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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo

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Lista de bilionários da Forbes tem 85 pessoas acima dos 90 anos entre as mais ricas do mundo; dois são brasileiros.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 12 de abril de 2024 às 07h35m

             Post. N. =  0.803         

George Joseph, fundador da seguradora Mercury General — Foto: Jae C. Hong/ AP Photo
George Joseph, fundador da seguradora Mercury General — Foto: Jae C. Hong/ AP Photo

O norte-americano George Joseph, fundador da seguradora Mercury General, é o bilionário mais velho da lista da Forbes de 2024. Com 102 anos, o empresário soma uma fortuna de US$ 1,7 bilhão (o equivalente a R$ 8,5 bilhões).

Além dele, David Murdock, ex-presidente da multinacional agrícola Dole Food, e Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia, completam o trio de centenários com patrimônio na casa do bilhão.

A lista de bilionários 90+ da Forbes conta ainda com 13 mulheres e dois brasileiros. Veja nesta reportagem:

  • Quem são os bilionários mais velhos do mundo?
  • Quem é o nonagenário mais rico do mundo?
  • Quais são os bilionários mais velhos do Brasil?
  • Quais outros nomes famosos estão na lista dos bilionários nonagenários da Forbes?
  • Veja a lista dos bilionários mais velhos do mundo
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Bilionária é condenada à morte por corrupção no Vietnã; país usa injeção letal como método de execução
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Quem são os bilionários mais velhos do mundo?

  • George Joseph: 102 anos

O bilionário mais velho do mundo na lista da Forbes é o norte-americano George Joseph. Fundador da seguradora Mercury General, o empresário completou 102 anos no último 11 de setembro e soma uma fortuna de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,5 bilhões).

Nascido em 1921, o centenário foi criado ao longo da Grande Depressão — nome dado a uma das maiores crises financeiras do mundo, que aconteceu em 1929 — e chegou a ser piloto durante a 2ª Guerra Mundial.

Formado em Harvard em 1949, com especialização em matemática e física, Joseph fundou a Mercury General em 1962, após conseguir levantar aproximadamente US$ 2 milhões em capital.

Para atrair clientes, oferecia seguros com taxas reduzidas para motoristas que dirigiam de forma mais segura do que a média norte-americana.

Atualmente a Mercury General oferece seguros automotivos, residenciais e contra incêndios, e possui capital aberto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Joseph possui 35% do controle da companhia.

O bilionário é casado e possui cinco filhos.

  • David Murdock: 101 anos
David Murdock, ex-presidente da Dole Food Products, em novembro de 2008, em Nova York. — Foto: Getty Images via AFP
David Murdock, ex-presidente da Dole Food Products, em novembro de 2008, em Nova York. — Foto: Getty Images via AFP

O empresário norte-americano David Murdock, com 101 anos e uma fortuna de US$ 3,4 bilhão (cerca de R$ 17 bilhões), também está entre os mais velhos da lista de bilionários da Forbes.

Murdock, que ficou na liderança da Dole Food Products durante 35 anos, deixou o conselho da empresa em 2021, antes de a companhia realizar lançar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Segundo a Forbes, o empresário chegou a ter uma passagem pelo exército norte-americano durante a 2ª Guerra Mundial. Depois, ele passou a desenvolver propriedades no Arizona, nos Estados Unidos.

Atualmente, o bilionário possui um conjunto de propriedades residenciais e comerciais no país, além de possuir uma coleção de cavalos árabes.

  • Robert Kuok: 100 anos
Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia. — Foto: Associated Press
Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia. — Foto: Associated Press

O homem mais rico da Malásia completa o trio de centenários da lista de bilionários da Forbes.

Com 100 anos e uma fortuna de US$ 11,4 bilhões (R$ 57,1 bilhões), Robert Kuok é dono do Kuok Group, um conglomerado multinacional que atua nas áreas marítima, imobiliária, de logística, de hotelaria, de alimentação, e do agronegócio.

O empresário também é o responsável por fundar a rede de hotéis e resorts Shangri-La, em Singapura, em 1971.

Além disso, os negócios do bilionário são mantidos dentro da família. Seu filho mais novo, Kuok Khoon Hua, por exemplo, é presidente da Kerry Properties, uma empresa imobiliária de Hong Kong.

Já o sobrinho do bilionário, Kuok Khoon Hong, lidera a Wilmar International, uma holding (empresa de participações) de investimentos e processamento de alimentos em Singapura. Ambas as companhias pertencem ao Kuok Group.

O empresário, formado na Raffles College, em Singapura, é casado e tem oito filhos.

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Warren Buffett em Omaha, Nebraska (EUA) no último dia 6 de maio de 2018. — Foto: Nati Harnik / AP
Warren Buffett em Omaha, Nebraska (EUA) no último dia 6 de maio de 2018. — Foto: Nati Harnik / AP

O título de nonagenário mais rico do mundo, por sua vez, fica com megainvestidor Warren Buffett. Aos 93 anos, o bilionário acumula um patrimônio de mais de US$ 133 bilhões (o equivalente a R$ 666,1 bilhões) e ocupa a 6ª posição da lista da Forbes. VEJA AQUI O TOP 10.

Conhecido como o "Oráculo de Omaha", Buffett é considerado por muitos o investidor mais bem-sucedido do século XX. Ele é o principal acionista e o presidente do Conselho de Administração do grupo Berkshire Hathaway.

Nascido em 1930 nos Estados Unidos, o Buffett começou a investir em ações ainda bem jovem, influenciado pelo pai, que trabalhava como operador do mercado financeiro. Ele comprou suas primeiras ações com apenas 11 anos.

Empresário desde cedo, seu primeiro negócio foi no colégio, quando ele e um amigo compraram uma máquina de pinball e a instalaram em uma barbearia. Com o lucro, os amigos compraram instalaram outras três máquinas e, em pouco tempo, venderam o negócio por US$ 1,2 mil.

Depois, em 1956, o megainvestidor abriu a Buffett Partnership, fazendo lucro ao investir em empresas que estavam avaliadas abaixo de seu real valor.

Foi por meio dessa empresa de participações que, quatro anos depois, o empresário começou a comprar ações da Berkshire Hathaway, do setor têxtil, até que, em 1965, já comandava a companhia. Com isso, desmanchou a Buffett Partnership para focar no novo negócio.

Aos poucos, a Berkshire Hathaway saiu do ramo têxtil e passou a comprar ativos de vários setores para fundar um conglomerado. Entre as grandes empresas das quais Buffett possui participação inteira ou parcial estão: Apple, Coca-Cola, American Express, Duracell, entre outras.

Com formação na Universidade de Columbia e na Universidade de Nebraska-Lincoln, Buffett é casado e tem três filhos.

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O Brasil também tem dois nomes na lista de bilionários mais velhos do mundo da Forbes.

Veja abaixo quem são:

  • Lucia Borges Maggi: 91 anos
Lucia Maggi — Foto: Divulgação/Amaggi
Lucia Maggi — Foto: Divulgação/AmaggiLucia Maggi — Foto: Divulgação/Amagg

A brasileira mais velha da lista é a empresária Lucia Borges Maggi, de 91 anos. Cofundadora do Grupo Maggi, um dos maiores produtores de soja e de outras commodities do país, a bilionária possui uma fortuna estimada de US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões).

O sobrenome Maggi tornou-se notável no agronegócio brasileiro com a fundação do Grupo Amaggi, em 1977, em São Miguel do Iguaçu (PR), que nasceu com o nome de Sementes Maggi. Lucia e o marido, André, iniciaram juntos a empresa.

Dois anos depois, a companhia chegou ao Mato Grosso, que se tornou o estado-símbolo do cultivo do grão. Em 2001, após a morte de André, a viúva e mãe de cinco filhos passou a ser a principal acionista da empresa.

  • Ivan Müller Botelho: 90 anos
Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). — Foto: Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins
Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). — Foto: Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins

O segundo brasileiro mais velho da lista de bilionários é Ivan Müller Botelho, de 90 anos. Com um patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões), o empresário é presidente do Conselho de Administração da Energisa e faz parte da terceira geração de descendentes de um dos fundadores da companhia.

A família manteve o controle da empresa desde 1905. Atualmente, o filho mais velho do empresário, Ricardo Perez Botelho, é o presidente da Energisa. Já seu filho mais novo, Mauricio Perez Botelho, é o vice-presidente financeiro.

Este foi o primeiro ano do empresário na lista de bilionários da Forbes. O bilionário é formado em engenharia elétrica na Universidade de Miami, é casado e tem quatro filhos.

Quais outros nomes famosos estão na lista dos bilionários nonagenários da Forbes?

Além dos já citados, outros nomes conhecidos entre os bilionários nonagenários da Forbes são:

Rupert Murdoch chega à Suprema Corte do Estado de Nova York — Foto: REUTERS
Rupert Murdoch chega à Suprema Corte do Estado de Nova York — Foto: REUTERS

Com uma fortuna estimada em US$ 19,5 bilhões (R$ 97,7 bilhões), Rupert Murdoch é um empresário e magnata da mídia e tem 93 anos de idade.

Conhecido por ser um dos nomes mais icônicos e polêmicos do setor — muito por conta do seu conservadorismo —, o bilionário construiu um império que inclui os canais de televisão Fox e os jornais "The Wall Street Journal", "The Sun", e "The Times of London".

  • Bernard Marcus: 94 anos

Aos 94 anos e um patrimônio estimado em US$ 10,3 bilhões (R$ 51,6 bilhões), Bernard Marcus também está na lista de bilionários da Forbes.

O empresário é cofundador da empresa Home Depot, lançada em 1978.

É casado e tem três filhos.

  • George Soros: 93 anos
George Soros, fundador e presidente da Open Society Foundations. — Foto: Francois Mori/ AP
George Soros, fundador e presidente da Open Society Foundations. — Foto: Francois Mori/ AP

O magnata dos fundos de investimentos, George Soros, também está na lista. Com 93 anos e uma fortuna estimada em US$ 6,7 bilhões (R$ 33,6 bilhões), o bilionário administrou dinheiro de clientes em Nova York de 1969 a 2011.

Nascido na Hungria, deixou seu país de origem aos 17 anos e ingressou na London School of Economics trabalhando como garçom e carregador ferroviário.

É casado e tem cinco filhos.

  • Doris Fisher: 92 anos

A empresária Doris Fisher, cofundadora da varejista de roupas Gap, também está na lista de bilionários. Aos 92 anos, ela é dona de uma fortuna de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões).

Ela atuou na empresa desde o dia em que foi fundada até 2009, quando deixou o conselho de administração da companhia.

Graduada em economia em Stanford, a viúva tem três filhos.

Veja a lista dos bilionários mais velhos do mundo

Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023

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quarta-feira, 10 de abril de 2024

IPCA: preços sobem 0,16% em março, com alta mais branda de alimentos

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País tem uma inflação acumulada de 3,93% em 12 meses. É a menor variação para março desde 2020 (0,07%). Resultado veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, que esperavam alta de 0,25% no mês.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 10 de abril de 2024 às 09h50m

             Post. N. =  0.802         


IPCA: preços sobem 0,16% em março, com alta de alimentos mais branda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,16% em março, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O maior impacto do mês veio novamente do grupo Alimentação e bebidas, com alta de 0,53% e peso de 0,11 ponto percentual (p.p.) no índice geral. É uma variação mensal menor que fevereiro, quando os preços do grupo haviam subido 0,93%. (saiba mais abaixo)

Assim, o resultado final do mês representa uma desaceleração contra o mês anterior, já que o IPCA havia fechado fevereiro com alta de 0,83%. E em março de 2023, teve alta de 0,71%. É a menor variação para março desde 2020 (0,07%).

Com isso, o país tem uma inflação acumulada de 3,93% em 12 meses. No acumulado do ano, a alta é de 1,42%.

O resultado de março veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, que esperavam aumento de 0,25% dos preços. No acumulado, era esperada uma alta de 4,01%.

Entre os nove principais grupos do IPCA, seis apresentaram altas em março. Além dos alimentos, houve alta relevante em Saúde e cuidados pessoais, com aumento de 0,43% no mês, representando 0,06 p.p. do índice.

No mês passado também saíram da conta os reajustes anuais do grupo Educação, que trazem um impacto de alta recorrente ao mês de fevereiro. No mês passado, os reajustes trouxeram alta de 4,98%. Em março, o aumento foi de 0,14%.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: 0,53%;
  • Habitação: 0,19%;
  • Artigos de residência: -0,04%;
  • Vestuário: 0,03%;
  • Transportes: -0,33%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,43%;
  • Despesas pessoais: 0,33%;
  • Educação: 0,14%;
  • Comunicação: -0,13%.

Para André Almeida, gerente da pesquisa do IBGE, os preços dos alimentos ainda são os protagonistas do IPCA por conta de fatores sazonais, somados à influência do fenômeno El Niño.

Em meses de calor e chuva, a safra de alimentos in natura sofre impacto e reduz a oferta de determinados produtos. Em março, altas da cebola (14,34%), do tomate (9,85%), das frutas (3,75%e do leite longa vida (2,63%).

O ovo de galinha também teve destaque por conta da Páscoa, quando as demais proteínas são substituídas no fim de semana em questão. Houve alta de 4,59% no mês.

A Alimentação no domicílio, que mede esses preços, subiu 0,59% em março. Em fevereiro, a alta havia sido de 1,12%. Em janeiro, de 1,81%.

"Precisamos aguardar quando esses efeitos deixarão de ser sentidos. Historicamente, vemos a inflação de alimentos se reduzindo, mas não podemos dizer como vão se comportar nos próximos meses porque não sabemos quanto os efeitos do El Niño prejudicou as safras", diz Almeida.

O pesquisador também aponta outros dois fatores que auxiliaram a desaceleração da inflação em março, ambos vindos do grupo Transportes: uma alta menor dos preços de gasolina e uma deflação das passagens aéreas.

O grupo como um todo passou da alta de 0,72% em fevereiro para uma queda de 0,33% em março. No mesmo intervalo, a gasolina saiu de 2,93% para 0,21%. O combustível ainda acumula ganho de 4,30% em 12 meses.

No subgrupo, os combustíveis tiveram alta de 0,17%. O etanol também teve alta (0,55%), enquanto o gás veicular (-2,21%e óleo diesel (-0,73%) tiveram deflação.

Por fim, o recuo nos preços da passagem aérea foi de 9,14%. Passados os meses de férias, há uma diminuição natural da demanda por passagens. Houve também uma redução de custos, por meio do barateamento do querosene de aviação. Agora, são três quedas consecutivas do subitem, mas em 12 meses ainda há alta de 18%.

Resultado abaixo do esperado

Para o mercado financeiro, a inflação veio bem abaixo da projeção, mas ainda não afasta a preocupação com a inflação de serviços. Os serviços subjacentes, um núcleo focado em serviços e que exclui itens mais voláteis, teve alta levemente mais forte que o mês anterior, de 0,44% para 0,45%.

"O ponto de preocupação continua sendo os serviços subjacentes, que, ao se manterem praticamente estáveis, continuam em um patamar incompatível com as metas de inflação – e deverão continuar justificando a cautela do Banco Central", diz Helena Veronese, economista-chefe da B. Side.

A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5%. Na última reunião do Copom, em março, o comitê alterou o trecho presente em comunicados anteriores que indicava novos cortes da Selic nos próximos encontros, o que indica cautela no ritmo de redução da Selic.

"Em função da elevação da incerteza e da consequente necessidade de maior flexibilidade na condução da política monetária, os membros do Comitê, unanimemente, optaram por comunicar que anteveem, em se confirmando o cenário esperado, redução de mesma magnitude na próxima reunião", disse o comunicado.

INPC tem alta de 0,19% em março

Por fim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que é usado como referência para reajustes do salário mínimo, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa — teve alta de 0,19% em março. Em fevereiro, a alta foi de 0,81%.

Assim, o INPC acumula alta de 1,58% no ano e de 3,40% nos últimos 12 meses. Em março de 2023, a taxa foi de 0,64%.

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segunda-feira, 8 de abril de 2024

PIX: ferramenta registrou 200 milhões de transações na última sexta e bateu recorde, diz BC

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Total de operações desta sexta superou as 178,7 milhões de transações registradas em 6 de março de 2024 – que era o recorde anterior.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 08 de abril de 2024 às 11h15m

             Post. N. =  0.801         

Transações via PIX bateram recorde em 5 de abril — Foto: Reprodução/Jornal Hoje
Transações via PIX bateram recorde em 5 de abril — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

O Banco Central informou que as transações via PIX bateram um novo recorde nesta sexta-feira (5): foram 201,6 milhões de operações em um único dia.

O recorde coincidiu com um dia de instabilidade registrada pelos bancos no acesso de clientes à plataforma. O BC, no entanto, disse que o serviço estava funcionando normalmente.

"Os números são mais uma demonstração da forte adesão de pessoas e empresas ao Pix, meio de pagamento lançado pelo Banco Central em novembro de 2020", avaliou o Banco Central.

Essa modalidade do Pix vai permitir que o cliente agende previamente pagamentos que ele já sabe que precisará fazer a empresas.

O Pix automático poderá ser usado, por exemplo, para pagar:

  • contas de água e luz
  • escolas e faculdades
  • academias, condomínios
  • parcelamento de empréstimos

Mais de 35 milhões de transferências por PIX no valor de um centavo foram realizadas em 2023

Esse tipo de pagamento já pode ser feito através do débito automático, mas na avaliação do Banco Central, o Pix automático terá a capacidade de alcançar mais pessoas.

Outra modalidade do Pix, chamada de Pix agendado recorrente, também será obrigatória a partir de outubro de 2024. O Pix agendado poderá ser usado, por exemplo, para:

  • Mesada
  • Doação
  • Aluguel entre pessoas físicas
  • Prestação de serviço por pessoas físicas (como diarista, terapia, educador físico etc)

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sábado, 6 de abril de 2024

Dólar fecha a R$ 5,06 e renova maior patamar desde outubro, após dados de emprego dos EUA; Ibovespa cai

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A moeda norte-americana subiu 0,29%, cotada em R$ 5,0648, no maior patamar desde outubro do ano passado; na semana acumulou ganho de 0,99%. Já o principal índice acionário da bolsa brasileira encerrou em queda de 0,50%, aos 126.795 pontos.
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Por g1

Postado em 06 de abril de 2024 às 10h20m

             Post. N. =  0.800         

Dólar abre em baixa — Foto: Karolina Grabowska
Dólar abre em baixa — Foto: Karolina Grabowska

O dólar inverteu o sinal negativo visto pela manhã e conseguiu fechar em alta sexta-feira (5), renovando o maior patamar da moeda desde outubro do ano passado. Investidores passaram o dia analisando os novos dados do payroll, o mais importante relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Os empregadores dos Estados Unidos contrataram muito mais do que o esperado em março, além de aumentarem os salários. O resultado forte pode causar um adiamento dos cortes previstos para este ano nos juros americanos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Já por aqui, o noticiário corporativo envolvendo a Petrobras continuou no radar, em meio aos rumores de que o presidente da estatal, Jean Paul Prates, tem pouco apoio do governo e pode ser trocado por Aloizio Mercadante, que atualmente lidera o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nesse cenário, Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar fechou em alta de 0,29%, cotado a R$ 5,0648, no maior patamar desde outubro. Na máxima, chegou a R$ 5,0744. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumula:

  • alta de 0,99% na semana e no mês;
  • alta de 4,38% no ano.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,19%, cotado a R$ 5,0501.

Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou em queda de 0,50%, aos 126.795 pontos.

Com o resultado, acumula:

  • perda de 1,02% na semana e no mês;
  • recuo de 5,51% no ano.

Na véspera, o índice havia fechado em alta de 0,09%, aos 127.428 pontos.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer

O que está mexendo com os mercados?

O principal dado da semana saiu nesta sexta-feira, com a divulgação do payroll, o principal relatório de emprego norte-americano. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o país abriu 303 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado.

O número veio bem acima do projetado pelo mercado. Economistas consultados pela Reuters, por exemplo, previram abertura de 200 mil vagas, com estimativas variando de 150 mil a 250 mil. Além disso, os dados de fevereiro foram revisados ligeiramente para baixo, mostrando 270 mil empregos, em vez de 275 mil.

Os analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a maioria das empresas conseguiu obter custos de empréstimos mais baixos antes do ciclo de aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), o que lhes deu algum isolamento das taxas mais altas e permitiu que mantivessem seus funcionários.

Operadores estão precificando uma chance de 62% de o Fed cortar os juros em 0,25 pontos percentuais em junho, e veem mais duas reduções em 2024, de acordo com a ferramenta FedWatch do CMEGroup.

Ao longo da semana, falas de dirigentes do Fed também ficaram no radar. Na quarta-feira (3), o presidente da instituição, Jerome Powell, reiterou que há tempo para deliberar sobre seu primeiro corte na taxa básica de juros do país, dada a força da economia e as recentes leituras de inflação elevada.

Os dados são mistos, entre bastante força e pontos de alívio da economia americana. Na quarta-feira (3), o relatório ADP mostrou que a abertura de vagas no setor privado dos Estados Unidos superou as expectativas em março, apontando para a continuidade da força do mercado de trabalho.

Foram abertas 184 mil vagas no mês, depois de 155 mil em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 148 mil vagas no mês passado, contra 140 mil relatadas antes da revisão em fevereiro.

Já na quinta-feira (4), o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou mais do que o esperado na semana, sinal de que condições do mercado de trabalho estão se afrouxando.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 9 mil na semana encerrada em 30 de março, para 221 mil em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 214 mil pedidos na última semana.

No Brasil, o Banco Central realizou um leilão adicional de swap cambial no valor de US$ 1 bilhão no início da semana. Essa foi a primeira intervenção sem fins de rolagem da autarquia no mercado de câmbio desde o final de 2022.

Apesar da justificativa do BC, de que se tratava de um leilão para garantir liquidez para pagar o vencimento de títulos em dólar, parte dos analistas ainda atribui a ação apenas ao fato de a moeda americana ter saltado 0,86% na última segunda-feira, ao maior valor de fechamento desde 13 de outubro do ano passado.

A agenda interna foi de poucos dados relevantes. A produção industrial (PIM), do IBGE, registrou queda de 0,3% em fevereiro na comparação com o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 5%.

As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,3% na variação mensal e de 5,6% na base anual.

No noticiário corporativo, as atenções ficaram voltadas para a Petrobras, após surgirem no mercado novos rumores de que o presidente da estatal, Jean Paul Prates, pode ser demitido da companhia e substituído pelo atual presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Apesar disso, o governo Lula resolveu pagar parte dos dividendos da Petrobras, tema que foi alvo de crise com Prates. Segundo o blog da Julia Duailibi metade dos dividendos serão pagos, valor em torno de R$ 20 bilhões.

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