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domingo, 17 de agosto de 2025

Tarifaço de Trump: por que o dólar e a bolsa não reagiram tão mal aos efeitos negativos?

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Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, embora o tarifaço possa gerar perdas para a economia brasileira, o pessimismo dos investidores diminuiu desde o anúncio inicial.
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Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 17 de Agosto de 2.025 às 07h35m

$.#  Postagem  Nº     1.069  #.$

A uma semana de tarifaço, dólar sobe e Ibovespa tem queda
A uma semana de tarifaço, dólar sobe e Ibovespa tem queda

Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a primeira reação do mercado financeiro foi de pânico: o dólar disparou e o Ibovespa caiu.

Mas, desde que de fato entrou em vigor na última quarta-feira (6), a medida parece ter provocado pouco — ou nenhum — impacto no mercado financeiro. A moeda americana acumula uma desvalorização de 3,62% neste mês, enquanto a bolsa de valores subiu 1,98%.

Mais que isso: o dólar chegou a bater o menor valor em um ano e meio nesta semana. E a bolsa está a pouco mais de 3% de seu recorde de pontuação.

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, embora o tarifaço possa gerar perdas para a economia brasileira, o pessimismo dos investidores diminuiu desde o anúncio inicial.

  • Um dos principais motivos é que quase 700 produtos foram mantidos com a tarifa de 10%, ficando de fora do aumento. Entre eles estão suco de laranja, minério de ferro, fertilizantes e itens da aviação civil.

Leonel Mattos, analista sênior de Inteligência de Mercado da StoneX, explica que, para investidores que aguardavam um aumento generalizado de 50%, o tarifaço acabou sendo visto como menos pior do que o inicialmente previsto.

A preocupação com o impacto no Brasil diminuiu bastante após a divulgação da ordem executiva, que incluiu diversas exceções. Dos produtos exportados para os EUA, cerca de 36% foram atingidos pela tarifa de 50%, diz o analista.

Tarifaço “precificado” na bolsa

Outro ponto que abrandou os efeitos do tarifaço é de que não há um impacto sistêmico no Brasil, afetando apenas uma parte das exportações para os EUA.

Grande parte desse risco já havia sido antecipada pelo mercado e incorporada aos preços. Marco Noernberg, sócio da Manchester Investimentos, lembra que a bolsa de valores, por exemplo, já registrava quedas antes da efetivação das tarifas.

  • Em julho, o Ibovespa caiu 4,17%, registrando o pior desempenho mensal do ano até agora e a maior baixa desde dezembro de 2024.

Ainda assim, ele ressalta que o impacto negativo do tarifaço sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é estimado em cerca de 0,1% — ruim, mas insuficiente para desestabilizar o mercado.

[O tarifaço] não é positivo, mas também não é algo que vá desestabilizar as ações negociadas em bolsa. Grande parte desse risco já havia sido incorporada, e as empresas mais expostas sentiram os efeitos antes mesmo da aplicação das tarifas.

Ou seja, o mercado já havia refeito as posições de investimento antes de a medida entrar em vigor, o que contribuiu para a queda da bolsa de valores no mês passado.

Desvalorização mundial do dólar

Por outro lado, a recente queda do dólar — que nesta semana voltou a níveis próximos aos de junho de 2024 — tem pouca relação com o tarifaço sobre produtos brasileiros e está mais associada ao cenário político e econômico dos EUA.

  • Dados do Banco Central mostram que, entre 13 de julho e 13 de agosto, o real se valorizou 3,7% frente ao dólar — a maior alta entre as principais moedas globais, mesmo com o tarifaço em vigor.
  • Outras moedas também se valorizaram em relação ao dólar, como o rand sul-africano (+1,8%), o forint húngaro (+1,3%), o peso chileno (+1,2%), a libra esterlina (+0,5%), o peso mexicano (+0,8%), o zloty polonês (+0,1%) e o euro (+0,1%).

Leonel Mattos explica que a queda do dólar em relação a outras moedas reflete a perda de confiança dos investidores nos EUA, motivada, entre outros fatores, pelo temor de interferências políticas nas instituições econômicas.

A própria Casa Branca agrava o cenário ao anunciar medidas e recuar logo em seguida, o que gera insegurança jurídica e desconfiança no mercado. Com menos investimentos nos EUA e no dólar, os recursos acabam migrando para outros países e moedas, afirma.

Mapa do tarifaço — Foto: Arte/g1
Mapa do tarifaço — Foto: Arte/g1

Desaceleração econômica nos EUA

Além da instabilidade provocada pelas decisões de Trump, a economia norte-americana apresenta sinais de pressão estagflacionária — quando há, ao mesmo tempo, crescimento fraco, inflação alta e aumento do desemprego.

Segundo Mattos, esse cenário impõe desafios adicionais ao Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que já enfrenta riscos como as tarifas impostas por Trump e a desvalorização do dólar — fator que, por si só, encarece as importações e pressiona os preços para os consumidores americanos.

Isso coloca o Fed em uma encruzilhada: reduzir juros para conter o risco de desaceleração econômica ou elevá-los para controlar a inflação, afirma o analista sênior da StoneX.

Atualmente, a taxa de juros nos EUA está entre 4,25% e 4,5% ao ano. Segundo estimativas da ferramenta FedWatch, da CME, 84% dos investidores esperam um corte já em setembro.

Bolsa e câmbio de olho no Fed

Os movimentos da política de juros dos EUA também influenciam a economia brasileira. André Muller, estrategista e economista da AZ Quest, destaca que esse deve ser um dos fatores mais relevantes para a trajetória do real nos próximos meses.

Se aumentar a expectativa de cortes de juros pelo Fed, o dólar deve continuar se desvalorizando frente a várias moedas, incluindo o real, afirma.

Na bolsa de valores, o cenário é parecido. Segundo Noernberg, da Manchester Investimentos, quando os títulos soberanos dos EUA — considerados de baixo risco — oferecem rendimentos menores, os investidores tendem a buscar mercados com retornos mais altos.

E esses investidores acabam vindo para o Brasil, favorecendo o real e o Ibovespa. Um corte de juros pelo Fed pode impulsionar a bolsa e pressionar o dólar para baixo, completa.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Brasil tem déficit acima de US$ 28 bilhões com os EUA em 2024 em comércio e serviços, diz governo

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De acordo com os números apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, a maior parte do déficit do Brasil com os EUA está no setor de serviços, que não é alvo do tarifaço.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 13 de Agosto de 2.025 às 12h00m

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Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — Foto: Reprodução/MDIC
Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — Foto: Reprodução/MDIC

O Brasil registrou um déficit com os Estados Unidos superior a US$ 28 bilhões em todo ano de 2024 considerando produtos e serviços. Uma relação é deficitária quando um país mais importa do que vende para o outro.

A informação, que considera estatísticas norte-americanas, foi divulgada nesta quarta-feira (13) pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres.

Ela participou de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados.

"O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. A relação comercial é ganha-ganha, interessa aos dois países, há complementariedade econômica. Isso gera emprego e investimentos para os dois lados, de modo que é importante valorizar a relação comercial", afirmou Tatiana.

De acordo com os números apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, a maior parte do déficit do Brasil com os EUA está no setor de serviços, que não é alvo do tarifaço implementado pelo presidente Donald Trump.

Veja o déficit por setores de serviço em 2024:

  • Serviços de manutenção e reparo: -US$ 759 milhões
  • Transporte: -US$ 2,53 bilhões
  • Viagens (incluindo educação)-US$ 6,98 bilhões
  • Serviços de seguros: -US$ 394 milhões
  • Serviços financeiros-US$ 2,58 bilhões
  • Encargos de propriedade intelectual: -US$ 5,15 bilhões
  • Serviços de telecomunicações e informática: -US$ 2,84 bilhões
Socorro contra tarifaço terá R$ 30 bi em crédito
Socorro contra tarifaço terá R$ 30 bi em crédito

"Se o Brasil tem um déficit com os Estados Unidos, não deveria ser alvo das medidas adotadas, sobretudo porque esse parece ser um tema de preocupação relevante para os Estados Unidos", acrescentou a secretária de Comércio Exterior.

De acordo com ela, a alíquota média de importação do Brasil para produtos importados dos EUA é de 2,73%, considerando que há vários regimes especiais que permitem que importações ocorram com isenção.

"O que tem a ver com a complementariedade econômica que temos com os Estados Unidos. O Brasil importa muitos produtos com alíquota zero, petróleo e derivados. Dos 10 principais produtos, oito tem imposto de importação zero", acrescentou Tatiana Prazeres.

Ela afirmou que o objetivo do governo brasileiro é ampliar a lista de exceções à sobretaxa de 40% para produtos brasileiros anunciados no fim de julho pelo presidente do país, Donald Trump.

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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Dólar cai abaixo dos R$ 5,40 após dados de inflação do Brasil e dos EUA

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Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,14%, cotada a R$ 5,4434. Já a bolsa encerrou em queda de 0,21%, aos 135.623 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo
12/08/2025 09h00 
Postado em 12 de Agosto de 2.025 às 09h30m

$.#  Postagem  Nº     1.067  #.$

Ipsos-Ipec: 49% concordam que Brasil deve retaliar tarifaço; 43% discordam
Ipsos-Ipec: 49% concordam que Brasil deve retaliar tarifaço; 43% discordam

dólar abriu a sessão desta terça-feira (12) em queda, acompanhando os dados inflacionários do Brasil e dos Estados Unidos. Por volta das 15h23, a moeda americana caía 1%, a R$ 5,389. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 1,89%, aos 138.190 pontos.

▶️ O IBGE divulgou às 9h o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termômetro oficial da inflação no Brasil, referente a julhoNo mês, a alta foi de 0,26%, e nos últimos 12 meses, avançou 5,23% — abaixo das expectativas do mercado. (Veja mais abaixo)

▶️Também foi divulgado o índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês). O indicador avançou a 2,7% em 12 meses, abaixo da expectativa do mercado, de alta a 2,8%.

▶️ Na agenda políticao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Há ainda a expectativa pelo plano de contingência do governo em relação às sobretaxas aos produtos brasileiros nos EUA.

▶️Já a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê encontros com ministros ao longo do dia. Ontem à noite, ele teve uma conversa por telefone com o presidente da China, Xi Jinping, sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo.

▶️ No exterior, Donald Trump anunciou ontem a nomeação do economista E.J. Antoni como novo comissário do Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão responsável pela divulgação dos principais indicadores econômicos do país.

Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,14%;
  • Acumulado do mês: -2,81%;
  • Acumulado do ano: -11,91%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,21%;
  • Acumulado do mês: +1,92%;
  • Acumulado do ano: +12,75%.
IPCA de julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, aponta que os preços subiram 0,26% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma alta 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,24% de junho.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,26% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,23%, abaixo dos 5,35% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2024, a variação havia sido de 0,38%.

O resultado ficou levemente abaixo das projeções do mercado. Especialistas ouvidos pela Reuters previam uma alta mensal de 0,37%, e de 5,34% nos últimos 12 meses.

Um dos principais alívios veio da queda dos preços dos alimentos — com destaque para a queda do preço do em arroz, feijão, ovos, carnes vermelhas e itens in natura, como batata-inglesa, frutas e hortaliças.

"Qualitativamente, o resultado foi misto, mas melhor do que o esperado. Olhando à frente, mantemos nossa projeção de inflação para 2025 em 5,1%. Seguimos observando um balanço de riscos equilibrado, com efeitos líquidos desinflacionários da guerra tarifária", avalia Igor Cadilhac, economista do PicPay,

Cadilhac destaca que, com exceção dos serviços (0,59%), todas as demais medidas vieram melhores do que as projeções. No entanto, como os serviços subjacentes (0,49%) representam uma das principais métricas qualitativas, ele ressalta que o resultado deve ser interpretado com cautela.

Lula conversa por telefone com Xi Jinping

Em meio às tarifas dos EUA, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o líder chinês Xi Jinping nesta segunda-feira (11) em meio ao tarifaço dos Estados Unidos imposto pelo presidente americano Donald Trump. A realização da ligação foi confirmada pelo Planalto.

De acordo com fontes do governo, a conversa, feita a pedido de Lula, também tratou das relações bilaterais entre os países e a conjuntura geopolítica internacional.

Em nota, o governo informou que a ligação durou cerca de uma hora e que os dois países "concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo".

Quando o governo americano aumentou tarifas de importação de mercadorias brasileiras para 50%, o Planalto classificou a medida como unilateral.

Mercados globais

As bolsas de Wall Street abriram em alta nesta terça-feira (12), com os investidores americanos reagindo a uma inflação menor do que o esperado.

índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 2,7% nos últimos 12 meses, ficando abaixo da previsão do mercado, que era de 2,8%.

Com esses dados, o mercado aumenta as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) reduza os juros na reunião de setembro, o que deixaria a taxa entre 4,00% e 4,25% ao ano.

Após a divulgação dos dados, Donald Trump voltou a pedir que o Federal Reserve reduza a taxa de juros dos Estados Unidos. O presidente citou "uma grande ação judicial" contra o chair do banco central americano, Jerome Powell, por causa da reforma do prédio do banco central.

"Jerome 'Tarde Demais' Powell deve AGORA baixar os juros", escreveu Trump em sua rede social. No entanto, estou considerando permitir que uma grande ação judicial contra Powell avance por causa do trabalho horrível e grosseiramente incompetente que ele fez ao gerenciar a obra dos prédios do Fed."

Ainda nos EUA, Trump anunciou hoje a nomeação do economista E.J. Antoni como novo comissário do Bureau of Labor Statistics (BLS), órgão responsável pela divulgação dos principais indicadores econômicos do país.

A decisão ocorre dez dias após a demissão de Erika McEntarfer, ex-líder da agência, acusada por Trump — sem apresentar provas — de manipular dados do mercado de trabalho.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta após Donald Trump estender por mais 90 dias a suspensão das tarifas sobre importações chinesas.

A trégua tarifária entre Pequim e Washington venceria em 12 de agosto. Nesta semana, Trump já havia sinalizado que a China estava colaborando nas negociações com os EUA.

Na mesma direção dos mercados asiáticos e americano, os principais índices da Europa fecharam em alta nesta terça-feira (12). O índice Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,24%, alcançando 548,07 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,20%, chegando a 9.147,81 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, registrou queda de -0,23%, fechando aos 24.024,78 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve valorização de 0,71%, atingindo 7.753,42 pontos.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

* Com informações da agência de notícias Reuters

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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

China suspende tarifas sobre produtos americanos após EUA prorrogarem trégua comercial

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Medida temporária de 90 dias ocorre após decisão dos EUA de estender acordo que evita aumento de tarifas comerciais.
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Por g1

Postado em 11 de Agosto de 2.025 às 22h45m

$.#  Postagem  Nº     1.066  #.$

China critica tarifaço de Trump ao Brasil e acusa EUA de coerção
China critica tarifaço de Trump ao Brasil e acusa EUA de coerção

O Ministério do Comércio da China anunciou nesta segunda-feira (11) a suspensão temporária de tarifas adicionais sobre produtos dos Estados Unidos.

A medida, válida por 90 dias, foi tomada após o presidente norte-americano Donald Trump assinar uma ordem executiva que prorroga a trégua tarifária entre os dois países.

De acordo com o comunicado oficial, as tarifas de 10% atualmente aplicadas pela China sobre produtos americanos serão mantidas durante esse período.

O governo chinês também informou que adotará ações para enfrentar barreiras não tarifárias que dificultam a entrada de produtos dos EUA no mercado local.

A trégua tarifária venceria em 12 de agosto.

Nesta segunda-feira, Trump já havia sinalizado avanços nas negociações.

“Temos lidado muito bem com a China. Como vocês provavelmente já ouviram, eles estão pagando tarifas tremendas aos Estados Unidos”, disse o presidente a jornalistas.

Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China, em foto de 29 de junho de 2019 — Foto: Reuters/Kevin Lamarque
Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China, em foto de 29 de junho de 2019 — Foto: Reuters/Kevin Lamarque

O acordo entre os dois países

Em 12 de maio, EUA e China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” por um período de 90 dias.

  • As tarifas aplicadas pelos EUA sobre importações chinesas caíram de 145% para 30%.
  • As taxas impostas pela China sobre produtos americanos foram reduzidas de 125% para 10%.

"A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO", postou naquele momento.

Desde que anunciou o tarifaço com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano enfrenta críticas, inclusive de aliados. O embate com o governo chinês antes das negociações agravou ainda mais a situação.

Horas depois da publicação do presidente americano, a China se manifestou por meio de um comunicado de sua embaixada em Washington.

Pediu que os EUA acabem com as "restrições discriminatórias" contra Pequim e que os dois lados "mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra".

"Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis", disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu, à época.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para "revidar até o fim".

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma "pausa" no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Matéria com informações adicionais da Reuters.

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