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terça-feira, 10 de junho de 2025

IPCA: preços sobem 0,26% em maio, puxados por alta na conta de luz

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Segundo o IBGE, índice desacelerou em relação ao mês anterior, com queda nos preços das passagens aéreas, da gasolina e de alguns alimentos. Resultado veio melhor do que o mercado projetava.
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Por Júlia Nunes, g1 — São Paulo

Postado em 10 de Junho de 2.025 às 11h00m

$.#  Postagem  Nº     1.029  #.$

IPCA de Maio fica abaixo das previsões
IPCA de Maio fica abaixo das previsões

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,26% em maio, conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma queda de 0,17 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior, quando o IPCA havia subido 0,43%.

No acumulado do ano, o índice registra uma alta de 2,75%. Na janela de 12 meses, a inflação desacelerou de 5,53% para 5,32%, após um período de aceleração. (veja o gráfico abaixo)

A alta de 0,26% é a menor para o mês desde 2023, quando os preços subiram 0,23% em maio. No ano, o menor índice registrado até agora foi em janeiro, de 0,16%.

Agora, os resultados foram impulsionados, principalmente, pelo grupo de Habitação, que avançou 1,19%. Dentro dele, a energia elétrica residencial subiu 3,62%, por causa da bandeira amarela nas contas de luz.

Por outro lado, as quedas nos preços das passagens aéreas, da gasolina e de alguns alimentos, como o tomate e o arroz, aliviaram o índice. (leia mais abaixo)

A inflação de maio veio melhor do que as projeções do mercado financeiro, que esperavam um avanço de 0,37% nos preços.

Veja o resultado dos grupos do IPCA em maio

Sete dos nove grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram alta:

  • Alimentação e bebidas: 0,17%;
  • Habitação: 1,19%;
  • Vestuário: 0,41%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,54%;
  • Despesas pessoais: 0,35%;
  • Educação: 0,05%;
  • Comunicação: 0,07%.

Os dois grupos que tiveram queda foram:

  • Artigos de residência: -0,27%;
  • Transportes: -0,37%;

Conta de luz e remédios pesaram na inflação do mês

Segundo o IBGE, o que mais pesou na inflação no mês foi o grupo Habitação, que acelerou de 0,14% em abril para 1,19% em maio. A energia elétrica residencial (3,62%) foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês (0,14 p.p.).

O resultado pode ser explicado pela bandeira amarela nas contas de luz, que adicionou um custo de R$ 1,88 nas faturas dos consumidores para cada 100 kWh utilizados.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão de aumentar os preços foi tomada "devido a redução das chuvas em razão da transição do período chuvoso para o período seco do ano".

Além disso, houve reajuste da tarifa de energia em várias capitais, como Recife, Fortaleza, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte e Campo Grande.

Outro item que se destacou no resultado do IPCA de maio foi o de produtos farmacêuticos, que subiu 0,69%, por causa do reajuste no preço dos medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O plano de saúde também subiu 0,57%, mas o grupo total, de Saúde e cuidados pessoais, desacelerou de 1,18% em abril para 0,54% em maio.

Passagens aéreas, gasolina e alimentação aliviaram o índice

O grupo de Transportes contribuiu para a desaceleração do IPCA de maio, com um recuo de 0,37%.

Essa queda foi impulsionada pelo resultado da passagem aérea (-11,31%) e dos combustíveis (-0,72%), todos registrando variação negativa: o óleo diesel de 1,30%, o etanol de 0,91%, o gás veicular de 0,83%, e a gasolina de 0,66%.

Além disso, houve uma importante desaceleração no grupo de Alimentação e bebidas, de 0,82% em abril para 0,17% em maio.

A alimentação no domicílio saiu de 0,83% para 0,02%, como resultado das quedas do tomate (-13,52%), do arroz (-4,00%), do ovo de galinha (-3,98%) e das frutas (-1,67%).

No lado das altas, destacam-se a batata-inglesa (10,34%), a cebola (10,28%), o café moído (4,59%) e as carnes (0,97%).

INPC fica em 0,35%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para reajustes do salário mínimo e que calcula a inflação para famílias de renda mais baixa, registrou uma alta de 0,35% em maio. Em abril, o índice havia subido 0,48%.

Com isso, o INPC acumulou uma alta de 5,20% nos 12 meses até maio de 2025.

IPCA: preços sobem 0,26% em maio, puxados por alta na conta de luz — Foto: rawpixel.com/Freepik
IPCA: preços sobem 0,26% em maio, puxados por alta na conta de luz — Foto: rawpixel.com/Freepik

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sábado, 7 de junho de 2025

Dólar cai e fecha a R$ 5,56, no menor patamar desde outubro

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Mercado reagiu à divulgação do payroll, o relatório oficial de emprego dos EUA, que veio melhor do que o esperado. Bolsa de valores encerrou o dia em leve queda de 0,10%, aos 136.102 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 07 de Junho de 2.o25 às 06h00m

$.#  Postagem  Nº     1.028  #.$

Dólar fechou no patamar mais baixo desde outubro de 2024 — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters
Dólar fechou no patamar mais baixo desde outubro de 2024 — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (6), cotado a R$ 5,5696. É o menor patamar desde outubro. O Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,10%, aos 136.102 pontos.

▶️ Mais uma vez, desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China ficaram no radar dos investidores. Nesta sexta, Trump disse que os dois países vão se reunir na próxima semana para discutir um novo acordo.

▶️ O mercado também reagiu à divulgação do payroll, relatório que mostra a situação dos empregos nos EUA, que veio mais forte do que o esperado. O resultado alivia temores sobre uma piora acelerada no mercado de trabalho e reforça a leitura de que a atividade está desacelerando, mas sem colapsar.

▶️ Outra tema importante é a briga entre Trump e o bilionário Elon Musk. Na quinta-feira (5), os ex-aliados trocaram ataques nas redes sociais, o que fez as ações da montadora despencarem mais de 14% (entenda a briga abaixo).

▶️ No Brasil, o mercado espera que o governo explique como pretende compensar a provável revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O anúncio deve ocorrer na semana que vem.

Entenda abaixo como cada um desses fatores impacta o mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -2,60%;
  • Acumulado do mês: -2,60%;
  • Acumulado do ano: -9,87%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,67%
  • Acumulado do mês: -0,67%;
  • Acumulado do ano: +13,15%.
Dados de emprego nos EUA

O mercado de trabalho dos Estados Unidos criou 139 mil vagas em maio, número acima da expectativa dos analistas, que previam 130 mil. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,2% pelo terceiro mês seguido, de acordo com o payroll divulgado nesta sexta.

Apesar de sinalizar uma desaceleração em relação aos meses anteriores, os dados afastam os temores de uma deterioração mais grave na economia americana.

O resultado veio em meio às incertezas causadas pelas disputas comerciais e pelos impasses políticos internos, como a resistência ao pacote fiscal de Trump e a tensão com líderes empresariais.

Ainda assim, a criação de empregos acima do necessário para acompanhar o crescimento populacional mostra uma resiliência do mercado de trabalho.

Com isso, o relatório dá ao Federal Reserve margem para adiar um possível corte de juros. A expectativa dos mercados é de que a taxa básica seja mantida na reunião da próxima semana, com a possibilidade de novos estímulos considerados apenas a partir de setembro.

Nesta sexta-feira (6), Trump voltou a pedir que o Fed reduza as taxas de juros norte-americanas, reiterando sua visão de que o presidente do Fed, Jerome Powell, tem sido muito lento em afrouxar a política monetária do BC dos EUA.

Trump x Xi Jinping

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na quinta-feira (5) para tratar sobre o acordo comercial temporário recentemente firmado pelas duas potências, em 12 de maio.

"A conversa durou aproximadamente uma hora e meia e resultou em uma conclusão muito positiva para ambos os países. Não deve haver mais dúvidas quanto à complexidade dos produtos de Terras Raras", afirmou Trump em publicação no Truth Social, sem dar mais detalhes sobre a conversa com o líder chinês.

Mais tarde, em entrevista a jornalistas, Trump disse que as conversas entre os dois países continuam em andamento e estão em "boa forma", reiterando que representantes das duas potências devem se reunir em breve, em local a ser definido, para discutir o tema.

A tão aguardada ligação acontece em meio a acusações entre Washington e Pequim nas últimas semanas sobre minerais essenciais em uma disputa que ameaça destruir uma trégua frágil na guerra comercial entre as duas maiores economias.

Os países fecharam um acordo de 90 dias em 12 de maio para reverter algumas das tarifas de retaliação que haviam imposto um ao outro desde a posse de Trump em janeiro.

Embora as ações tenham se recuperado, o acordo temporário não abordou preocupações mais amplas que prejudicam o relacionamento bilateral, desde o comércio ilícito de fentanil até o status de Taiwan, governado democraticamente, e as reclamações dos EUA sobre o modelo econômico chinês dominado pelo Estado e voltado para a exportação.

As negociações estão sendo acompanhadas de perto por investidores preocupados com a possibilidade de uma guerra comercial caótica prejudicar os lucros corporativos e interromper as cadeias de suprimentos nos meses cruciais que antecedem a temporada de compras de fim de ano.

  • 🔎 O mercado entende que o aumento das tarifas sobre importações pode elevar os preços finais e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo — o que pode levar à desaceleração da maior economia do mundo e até a uma recessão global.

Além disso, no último capítulo da guerra de tarifas nesta semana, Trump assinou um decreto para dobrar as taxas sobre importações de aço, alumínio e derivados no país de 25% para 50%, o que afeta diretamente o Brasil.

A ação ocorre em um momento em que os EUA buscam negociações mais vantajosas com os países afetados pelo tarifaço imposto no início de abril.

Embora as taxas tenham sido parcialmente suspensas, elas serão retomadas integralmente em 8 de julho — e têm servido como ferramenta do presidente na tentativa de firmar acordos mais favoráveis com outras nações.

No começo desta semana, Trump indicou que vai pressionar os países para apresentarem propostas "melhores" nas negociações comerciais com os EUA.

Novos acordos à frente?

O presidente norte-americano também afirmou que espera fazer um "bom acordo comercial" com a Alemanha. O republicano se reuniu nesta quinta-feira com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

"Nós teremos um grande acordo comercial. Acredito que isso será majoritariamente determinado pela União Europeia, mas vocês são uma parte muito importante disso", disse o republicano a Merz no Salão Oval.

"Espero que cheguemos a um acordo ou faremos algo, sabe, aplicaremos tarifas", completou.

Nesta sexta-feira, Merz afirmou que buscará um acordo com os Estados Unidos segundo o qual os carros norte-americanos poderão ser importados para a Europa com isenção de impostos em troca de isenções de tarifas sobre o mesmo número de veículos exportados da região para o país.

"Temos que ver se podemos chegar a uma regra de compensação ou algo nesse sentido", disse, em um evento em Berlim, poucas horas depois de sua viagem a Washington.

Trump ainda disse que quer fazer com que os novos acordos comerciais feitos pelos EUA com seus parceiros incluam cláusulas que tratem sobre petróleo e gás.

Durante a tarde, o ministro de relações internacionais da Itália também afirmou estar confiante de que um acordo entre EUA e União Europeia deva sair até o prazo final de 9 de julho. "As negociações não estão indo mal", disse, sugerindo que seria possível chegar a um acordo com base em tarifas de 10% entre os dois lados.

Trump x Musk

Os atritos entre o presidente norte-americano e o bilionário Elon Musk também mexeram com os mercados financeiros nesta quinta-feira.

Após o presidente da Tesla criticar o pacote orçamentário da gestão Trump, o republicano afirmou que estava "muito decepcionado" com Musk, ameaçando cortar os contratos com o bilionário.

▶️ Entenda a sequência da briga a seguir:

  • Durante um encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, na Casa Branca, Trump afirmou estar decepcionado com Elon Musk por causa das críticas que o bilionário fez ao projeto de lei orçamentária que tramita no Congresso.
  • Trump disse que Musk já sabia que o projeto seria enviado ao Congresso e que não sabe se eles terão "uma ótima relação como antes".
  • Pouco depois, Musk respondeu pela rede social X. Ele negou ter sido informado sobre o projeto e afirmou que Trump estava sendo ingrato: Sem mim, Trump teria perdido a eleição.
  • Em seguida, Trump reagiu no Truth Social com uma ameaça: A maneira mais fácil de economizar bilhões e bilhões de dólares em nosso Orçamento é encerrar os subsídios e contratos governamentais de Elon Musk.
  • Trump também afirmou quemandou Musk embora do governo porque ele estava o irritando. Disse ainda que retirou o Mandato dos Carros Elétricos e que o bilionário ficou louco.
  • O mandato citado por Trump é uma referência às políticas de eletrificação do setor automotivo e descarbonização adotadas durante o governo Biden.
  • Musk voltou a responder no X, dessa vez acusando Trump de estar ligado ao escândalo sexual envolvendo Jeffrey Epstein: Donald Trump está nos arquivos de Epstein. Essa é a verdadeira razão pela qual eles não foram tornados públicos.
Impasse do IOF

No Brasil, a crise do governo após o anúncio do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), há duas semanas, também continua a mexer com os mercados.

A elevação do IOF foi proposta há duas semanas, junto com um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento deste ano. O objetivo era o de equilibrar as contas públicas e cumprir a meta fiscal.

No entanto, o mercado reagiu mal à decisão, o que levou o governo a recuar no mesmo dia de parte da medida. Além disso, o Congresso começou a se movimentar para aprovar uma derrubada do decreto presidencial sobre o aumento de imposto, algo inédito nos últimos 25 anos.

O governo, então, buscou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e negociou um prazo de dez dias para apresentar uma proposta alternativa que substitua parte dos ganhos que seriam obtidos com o novo IOF.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a proposta foi apresentada nesta terça-feira (3), mas só será divulgada ao público na semana que vem. Até lá, a alta do IOF continua.

No início da semana, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou sua posição crítica em relação ao aumento do IOF.

Sempre tive a visão de que a gente não deveria usar o IOF nem para questões arrecadatórias nem para apoiar política monetária. Acho que é um imposto regulatório, como está bem definido, afirmou Galípolo, durante evento com analistas do mercado financeiro.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Nvidia desbanca a Microsoft e se torna a empresa mais valiosa do mundo; veja lista

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Fabricante de semicondutores atingiu US$ 3,446 trilhões em valor de mercado nesta terça (3), mostra levantamento da Elos Ayta. Resultado acompanha demanda por inteligência artificial, data centers e chips de alto desempenho.
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Por André Catto, g1

Postado em 04 de Junho de 2.025 às 16h15m

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Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters
Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters

A fabricante norte-americana de semicondutores Nvidia atingiu US$ 3,446 trilhões em valor de mercado nesta terça-feira (3). Com isso, desbancou gigantes como Microsoft e Apple e se tornou a empresa mais valiosa do mundo, aponta levantamento da Elos Ayta Consultoria.

O bom desempenho da Nvidia é consequência do forte aumento da demanda por soluções em inteligência artificial, data centers e chips de alto desempenho — cenário que tornou a companhia peça central da nova revolução tecnológica global.

No último mês, as ações da empresa dispararam 24%, mesmo diante das incertezas causadas pela política tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os resultados financeiros da companhia também foram impactados pela guerra comercial. (leia mais abaixo)

O levantamento da Elos Ayta aponta que a Nvidia ganhou US$ 157 bilhões em valor de mercado em 2025. A Microsoft, segunda empresa mais valiosa do mundo, também registrou melhora na capitalização ao longo do ano. A Apple, por outro lado, acumulou perdas. Veja o desempenho:

  • Microsoft: US$ 3,441 em valor de mercado, após ganhos de US$ 307 bilhões.
  • Apple: US$ 3,036 em valor de mercado, após perdas de US$ 749 bilhões.

"A liderança entre Nvidia e Microsoft alternou durante o ano, com Nvidia atingindo picos e quedas, mas retomando força e consolidando-se em junho. A Microsoft manteve valorização estável, enquanto a Apple enfrentou maior volatilidade", analisa a Elos Ayta.

A consultoria também ressalta que essa não foi a primeira vez que a Nvidia ocupou o topo. Em 23 de janeiro, a empresa já havia atingido US$ 3,605 trilhões, superando suas concorrentes tradicionais.

Veja as 10 empresas mais valiosas da bolsa dos EUA até esta terça:

  1. Nvidia: US$ 3,446 trilhões
  2. Microsoft: US$ 3,441 trilhões
  3. Apple: US$ 3,036 trilhões
  4. Amazon: US$ 2,184 trilhões
  5. Alphabet (Google): US$ 2,025 trilhões
  6. Meta (Facebook): US$ 1,677 trilhão
  7. Broadcom: US$ 1,208 trilhão
  8. Tesla: US$ 1,019 trilhão
  9. Berkshire Hathaway: US$ 1,080 trilhão
  10. Walmart: US$ 802 bilhões
Quem são os bilionários mais velhos do mundo em 2025, segundo a Forbes
Quem são os bilionários mais velhos do mundo em 2025, segundo a Forbes

O que a Nvidia faz?

A Nvidia fabrica chips usados para treinar modelos de inteligência artificial, como o do ChatGPT, que exigem muita capacidade computacional. Entre os clientes da empresa, estão praticamente todas as gigantes da tecnologia, como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Spotify.

Antes de dominar os chips de inteligência artificial, a empresa era completamente dedicada às placas de vídeo, que servem para melhorar a qualidade dos gráficos em jogos e vídeos. Foi nesse segmento, originalmente, que ela ganhou prestígio mundial.

O diferencial da Nvidia no mercado é que a empresa trabalha e domina a produção de um tipo de processador chamado GPU (Graphics Processing Unit, ou Unidade de Processamento Gráfico), que é o processador mais utilizado para o treinamento de inteligência artificial.

O boom da IA generativa iniciado com o lançamento do ChatGPT, por sua vez, impulsionou empresas a desenvolverem suas próprias inteligências artificiais, o que resultou no crescimento acelerado da Nvidia.

Lucro bilionário

A Nvidia registrou um lucro líquido de US$ 18,8 bilhões (R$ 107 bilhões) no primeiro trimestre de seu exercício fiscal, uma alta de 26% na comparação anual, informou a empresa na última semana.

O lucro por ação ajustado foi de US$ 0,96 (R$ 5,5), acima dos US$ 0,89 previstos pelo consenso da FactSet, empresa americana de dados financeiros.

A Nvidia também apresentou receita de US$ 44,1 bilhões (R$ 251 bilhões) no trimestre encerrado em abril, um aumento de 69% em um ano. Já a receita de centros de dados, principal atividade da companhia, ficou levemente abaixo das projeções dos analistas.

Os resultados vieram apesar do impacto das restrições americanas – posteriormente suspensas pelo governo de Donald Trump – à exportação de chips para a China. A medida causou à Nvidia um encargo excepcional de US$ 4,5 bilhões (R$ 26 bilhões), abaixo dos US$ 5,5 bilhões esperados.

A empresa também superou as expectativas para vendas em seu primeiro trimestre fiscal. Por outro lado, projetou receita inferior ao esperado para o segundo trimestre, ao prever um impacto de US$ 8 bilhões nas vendas devido às restrições dos EUA sobre exportações de chips para a China.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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