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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Dólar oscila, com alta nas projeções para inflação e PIB

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A moeda americana fechou agosto com uma queda de 0,38%, cotada a R$ 5,6325. já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, subiu 6,54% no mês, aos 136.004 pontos.
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Por g1

Postado em 03 de setembro de 2024 às 07h35m

$.#  Postagem  Nº     0.884  #.$

Notas de dólar. — Foto: Reuters
Notas de dólar. — Foto: Reuters

O dólar opera com volatilidade nesta segunda-feira (2), primeiro pregão de setembro, oscilando entre altas e baixas, em dia de feriado nos Estados Unidos, o que reduz os níveis de negociação nos mercados financeiros de todo o mundo.

No Brasil, o mercado acompanha a divulgação de mais uma edição do Boletim Focus -- relatório do Banco Central (BC) que reúne as projeções de economistas do mercado para os principais indicadores financeiros do país.

Nesta edição, o Focus mostrou, pela sétima semana consecutiva, o aumento das expectativas para a inflação brasileira em 2024. As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, porém, também cresceram nesta semana.

Investidores também monitoram novos dados vindos da China, que mostram uma desaceleração das exportações na segunda maior economia do mundo. Ainda, repercute uma notícia de que as autoridades chinesas estão estudando um refinanciamento de até US$ 5,4 bilhões das hipotecas do país.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Às 09h40, o dólar caía 0,21%, cotado a R$ 5,6208. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira (30), a moeda americana teve alta de 0,17%, cotada em R$ 5,6235. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,6916.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 2,79% na semana;
  • recuo de 0,38% no mês;
  • avanço de 16,07% no ano.

O Ibovespa começa a operar às 10h.

Na sexta, o índice fechou em baixa de 0,03%, aos 136.004 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 0,29% na semana;
  • alta de 6,54% no mês;
  • ganhos de 1,36% no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

O mercado vive um pregão de negociações reduzidas pelo mundo por conta do feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos, que mantem as bolsas do país fechadas nesta segunda.

Com isso, o que fica no radar hoje são as novas projeções trazidas pelo Boletim Focus e alguns dados da economia chinesa, com destaque para uma renovação da cautela com o setor imobiliário.

Na mais recente edição do relatório do BC, as expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiram de 4,25% para 4,26%, na sétima semana de alta. Em menos de dois meses, a projeção avançou 0,26 ponto percentual (em 12 de julho, era de 4%).

Essa alta nas projeções colocam a inflação brasileira cada vez mais longe do centro da meta estabelecida pelo BC, de 3% em 2024. A meta será considerada cumprida, no entanto, se a inflação fica entre 1,5% e 4,5%.

Para 2025, as estimativas são de uma inflação de 3,92%, enquanto para 2026, de 3,60%.

Uma aceleração da inflação pressiona o BC a adotar uma postura mais firme em relação à condução da política monetária e, por isso, parte dos analistas de mercado acreditam que a instituição pode promover uma nova alta na Selic, taxa básica de juros, nos próximos meses.

As expectativas para o PIB brasileira também subiram na última semana, passando de 2,43% para 2,46%. Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro recuou de 1,86% para 1,85%.

No exterior, na última sexta, uma reportagem da Bloomberg disse que as autoridades do país estão estudando um afrouxamento das regras de refinanciamento de hipotecas, numa medida de até US$ 5,4 bilhões.

A ideia é incentivar o consumo e o mercado imobiliário, em meio a uma onde de balanços corporativos muito ruins para o setor, que é um dos principais da economia chinesa.

Uma pesquisa do setor privado mostrou que os preços de novas moradias na China quase não subiram em agosto, enquanto as construtoras China Vanke e New World Development, de Hong Kong, registraram perdas.

As ações da New World Development sofreram a maior queda no índice Hang Seng, de Hong Kong, caindo 13% e atingindo seu nível mais baixo em duas décadas, depois que a empresa estimou um prejuízo líquido de até 20 bilhões de dólares de Hong Kong (2,6 bilhões de dólares) para o ano encerrado em 30 de junho.

As ações da China Vanke recuaram 5% depois que a gigante do setor imobiliário divulgou um prejuízo de 7,6 bilhões de iuanes (1,1 bilhão de dólares) no primeiro semestre na sexta-feira, ressaltando a profundidade do mal-estar no setor.

Ainda na China, a atividade industrial voltou a crescem em agosto uma vez que os novos pedidos impulsionaram a produção, segundo uma pesquisa do setor privado divulgada nesta segunda-feira, oferecendo um vislumbre de esperança em meio a uma série de dados econômicos desanimadores.

No entanto, o primeiro declínio nos novos pedidos de exportação em oito meses soou o alarme após dados de exportação mais fracos em julho, aumentando as preocupações sobre as perspectivas comerciais justamente no momento em que os embarques de produtos natalinos começaram a aumentar.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria chinesa do Caixin/S&P Global subiu para 50,4 em agosto, de 49,8 no mês anterior, superando as previsões dos analistas em uma pesquisa da Reuters de 50,0 e melhor do que o PMI oficial no sábado, que mostrou que a atividade industrial ampliou as quedas em agosto.

* Com informações da agência de notícias Reuters

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domingo, 1 de setembro de 2024

Imposto de Renda 2024: Receita paga 4º lote de restituição nesta sexta; veja quem recebe e calendário

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Ao todo, mais de 5,34 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 6,8 bilhões.
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Por g1

Postado em 01 de setembro de 2024 às 08h15m

$.#  Postagem  Nº     0.883  #.$

Imposto de Renda — Foto: AGÊNCIA BRASIL
Imposto de Renda — Foto: AGÊNCIA BRASIL

A Receita Federal paga nesta sexta-feira (30) o 4º lote de restituições do Imposto de Renda 2024.

Ao todo, mais de 5,34 milhões de contribuintes serão contemplados, no valor total de R$ 6,8 bilhões. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores. Os pagamentos serão feitos a partir de 30 de agosto. (veja abaixo como fazer a consulta)

Segundo a Receita Federal, 47.238 contribuintes domiciliados no Rio Grande do Sul (RS) foram priorizados e receberão suas restituições neste lote, devido ao estado de calamidade decretado no estado.

Do total, R$ 469,1 milhões referem-se ao quantitativo de contribuintes que têm prioridade no recebimento. Veja abaixo.

  • 15.077 idosos acima de 80 anos
  • 84.659 contribuintes entre 60 e 79 anos
  • 7.168 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave
  • 27.372 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério
  • 261.019 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX;

Outros 4.904.908 contribuintes que recebem a restituição neste lote não são prioritários.

Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina

Veja o calendário da restituição do IR 2024

Os pagamentos das restituições do IR 2024 serão feitos em cinco lotes, segundo informações da Receita.

Veja as datas dos pagamentos:

  • 1º lote: 31 de maio
  • 2º lote: 28 de junho
  • 3º lote: 31 de julho
  • 4º lote: 30 de agosto
  • 5º lote: 30 de setembro
Como fazer a consulta?

Assim que a consulta estiver disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição".

A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.

A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Malha fina

Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina".

Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

Ao fazer o login, selecione a opção Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF). Na aba Processamento, escolha o item Pendências de Malha. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida.

Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta.

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024

  • quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado;
  • contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;
  • quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
  • quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;
  • quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022);
  • quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022);
  • quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023;
  • quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;
  • Possui trust no exterior;
  • Deseja atualizar bens no exterior.
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sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Eventos climáticos extremos dificultam produção agrícola em várias partes do mundo

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Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, nos últimos 30 anos, o mundo perdeu US$ 3,8 trilhões em produção agrícola e pecuária em consequência das catástrofes climáticas.
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Por Jornal Nacional

Postado em 30 de agosto de 2024 às 09h00m

$.#  Postagem  Nº     0.882  #.$Eventos climáticos extremos dificultam produção agrícola

Eventos climáticos extremoscomo ondas de calor e secas - estão dificultando a produção agrícola no mundo todo.

O problema do preço do azeite da sua salada, que está caríssimo, começa no clima dos países do Mediterrâneo: Grécia, Espanha, Portugal. Na Puglia, principal região produtora da Itália, a seca e o calor intenso castigaram as oliveiras. Ivano Gioffreda diz que a produção deve cair 50% e que o futuro ali é incerto.

A falta de chuva também prejudica os agricultores, os pecuaristas e até os apicultores no México. Adan Rescon é produtor de mel em Chihuahua, no norte do país. As abelhas dele não encontram mais vegetação nos campos; vão procurar pólen nas plantações e morrem com os pesticidas.

As temperaturas mais altas na Hungria estão deixando regiões que plantam uvas com clima tropical. E isso não é bom para a produção de vinhos. No Japão, o calor extremo ameaça as colheitas de arroz e até a saúde dos agricultores.

No Brasil, as enchentes no Rio Grande do Sul carregaram toneladas de terra fértil, e o solo vai ter que ser recuperado para uma nova safra de soja.

O mundo inteiro sente os efeitos das mudanças climáticas, e a agropecuária, que é uma grande indústria a céu aberto, é fortemente afetada. Uma estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura calculou o impacto das catástrofes climáticas. Nos últimos 30 anos, o mundo perdeu US$ 3,8 trilhões em produção agrícola e pecuária - mais de R$ 21 trilhões.

Eventos climáticos extremos dificultam produção agrícola em várias partes do mundo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Eventos climáticos extremos dificultam produção agrícola em várias partes do mundo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Suely Araújo, do Observatório do Clima, diz que todos os países, inclusive o Brasil, devem reduzir as emissões de gases de efeito estufa - que vêm das indústrias, do transporte e, também, do agronegócio.

"O Brasil sabe trabalhar com agropecuária voltada ao baixo carbono. Então, nós sabemos o caminho: plantio direto, rotação de pastagens, abate do gado mais cedo, integração lavoura-pecuária-floresta. Tem caminhos para isso, afirma Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima.

O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Felippe Serigati diz que as mudanças no clima não têm causado queda na produção mundial, mas já afetam a vocação agrícola de algumas regiões. Elas vão ter que cultivar outros alimentos. Segundo ele, é preciso garantir a viabilidade das culturas e o abastecimento de todas as populações com tecnologias que ajudem o agronegócio a se adaptar às mudanças.

"Essas tecnologias já estão disponíveis aqui no Brasil. O nosso desafio, em geral, não é desenvolvê-las, mas sim disseminá-las. Seca, excesso de chuva, geada, não escolhe o tamanho da propriedade, não escolhe se é pequeno grande ou médio produtor. O que vai diferenciar, por exemplo, é o tipo de tecnologia que aquele é produtor consegue adotar", diz Felippe Serigati, pesquisador do FGV Agro.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Dólar opera em alta e vai a R$ 5,65, com juros americanos e indicação de Galípolo no radar; Ibovespa cai

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No dia anterior, a moeda americana fechou em alta de 0,99%, cotada a R$ 5,5564, e o Ibovespa subiu 0,42%, aos 137.344 pontos, renovando seu recorde histórico.
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Por g1

Postado em 29 de agosto de 2024 às 09h30m

$.#  Postagem  Nº     0.881  #.$

 — Foto: Pixabay
— Foto: Pixabay

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (29), com investidores repercutindo novos dados da economia dos Estados Unidos divulgados hoje.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,0% no segundo trimestre, acima das projeções, de 2,8% e da primeira prévia, que mostrava uma alta de 1,4% da atividade econômica.

Também, o Departamento do Trabalho divulgou que os pedidos iniciais por seguro-desemprego da última semana foram 231 mil, menor que os 232 mil esperados e que os 233 mil da semana anterior.

Além disso, o mercado repercute novas falas de um dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Raphael Bostic, diretor do Fed de Atlanta (os Estados Unidos têm unidades regionais do seu BC), disse ontem que a inflação em queda e a taxa de desemprego acima do esperado indicam que pode ser "hora de agir" e cortar as taxas de juros no país, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano.

O dirigente, porém, reforçou que quer ter mais clareza antes de tomar uma decisão que dê início ao ciclo de cortes, o que trouxe mais volatilidade ao mercado, apesar do presidente do Fed, Jerome Powell , afirmar na semana passada que "chegou a hora" de cortar os juros.

No Brasil, investidores seguem repercutindo a indicação de Gabriel Galípolo, atual diretor de política monetária do Banco Central do Brasil (BC), ao comando da instituição.

Às 11h30, o dólar subia 1,77%, cotado a R$ 5,6550. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda americana teve alta de 0,99%, cotada em R$ 5,5564.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 1,41% na semana;
  • recuo de 1,73% no mês;
  • alta de 14,51% no ano.

No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,81%, aos 136.228 pontos.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 0,42%, aos 137.344 pontos, renovando seu maior patamar histórico.

Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 0,86% na semana;
  • alta de 7,15% no mês;
  • ganhos de 1,93% no ano.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

Os novos dados da economia americana, além da declaração de Raphael Bostic, reascendem as dúvidas sobre o que vai acontecer na próxima reunião do Fed, que acontece em setembro.

O PIB maior que o esperado mostra uma economia ainda resiliente, na contramão dos temores mais recentes do mercado, que acreditavam que os Estados Unidos poderiam estar perto de uma recessão. Na mesma linha, o número de pedidos de seguro-desemprego abaixo do esperado também reforça uma persistência da atividade econômica.

Investidores ponderam que números melhores na economia podem levar o Fed a ter uma postura menos estimulante. A percepção geral do mercado é que, na próxima reunião, a instituição deve iniciar um ciclo de corte nos juros, mas há dúvidas sobre a magnitude desses cortes e quanto tempo vão durar.

Especialistas se dividem entre os que esperam um corte mais moderado, de 0,25 ponto percentual, e outros que projetam 0,50 ponto percentual.

Na semana passada, o presidente do Fed, Jerome Powell, no Simpósio de Jackson Hole, afirmou que "chegou a hora" de cortar os juros dos Estados Unidos, o que melhora as perspectivas para investimentos de risco no mundo todo. Ele não indicou qual será a magnitude de corte, mas disse que há um "amplo espaço" para isso.

"Faremos tudo o que pudermos para apoiar um mercado de trabalho forte, ao passo em que progredimos mais em direção à estabilidade de preços", disse Powell, que também garantiu que a instituição "não busca e nem recebeu bem uma desaceleração nas condições do mercado de trabalho".

Os juros americanos estão no maior patamar em mais de 20 anos, entre 5,25% e 5,50% ao ano. E havia expectativa desde o início do ano para o momento em que o Fed fosse iniciar o ciclo de redução das taxas.

Juros menores tendem a impulsionar a atividade econômica por baratear a tomada de crédito para pessoas e empresas. Além disso, a queda das taxas também diminui a rentabilidade dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), considerados os mais seguros do mundo, o que beneficia ativos de risco, como mercados de ações e moedas de outros países.

Mas se os juros caírem menos que o esperado ou num ritmo mais lento, os mercados não ganham tanto impulso.

Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, comenta que os dados de hoje não serão suficientes para diminuir as incertezas sobre o tamanho do corte na taxa de juros que iniciarão o ciclo de afrouxamento monetário em setembro.

"No momento, o mercado está atribuindo 67,5% de probabilidade para um corte de 0,25 ponto percentual e 32,5% para um corte de 0,50. Os números de inflação medida pelo PCE a serem divulgados amanhã certamente terão mais peso na eventual recalibragem das expectativas", diz Igliori.

Já na agenda econômica nacional, o destaque é a indicação do economista Gabriel Galípolo para presidir o Banco Central (BC) na véspera. Galípolo atualmente faz parte da diretoria do BC.

A indicação foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.

"O presidente da República me incumbiu de fazer um comunicado aqui de que hoje ele está encaminhando ao Senado Federal o indicado dele para a Presidência do Banco Central, que vem a ser o Gabriel Galípolo, que hoje ocupa a Diretoria de Política Monetária do Banco", declarou Haddad.

Haddad também explicou que, a partir do anúncio, o governo vai "começar a trabalhar para definir os três nomes que irão compor a diretoria até o final do ano".

Escolhido pelo presidente da República, Galípolo ainda precisa receber o aval do Senado Federal antes de assumir o cargo.

A indicação de Galípolo foi bem recebida por agentes do mercado financeiro. Desde sua nomeação para a diretoria, em maio do ano passado, especulava-se que ele poderia ser o futuro indicado de Lula à presidência da instituição.

O mercado, inclusive, desconfiou que a proximidade entre eles pudesse gerar interferência política nas decisões de taxa de juros do país. Mas a atuação e declarações de Galípolo em mais de um ano de BC deram algum conforto de que ele comandaria o BC com um olhar técnico.

Analistas ouvidos pelo g1 reforçam que ele ainda precisará confirmar na prática que o BC continuará independente. Em especial, porque Lula passou os dois primeiros anos de mandato criticando a presidência da instituição.

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