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domingo, 28 de setembro de 2025

ANM e Casa da Moeda querem rastrear toda a cadeia do ouro para evitar fraudes

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Órgãos vão implantar projeto-piloto para rastrear a produção do metal desde a extração. Em decisões recentes, STF e TCU cobraram atuação do Executivo no tema.
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Por Mariana Assis, g1 — Brasília

Postado em 28 de Setembro de 2.025 às 06h00m
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A Agência Nacional de Mineração (ANM) e a Casa da Moeda vão desenvolver um projeto-piloto para criar um sistema de rastreabilidade da cadeia do ouro, contemplando desde a extração até a comercialização.

A iniciativa tem como objetivo reforçar a segurança do processo e garantir a rastreabilidade do ouro brasileiro, fortalecendo sua credibilidade tanto no mercado interno quanto no exterior, explicou ao g1 o diretor-geral da ANM, Mauro Henrique Moreira Sousa.

"Nós vamos unir forças, a expertise, a experiência e as capacidades que a Casa da Moeda tem para que a gente consiga implantar um processo de rastreabilidade confiável, seguro, transparente, tanto para agência, mas principalmente para a sociedade e para a indústria, com reconhecimento de boas práticas internacionais", acrescentou Sousa, que assinou um acordo de cooperação técnica com a instituição nesta semana.

Após esse experimento, está nos horizontes da agência criar o chamado sandbox regulatório, isto é, um ambiente experimental para desenhar a regulação do setor.

Além disso, as duas instituições vão trocar informações e pretendem agregar outros órgãos.

Segundo o diretor, o combate aos ilícitos na cadeia do ouro exige uma resposta "multisetorial. "É o país que deve fazer isso, não só a ANM", comenta.

Minas Gerais faturou R$11 bi com produção de ouro, em 2024
Minas Gerais faturou R$11 bi com produção de ouro, em 2024

STF e TCU

Tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o Tribunal de Contas da União (TCU) já vinham cobrando da administração pública a adoção de ferramentas que garantissem mais fiscalização.

Em março deste ano, o STF invalidou por unanimidade a aplicação da chamada "presunção da boa-fé" no comércio de ouro – que já estava suspensa pela Corte desde 2023.

Por unanimidade, STF extingue a presunção de boa fé no comércio ouro no Brasil
Por unanimidade, STF extingue a presunção de boa fé no comércio ouro no Brasil

Para o relator, ministro Gilmar Mendes, as regras invalidadas "não apenas facilitam, como servem de incentivo à comercialização de ouro originário de garimpo ilegal"

O Supremo também determinou que o Poder Executivo Federal tomasse medidas administrativas para "inviabilizar a extração e a aquisição de ouro garimpado em áreas de proteção ambiental e terras indígenas, estabelecendo, inclusive, diretrizes normativas para a fiscalização do comércio do ouro, especialmente quanto à verificação da origem legal do ouro".

As ações foram direcionadas à Agência Nacional de Mineração (ANM), Banco Central (BC), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Casa da Moeda do Brasil (CMB).

Em julho, o TCU viu indícios de que permissões de lavra garimpeira (regime de PLG) estão sendo usadas para esquentar ouro ilegal, extraído, potencialmente, de terras indígenas ou unidades de conservação.

A Corte de Contas determinou à ANM que, em até 90 dias, inicie o cancelamento de permissões de lavra garimpeira ilícitas.

O TCU também determinou que a Agência deve aplicar sanções aos titulares de permissão de lavra garimpeira que descumpriram seus deveres.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Pagamentos recorrentes entre bancos distintos deverá ser feito com PIX Automático, define BC

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Medidas abrange contas mensais, como as de escolas, quando feitas entre cliente e empresa com contas em bancos diferentes. Quando o banco for o mesmo, continua valendo o débito automático.
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Por Mariana Assis, g1 — Brasília

Postado em 26 de Setembro de 2.025 às 20h40m
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Pagamentos recorrentes entre bancos distintos deverá ser feito com PIX Automático, define BC
Pagamentos recorrentes entre bancos distintos deverá ser feito com PIX Automático, define BC

O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) aprovaram uma resolução que estabelece a obrigatoriedade do PIX Automático em operações de débito quando os pagamentos recorrentes envolverem duas instituições financeiras diferentes. A regra começa a valer em 13 de outubro, mas as instituições terão até 1º de janeiro de 2026 para adequar contratos e autorizações já existentes.

Na prática, isso significa que contas mensais como as de academias, escolas, clubes ou seguradoras, quando cobradas por uma empresa que tem conta em um banco diferente do cliente, só poderão ser quitadas via PIX Automático. Se a cobrança for feita dentro do mesmo banco, nada muda: o débito automático tradicional continua valendo.

Segundo o BC, o objetivo é padronizar as operações, garantir maior segurança e reduzir fraudes.

"O pagador terá que autorizar, de forma fácil e padronizada, o débito na sua conta no aplicativo da instituição na qual tem a conta que será debitada", afirma a autoridade monetária.

De acordo com Mardilson Queiroz, chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, a medida traz conveniência sem abrir mão da segurança.

"O pagamento recorrente automático vem para facilitar. Só que o facilitar sempre carrega uma questão de segurança. Principalmente quando envolve instituições diferentes. Então, para garantir uma melhor segurança e manter uma experiência simples para o cliente, o Pix Automático veio padronizar esses pagamentos e eliminar potenciais fragilidades", afirmou.

O Pix Automático já está disponível desde julho. O cliente define o valor máximo de cada operação, pode cancelar quando quiser e, segundo o BC, conta com os mesmos mecanismos de proteção do Pix tradicional: criptografia, autenticação e rastreabilidade das transações.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Dólar avança e retoma os R$ 5,35 após dado forte do PIB nos EUA; bolsa recua

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Na véspera, a moeda americana avançou 0,90%, cotada a R$ 5,3268. O principal índice da bolsa subiu 0,05%, aos 146.492 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 25 de Setembro de 2.025 às 11h00m
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Prévia da inflação sobe 0,48% em setembro
Prévia da inflação sobe 0,48% em setembro

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (25), subindo 0,60% por volta das 14h30, a R$ 5,3585. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,22%, aos 146.169 pontos.

O dia é marcado pela divulgação de dados econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos. Lá fora, investidores acompanharam a revisão do crescimento da economia americana. Por aqui, foram publicadas as projeções do Banco Central e a prévia da inflação de setembro.

▶️ Nos EUA, a agenda de indicadores foi movimentada. O destaque foi a revisão do PIB, que mostrou crescimento de 3,8% no segundo trimestre. O número veio acima da primeira estimativa, de 3,3%, e também das previsões dos economistas, que não esperavam mudanças. (veja mais)

  • O resultado acima do esperado leva os investidores a acreditarem que o BC americano pode adiar novos cortes nos juros previstos para este ano. Isso tende a fortalecer o dólar, já que os investimentos no país ficam mais atrativos, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão negativa sobre a bolsa brasileira.

▶️ Ainda por lá, três representantes do banco central se manifestaram ao longo do dia: Jeffrey Schmid defendeu um corte pequeno para ajudar o mercado de trabalho; Stephen Miran pediu uma redução maior, de até 2 pontos; já Austan Goolsbee foi mais cauteloso e disse que cortar rápido demais pode ser arriscado enquanto a inflação estiver alta.

▶️ Por aqui, antes da abertura do mercado, o Banco Central divulgou seu relatório trimestral e reduziu de 2,1% para 2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2025. A instituição também projetou o PIB para o ano que vem que, se confirmado, poderá apresentar o menor avanço desde 2020.

▶️ Em seguida, o IBGE apresentou a prévia da inflação de setembro, medida pelo IPCA-15. O índice subiu 0,48% no mês, levemente abaixo do esperado (0,51%). No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 5,32%.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,12%;
  • Acumulado do mês: -1,75%;
  • Acumulado do ano: -13,80%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,43%;
  • Acumulado do mês: +3,58%;
  • Acumulado do ano: +21,79%.
Relatório de Política Monetária do BC

O Banco Central publicou hoje o relatório de política monetária referente ao terceiro trimestre, no qual revisou para baixo sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, de 2,1% para 2%.

Para 2026, ano de eleições presidenciais, o Banco Central estimou um crescimento ainda mais modesto para o PIB brasileiro: 1,5%. É a primeira vez que a instituição apresenta uma projeção para a atividade econômica do próximo ano.

Segundo dados oficiais, caso se confirme, a projeção de crescimento do Banco Central para o próximo ano será a menor desde 2020, quando houve uma retração de 3,3% devido à pandemia de Covid-19.

A expectativa de menor crescimento do PIB, tanto neste ano quanto no próximo, ocorre em um contexto de manutenção dos juros em níveis elevados, como forma de conter pressões inflacionárias.

IPCA-15 de setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país, subiu 0,48% em setembro — resultado ligeiramente abaixo das estimativas de economistas, que previam alta de 0,51%.

  • Com o resultado de setembro, o IPCA-15 acumula alta de 5,32% em 12 meses;
  • Em 2025, a inflação chegou a 3,76%.

Segundo o IBGE, o principal responsável pela alta foi o grupo Habitação, com destaque para a energia elétrica residencial. Após queda de 4,93% em agosto, o item avançou 12,17% devido ao fim do Bônus de Itaipu, que havia sido aplicado nas faturas do mês anterior.

Para Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, a prévia da inflação de setembro trouxe sinais positivos, com destaque para a melhora na composição do índice — especialmente na média dos núcleos, que registra alta de 5,9% em 12 meses.

Segundo ele, embora o nível ainda esteja elevado e acima do teto da meta (4,5%), a combinação entre a perda de ritmo da atividade econômica e o recuo nos núcleos reforça a confiança em um processo de desaceleração.

[Esse resultado] reforça nossa confiança na trajetória de queda da inflação. Mantemos a projeção de 4,6% para este ano e 4% para o próximo, além da expectativa de corte na taxa de juros a partir de janeiro, com redução inicial de 50 pontos-base, levando a Selic de 15% para 14,5%, afirma Barbosa.
Dados econômicos dos EUA

Indicadores relevantes da economia americana foram divulgados nesta quinta-feira, com destaque para a revisão do Produto Interno Bruto (PIB), que apresentou crescimento de 3,8% no segundo trimestre, em ritmo anual, segundo o Departamento de Comércio.

O resultado ficou acima da estimativa inicial de 3,3% e também superou as previsões de especialistas, que não esperavam alterações. Esse desempenho foi impulsionado, em parte, pelos investimentos das empresas em tecnologia, com destaque para a área de inteligência artificial.

  • Os números mais fortes que o esperado impulsionaram os rendimentos dos Treasuries e o dólar ante outras divisas, com investidores dosando a perspectiva de corte de juros pelo Federal Reserve nos próximos meses.

No primeiro trimestre, a economia teve queda de 0,6%, um recuo ligeiramente maior que os 0,5% informados anteriormente.

Essa queda foi atribuída à antecipação de importações no início do ano, em resposta às tarifas impostas pelo governo Donald Trump — um movimento que se estabilizou no trimestre seguinte.

Além disso, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 14 mil, para 218 mil na semana encerrada em 20 de setembro, em dado com ajuste sazonal. O resultado ficou abaixo das projeções de economistas, que previam 235 mil pedidos.

No setor imobiliário, as vendas de casas usadas caíram 0,2% em agosto, chegando a uma taxa anual de 4 milhões de unidades — ligeiramente abaixo do resultado de julho, que foi de 4,01 milhões. Apesar da queda, o total superou a previsão dos analistas, que estimavam 3,96 milhões.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve aumento de 1,8%. A queda observada em agosto reflete a dificuldade dos compradores diante dos preços ainda altos dos imóveis e das taxas de financiamento, que continuam elevadas, mesmo após cortes recentes nos custos.

Outro dado acompanhado com atenção foi o dos pedidos de bens de capital — uma forma de medir os investimentos das empresas. Em agosto, houve alta de 0,6%, após uma revisão para baixo do crescimento de julho, que passou de 0,8%.

A previsão era de uma queda de 0,1%. Parte desse aumento, porém, pode estar relacionada ao encarecimento dos produtos, já que as tarifas sobre importações elevaram os custos para a indústria.

Falas de membros do Fed

Ao longo desta quinta-feira, declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) também ficaram no radar dos investidores.

O presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, avaliou que o corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, decidido na semana passada, foi uma medida necessária para preservar a força do mercado de trabalho.

Ele destacou que, embora a economia esteja em boa posição em relação às metas de inflação e emprego, "alguns dados recentes sugerem um risco crescente de que o mercado de trabalho possa se enfraquecer de forma mais substancial ou abrupta do que eu estava prevendo".

Stephen Miran, diretor do Fed indicado por Donald Trump, fez críticas mais incisivas à atual política monetária. Em entrevista à Fox Business, ele afirmou que os juros elevados tornam a economia americana mais vulnerável a choques negativos.

"Quando a política monetária está nessa postura restritiva, a economia se torna mais vulnerável a choques negativos", disse Miran.

Para ele, o banco central deveria reduzir as taxas em dois pontos percentuais, por meio de cortes de meio ponto cada.

Miran também questionou o argumento de que as tarifas comerciais estariam pressionando os preços, ponto que, segundo ele, ainda segura a posição mais cautelosa de parte dos membros do Fed.

Já o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, adotou um tom mais cauteloso. Ele alertou que novos cortes de juros podem ser precipitados enquanto a inflação segue acima da meta de 2% e o mercado de trabalho mostra apenas leve desaceleração.

Quero que fiquemos atentos e isso me faz pensar que uma forte antecipação de cortes antes de sabermos se isso é tudo o que haverá sobre a inflação e antes de sabermos se essa inflação será persistente corre o risco de ser um erro, disse Goolsbee.

Para ele, a política atual é apenas moderadamente restritiva e não tão dura a ponto de exigir cortes acelerados, como defende Stephen Miran.

Ele destacou que setores sensíveis aos juros, como investimentos empresariais, seguem resilientes, apesar da fraqueza do setor imobiliário.

Sinto-me confortável... com o corte em um caminho gradual, enquanto continuamos a coletar informações para garantir que não fomos desviados de onde queremos estar", completou.
Bolsas globais

Os índices em Wall Street começaram o dia em queda, influenciados por novos dados sobre a economia e por declarações de uma autoridade do banco central dos EUA. Esses fatores diminuíram o otimismo dos investidores em relação à possibilidade de cortes nos juros, o que costuma ser visto como positivo para a atividade econômica.

Na abertura, o Dow Jones teve leve baixa de 0,05%, ficando em 46.097 pontos. O S&P 500 caiu 0,45%, para 6.608 pontos, e o Nasdaq recuou 0,80%, atingindo 22.318 pontos.

As bolsas europeias encerraram o dia em queda nesta quinta-feira. O recuo foi influenciado pela desvalorização de empresas do setor médico, após os EUA anunciarem novas investigações sobre importações. Além disso, investidores analisavam declarações de autoridades do banco central americano e dados econômicos, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.

Os principais índices registram perdas: o STOXX 600 recuou 0,7%; o DAX, da Alemanha, caiu 0,56%; o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 0,39%; o CAC 40, da França, teve baixa de 0,41%; e o FTSE MIB, da Itália, recuou 0,43%

Na Ásia, os mercados tiveram resultados mistos. Na China, as ações subiram, impulsionadas por empresas de inteligência artificial e tecnologia de chips. Já em outras partes da região, o movimento foi mais contido ou negativo.

No fechamento, o índice CSI300, que reúne grandes empresas da China, subiu 0,60%, enquanto o índice de Xangai teve leve queda de 0,01%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,13%. Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,27%.

Outros mercados asiáticos tiveram variações menores: Seul (-0,03%), Taiwan (-0,66%), Cingapura (-0,39%) e Sydney (+0,10%).

Dólar — Foto: freepik
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