Total de visualizações de página

sábado, 17 de junho de 2023

Ibovespa fecha em queda e volta aos 118 mil pontos

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


O principal índice do mercado de ações brasileiro recuou 0,39%, aos 118.758 pontos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 17 de junho de 2023 às 08hh10m

            Post. N. =  0.656           

Ibovespa — Foto: Burak The Weekender/Pexels
Ibovespa — Foto: Burak The Weekender/Pexels

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta sexta-feira (16), refletindo um movimento de correção após as altas das últimas sessões.

O mercado passou o dia repercutindo dados de inflação divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e a prévia do PIB do Banco Central do Brasil (BC), além de seguir atento aos rumos da política monetária no Brasil e no exterior.

Ao final do pregão, o índice teve queda de 0,39%, aos 118.758 pontos. Veja mais cotações.

Na véspera, o Ibovespa teve alta de 0,13%, aos 119.221 pontos, ao maior patamar desde outubro do ano passado. Com o resultado de hoje, o índice passou a acumular altas de:

  • 1,49% na semana;
  • 9,62% no mês;
  • 8,22% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Na agenda de indicadores, o BC divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-BR), considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB). Em abril, o indicador registrou expansão de 0,56% na comparação com março, quando houve uma retração de 0,14%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Já o IBC-Br do BC é um índice criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Também nesta manhã, a FGV divulgou o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) de junho. Esse índice mede a inflação acumulada entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês corrente e, em junho, teve uma queda de 2,20%, a maior redução em toda a série histórica, iniciada em 1993. Nos últimos 12 meses, a baixa acumulada é de 6,31%.

O IGP-10 é composto por três subíndices:

  • o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que me de a inflação no atacado e recuou 3,14% no mês;
  • o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com queda de 0,18% puxada pelo grupo de Transportes;
  • o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que foi o único que avançou, com alta de 1,19% em junho.

Esses resultados vão em linha com os dados observados na última divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, que reflete a inflação oficial do país.

Em maio, o IPCA subiu 0,23%, numa forte desaceleração e bem abaixo das expectativas do mercado. Entre os grupos que mais caíram naquele mês, destaque também para Transportes.

Uma redução da inflação, segundo especialistas, reforça as expectativas de que o BC pode iniciar um ciclo de baixa na Selic, taxa básica de juros, em breve. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição é na próxima semana.

Mercados internacionais

No exterior, investidores repercutem as últimas decisões de políticas monetárias em diversos países.

Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) elevou os custos de empréstimos pela oitava vez consecutiva, em 0,25 ponto percentual, para 3,5% ao ano, o mais nível em 22 anos. Hoje, o chefe do banco central belga, Pierre Wunsch, disse que o BCE só vai interromper o ciclo de altas se observar uma "queda substancial" da inflação.

Mais cedo, foi divulgado o Índice de Preços ao Consumidor da zona do euro, que apresentou alta acumulada de 6,1% nos últimos 12 meses até maio, ante 7% em abril.

No Japão, "o limite para o rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos foi mantido em 0,5% e as taxas de juros de curto prazo continuam em -0,1%", apesar de uma inflação mais forte que o esperado, destaca a equipe de análise do BTG Pactual.

Ainda no continente asiático, a China cortou algumas de suas principais taxas de juros no dia anterior, como forma de tentar estimular a atividade na segunda maior economia do mundo, que vem desacelerando. O governo chinês deve anunciar, em breve, novos estímulos econômicos.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quinta-feira, 15 de junho de 2023

BCE eleva juros pela 8ª vez seguida, para a máxima em 22 anos

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Alta foi de 0,25 ponto percentual (p.p.), para 3,5% ao ano.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Reuters

Postado em 15 de julho de 2023 às 18h35m

            Post. N. =  0.655           

Christine Lagarde, presidente do BC europeu, em imagem de arquivo — Foto: Francois Lenoir/Reuters
Christine Lagarde, presidente do BC europeu, em imagem de arquivo — Foto: Francois Lenoir/Reuters

O Banco Central Europeu (BCE) elevou os custos de empréstimos para o nível mais alto em 22 anos nesta quinta-feira (15) e deixou a porta aberta para mais aumentos, ampliando sua luta contra a inflação elevada mesmo quando a economia da zona do euro enfraquece.

O BCE elevou sua principal taxa de juros — aquela que os bancos pagam para deixar dinheiro com segurança no banco central — pela oitava vez consecutiva, em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 3,5%, o nível mais alto desde 2001.

"As taxas de juros serão levadas para níveis suficientemente restritivos para alcançar o retorno da inflação à meta de 2% no médio prazo, e elas serão mantidas nesses níveis pelo tempo que for necessário", disse a presidente do BCE, Christine Lagarde, em entrevista à imprensa após a decisão.

O banco central dos 20 países que compartilham o euro também disse que projeta que a inflação ficará acima de sua meta de 2% até 2025 e sugeriu de novo mais altas nos próximos meses.

O BCE elevou suas projeções do núcleo da inflação, que exclui números voláteis de energia e alimentos, medida que o banco acompanha de perto, para 2023 e 2024.

Lagarde disse que os aumentos salariais e a elevação de preços pelas empresas para melhorar seus lucros estão se tornando um importante motor da inflação.

"A inflação tem diminuído, mas está projetada em nível muito alto, por tempo demais", disse ela.

Na quarta-feira, o Federal Reserve interrompeu uma série de 10 aumentos sucessivos de juros — um sinal poderoso para investidores de todo o mundo de que o atual ciclo de aperto nas economias desenvolvidas está chegando ao fim, mesmo que mais algumas altas de juros nos EUA ainda sejam possíveis.

A inflação na zona do euro vem se moderando há meses, graças a preços mais baixos de energia e ao forte aumento dos juros pelo BCE. Mas em 6,1% ainda é inaceitavelmente alta para a autoridade monetária e o aumento dos preços subjacentes está apenas começando a desacelerar.

Por sua vez, o crescimento na zona do euro está, na melhor das hipóteses, estagnando.

As revisões para cima nas estimativas de inflação para este ano, para o próximo e para 2025 — quando ainda deve ficar acima da meta do banco central, em 2,2% — surpreendeu economistas.

Os rendimentos dos títulos governamentais da zona do euro e o euro subiam, com os operadores apostando em juros mais altos.

"A não ser por uma mudança material no nosso cenário básico, é bem provável que continuemos a aumentar os juros em julho", disse Lagarde. "Não estamos pensando em uma pausa, como podem ver."

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Fed interrompe ciclo de alta e mantém juros dos Estados Unidos na faixa de 5% a 5,25%

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Decisão vem após 10 aumentos seguidos. Taxa continua no maior nível em 16 anos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por André Catto, g1

Postado em 14 de junho de 2023 às 18h00m

            Post. N. =  0.654           

Sede do Federal Reserv (Fed), Banco Central dos EUA. — Foto: REUTERS/Joshua RobertsSede do Federal Reserv (Fed), Banco Central dos EUA. — Foto: REUTERS/Joshua Roberts

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, interrompeu o ciclo de alta de juros do país nesta quarta-feira (14), mantendo o referencial em uma faixa de 5% a 5,25%. A decisão veio após 10 altas consecutivas — o que elevou a taxa ao maior nível desde 2007.

A decisão veio em linha com as estimativas do mercado e, segundo a autarquia já vinha sinalizando, reflete os níveis ainda altos da inflação norte-americana.

"Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica segue crescendo em ritmo modesto. Os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação continua elevada", disse o Fed em comunicado.

A autoridade monetária também afirmou que "manter o intervalo da meta estável nesta reunião permite ao Comitê avaliar informações adicionais e suas implicações para a política monetária".

Em coletiva de imprensa após a divulgação da decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que todas as autoridades do Fed projetam mais aumentos de juros ainda este ano.

Ele também observou que a próxima reunião, em julho, será "ao vivo", com uma possível nova alta na taxa.

Sistema bancário

Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Fed, voltou a fazer referência à turbulência que atingiu o sistema bancário norte-americano, diante da quebra dos bancos médios Silicon Valley Bank e Signature Bank e da crise enfrentada pelo First Republic Bank.

"O sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente. Condições de crédito mais apertadas para famílias e empresas devem pesar na atividade econômica, nas contratações e na inflação. A extensão desses efeitos permanece incerta. O Comitê permanece altamente atento aos riscos de inflação", afirmou.

Combate à inflação

O banco central norte-americano vinha aplicando altas sucessivas na taxa básica de juros para conter a alta inflação do país. Em termos simples, o arrocho monetário é uma forma de dificultar o acesso ao crédito, desaquecer a atividade econômica e, assim, incentivar a queda nos preços.

O objetivo do Fed é aplicar uma política monetária que reduza a inflação à casa dos 2% — marca que não é atingida desde fevereiro de 2021, quando chegou 1,7% no acumulado em 12 meses.

Desde então, foram sucessivas altas na inflação — atualmente na casa dos 4% — e, consequentemente, na taxa de juros, que vem em uma crescente desde março de 2022.

Jerome Powell apontou o setor de habitação como um dos desafios da inflação nos Estados Unidos. "A desinflação dos serviços desse setor será um pouco mais lenta do que esperamos", disse.

"A inflação [geral] moderou um pouco desde meados do ano passado", destacou Powell. "As pressões inflacionárias, no entanto, continuam altas."

Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell fala sobre as taxas de juros — Foto: Reuters
Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell fala sobre as taxas de juros — Foto: Reuters

Efeitos no Brasil

Alta taxa de juros nos Estados Unidos tende a se refletir em alta na cotação do dólar frente ao real, uma vez que há saída da moeda do Brasil, com o objetivo de buscar a melhor remuneração lá fora.

Os efeitos no país, contudo, também podem ser de longo prazo: juros altos nos EUA indicam uma desaceleração da economia mundial, já que os empréstimos e investimentos ficam mais caros.

Essa desaceleração tende a ter efeitos por aqui na forma de uma menor demanda pelos produtos e serviços brasileiros — que pode, no entanto, ajudar a reduzir a inflação doméstica.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

S&P eleva perspectiva do Brasil para positiva pela 1ª vez desde 2019; entenda

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Movimento reflete sinais de maior certeza sobre a estabilidade das políticas fiscal e monetária.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 14 de junho de 2023 às 17h20m

            Post. N. =  0.653           

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings alterou a perspectiva de rating (nota de crédito) do Brasil de estável para positiva nesta quarta-feira (14). A classificação positiva para o país não acontecia desde 2019.

A empresa também reafirmou o rating de crédito soberano, que reflete a capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros, em "BB-". Essa classificação ainda indica um "grau especulativo" — o que, segundo a agência, aponta que o Brasil está menos vulnerável ao risco no curto prazo, mas segue enfrentando incertezas em relação a condições financeiras e econômicas adversas.

O movimento reflete sinais de maior certeza sobre a estabilidade das políticas fiscal e monetária, que podem acabar beneficiando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

De acordo com a S&P, apesar de o Brasil ainda registrar grandes déficit fiscais, o avanço da atividade e um caminho mais claro para a política fiscal podem resultar em um ônus da dívida do governo "menor do que o inicialmente esperado."

"Isso poderia dar suporte à flexibilização monetária e à posição externa líquida do Brasil", afirmou a empresa em comunicado.

"Tais evoluções reforçariam nossa visão sobre a resiliência da estrutura institucional do Brasil, com uma formulação de políticas estável e equilibrada entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do governo", acrescentou.

A agência reforça, no entanto, que caso as políticas fiscal e monetária sejam implementadas de forma inadequada e resultem em um crescimento econômico limitado e uma deterioração fiscal maior do que o esperado, essa perspectiva pode ser novamente rebaixada para "estável" nos próximos dois anos.

"A deterioração na sinalização de política também pode afetar os fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) e, assim, enfraquecer a posição externa líquida do Brasil", disse a S&P.

Já na ponta positiva, se o governo conseguir implementar políticas econômicas "pragmáticas" e que sejam capazes de conter as vulnerabilidades nas finanças públicas do país, indicando um crescimento maior do PIB, a companhia afirma que pode elevar o rating brasileiro novamente nos próximos dois anos.

"A chave para isso seria a aprovação de reformas adicionais — entre elas, a reforma tribuitária atualmente em debate", acrescentou.

(Esta matéria está em atualização)

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

Dólar recua e fecha em R$ 4,86, com inflação dos EUA abaixo das expectativas

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A moeda norte-americana caiu 0,08%, cotada a R$ 4,8624, renovando o menor fechamento desde junho de 2022.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1

Postado em 14 de junho de 2023 às 09h15m

            Post. N. =  0.652           

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (13), com inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas de mercado e com investidores aguardando a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que deve ser divulgada na quarta-feira (14).

Ao final da sessão, a moeda norte-americana recuou 0,08%, cotada a R$ 4,8624. Na mínima do dia, após os resultados nos EUA, chegou a R$ 4,8480. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira (9), o dólar teve queda de 0,20%, cotada a R$ 4,8665, renovando o menor patamar em um ano. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular quedas de:

  • 4,15% no mês;
  • 7,87% no ano.

O mercado começou esta semana em modo de espera por dados de inflação nos Estados Unidos e pela decisão de juros do Fed, que deve ser divulgada nesta quarta-feira (14).

Apesar do sentimento mais otimista dos investidores sobre uma possível manutenção dos juros pelo BC norte-americano, as projeções ainda indicam que a autarquia deve subir a taxa básica de juros dos EUA mais uma vez em 0,25 ponto percentual.

Ainda pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou o índice de preços ao consumidor (CPI) de maio, que veio abaixo das expectativas de mercado. No mês, a alta foi de 0,1%. Em 12 meses, a inflação americana acumula alta de 4%.

"Este foi o menor aumento em 12 meses desde o período encerrado em março de 2021", diz o Departamento do Trabalho dos EUA

As estimativas eram de alta de 0,2% para o mês e 4,1% para o ano. Em abril, o índice teve alta de 0,4% e chegou a 4,9% na janela de 12 meses.

O núcleo da inflação subiu 0,4% em maio, mesmo resultado de abril. A alta acumulada para 12 meses do segmento que exclui alimentação e energia teve alta de 5,3%. Nesta divisão, os números estão em linha com a expectativa de mercado.

Ainda nas notícias internacionais, a Opep manteve estável sua previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2023 pelo quarto mês nesta terça-feira.

A demanda mundial de petróleo em 2023 aumentará em 2,35 milhões de barris por dia (bpd), ou 2,4%, disse a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu relatório mensal. A previsão ficou praticamente inalterada em relação aos 2,33 milhões de bpd do mês passado.

O grupo adicionou, contudo, que a economia mundial enfrenta incerteza crescente e crescimento mais lento na segunda metade do ano, em meio à alta inflação contínua, às principais taxas de juros já elevadas e aos mercados de trabalho apertados.

"Além disso, ainda não está claro como e quando o conflito geopolítico na Europa Oriental pode ser resolvido", afirmou, referindo-se à Ucrânia.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a produção da indústria brasileira teve recuo em dez dos 15 locais pesquisados em abril, ante março.

Dias atrás, o IBGE mostrou que a indústria encolheu 0,6% em abril. Agora, o instituto mostra que as perdas mais intensas foram registradas em Amazonas (-14,2%) e Pernambuco (-5,5%). Já o Rio Grande do Sul (2,2%) apontou o avanço mais elevado.

Principal parque industrial do país, São Paulo teve queda de 0,2% da produção em abril, ante março. Os recuos foram mais intensos em Minas Gerais (-3%) e no Rio de Janeiro (-1,8%).

Frente a abril de 2022, a produção industrial caiu em 12 dos 18 locais pesquisados. Nessa comparação, a produção industrial nacional caiu 2,7%.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Presidente da Comissão Europeia diz que acordo Mercosul-UE deve ser concluído até o fim do ano

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Para Ursula von der Leyen, acordo vai gerar maior confiança nas relações comerciais, mais investimentos e expansão das empresas. Ela visitou Brasília nesta segunda, se reuniu com Lula e, depois, com empresários.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Kellen Barreto, TV Globo — Brasília

Postado em 12 de junho de 2023 às 19h45h

            Post. N. =  0.651           

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta segunda-feira (12) que o acordo Mercosul- União Europeia deve ser concluído ainda em 2023. Segundo Ursula, esse prazo foi discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De passagem por Brasília, von der Leyen se reuniu com Lula no Palácio do Planalto. Depois, participou de evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"Agora finalmente estamos próximos da linha de chegada, acho que é o momento de cruzar a linha de chegada. O presidente Lula e eu nos comprometemos em concluir o acordo o quanto antes, mais tarda até o final do ano. Esse acordo traz benefícios, dará às empresas oportunidades de expansão", afirmou.

A declaração foi feita durante um evento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com empresários em Brasília. Segundo Ursula Von der Leyer, a União Europeia tem interesse em três campos de atuação:

  • Crescimento limpo
  • Dimensão humana da revolução digital
  • Comercial internacional

Aos empresários e representantes da indústria, von der Leyen disse ainda que a redução das emissões de carbono na atmosfera é um "imperativo" da transição energética limpa. Ela também elogiou o compromisso assumido pelo presidente Lula de desmatamento zero até 2030 e destacou que a Europa está disposta a contribuir com práticas sustentáveis. Enfatizou que "juntos podemos acelerar a transição para o nosso futuro verde e digital. "

Antes do evento, a representante do bloco europeu se encontrou com o presidente Lula e anunciou cerca de R$ 100 milhões para o Fundo Amazônia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Palácio do Planalto.  — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Palácio do Planalto. — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Guerra na Ucrânia

Ursula Von der Leyer, aproveitou a ocasião para criticar a invasão russa na Ucrânia.

"É claro que queremos a paz, mas tem que ser uma paz justa, tem que ser uma paz que respeite os princípios da carta das Nações Unidas, a soberania e integridade territorial de todos os países.

Ao comentar a guerra, Ursula citou a crise energética que a Europa enfrenta desde o começo do conflito, já que a Rússia é fornecedora de gás para o continente. Como a Rússia sofre sanções do Ocidente, em razão da guerra, o fornecimento foi prejudicado.

Presidente da Comissão Europeia pede calma no KosovoPresidente da Comissão Europeia pede calma no Kosovo

"Por muito tempo a Europa foi dependente energia de um país pouco confiável. Tentaram nos chantagear, a Rússia cortou o gás durante 8 meses. Nos libertar das dependências da Rússia teve um preço elevado, mas valeu a pena", disse von der Leyen.

"Em tempos de riscos crescentes, devido a guerra e alteração climática, todos temos que reduzir os riscos. E para isso precisamos de parceiros confiáveis e amigos que compartilham nossos valores", completou.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----