acompanhe as negociações como acionista.

Mas nós como acionistas e conselheiros temos acompanhado esta evolução e acreditamos que nos próximos dias a gente deva ter novos desdobramentos desse plano de encontrar uma saída adequada para a companhia, afirmou, segundo a Reuters.

Cosan é controlada por Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários.

Já a Raízen tem controle compartilhado entre Cosan e Shell. A companhia foi criada em 2011 como uma joint venture entre as duas empresas, que dividem as decisões estratégicas do negócio.

No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan (CSAN3).

A operação tem como objetivo ajudar a reduzir a alavancagem do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia.

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terça-feira, 10 de março de 2026

Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas

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Topo da lista ficou com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Fortuna do empresário é de US$ 35,9 bilhões.

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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 10 de Março de 2.025 às 11h05m
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Com uma fortuna de US$ 35,9 bilhões, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin é atualmente o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes publicado nesta terça-feira (10).

Este é o terceiro ano consecutivo em que o empresário ocupa o topo da lista de bilionários brasileiros. Pelo ranking geral, ele é o 59º mais endinheirado do mundo.

1. Eduardo Saverin: US$ 35,9 bilhões

  • Idade: 43 anos
  • Onde mora: Singapura
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo

Saverin é paulista — nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. O brasileiro é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram quando estavam na faculdade.

Ele tem 43 anos e mora atualmente em Singapura, com sua esposa e seu filho. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação.

Em 2024, ele chegou a receber o título de brasileiro mais rico da história. Na época, sua fortuna ficou avaliada em US$ 155,9 bilhões, após as ações da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — terem uma forte valorização com a divulgação de resultados trimestrais da empresa.

Atualmente, Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital (aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte).

2. André Esteves: US$ 20,2 bilhões

  • Idade: 72 anos
  • Onde mora: Suíça
Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce
Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce

O banqueiro André Esteves, de 56 anos, começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição.

Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual.

Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa.

O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões.

A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía da instituição.

3. Jorge Paulo Lemann: US$ 19,8 bilhões

  • Idade: 85 anos
  • Onde mora: Suíça
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo

O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas.

Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard.

Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle.

No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões.

Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons.

4. Fernando Roberto Moreira Salles: US$ 9,9 bilhões

  • Idade: 79 anos
  • Onde mora: São Paulo

Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú.

5. Pedro Moreira Salles: US$ 9,1 bilhões

  • Idade: 66 anos
  • Onde mora: São Paulo

Pedro Moreira Salles é banqueiro e um dos principais acionistas do Itaú Unibanco. Filho do diplomata e fundador do Unibanco, Walther Moreira Salles, integra a família que controla o banco e também a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Ele já presidiu o conselho do Itaú Unibanco e segue como uma das figuras centrais na governança do grupo.

6. Jorge Moll Filho: US$ 7,5 bilhões

  • Idade: 59 anos
  • Onde mora: Rio de Janeiro

Jorge Moll Filho é um empresário brasileiro do setor de saúde, conhecido por ser fundador e presidente do conselho da Rede D'Or São Luiz, a maior rede privada de hospitais do Brasil.

Filho do médico Jorge Moll, ele ajudou a transformar o pequeno hospital criado pela família no Rio de Janeiro em um dos maiores grupos hospitalares da América Latina. Sob sua liderança, a Rede D'Or expandiu com aquisições de hospitais, laboratórios e operadoras de saúde.

Em 2020, a empresa realizou um dos maiores IPOs da história da bolsa brasileira, na B3, consolidando a companhia como uma das maiores do setor de saúde no país.

Veja abaixo brasileiros mais ricos, segundo a Forbes.

  1. Eduardo Saverin — US$ 35,9 bilhões
  2. André Esteves — US$ 20,2 bilhões
  3. Jorge Paulo Lemann — US$ 19,8 bilhões
  4. Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 9,9 bilhões
  5. Pedro Moreira Salles — US$ 9,1 bilhões
  6. Jorge Moll Filho — US$ 7,5 bilhões
  7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões
  8. Carlos Alberto Sicupira — US$ 6,9 bilhões
  9. Miguel Krigsner — US$ 6,8 bilhões
  10. Alex Behring — US$ 5,8 bilhões
  11. Joesley Batista — US$ 5,4 bilhões
  12. Wesley Batista — US$ 5,4 bilhões
  13. João Moreira Salles — US$ 5,1 bilhões
  14. Walther Moreira Salles Jr. — US$ 5,1 bilhões
  15. Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões
  16. José João Abdalla Filho — US$ 4,2 bilhões
  17. Maurizio Billi — US$ 4,2 bilhões
  18. José Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
  19. João Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
  20. Alceu Elias Feldmann — US$ 3,7 bilhões
  21. Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhões
  22. Roberto Irineu Marinho — US$ 3,3 bilhões
  23. Mário Araripe — US$ 3,3 bilhões
  24. Marcel Herrmann Telles — US$ 2,8 bilhões
  25. Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 2,7 bilhões
  26. Lírio Parisotto — US$ 2,7 bilhões
  27. Jayme Garfinkel — US$ 2,7 bilhões
  28. Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela — US$ 2,5 bilhões
  29. Alexandre Grendene Bartelle — US$ 2,5 bilhões
  30. Julio Bozano — US$ 2,4 bilhões
  31. Rubens Menin — US$ 2,3 bilhões
  32. Luciano Hang — US$ 2,3 bilhões
  33. Guilherme Benchimol — US$ 2,1 bilhões
  34. Edir Macedo — US$ 2 bilhões
  35. Luiz Frias — US$ 2 bilhões
  36. Cristina Junqueira — US$ 1,9 bilhões
  37. Liu Ming Chung — US$ 1,9 bilhões
  38. Ilson Mateus — US$ 1,8 bilhões
  39. Sasson Dayan — US$ 1,7 bilhões
  40. Artur Grynbaum — US$ 1,7 bilhões
  41. Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhões
  42. Eduardo Voigt Schwartz — US$ 1,7 bilhões
  43. Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhões
  44. Carlos Sanchez — US$ 1,7 bilhões
  45. Mariana Voigt Schwartz Gomes — US$ 1,7 bilhões
  46. José Isaac Peres — US$ 1,6 bilhões
  47. Daniel Feffer — US$ 1,5 bilhões
  48. David Feffer — US$ 1,5 bilhões
  49. Ruben Feffer — US$ 1,5 bilhões
  50. Rubens Ometto Silveira Mello — US$ 1,5 bilhões
  51. Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhões
  52. Jorge Feffer — US$ 1,4 bilhões
  53. José Ermírio de Moraes Neto — US$ 1,4 bilhões
  54. Neide Helena de Moraes — US$ 1,4 bilhões
  55. José Roberto Ermírio de Moraes — US$ 1,4 bilhões
  56. Itamar Locks — US$ 1,4 bilhões
  57. Dora Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhões
  58. Lívia Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhões
  59. Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhões
  60. Vera Rechulski Santo Domingo — US$ 1,3 bilhões
  61. Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhões
  62. Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhões
  63. Marciano Testa — US$ 1,2 bilhões
  64. Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhões
  65. Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhões
  66. Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  67. Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  68. Antonio Luiz Seabra — US$ 1,1 bilhões
  69. Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  70. Maria Frias — US$ 1,1 bilhões
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
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