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quarta-feira, 3 de maio de 2023

Dólar fecha em queda e volta a ficar abaixo de R$ 5 na 'Super Quarta', dia de definição de juros no Brasil e EUA

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A moeda norte-americana caiu 1,08%, cotada a R$ 4,9919.
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Por g1

Postado em 03 de maio de 2023 às 10h10m

            Post. N. =  0.631           

Dólar — Foto: Pixabay
Dólar — Foto: Pixabay

O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (3) em queda, com investidores de olho nas decisões sobre as taxas básicas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Na maior economia do mundo, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), elevou as taxas em 0,25%, elevando-as a um patamar entre 5,00% e 5,25% ao ano, maior nível desde 2007, com o objetivo e controlar a pressão inflacionária no país.

O mercado ainda aguarda a decisão do Banco Central do Brasil (BC), que deve ser anunciada por volta das 18h30. As expectativas são de que a instituição mantenha a taxa Selic em 13,75% ao ano.

Ao final da sessão, a moeda americana recuou 1,08%, cotada a R$ 4,9919. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,9836. Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar fechou com alta de 1,18%, cotada a R$ 5,0462. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

O que está mexendo com os mercados?

Em meio à toda a expectativa para a "Super Quarta" — como são conhecidos os dias em que há decisões de juros tanto por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) quanto pelo Banco Central do Brasil — o foco dos investidores ficou mais com as mensagens enviadas pelas autoridades monetárias, do que com os resultados dos juros em si.

No Brasil, agentes avaliam que os dados de atividade econômica e os núcleos de inflação medidos pelo IPCA-15, divulgado na semana passada, podem afastar um tom mais sereno do BC e tirar um pouco da clareza das intenções do Comitê de Política Monetária (Copom) para a próxima reunião.

"Além disso, a questão fiscal vigente ainda não tem definição e portanto, não abre espaço para que haja alívio nos vértices das curvas de juros de forma a permitir a retomada do afrouxamento monetário antes do segundo semestre deste ano, sendo possíveis cortes a partir de agosto", diz a análise da Infinity Asset.

Para a casa de análise, inclusive, os cortes no segundo semestre só poderão seguir a depender dos rumos do arcabouço fiscal e se seu foco continuará na busca por receitas e não, na redução de despesas.

A decisão do BC brasileiro deve ser divulgada perto das 18h30, após os fechamentos dos mercados acionário e de câmbio.

Já nos Estados Unidos, o foco esteve com a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A autarquia anunciou um novo aumento da taxa básica do país em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 5% e 5,25%.

O movimento já era amplamente esperado pelo mercado, e o foco dos investidores ficou com as falas do presidente da instituição, Jerome Powell. Em entrevista concedida após a divulgação do texto, o banqueiro central afirmou que a decisão de uma "pausa" no ciclo de alta dos juros ainda não foi feita.

"Tomaremos essa decisão a cada reunião, com base nos dados econômicos disponíveis", disse.

Powell ainda fez comentários sobre o sistema bancário norte-americano e sobre a dívida pública do país. Sobre o futuro da maior economia do mundo, o banqueiro central afirmou que não descarta uma "leve recessão", mas reforçou que é possível que o mercado de trabalho desacelere gradativamente sem causar, necessariamente, um "aumento extremo" do desemprego.

"Os salários têm se movido para baixo. Então, acredito que ainda é possível evitarmos uma recessão", disse.

Assim, os resultados da geração de empregos pelo setor privado (ADP Employment) nesta quarta e do relatório de emprego norte-americano (também conhecido como payroll) na sexta-feira seguem na mira dos investidores.

O ADP já surpreendeu: foram abertas no setor privado 296 mil vagas no mês passado, mostrou o relatório. Economistas consultados pela Reuters previam que 148 mil vagas seriam criadas.

Além disso, os dados de março foram revisados para baixo para mostrar 142 mil postos em vez de 145 mil conforme relatado anteriormente.

Em relatório desta manhã, porém, a XP Investimentos alertava para a desaceleração do mercado de trabalho em meio à alta de juros.

"O número de vagas disponíveis nos EUA caiu para o nível mais baixo em quase dois anos em março, com o mercado de trabalho na maior economia do mundo mostrando sinais de arrefecimento em resposta ao aumento das taxas de juros", diz o texto.

"Esfriar o mercado de trabalho em alta nos EUA tem sido um pilar fundamental da recente campanha agressiva de aumento de juros do Fed, com algumas autoridades argumentando que um abrandamento nessa parte da economia pode auxiliar a reduzir a inflação elevada."

 Banco Central Europeu

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terça-feira, 2 de maio de 2023

Ibovespa tem forte queda e fecha aos 101 mil pontos, com juros no Brasil e nos EUA no radar

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O principal índice do mercado de ações brasileiro caiu 2,40%, aos 101.926 pontos.
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Por g1

Postado em 02 de maio de 2023 às 12h10m

            Post. N. =  0.630           

Ibovespa opera em baixa — Foto: Freepik
Ibovespa opera em baixa — Foto: Freepik

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte baixa nesta terça-feira (2), véspera do Copom e de decisão de política monetária também nos Estados Unidos.

A queda foi puxada principalmente pelo desempenho negativo da Vale e da Petrobras, empresas com maior peso na composição do índice, que caíram cerca de 4% na sessão. O setor financeiro, também de grande peso no Ibovespa, também fechou em baixa.

Ao final do pregão, o Ibovespa recuou 2,40%, aos 101.926 pontos. Veja mais cotações.

Na última sexta-feira (28), o índice teve alta de 0,60%, aos 102.923 pontos. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular:

  • Na semana, a bolsa tem baixa de 2,40%;
  • No mês, o Ibovespa acumula perdas de 2,40%;
  • No ano, acumula recuo de 7,12%.

O que está mexendo com os mercados?

Analistas e investidores seguem na expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, prevista para amanhã. A principal projeção do mercado é que a instituição mantenha a taxa Selic em 13,75% ao ano – principalmente diante da leitura de que as projeções para a inflação de 2023 seguem subindo e acima da meta do BC.

Segundo a última edição do Boletim Focus – relatório que reúne as perspectivas econômicas de diversos especialistas do mercado –, por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que reflete a inflação oficial do país, deve apresentar uma alta de 6,05% neste ano frente os 12 meses anteriores.

Se a projeção se concretizar, este será o terceiro ano consecutivo em que a inflação fica acima da meta – que para 2023, é de 3,25%, podendo oscilar entre 1,75% e 4,75%.

O Focus também apresentou um aumento nas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, passando de um crescimento de 0,96% no relatório da semana passada para 1,00% nesta semana.

O alto nível das taxas de juros tem sido alvo de críticas do governo há meses. Na segunda-feira (1º), por exemplo, em evento com centrais sindicais em celebração ao Dia do Trabalho, em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a Selic, associando o atual patamar ao desemprego e afirmando que a taxa é "parcialmente responsável" pela situação do país.

"A gente não poder viver mais em um país aonde a taxa de juros não controla a inflação, ela controla, na verdade, o desemprego nesse país porque ela é responsável por uma parte da situação que nós vivemos hoje", disse Lula.

No cenário internacional, as atenções também estão voltadas às decisões de política monetária, principalmente nos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, o Fed deve anunciar sua nova taxa de juros. As expectativas do mercado, segundo o BTG Pactual, são de uma elevação de 0,25 ponto percentual, o que levaria as taxas a um patamar entre 5,00% e 5,25%.

Vale lembrar que juros elevados nos Estados Unidos pesam contra a moeda brasileira. Especialistas explicam que, com essas taxas altas, os títulos públicos americanos, considerados os mais seguros do mundo, entregam rentabilidade mais atrativas e favorecem a migração dos investidores para os ativos do país – o que eleva o dólar em detrimento de moedas de outros países, sobretudo os emergentes.

Também haverá decisão sobre juros na zona do euro, na quinta-feira (4), com projeções de que o Banco Central Europeu suba as taxas em 0,50%.

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segunda-feira, 1 de maio de 2023

JPMorgan comprará ativos da First Republic e assumirá depósitos

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Será a terceira grande instituição dos EUA a falir em dois meses. Não há detalhes sobre quanto o JPMorgan pagará na operação.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 01 de maio de 2023 às 08h45m

            Post. N. =  0.629           

JP Morgan - GNews — Foto: Reprodução GloboNews
JP Morgan - GNews — Foto: Reprodução GloboNews

O JPMorgan Chase & Co (JPM.N) comprará a maior parte dos ativos do First Republic Bank (FRC.N) em um resgate de última hora liderado por reguladores dos EUA. Esta será a terceira grande instituição dos EUA a falir em dois meses.

O acordo, anunciado na segunda-feira (1°) por reguladores que disseram ter apreendido o First Republic, fará com que o gigante bancário receba US$ 173 bilhões em empréstimos, US$ 30 bilhões em títulos e US$ 92 bilhões em depósitos do credor falido.

Não há detalhes sobre quanto o JPMorgan pagaria na operação.

A First Republic, sediada em São Francisco, ficou sob intensa pressão depois de divulgar na semana passada que havia perdido mais de US$ 100 bilhões no primeiro trimestre e estava explorando opções.

Isso também renovou o estresse no setor bancário, que estava se recuperando do fechamento do Silicon Valley Bank e do Signature Bank em março, enquanto o credor suíço Credit Suisse (CSGN.S) foi comprado pelo rival UBS (UBSG.S) em uma operação de engenharia.

As ações do First Republic Bank caíram 43,3% nas negociações de pré-market. A ação perdeu 97% de seu valor este ano. As ações do JP Morgan subiram 2,7%.

"O muro de preocupação pode diminuir. Resolver o FRC deve encerrar a fase de sete semanas pós-crise bancária do SVB", escreveram analistas do Wells Fargo em nota na noite de domingo, antes do anúncio do acordo.

"Os ganhos dos bancos de médio porte mostraram que as preocupações com depósitos são exclusivas de um punhado de bancos, e os desafios do SIVB e do FRC não são indicativos da resiliência do grupo (bancos de médio porte)."

O JPMorgan foi um dos vários compradores interessados, incluindo o PNC Financial Services Group (PNC.N) e o Citizens Financial Group Inc (CFG.N), que apresentaram lances finais no domingo em um leilão realizado por reguladores dos EUA, disseram fontes familiarizadas com o tema no final de semana.

As ações da PNC caíram 2,5% nas negociações de pré-market.

O Departamento de Proteção Financeira e Inovação da Califórnia disse que tomou posse da First Republic e que a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) atuaria como seu receptor.

O FDIC estimou em um comunicado que o custo para o Fundo de Seguro de Depósito seria de cerca de US$ 13 bilhões. O custo final será determinado quando o FDIC encerrar a administração judicial.

O resgate ocorre menos de dois meses depois que uma fuga de depósitos de credores dos EUA forçou o Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, a intervir com medidas de emergência para estabilizar os mercados. Essas falhas ocorreram depois que o Silvergate, focado em criptomoedas, foi liquidado voluntariamente.

"Nosso governo convidou a nós e a outros para intensificar, e nós o fizemos", disse Jamie Dimon, presidente e CEO do JPMorgan Chase. Nossa solidez financeira, capacidades e modelo de negócios nos permitiram desenvolver uma oferta para executar a transação de forma a minimizar os custos para o Fundo de Seguro de Depósitos.

O JPMorgan disse que espera obter um ganho único de aproximadamente US$ 2,6 bilhões após o acordo, o que não reflete nos cerca de US$ 2 bilhões em custos de reestruturação prováveis ​​nos próximos 18 meses.

A instituição informou que o banco estaria "muito bem capitalizado" após um índice de capital comum de nível um (CET1) consistente com sua meta de 13,5% no primeiro trimestre de 2024 e manteria reservas de liquidez saudáveis.

Os 84 escritórios do banco falido em oito estados serão reabertos como agências do JPMorgan Chase Bank a partir de segunda-feira, de acordo com o comunicado do JPMorgan.

O JPMorgan está em uma onda de aquisições desde 2021, adquirindo mais de 30 empresas em negócios no valor de mais de US$ 5 bilhões combinados.

Nos últimos anos, os reguladores dos EUA demoraram a aprovar grandes negócios bancários. O governo Biden também reprimiu as práticas anticompetitivas.

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sexta-feira, 28 de abril de 2023

Desemprego sobe a 8,8% no primeiro trimestre de 2023, diz IBGE

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Número absoluto de desocupados teve alta de 10% contra o trimestre anterior, chegando a 9,4 milhões de pessoas.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 28 de abril de 2023 às 10h00m

            Post. N. =  0.628           

Carteira de trabalho — Foto: Divulgação
Carteira de trabalho — Foto: Divulgação

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 8,8% no trimestre móvel terminado em março, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse é o menor resultado para o trimestre desde 2015, quando fechou em 8%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre outubro e dezembro, o período traz aumento de 0,9 ponto percentual (7,9%) na taxa de desocupação. No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 11,1%.

Com isso, o número absoluto de desocupados teve alta de 10% contra o trimestre anterior, chegando a 9,4 milhões de pessoas. São 860 mil pessoas a mais entre o contingente de desocupados, comparado o último trimestre do ano passado. Em relação ao mesmo período de 2022, o recuo é de 21,1%, ou 2,5 milhões de trabalhadores.

Já o total de pessoas ocupadas teve um recuo de 1,6% contra o trimestre anterior, passando para 97,8 milhões de brasileiros. Deixaram o grupo cerca de 1,5 milhão. Na comparação anual, houve crescimento de 2,7%.

Esse movimento de retração da ocupação e expansão da procura por trabalho é observado em todos os primeiros trimestres da pesquisa, com exceção do ano de 2022, que foi marcado pela recuperação pós-pandemia, diz Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Esse resultado do primeiro trimestre pode indicar que o mercado de trabalho está recuperando seus padrões de sazonalidade, após dois anos de movimentos atípicos.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 8,8%
  • População desocupada: 9,4 milhões de pessoas
  • População ocupada: 97,8 milhões
  • População fora da força de trabalho: 67 milhões
  • População desalentada: 3,9 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 36,7 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 12,8 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 25,2 milhões
  • Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões
  • Trabalhadores informais: 38,1 milhões
  • Taxa de informalidade: 39%
Recuo entre os sem carteira assinada

De acordo com o IBGE, o número de empregados com carteira assinada no setor privado manteve estabilidade no trimestre. Então, boa parte da queda na ocupação pode ser atribuída à redução dos trabalhadores sem carteira no setor público (-7%) e privado (-3,2%).

Setores como outros serviços (-4,3%), administração pública (-2,4%), agricultura (-2,4%), construção (-2,9%) e comércio (-1,5%) tiveram quedas expressivas no total de seus trabalhadores sem carteira. Além disso, o total de trabalhadores por conta própria com CNPJ teve queda de 8,1% (o que representa menos 559 mil pessoas).

Com isso, a taxa de informalidade voltou aos 39% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais no país. No trimestre anterior, a taxa era de 38,8%, mas estava em 40,1% no mesmo trimestre do ano anterior.

Níveis de ocupação

O IBGE mostra também que o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chamado nível de ocupação, chegou a 56,1%. Trata-se de uma queda de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (57,2%). Na comparação anual, ainda há alta de 1 p.p. (55,2%).

O contingente fora da força de trabalho foi estimado em 67 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2023. O incremento foi de 1,1 milhão de pessoas frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, subiu em mais de 1,5 milhão.

Segundo Beringuy, do IBGE, o aumento de pessoas fora da força de trabalho permaneceu nas últimas divulgações de desemprego, mas não está relacionado a um aumento da população na força de trabalho potencial ou no desalento, que mostram estabilidade no trimestre e queda no ano.

Já a taxa de subutilização — percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada — foi estimada em 18,9%. É uma alta de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (18,5%) e uma queda na comparação anual (23,2%).

Rendimento segue estável

O rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior em R$ 2.880. No ano, o crescimento foi de 7,4%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 277,2 bilhões. O resultado também ficou estável frente ao trimestre anterior, mas cresceu 10,8% na comparação anual.

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quarta-feira, 26 de abril de 2023

IPCA-15: prévia da inflação fica em 0,57% em abril, ainda pressionada pela gasolina

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Indicador acumulado em 12 meses desacelerou para 4,16%. Resultado vem menor do esperado pelo mercado e é a primeira vez em que fica abaixo de 5% desde fevereiro de 2021. Resultado também entra no intervalo da meta de inflação.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 26 de abril de 2023 às 11h00m

            Post. N. =  0.627           

Bomba de gasolina em posto de combustíveis de Macapá — Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica
Bomba de gasolina em posto de combustíveis de Macapá — Foto: Jorge Júnior/Rede Amazônica

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — ficou em 0,57% em abril, informou nesta quarta-feira (26) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice desacelerou na comparação com março, quando ficou em 0,69%. O acumulado do ano é de 2,59%. Em abril de 2022, o IPCA-15 foi de 1,73%.

Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 4,16% na janela de 12 meses. É a primeira vez em que o indicador fica abaixo de 5% desde fevereiro de 2021. Trata-se também uma redução em relação aos 5,36% anotados no mês passado.

Os números ficaram um pouco abaixo das expectativas de mercado. Em pesquisa da Reuters eram esperadas altas de 0,61% no mês e de 4,20% em 12 meses.

Em abril, o resultado anual entrou no intervalo das metas de inflação do país. A meta é de 3,25%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O índice é um dos parâmetros usados pelo Banco Central (BC) para definir a Selic, a taxa básica de juros do país.

Mas a expectativa de economistas é de uma retomada da inflação no segundo semestre. Segundo o boletim Focus desta semana, a estimativa de inflação em 2023 está em 6,04%, acima do teto da meta.

Todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta no mês, com maior variação vinda do grupo de Transportes (1,44%). O resultado ainda é consequência do aumento nos preços da gasolina (3,47%), depois da reoneração dos impostos federais em cima do combustível que vem desde março.

Veja abaixo a variação dos grupos em abril

  • Alimentação e bebidas: 0,04%
  • Habitação: 0,48%
  • Artigos de residência: 0,07%
  • Vestuário: 0,39%
  • Transportes: 1,44%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,04%
  • Despesas pessoais: 0,28%
  • Educação: 0,11%
  • Comunicação: 0,06%

Reoneração de combustíveis

A gasolina continua em destaque nos resultados de inflação em função da reoneração dos combustíveis determinada pelo governo federal no fim de fevereiro. Os impostos federais haviam sido retirados da cobrança pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para derrubar a inflação em ano eleitoral.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a renovar a desoneração por dois meses no início do mandato, mas reinseriu parcialmente os impostos a partir do dia 1º de março. Desde então, a gasolina passou a ter incidência de R$ 0,47 por litro. O etanol foi reonerado em R$ 0,02 por litro.

Em abril, a alta da gasolina foi de 3,47%. Houve, portanto, desaceleração na comparação com março, em que o aumento do combustível foi de 5,76%. Ainda assim, foi o subitem com o maior impacto individual no IPCA-15 de abril (0,17 p.p.).

O etanol também colheu alta com a reoneração e subiu 1,10% no mês, em cima de uma outra alta de 1,96% em março. O grupo combustíveis subiu 2,84% em abril porque contou com quedas do diesel (-2,73%), que continua com a desoneração federal vigente, e do gás veicular (-2,17%).

Houve surpresa entre as passagens aéreas: alta de 11,96%, vinda de queda em março de 5,32%.

Presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirma que desequilíbrio fiscal pressiona juros da economiaPresidente do BC, Roberto Campos Neto, afirma que desequilíbrio fiscal pressiona juros da economia

Desaceleração em curso

Segundo o IBGE, a desaceleração do índice neste mês está ligada à redução de preços em três grupos: Alimentação e bebidas (que sai de 0,20% em março para 0,04% em abril), Comunicação (de 0,75% para 0,06%) e Habitação (de 0,81% para 0,48%).

Em Alimentação e bebidas, o destaque foi a alimentação em domicílio, que teve queda de 0,15%, junto com alguns grupos de alimentos. O principal foi a batata inglesa, que recuou 7,31% no mês. A alimentação fora de casa também desacelerou de 0,68% em março para 0,55% em abril.

Entre os choques que evitaram um resultado ainda melhor, o grupo de Saúde e cuidados pessoais (1,04%) teve pressão dos produtos farmacêuticos (1,86%), após a autorização do reajuste de até 5,60% no preço dos medicamentos, a partir de 31 de março.

"Os itens de higiene pessoal tiveram desaceleração de 2,36% em março para 0,35% no IPCA-15 de abril, influenciados, principalmente, pelos perfumes (-1,99%). Além disso, o item plano de saúde (1,20%) segue incorporando as frações mensais dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023", diz o IBGE.

Por fim, o grupo Habitação (0,48%) ainda sofre pressões da energia elétrica residencial, que teve alta de 0,84% em abril, e também do aluguel residencial (0,53%), que havia registrado alta de 0,15% em março.

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