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terça-feira, 10 de setembro de 2024

PIB em alta, emprego, gastos públicos, juros, recorde na Bolsa: os pontos altos e os pontos de alerta na economia

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Especialistas ouvidos pelo g1 analisam o cenário econômico atual e os desafios para que o governo mantenha bons indicadores.
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Por Letícia Sena, g1 — Brasília

Postado em 10 de setembro de 2024 às 06h00m

$.#  Postagem  Nº     0.888  #.$

Economia brasileira supera previsões do 2º trimestre

Nos últimos dias, foram divulgados dados reveladores sobre a economia brasileira. Alguns considerados bons pelos economistas, outros vistos como preocupantes.

O Produto Interno Bruto (PIB), por exemplo, que soma todas as riquezas produzidas pelo país, cresceu 1,4% no segundo trimestre, superando expectativas do mercado e colocando o Brasil em segundo lugar no ranking global de maiores PIBs no período.

No mercado financeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo registrou em agosto a pontuação recorde de sua história.

Se, por um lado, a economia dá sinais de estar crescendo, por outro, preocupam os elevados gastos do governo em relação às receitas e o rombo nas contas públicas. Esse cenário pode favorecer a inflação e a alta dos juros.

⚠️ Diante dos dados recentes, a pergunta natural é: o que há de motivo de otimismo e de alerta para a economia brasileira?

Veja abaixo o que pensam especialistas ouvidos pelo g1:

PIB subindo

O crescimento de 1,4% no 2º trimestre, na comparação com os três meses anteriores, foi o 12º resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais.

Com os resultados, o PIB brasileiro teve alta de 3,3% em relação ao mesmo trimestre de 2023. Já a alta acumulada em quatro trimestres é de 2,5%.

Integrantes mais otimistas na equipe econômica já cogitam que, nos 12 meses de 2024, o PIB pode crescer próximo de 3%, acima do esperado no início do ano.

Um dos pontos positivos destacados pelos economistas, além desse bom crescimento, é que boa parte do PIB de trimestre foi impulsionada pelos investimentos (2,1%).

➡️Investimentos significam incrementos na economia, e tendem a gerar crescimento mais consistente ao longo dos anos.

A questão que está na mesa é, sim, está crescendo [o PIB], mas o receio é: você tem que ter um nível de investimento muito maior para que, de novo, essa energia do consumo, essa energia que está se criando, se jogando na economia, não se dissipe de formas não adequadas, e a pior delas é a inflação", afirmou o economista André Perfeito em entrevista à GloboNews.

Ainda segundo o especialista, o cenário seria pior se os indicadores não estivessem apontando para um crescimento. Nesse contexto, ele afirma que se trata de "um bom problema" que exige um "trabalho difícil, mas que pode ser alcançado", com foco no equilíbrio da economia.

Juros, empregos e inflação

O crescimento da economia pode não ser sentido pela população da maneira como as pessoas gostariam que fosse. Isso porque há uma percepção de que os preços dos produtos ainda estão altos, comparados com a alta da renda.

Além disso, a combinação que o Brasil está vivendo, de economia aquecida e empregos em alta, pode ser um fator que continue aumentando. Apesar disso, em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,02%, a primeira do ano.

"O risco que existe [na queda] da taxa de desemprego é que você tem uma energia nova que foi jogada no sistema, uma demanda maior. O risco que tem é que essa demanda não se traduza de forma virtuosa em investimento e se degenere em inflação, é isso que o mercado tá vendo", afirmou Perfeito

Para combater a inflação, que, no acumulado de 12 meses, já está perto do teto da meta para 2024 (4,5%), com 4,24% até agosto, o Banco Central terá que aumentar os juros, possibilidade que já vem sendo cogitada na instituição.

"Toda vez que de repente você tem uma explosão de renda, salário mínimo, Bolsa Família, previdência ou o próprio setor privado, a renda cresce com muita força e com muita intensidade, as pessoas começam a comprar mais bens e serviços, a demanda sobe, mas a economia não consegue segurar aquela demanda porque ela está muito alta", afirmou à GloboNews o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.

"Esse processo leva, a cada vez que isso acontece, a inflação voltar a aparecer. Inflação volta, o Banco Central precisa jogar água nessa fervura, e, aí, você tem um cenário de juros subindo. Então, a gente fica nesse ciclo e a gente ainda não conseguiu sair disso", completou Vale.

Gastos públicos e rombo

O governo ainda não conseguiu estancar a alta dos gastos públicos em relação às receitas, o que pressiona o Orçamento.

Há uma alta acelerada, por exemplo, nos gastos previdenciários, que são obrigatórios, ou seja, o governo não pode deixar de pagar.

Para 2025, a estimativa, por enquanto, é que as despesas previdenciárias subam R$ 71,1 bilhões além dos atuais R$ 923 bilhões que devem ser gastos em 2024.

O governo previa terminar 2024 com déficit zerado no Orçamento. Mas já projeta um déficit de R$ 28 bilhões.

E essa alta nos gastos públicos, de acordo com especialistas, atinge o poder de investimento do governo e gera incertezas sobre a capacidade de o país bancar um crescimento econômico sustentável.

Você tem espasmos de crescimento aqui e ali. E aí vem aquele cheiro de todo mundo pensar que agora vai vingar [a economia] e depois não vinga. Esse é o drama", afirmou o consultor econômico Raul Velloso.

Para o especialista, os bons resultados de alguns índices não significam crescimento econômico efetivo.

O governo não pode ficar animado enquanto ele não atacar o problema do gasto excessivo da previdência, porque aí o dinheiro falta para o investimento", completou Velloso.

Muitos gastos previdenciários são corrigidos pelo salário mínimo, que sobe acima da inflação. Isso faz com que o aumento desses gastos seja ainda mais difícil de ser absorvido pela economia.

O economista Felipe Salto, da Warren Investimentos, também destaca o desafio da política fiscal. Salto já presidiu a Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, e já foi secretário da Fazenda do governo de São Paulo.

Ele também defende a necessidade de o governo buscar o equilíbrio fiscal.

"O governo avançou, com o novo arcabouço, e o déficit deste ano será bem menor que o do ano anterior [...]. Para o ano que vem, o desafio é de seguir diminuindo o déficit público, que ainda não está bem equacionado", afirmou.

Ele também disse que é preciso melhorar a qualidade dos gastos públicos. Salto lembrou que a diminuição dos juros nos Estados Unidos deve ajudar o Brasil, pois leva mais investimentos a países emergentes, onde os juros são maiores.

"A inflação segue controlada, com expectativas convergentes. O cenário externo, dado o esperado início da redução dos juros americanos, vai ajudar. Desse modo, não vejo motivo para alarde e entendo que os problemas seguem sendo os mesmos: superar a má qualidade do gasto, voltar a gerar superávit primário em um horizonte próximo, e reequilibrar a dívida o quanto antes", explicou.

Recorde na Bolsa

Em agosto, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, renovou seu recorde histórico: 136.464 pontos.

O mercado financeiro aproveitou a onda de otimismo após a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mostrar que as autoridades estão bastante inclinadas a iniciar o ciclo de cortes na taxa de juros americanas em setembro.

"Se a bolsa sobe, isso implica dizer que existe um certo ânimo dos investidores maior, não só do mercado financeiro, mas porque se o mercado reflete as condições reais da economia é porque as empresas estão indo melhor, é porque a situação tá indo melhor", explicou o economista André Perfeito.

Por isso, uma sinalização de queda nos juros dos Estados Unidos leva otimismo ao mercado de ações brasileiro: com uma possível redução da taxa, os rendimentos na economia mais segura do mundo tendem a diminuir, forçando os investidores a tomarem mais risco. Isso beneficia o mercado de ações por aqui.

Ainda segundo Perfeito, a alta na bolsa, na verdade, é reflexo de uma melhora que já ocorreu. Melhora essa que, de acordo com ele, dá para ser vista na queda do desemprego e no aumento do salário.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Selena Gomez se torna bilionária com marca de maquiagem Rare Beauty; fortuna é de US$ 1,3 bilhão

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Cantora é uma das pessoas mais jovens a alcançar o primeiro bilhão com frutos do próprio trabalho. A empresa de maquiagens de Selena tem um valor de mercado estimado em US$ 2 bilhões e fontes dizem que há outras companhias interessadas na marca.
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 06 de setembro de 2024 às 14h35m

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Selena Gomez posa no Festival de Cannes 2024 — Foto: Valery Hache/AFP
Selena Gomez posa no Festival de Cannes 2024 — Foto: Valery Hache/AFP

A atriz e cantora Selena Gomez, de 32 anos, se tornou bilionária, com um patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7,3 bilhões) pelo ranking de bilionários da Bloomberg.

Com esse primeiro bilhão, ela é uma das pessoas mais jovens dos Estados Unidos a se tornar bilionária com dinheiro proveniente do seu próprio trabalho, o que lá fora é chamado de "self-made billionaire" (ou bilionário que se fez sozinho, na tradução livre).

A fortuna de Selena vem de diversas fontes, como seu trabalho como artista, propriedades e campanhas publicitárias no Instagram -- plataforma em que ela é a terceira pessoa mais seguida do mundo, com 424 milhões de seguidores, atrás apenas dos jogadores de futebol Cristiano Ronaldo (638 milhões) e Lionel Messi (504 milhões).

No entanto, a maior parte de sua riqueza, cerca de 81,4%, vem de seu trabalho como empresária. Ela lançou, em 2020, a Rare Beuaty, marca de cosméticos que é sucesso nos Estados Unidos e vários países pelo mundo, inclusive o Brasil.

Em março deste ano, inclusive, fontes do convívio da cantora disseram à Bloomberg que Selena contratou assessores financeiros para avaliar ofertas de investimentos e até de aquisição da Rare Beauty. A empresa tem um valor de mercado estimado em US$ 2 bilhões.

A participação de Selena na empresa é de US$ 1,1 bilhão.

O sucesso da marca pode ser atribuído, em grande parte, ao vínculo com a geração Z (de pessoas nascidas entre 1995 e 2010. A empresa tem, principalmente, produtos líquidos e de fácil aplicação, que fazem parte de vários vídeos de tendências no TikTok desde o lançamento da marca.

A empresária também cofundou -- em parceria com sua mãe, Mandy Teefey, e a empresária Daniella Pierso -- a startup de saúde mental Wondermind, que foi avaliada em US$ 100 milhões em 2022. A plataforma oferece ferramentas para saúde mental, como textos, podcast e newsletter.

Veja divisão de patrimônio de Selena Gomez

  • 💄 Participação na Rare Beauty: 81,4%, cerca de US$ 1,1 bilhão
  • 📱 Publicidades: 6,9%, cerca de US$ 80 milhões
  • 🎵 Turnês: 4,8%, cerca de US$ 60 milhões
  • 🧠 Wondermind: 2,6%, cerca de US$ 30 milhões
  • 💿 Álbuns: 1,8%, cerca de US$ 20 milhões
  • 🎬 Atuação: 1,3%, cerca de US$ 20 milhões
  • 📺 Streaming: 0,7%, cerca de US$ 1 milhão
  • 🏘️ Propriedades imobiliárias: 0,6%,cerca de US$ 1 milhão

Mari Maria: "Eu sou obcecada por maquiagem. E encontrei aí um gap"

Carreira artística

Selena ficou mundialmente conhecida com sua passagem, ainda na adolescência, por programas de grande sucesso da Disney, com destaque para "Os Feiticeiros de Waverly Place", que contou com quatro temporadas e teve seu último episódio lançado em 2007.

Antes disso, já tinha passado por outros programas, como o popular "Barney e seus amigos".

Em 2008, fundou a banda Selena Gomes & The Scene. O grupo lançou três álbuns de estúdio, que contou com sucessos como "A Year Without Rain" e "Love You Like A Love Song", e se separou em 2012.

Depois disso, seguiu carreira solo e, em 2013, seu primeiro álbum estreou em primeiro lugar na lista da Billboard. Ela já emplacou diversas músicas na lista das mais ouvidas do mundo.

Atualmente, ela produz e atua na série "Only Murders in The Building", da plataforma de streaming Hulu, lançada em 2021 e atualmente em sua quarta temporada.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Nvidia perde R$ 2,6 trilhões em valor de mercado, e fortuna do CEO despenca

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Cifra é o equivalente a cinco Petrobras, segundo levantamento de Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria. Ações da Nvidia foram prejudicadas por um movimento de realização de lucros e pelo menor otimismo dos investidores com a corrida pela inteligência artificial.
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Por André Catto, g1

Postado em 05 de setembro de 2024 às 16h45m

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Logo da Nvidia — Foto: REUTERS/Dado Ruvic
Logo da Nvidia — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

A fabricante de chips e semicondutores Nvidia perdeu US$ 476 bilhões (R$ 2,66 trilhões) em valor de mercado em uma semana. A desvalorização acompanha a queda de 15,44% nas ações da empresa entre os dias 28 de agosto e 4 de setembro.

Segundo o levantamento, feito por Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria, a cifra é equivalente a cinco Petrobras.

Só na última terça-feira (3), as ações da Nvidia tombaram US$ 279 bilhões (R$ 1,5 trilhão), marcando a maior perda diária de uma empresa na história dos Estados Unidos.

Com o resultado, o CEO da companhia, Jensen Huang, deixou de ter uma fortuna superior a US$ 100 bilhões. Ele ocupa, agora, a 17ª posição no ranking de bilionários da Forbes, com um patrimônio estimado em US$ 94 bilhões (R$ 526,8 bilhões).

A Nvidia chegou a alcançar, em junho deste ano, o posto de empresa mais valiosa do planeta após ultrapassar a Microsoft e a Apple. No dia 18 daquele mês, a fabricante de chips e semicondutores atingiu US$ 3,335 trilhões (R$ 18 trilhões) em valor de mercado.

A valorização tinha sido impulsionada pela alta demanda por chips usados em inteligência artificial. Como resultado, Jensen Huang havia se tornado, em junho, a 11ª pessoa mais rica do mundo no ranking da Forbes, com uma fortuna de US$ 118,7 bilhões (R$ 665,2 bilhões).

Nos últimos dias, no entanto, as ações da Nvidia foram prejudicadas por um movimento de realização de lucros e pelo menor otimismo dos investidores com a corrida pela inteligência artificial.

Diante do cenário, o Bank of America informou que a desvalorização dos papéis pode significar uma oportunidade de compra atraente para investidores. Segundo a instituição financeira, a Nvidia está rondando sua avaliação mais barata dos últimos cinco anos.

Com toda essa movimentação, o ranking de empresas mais valiosas do mundo também mudou entre junho e este início de setembro, tendo:

  • Apple na liderança, avaliada em US$ 3,3 trilhões;
  • Microsoft em segundo lugar, com valor de US$ 3 trilhões;
  • e Nvidia na sequência, valendo US$ 2,6 trilhões.
Jensen Huang, CEO da Nvidia — Foto: Eric Risberg/AP
Jensen Huang, CEO da Nvidia — Foto: Eric Risberg/AP

Últimos resultados financeiros

Em 28 de agosto, a Nvidia reportou que suas receitas no terceiro trimestre devem chegar a US$ 32,5 bilhões.

A informação não impressionou investidores, que apostavam em números mais altos — de olho no futuro da inteligência artificial (IA) generativa. Como consequência, as ações da empresa caíram.

A projeção para o terceiro trimestre foi divulgada junto com o resultado financeiro da companhia do segundo trimestre. No período, a empresa teve ganhos de US$ 16,6 bilhões — uma alta de 168% em comparação com os mesmos meses do ano passado.

O resultado, no entanto, é muito menos expressivo do que o calculado no primeiro trimestre deste ano, quando o lucro da companhia subiu 628% em relação ao mesmo período de 2023.

Diante das novas divulgações, as ações da empresa tiveram um recuo de quase 3% no dia.

Quem são os cinco novos bilionários brasileiros

De olho na fabricação de chips

Investidores têm grandes expectativas em relação à fabricante de chips, após um aumento de mais de sete vezes no preço das ações da Nvidia nos últimos dois anos. O movimento tornou a empresa uma das maiores beneficiárias do rali de papeis vinculados à inteligência artificial.

A capacidade da companhia de superar estimativas, contudo, enfrenta desafios cada vez maiores. Isso porque cada sucesso leva Wall Street, um dos maiores centros financeiros do mundo, a elevar ainda mais suas metas.

As vendas no segmento de data center da Nvidia cresceram 154%, para US$ 26,3 bilhões no segundo trimestre, acima das estimativas de US$ 25,15 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre, houve alta de 16%.

A empresa disse que espera vários bilhões de dólares em receita com seus mais recentes chips Blackwell no quarto trimestre, enquanto manifestou preocupações generalizadas sobre atrasos na produção.

* Com informações da Reuters

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quarta-feira, 4 de setembro de 2024

LISTA: Veja quais foram as 10 motos mais vendidas neste ano

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Vendas de novas motos passam de 1.253.627 até agosto, segundo a Fenabrave. Emplacamentos nos oito primeiros meses do ano têm alta de quase 20% contra o mesmo mês de 2023.
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Por g1

Postado em 04 de setembro de 2024 às 07h30m

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Honda CG 160 — Foto: Honda/Divulgação
Honda CG 160 — Foto: Honda/Divulgação

O mercado de novas motos continua feroz em 2024. De janeiro a agosto foram 1.253.627 emplacamentos no país, segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

A alta é de 19,91% quando comparamos com os números dos oito primeiros meses do ano com igual período de 2023.

Mês a mês, a alta de agosto foi de 4,51% contra junho. Em números absolutos, foram comercializadas 163.882 motos no Brasil em agosto.

Segundo o presidente da Fenabrave, Andreta Jr, as vendas foram impulsionadas pelos motociclistas de serviços de entrega no Brasil. Enquanto os apps fortaleceram as vendas pelo lado comercial, as vendas pessoais são resultado da procura por opções mais econômicas para o transporte individual.

A demanda por motocicletas permanece forte. As motos continuam liderando a alta acumulada entre todos os segmentos, afirmou o executivo.

Enquanto as motos com motor a combustão estão crescendo nas vendas, as elétricas não seguem o mesmo passo. Entre julho e agosto os emplacamentos caíram 33,24% e no acumulado dos últimos 12 meses a queda é ainda maior: 34,56%.

O segmento oscila bastante, por possuir uma base baixa de comparação e pela falta de produtos neste segmento, comentou Andreta Jr.

As motos mais vendidas de 2024

Sem novidade na liderança, a Honda CG 160 continua puxando o segmento, com mais de 292 mil unidades emplacadas nos oito meses de 2024. Foram 37.423 apenas em agosto.

O segundo lugar está com outro modelo da mesma fabricante: a Honda Biz. São 195 mil unidades vendidas no ano, sendo 20.611 delas em agosto.

Veja abaixo os modelos de motos mais vendidas do ano.

  • Honda CG 160: 292.851 unidades;
  • Honda Biz: 194.870 unidades;
  • Honda Pop 110i: 107.755 unidades;
  • Honda NXR 160: 104.755 unidades;
  • Honda PCX 160: 39.298 unidades;
  • Honda CB300F: 39.015 unidades;
  • Mottu Sport 110: 37.504 unidades;
  • Yamaha YBR 150: 34.846 unidades;
  • Yamaha Fazer 250: 32.134 unidades;
  • Yamaha XTZ 250: 31.101 unidades.

Já na divisão de participação no mercado brasileiro, a Honda continua liderando com folga.

Veja abaixo o percentual de cada montadora.

  • Honda: 69,35%;
  • Yamaha: 17,85%;
  • Shineray: 3,57%;
  • Mottu: 2,99%;
  • Haojue: 0,99%;
  • Royal Enfield: 0,86%;
  • Avelloz: 0,84%;
  • BMW: 0,79%;
  • Triumph: 0,62%;
  • Kawasaki: 0,49%.

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