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quarta-feira, 14 de junho de 2023

Dólar recua e fecha em R$ 4,86, com inflação dos EUA abaixo das expectativas

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A moeda norte-americana caiu 0,08%, cotada a R$ 4,8624, renovando o menor fechamento desde junho de 2022.
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Por g1

Postado em 14 de junho de 2023 às 09h15m

            Post. N. =  0.652           

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (13), com inflação dos Estados Unidos abaixo das expectativas de mercado e com investidores aguardando a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que deve ser divulgada na quarta-feira (14).

Ao final da sessão, a moeda norte-americana recuou 0,08%, cotada a R$ 4,8624. Na mínima do dia, após os resultados nos EUA, chegou a R$ 4,8480. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira (9), o dólar teve queda de 0,20%, cotada a R$ 4,8665, renovando o menor patamar em um ano. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular quedas de:

  • 4,15% no mês;
  • 7,87% no ano.

O mercado começou esta semana em modo de espera por dados de inflação nos Estados Unidos e pela decisão de juros do Fed, que deve ser divulgada nesta quarta-feira (14).

Apesar do sentimento mais otimista dos investidores sobre uma possível manutenção dos juros pelo BC norte-americano, as projeções ainda indicam que a autarquia deve subir a taxa básica de juros dos EUA mais uma vez em 0,25 ponto percentual.

Ainda pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou o índice de preços ao consumidor (CPI) de maio, que veio abaixo das expectativas de mercado. No mês, a alta foi de 0,1%. Em 12 meses, a inflação americana acumula alta de 4%.

"Este foi o menor aumento em 12 meses desde o período encerrado em março de 2021", diz o Departamento do Trabalho dos EUA

As estimativas eram de alta de 0,2% para o mês e 4,1% para o ano. Em abril, o índice teve alta de 0,4% e chegou a 4,9% na janela de 12 meses.

O núcleo da inflação subiu 0,4% em maio, mesmo resultado de abril. A alta acumulada para 12 meses do segmento que exclui alimentação e energia teve alta de 5,3%. Nesta divisão, os números estão em linha com a expectativa de mercado.

Ainda nas notícias internacionais, a Opep manteve estável sua previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2023 pelo quarto mês nesta terça-feira.

A demanda mundial de petróleo em 2023 aumentará em 2,35 milhões de barris por dia (bpd), ou 2,4%, disse a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu relatório mensal. A previsão ficou praticamente inalterada em relação aos 2,33 milhões de bpd do mês passado.

O grupo adicionou, contudo, que a economia mundial enfrenta incerteza crescente e crescimento mais lento na segunda metade do ano, em meio à alta inflação contínua, às principais taxas de juros já elevadas e aos mercados de trabalho apertados.

"Além disso, ainda não está claro como e quando o conflito geopolítico na Europa Oriental pode ser resolvido", afirmou, referindo-se à Ucrânia.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a produção da indústria brasileira teve recuo em dez dos 15 locais pesquisados em abril, ante março.

Dias atrás, o IBGE mostrou que a indústria encolheu 0,6% em abril. Agora, o instituto mostra que as perdas mais intensas foram registradas em Amazonas (-14,2%) e Pernambuco (-5,5%). Já o Rio Grande do Sul (2,2%) apontou o avanço mais elevado.

Principal parque industrial do país, São Paulo teve queda de 0,2% da produção em abril, ante março. Os recuos foram mais intensos em Minas Gerais (-3%) e no Rio de Janeiro (-1,8%).

Frente a abril de 2022, a produção industrial caiu em 12 dos 18 locais pesquisados. Nessa comparação, a produção industrial nacional caiu 2,7%.

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segunda-feira, 12 de junho de 2023

Presidente da Comissão Europeia diz que acordo Mercosul-UE deve ser concluído até o fim do ano

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Para Ursula von der Leyen, acordo vai gerar maior confiança nas relações comerciais, mais investimentos e expansão das empresas. Ela visitou Brasília nesta segunda, se reuniu com Lula e, depois, com empresários.
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Por Kellen Barreto, TV Globo — Brasília

Postado em 12 de junho de 2023 às 19h45h

            Post. N. =  0.651           

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta segunda-feira (12) que o acordo Mercosul- União Europeia deve ser concluído ainda em 2023. Segundo Ursula, esse prazo foi discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De passagem por Brasília, von der Leyen se reuniu com Lula no Palácio do Planalto. Depois, participou de evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"Agora finalmente estamos próximos da linha de chegada, acho que é o momento de cruzar a linha de chegada. O presidente Lula e eu nos comprometemos em concluir o acordo o quanto antes, mais tarda até o final do ano. Esse acordo traz benefícios, dará às empresas oportunidades de expansão", afirmou.

A declaração foi feita durante um evento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com empresários em Brasília. Segundo Ursula Von der Leyer, a União Europeia tem interesse em três campos de atuação:

  • Crescimento limpo
  • Dimensão humana da revolução digital
  • Comercial internacional

Aos empresários e representantes da indústria, von der Leyen disse ainda que a redução das emissões de carbono na atmosfera é um "imperativo" da transição energética limpa. Ela também elogiou o compromisso assumido pelo presidente Lula de desmatamento zero até 2030 e destacou que a Europa está disposta a contribuir com práticas sustentáveis. Enfatizou que "juntos podemos acelerar a transição para o nosso futuro verde e digital. "

Antes do evento, a representante do bloco europeu se encontrou com o presidente Lula e anunciou cerca de R$ 100 milhões para o Fundo Amazônia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Palácio do Planalto.  — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Palácio do Planalto. — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Guerra na Ucrânia

Ursula Von der Leyer, aproveitou a ocasião para criticar a invasão russa na Ucrânia.

"É claro que queremos a paz, mas tem que ser uma paz justa, tem que ser uma paz que respeite os princípios da carta das Nações Unidas, a soberania e integridade territorial de todos os países.

Ao comentar a guerra, Ursula citou a crise energética que a Europa enfrenta desde o começo do conflito, já que a Rússia é fornecedora de gás para o continente. Como a Rússia sofre sanções do Ocidente, em razão da guerra, o fornecimento foi prejudicado.

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"Por muito tempo a Europa foi dependente energia de um país pouco confiável. Tentaram nos chantagear, a Rússia cortou o gás durante 8 meses. Nos libertar das dependências da Rússia teve um preço elevado, mas valeu a pena", disse von der Leyen.

"Em tempos de riscos crescentes, devido a guerra e alteração climática, todos temos que reduzir os riscos. E para isso precisamos de parceiros confiáveis e amigos que compartilham nossos valores", completou.

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sexta-feira, 9 de junho de 2023

Dólar fecha a R$ 4,87, menor valor em 1 ano

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É a menor cotação de fechamento desde 7 de junho de 2022, quando também encerrou em R$ 4,87. Ibovespa registrou alta de 1,33%.
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Por g1

Postado em 09 de junho de 2023 às 18h25m

            Post. N. =  0.650           

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

O dólar voltou a recuar frente ao real nesta sexta-feira (9) e atingiu o menor valor em 1 ano, em uma sessão espremida entre o feriado e o fim de semana.

A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 4,8761, uma baixa de 0,98% sobre a última terça. É a menor cotação de fechamento desde 7 de junho de 2022, quando encerrou a R$ 4,8741.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta de 1,33% nesta sexta e 3,96% na semana, aos 117.019 pontos. Veja mais cotações.

Expectativas sobre a China e EUA

O mercado respondeu positivamente à expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) mantenha os juros estáveis na semana que vem e de que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece a reduzir a taxa Selic já em agosto.

O recuo do dólar aconteceu depois de dados negativos da China aumentarem a perspectiva de que o governo chinês poderá dar suporte à sua economia, o que é positivo para divisas de países como o Brasil.

Enquanto a inflação tem demonstrado fraqueza na China, ela tem apertado a demanda por produtos nos EUA e na Europa. Assim, alguns analistas avaliam que o banco central chinês poderá cortar juros em sua reunião da próxima semana, para dar suporte à economia.

Com isso, os preços de algumas commodities, como o minério de ferro, encontraram suporte nesta sexta-feira, assim como diversas moedas de países exportadores de matérias-primas, como o real.

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quarta-feira, 7 de junho de 2023

Anatel multa TIM em R$ 1,93 milhão por descumprir meta de redução de reclamações

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Operadora havia se comprometido a reduzir o índice de reclamações em termo assinado em 2020. Empresa afirma que agência deveria considerar dados da Oi no cálculo.
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Por Laís Carregosa, g1 — Brasília

Postado em 07 de junho de 2023 às 20h45m

            Post. N. =  0.649           

O conselho da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) multou a TIM em R$ 1,93 milhão nesta quarta (7) por descumprir a meta de redução do índice de reclamações no trimestre de abril a junho de 2022.

A operadora havia se comprometido a reduzir o índice de reclamações abaixo da média do setor. A meta consta em termo de ajustamento de conduta celebrado com a agência em 2020.

Para o período de abril a junho de 2022, a TIM deveria ter um índice de reclamações até 55% acima da média do setor. Segundo a Anatel, o índice foi 56,2% superior.

A operadora afirmou que o descumprimento da meta se deu porque a agência não considerou os dados da Oi Móvel e pediu que a Anatel calculasse o índice novamente. Em abril de 2022, a TIM concluiu a compra das operações de telefonia móvel da Oi.

De acordo com o conselheiro Vicente Aquino, que relatou o processo, a Oi continuou operando como uma operadora independente durante o período de cálculo do índice.

O valor da penalidade equivale à multa diária de aproximadamente R$ 43,77 mil, aplicada por 31 dias –período de descumprimento da meta. Os valores foram atualizados pela inflação desde a data de assinatura do termo, em junho de 2020.

Anatel amplia medidas para combater ligações telefônicas abusivasAnatel amplia medidas para combater ligações telefônicas abusivas
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terça-feira, 6 de junho de 2023

Vou ter minha dívida perdoada? Programa do governo deve atingir 70 milhões de pessoas; entenda

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'Desenrola' propõe perdão de débitos de até R$ 100 e renegociação de dívidas de até R$ 5 mil; programa só deve começar a valer a partir de julho.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 06 de junho de 2023 às 07h00m

            Post. N. =  0.648           

Dinheiro, contas, dívidas, salário, renda — Foto: José Cruz/Agência Brasil
Dinheiro, contas, dívidas, salário, renda — Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (5) os detalhes do Desenrola – programa que propõe o perdão de dívidas de até R$ 100 e a renegociação de débitos de até R$ 5 mil como forma de diminuir o número de famílias inadimplentes no país.

A medida foi uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a corrida eleitoral. Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é que cerca de 70 milhões de pessoas possam ser alcançadas com a iniciativa no total.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o programa só deve ter início em julho, quando os credores devem se cadastrar em uma plataforma e manifestar os descontos que se propõem a dar para a renegociação dessas dívidas.

A escolha de quais credores terão garantia de recebimento por parte do Fundo de Garantia de Operações (FGO) – uma das contrapartidas oferecidas pelo programa –, no entanto, será do governo.

Essa decisão virá por meio de leilões: segundo o ministro, aqueles que oferecerem o maior desconto terão a maior chance de serem escolhidos.

Governo anuncia programa de renegociação de dívidas de até R$ 5 milGoverno anuncia programa de renegociação de dívidas de até R$ 5 mil

Entenda abaixo como o Desenrola vai funcionar e quem poderá ter a dívida perdoada.

Quem será beneficiado pelo programa?

O programa vai beneficiar famílias que tenham dívidas cadastradas até 31 de dezembro de 2022 e que ganhem, no máximo, dois salários mínimos.

Vale pontuar, no entanto, que não serão todas as pessoas inadimplentes que terão as dívidas perdoadas ou que poderão renegociar débitos com as regras colocadas pelo Desenrola – isso ainda depende de quais credores optarão em aderir ao programa e de quanto será o desconto que eles estarão dispostos a conceder.

O programa depende da adesão dos credores, uma vez que a dívida é privada, mas entendemos que muitos vão querer participar do programa, dando bons descontos, justamente em virtude da liquidez que vão ter porque vai ter garantia do Tesouro", afirmou Haddad, na segunda-feira, ao anunciar a iniciativa. 
As dívidas terão desconto nas negociações?

A principal ideia do governo é, sim, que as propostas para renegociação das dívidas de até R$ 5 mil tenham descontos por parte dos credores.

Para isso, a proposta vai assegurar que os novos acordos de dívida sejam pagos. Nesse caso, o governo vai oferecer às instituições uma garantia por meio do FGO – um fundo que contém recursos do Tesouro Nacional e que é voltado para garantir parte do risco de empréstimos e financiamentos.

Assim, a ideia é que o próprio fundo arque com as parcelas negociadas caso o cliente eventualmente pare de pagar.

Isso pode diminuir o risco de inadimplência para instituições financeiras e, na prática, facilitar a adesão dessas empresas.

O credor que estiver interessado em ter o direito [de recebimento] garantido, vai dar um desconto maior. E o Tesouro garante a adimplência desse refinanciamento, explicou Haddad.

Atualmente, segundo o ministro, o fundo está com quase R$ 10 bilhões em recursos para avalizar os créditos negociados.

Como o programa vai funcionar?

De acordo com Haddad, os credores que quiserem aderir ao programa deverão conceder o perdão das dívidas de até R$ 100, retirando imediatamente o nome desses clientes dos registros de devedores. Segundo o ministro, cerca de 1,5 milhão de brasileiros têm dívidas nesse valor.

Já para a renegociação das dívidas de até R$ 5 mil, a ideia do governo é fazer leilões de compra de débitos. Esses leilões serão promovidos pela B3, a bolsa de valores de São Paulo, e terão, como ganhadores, aqueles credores que oferecerem o maior desconto em suas renegociações.

Assim, aqueles credores que oferecerem os maiores descontos nas renegociações poderão ser escolhidos pelo governo e passarão a integrar o programa, tendo o recebimento garantido pelo FGO.

Quando as medidas passarão a valer?

De acordo com Haddad, apesar de o Desenrola ter sido oficializado pela assinatura de Medida Provisória na segunda-feira (5), a ideia é que a iniciativa só comece a valer a partir de julho, quando os credores poderão se cadastrar em uma plataforma.

Após esse período de cadastro, o governo promoverá, em parceria com a B3, os leilões de compra de débitos. Nessa etapa, os credores deverão manifestar os descontos que se propõem a dar para a renegociação de dívidas.

Segundo Haddad, quanto maiores forem os descontos, maiores as chances de que esse credor seja escolhido para integrar o programa.

Somente após essa etapa os endividados poderão renegociar suas dívidas com descontos.

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sexta-feira, 2 de junho de 2023

Ibovespa sobe e fecha aos 112 mil pontos, maior nível em 4 meses

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O principal índice do mercado de ações brasileiro avançou 1,80%, aos 112.558 pontos, maior patamar desde fevereiro; ações da Vale tiveram alta de mais de 4% no pregão.
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Por g1

Postado em 02 de junho de 2023 às 10h45m

            Post. N. =  0.647           

Ibovespa — Foto: Burak The Weekender/Pexels
Ibovespa — Foto: Burak The Weekender/Pexels

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou o pregão desta sexta-feira (2) em alta. Investidores repercutiram a aprovação da suspensão do teto da dívida de US$ 31,4 trilhões nos Estados Unidos e a divulgação de dados de emprego de maio no país, quando foram criadas 339 mil novas vagas de trabalho.

Além disso, a expectativa sobre eventuais estímulos adicionais na economia chinesa também ficaram no radar.

O índice avançou 1,80%, aos 112.558 pontos, no maior patamar desde fevereiro. Veja mais cotações.

Além da influência positiva dos mercados internacionais, a bolsa brasileira também contou com o apoio dos papéis da Vale, de grande participação no índice. As ações da mineradora subiram mais de 4% na sessão.

No dia anterior, o Ibovespa teve alta de 2,06% e foi aos 110.564 pontos. Com o resultado de hoje, o índice passou a acumular ganhos de:

  • 1,49% na semana;
  • 3,90% no mês;
  • 2,57% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

Em um dia de agenda esvaziada no cenário doméstico, os investidores mais uma vez voltaram as atenções para o noticiário norte-americano.

Na última quinta-feira (1º), o Senado aprovou o projeto de lei que eleva o teto da dívida de US$ 31,4 trilhões do governo dos Estados Unidos, evitando um calote da maior economia do mundo e corroborando para o clima mais otimista nos mercados globais.

Já na agenda de indicadores, o destaque fica com o relatório de geração de empregos nos EUA. Com uma geração de empregos ainda forte, as perspectivas são de que a pressão inflacionária deve continuar, já que a população continua com renda.

Se a inflação persiste, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode continuar com o ciclo de altas nas taxas de juros, que já estão no maior patamar em 16 anos.

Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso prejudica os ativos de risco, como o mercado de ações, e também pode se refletir em um menor fluxo de capital para países emergentes, como o Brasil.

Já na agenda doméstica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados de produção industrial de abril nesta manhã. Naquele mês, a indústria caiu 0,6% frente a março. Já no acumulado em 12 meses, a queda é de 2,7%.

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