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terça-feira, 16 de maio de 2023

Dólar fecha em alta, após anúncio da Petrobras e com foco em regra fiscal e teto da dívida dos EUA

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A moeda norte-americana subiu 1,15%, cotada a R$ 4,9438.
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Por g1

Postado em 16 de maio de 2023 às 12h05m

            Post. N. =  0.638           

Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels
Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (16), interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas.

Investidores repercutiram a apresentação do parecer da nova regra fiscal brasileira e monitoraram as negociações para aumentar o teto da dívida dos Estados Unidos, além de digeriram o anúncio feito pela Petrobras sobre o fim da paridade internacional e uma nova política de preços para os combustíveis.

Ao final da sessão, a moeda norte-americana avançou 1,15%, cotada a R$ 4,9438. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar teve queda de 0,73%, aos R$ 4,8876, ao menor valor em 11 meses. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

  • Alta de 0,41% na semana;
  • Quedas de 0,87% no mês e de 6,33% no ano.

Entenda o que faz o dólar subir ou descerEntenda o que faz o dólar subir ou descer

O que está mexendo com os mercados?

O grande destaque do dia no mercado doméstico ficou com o anúncio feito pela Petrobras, no começo da manhã, de que encerrou a política de preços de combustíveis baseada na paridade internacional.

Pela regra em vigor desde 2016, o preço desses produtos no mercado interno acompanha, como um mecanismo automático, as oscilações internacionais, ou seja, não há intervenção do governo para garantir preços menores.

Agora, a Petrobras deve adotar uma nova política que permita ao governo interferir nos preços. A empresa explica que sua nova estratégia comercial será baseada em duas referências:

  1. o "custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação", que contempla "as principais alternativas de suprimento, sejam fornecedores dos mesmos produtos ou de produtos substitutos";
  2. o "valor marginal para a Petrobras", que é "baseado no custo de oportunidade dadas as diversas alternativas para a companhia dentre elas, produção, importação e exportação do referido produto e/ou dos petróleos utilizados no refino".

A estatal afirma que, "com a mudança, a Petrobras tem mais flexibilidade para praticar preços competitivos, se valendo de suas melhores condições de produção e logística e disputando mercado com outros atores que comercializam combustíveis no Brasil, como distribuidores e importadores".

O comunicado da Petrobras, no entanto, não apresenta uma fórmula clara indicando qual será o peso de cada fator no novo cálculo.

Outro ponto que também ficou no radar foi a apresentação do parecer da nova regra fiscal. Segundo o relatório do arcabouço, do deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA), o Bolsa Família não poderá ter aumento real, ou seja, acima da inflação caso o governo descumpra as metas fiscais previstas.

Na agenda de indicadores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços teve alta de 0,9% em março, acima das expectativas de mercado, de alta de 0,5%, mas abaixo do aumento de 1,1% observado em fevereiro.

Já no exterior, as atenções seguem voltadas às negociações sobre a elevação do teto da dívida nos Estados Unidos. A expectativa é que o presidente norte-americano, Joe Biden, e o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, consigam chegar a um acordo para aumentar o limite da dívida do país e evitar um calote catastrófico.

"A secretária do Tesouro, Janet Yellen, alertou que os EUA já estão pagando um preço por não aumentar o limite da dívida federal e reiterou que seu departamento pode ficar sem dinheiro em 1° de junho", destaca a equipe de análise do BTG Pactual.

Por lá, agentes financeiros também repercutiram os resultados corporativos divulgados pela Home Depot que, combinados com os dados mais fracos do que o esperado de vendas no varejo, indicam que os gastos do consumidor norte-americano estão perdendo a força. O movimento acompanha a redução da demanda diante da política monetária ainda restritiva no país.

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segunda-feira, 15 de maio de 2023

Dólar engata 5ª queda seguida e fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em quase um ano

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A moeda norte-americana recuou 0,73%, cotada a R$ 4,8876, no menor patamar em 11 meses.
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Por g1

Postado em 15 de maio de 2023 às 11h05m

            Post. N. =  0.637           

Dólar abre a semana em queda — Foto: Pixabay
Dólar abre a semana em queda — Foto: Pixabay

O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (15) em queda, acompanhando o bom humor do mercado em relação ao noticiário envolvendo o teto da dívida dos Estados Unidos.

Investidores ainda repercutem os dados divulgados no último Boletim Focus, relatório do Banco Central do Brasil que reúne as expectativas econômicas de dezenas de especialistas do mercado.

Ao final da sessão, a moeda norte-americana recuou 0,73%, cotada a R$ 4,8876, no menor patamar desde junho do ano passado. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira, o dólar teve queda de 0,25%, aos R$ 4,9234, fechando a semana com baixa de 0,40%. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular quedas de:

  • 2,00% no mês;
  • 7,40% no ano.

Entenda o que faz o dólar subir ou descerEntenda o que faz o dólar subir ou descer

O que está mexendo com os mercados?

No exterior, o principal destaque do dia permanece com a renegociação do teto da dívida dos Estados Unidos. No fim de semana, o presidente norte-americano Joe Biden (democrata) informou que pretende se reunir com líderes do Congresso na terça-feira (16), sinalizando que permanece otimista sobre um acordo para aumentar o limite de empréstimos do país.

Biden (democrata) quer elevar o teto para que o governo consiga arcar com as despesas do país, mas nas últimas semanas vinha enfrentando certa resistência da oposição.

"Continuo otimista porque sou um otimista congênito, mas realmente acho que há um desejo da parte deles (republicanos), assim como do nosso (democratas), de chegar a um acordo e acho que seremos capazes de fazê-lo", afirmou o presidente americano no último domingo.

A expectativa, segundo pontuaram analistas do BTG Pactual, é que haja progresso nas negociações nesta semana. Além disso, o encontro de Biden com o presidente da Câmara, Kevin McCarthy (republicano) traz otimismo ao mercado, dizem.

Outro ponto citado por analistas é a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) interrompa o ciclo de altas de juros em breve — cenário que também acaba beneficiando moedas de países emergentes, como o real brasileiro.

Na Europa, a produção industrial da zona do euro caiu muito mais do que o esperado em março.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que a produção recuou 4,1% em março em relação ao mês anterior, com uma queda de 1,4% na comparação anual. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma queda mensal de 2,5% e um ganho de 0,9% na comparação anual.

No noticiário doméstico, as atenções ficaram com a nova elevação das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15), as expectativas para a inflação oficial do país em 2023 subiram de 6,02% para 6,03%.

Com isso, as estimativas ainda superam a meta de inflação definida pelo governo, fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Ela será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Já para 2024, as projeções para a inflação caíram de 4,16% para 4,15%. A meta inflacionária para o ano que vem é de 3,0%, podendo oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Investidores ainda passaram o dia à espera da apresentação do parecer do arcabouço fiscal pelo relator Cláudio Cajado (PP-BA) que deve acontecer ainda nesta segunda-feira.

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sexta-feira, 12 de maio de 2023

IPCA sobe 0,61% em abril, puxado por medicamentos e acima das expectativas de mercado

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País passa a ter uma inflação acumulada de 4,18% na janela de 12 meses.
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Por Raphael Martins, g1
12/05/2023 09h02 
Postado em 12 de maio de 2023 às 09h30m

            Post. N. =  0.636           

Cartelas de rémédios oferecidos pela Farmácia do Estado no RS — Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini
Cartelas de rémédios oferecidos pela Farmácia do Estado no RS — Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do país, subiu 0,61% em abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os grupos pesquisados tiveram alta no mês, mas o destaque vai para o setor de Saúde e cuidados pessoais, que subiu 1,49% em abril e teve impacto de 0,19 ponto percentual no índice cheio.

Com isso, o país passa a ter uma inflação acumulada de 4,18% na janela de 12 meses.

O resultado do IPCA desacelerou, na sequência de um avanço de 0,71% em março. No ano, acumula alta de 2,72%. Já em abril de 2022, o índice teve alta de 1,06%.

Mas, em abril, o índice veio acima das expectativas de mercado. O consenso de mercado estimava alta de 0,55% no mês passado.

Veja o resultado dos nove grupos que compõem o IPCA:

  • Alimentação e bebidas: 0,71%;
  • Habitação: 0,48%;
  • Artigos de residência: 0,17%;
  • Vestuário: 0,79%;
  • Transportes: 0,56%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,49%;
  • Despesas pessoais: 0,18%;
  • Educação: 0,09%;
  • Comunicação: 0,08%.

Medicamentos e Alimentação

O principal motor da inflação em abril veio dos preços de medicamentos e produtos farmacêuticos, segundo o IBGE. Só entre esses artigos, houve alta de 3,55% constatado no índice, um impacto de 0,12 ponto percentual na inflação.

Tradicionalmente, o governo federal autoriza o reajuste no setor no último dia de março. Neste ano, os preços dos remédios em todo o país puderam ser reajustados em até 5,60%. O limite do reajuste estabelecido pelo governo pode ser repassado pelas farmácias de uma vez ou ao longo do ano.

Além dos aumentos nas compras em farmácia, os preços nos planos de saúde também tiveram alta de 1,20%. Houve incorporação das frações mensais dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023, diz André Almeida, analista do IBGE.

Outro ponto de pressão na inflação de abril foi o grupo de Alimentação e bebidas, que voltou a ganhar tração e acelerar. Em março, o setor havia colhido alta de 0,05%. No fechamento de abril, subiu a 0,71%.

Segundo o IBGE, a pressão veio da alimentação no domicílio, com altas de itens básicos de alimentação. É o caso do tomate (10,64%), do leite longa vida (4,96%) e do queijo (1,97%). O grupo havia desacelerado consideravelmente em março, apresentado deflação de 0,14%. Agora, fechou com alta de 0,73%.

A alimentação fora do domicílio teve uma pequena variação, passando de uma alta de 0,60% em março para 0,66% em abril. De acordo com o IBGE, o lanche desacelerou de 1,09% para 0,93%, e a refeição saiu de 0,41% para 0,51%.

Alívio em combustíveis

Os combustíveis, "vilões" das últimas medições do IBGE, deram alguma trégua no mês de abril e registraram queda de 0,44% — em março, o instituto havia registrado alta 7,01% no mês. Desta vez, apenas o etanol teve alta (0,92%), enquanto diesel (-2,25%), gás veicular (-0,83%) e gasolina (-0,52%) caíram.

O resultado contribuiu para uma desaceleração do grupo de Transportes, que subiu 0,56% no mês. Ainda assim, o setor traz impacto relevante no IPCA de abril, com 0,12 ponto percentual no índice cheio.

Quem puxa o grupo para cima, desta vez, é o preço de passagens aéreas. Em abril, elas subiram 11,97%, após terem registrado queda de 5,32% em março. Esse foi o subitem com maior impacto na inflação geral, com 0,07 ponto percentual no total.

Índice de serviços

O Índice de serviços do IPCA ganhou atenção especial nas últimas medições porque tem sido observado de perto pelo Banco Central (BC).

A inflação no setor é apontada como um dos principais motivos para que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa básica de juros em patamar elevado de 13,75% ao ano.

Em abril, o indicador voltou a desacelerar muito lentamente, e fechou o mês com alta de 0,61%. No mês anterior, havia registrado alta de 0,71%.

Em 12 meses, o índice registra alta de 7,49%, bem acima da média do IPCA.

"Ao todo, a composição do IPCA e suas medidas agregadas reforçam o processo de desinflação resistente no Brasil, especialmente nos grupos de serviços. Esperamos que o IPCA atinja seu menor patamar em junho (4%) e volte a acelerar de julho a dezembro", diz relatório assinado por Alexandre Maluf, economista da XP.

Já Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, afirma que a instituição deve rever sua projeção de inflação, que está em 6,2% ao fim deste ano, por conta da recente desvalorização do dólar com a redução da percepção de risco no Brasil, e também pela queda nos preços da gasolina.

INPC tem alta de 0,53% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que é usado como referência para reajustes do salário mínimo, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa — teve alta de 0,53% em abril. Em março, a alta foi de 0,64%.

Assim, o INPC acumula alta de 2,42% no ano e de 3,83% nos últimos 12 meses. Em abril de 2022, a taxa foi de 1,04%.

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quarta-feira, 10 de maio de 2023

Bancos lucraram R$ 139 bilhões em 2022, com alta de 1,6%; caso Americanas reduziu rentabilidade, diz Banco Central

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Dado do lucro líquido consta em relatório de estabilidade financeira divulgado pelo BC nesta quarta. Eventual falência da varejista teria 'impacto relevante' nos compromissos do sistema bancário, avalia entidade.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 10 de maio de 2023 às 09h15m

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O lucro líquido dos bancos subiu 1,6% em 2022 e somou R$ 139 bilhões, informou nesta quarta-feira (10) o Banco Central. Em 2021, as instituições financeiras tinham lucrado R$ 136,8 bilhões.

Apesar do aumento na comparação com 2021, o lucro das instituições financeiras registrou queda frente ao patamar registrado no meio do ano passado.

Em doze meses até junho de 2022 (número revisado), o lucro tinha somado R$ 143,3 bilhões. Na ocasião, essa cifra representava um recorde.

De acordo com o BC, as despesas com provisões (valores reservados para eventual inadimplência dos clientes) aumentaram ao longo de 2022 e, relativamente à carteira (de empréstimos), aproximaram-se dos níveis observados durante a pandemia.

"O crescimento do crédito em linhas de maior risco, o aumento do comprometimento de renda das famílias e a redução da capacidade de pagamento de micro e pequenas empresas explicam o aumento ao longo do ano", acrescentou a instituição.

Lojas Americanas e rentabilidade menor

O BC informou ainda que, no quarto trimestre do ano passado, o efeito das lojas Americanas, contribuiu para a elevação significativa das provisões (recursos separados para possível inadimplência) na ordem de 25% na comparação trimestral, e respondeu por "parcela relevante" do recuo da rentabilidade do sistema no ano.

De acordo com o Banco Central, o retorno sobre o patrimônio líquido do sistema financeiro nacional, forma usada para medir a rentabilidade dos bancos, foi de 14,7% em 2022, com queda na comparação com os 15,7% registrado no ano anterior.

Retorno sobre o patrimônio líquido
Em 12 meses %

PORCENTAGEM

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Fonte: Banco Central

As lojas Americanas divulgaram em janeiro ter identificado inconsistências em lançamentos contábeis nos balanços corporativos, em um valor que pode chegar a mais de R$ 40 bilhões, e depois entrou com pedido de recuperação judicial.

A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça. As dívidas ficam congeladas por 180 dias e a operação é mantida.

"As provisões [dos bancos brasileiros], contudo, absorveram a maior parte da materialização de risco [das lojas Americanas] e seguem adequadas, acima das estimativas de perdas esperadas", acrescentou o Banco Central.
Cenário para 2023

O Banco Central avaliou, também, que o cenário para o sistema financeiro em 2023 é de "atividade econômica mais fraca, crescimento do crédito menor, inadimplência e inflação em níveis elevados". "Assim, espera-se que a rentabilidade do sistema continue pressionada no médio prazo", avaliou.

"Embora o crescimento da economia em 2022 tenha superado as expectativas iniciais, a trajetória ao longo do ano foi de arrefecimento [abrandamento]. Nos últimos dois anos, ocorreu forte recuperação da atividade econômica doméstica, no entanto, a economia encerrou 2022 em desaceleração", informou o Banco Central.

De acordo com a instituição, a percepção de desaceleração da economia e de resiliência do sistema financeiro nacional está em linha com a opinião dos agentes do mercado financeiro.

A projeção dos economistas dos bancos é de que a economia brasileira terá uma expansão de 1% neste ano, contra uma alta de 2,9% em 2022 e de 5% em 2021.

"Essas instituições [financeiras] elevaram a preocupação com os riscos e ressaltaram a incerteza em relação à política fiscal, [alta nos gastos do governo] ao novo arcabouço fiscal [nova regra para as contas públicas] e à sustentabilidade da dívida pública", acrescentou o BC.

Estabilidade dos bancos

Apesar do aumento das provisões e queda da rentabilidade do sistema financeiro por causa do efeito das inconsistências contábeis das lojas Americanas, o Banco Central avaliou, ainda, que "não há risco relevante para a estabilidade financeira".

"Testes de estresse de capital e de liquidez [simulações de piora do cenário] demonstram que o sistema bancário mantém-se resiliente. A capitalização está confortável e as provisões estão adequadas às perdas esperadas", informou.

Em decorrência do caso Americanas, o BC informou que efetuou um teste de estresse específico considerando eventual "default" (quebra) dessa empresa e da rede de fornecedores que dela dependem.

"O resultado desse teste [falência das Americanas] demonstra impacto irrelevante na solvência [capacidade de cumprir compromissos] do sistema bancário. Exercício adicional realizado pelo BC demonstra que os bancos apresentam condições para carregarem títulos classificados como mantidos até o vencimento sem a necessidade de se desfazerem antecipadamente desses ativos, mesmo em cenários de estresse", acrescentou o BC.

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