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segunda-feira, 24 de abril de 2023

A fuga bilionária de recursos que quase quebrou o Credit Suisse revelada pelo último balanço do banco

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O anúncio dá uma ideia da dimensão da fuga de ativos de clientes que desencadeou o resgate do banco suíço
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TOPO
Por BBC

Postado em 24 de abril de 2023 às 16h10m

            Post. N. =  0.626           

A fuga bilionária de recursos que quase quebrou o Credit Suisse revelada pelo último balanço do banco. — Foto: Reuters via BBC
A fuga bilionária de recursos que quase quebrou o Credit Suisse revelada pelo último balanço do banco. — Foto: Reuters via BBC

O Credit Suisse revelou a dimensão da fuga de ativos de clientes que levou ao resgate do banco com o apoio do governo suíço em março.

A instituição financeira reportou que foram retirados 61,2 bilhões de francos suíços (aproximadamente R$ 345 bilhões) do banco nos primeiros três meses do ano.

O montante foi divulgado no que pode vir a ser o último balanço financeiro da instituição. Sua venda forçada para o UBS, banco suíço concorrente, deve ser concluída em breve.

Na divisão de gestão patrimonial do Credit Suisse, o valor dos ativos administrados caiu para 502,5 bilhões de francos suíços no fim de março, montante quase 29% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, informou o Credit Suisse em comunicado.

"Essas saídas moderaram, mas ainda não foram revertidas em 24 de abril de 2023", acrescentou.

Os clientes do Credit Suisse começaram a tirar dinheiro do banco depois que o mesmo foi atingido pela turbulência do mercado que se seguiu ao colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank nos EUA em março.

Na Suíça, as autoridades prepararam um plano de resgate para o Credit Suisse. Incluía mais de 200 bilhões de francos em garantias financeiras e previa que o UBS concordasse em assumir o controle do Credit Suisse.

O Credit Suisse vinha registrando prejuízo e enfrentado uma série de problemas nos últimos anos, incluindo acusações de lavagem de dinheiro.

O banco registrou uma perda de 7,3 bilhões de francos suíços em 2022 — seu pior ano desde a crise financeira de 2008 — e havia alertado que não esperava lucro até 2024.

Ao comentar sobre o último balanço financeiro da instituição, Frances Coppola, analista bancária independente, disse ao programa Today da BBC que bilhões também haviam sido retirados do Credit Suisse nos últimos três meses de 2022.

"Então é claro que as [retiradas] deste trimestre se somaram a isso. E os bancos não sobrevivem a saídas de capital como essa, eles realmente não sobrevivem, por maior que sejam."

Shanti Kelemen, diretora de investimentos da M&G Wealth Investments, disse que, devido ao tamanho do banco, as saídas "seriam um número grande". "Se confirmamos algo hoje, foi o que o UBS comprou."

As falências do Silicon Valley Bank e do Signature Bank nos EUA aconteceram depois que o valor dos ativos que eles detinham caiu drasticamente como resultado do aumento das taxas de juros.

As ações de bancos em todo o mundo caíram acentuadamente em meio a preocupações de que outros credores poderiam enfrentar problemas semelhantes, e os investidores correram para retirar seu dinheiro do já em apuros Credit Suisse.

Desde então, as preocupações em relação a outros bancos diminuíram, mas Coppola diz que eles ainda podem enfrentar dificuldades.

"Acho que vamos ver mais turbulência bancária. Se vão afetar grandes bancos como este, eu não sei."

O Ministério Público da Suíça abriu uma investigação sobre a aquisição repentina do Credit Suisse, que era o segundo maior banco do país, pela UBS.

O acordo irritou os contribuintes e acionistas de ambos os bancos, que foram privados de votar sobre a aquisição. Alguns também argumentaram que prejudicava a reputação global da Suíça como centro financeiro

Quando o acordo foi anunciado, o Credit Suisse foi avaliado em US$ 3,15 bilhões, enquanto na sexta-feira anterior ao acordo ser fechado, ele havia sido avaliado em cerca de US$ 8 bilhões.

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quarta-feira, 19 de abril de 2023

Dólar sobe mais de 2% e fecha em R$ 5,08, perto da máxima do dia

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A moeda norte-americana avançou 2,21%, cotada a R$ 5,0860, na 3ª alta consecutiva e na maior variação positiva desde novembro.
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Por g1

Postado em 19 de abril de 2023 às 11h10m

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Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons
Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons

O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (19) em forte alta e voltou a superar os R$ 5. Investidores passaram o dia repercutindo os detalhes e desafios do arcabouço fiscal, que na véspera foi enviado pelo Ministério da Fazenda ao Congresso Nacional brasileiro.

Além disso, a expectativa de alta de juros nos Estados Unidos e na Europa também influenciou nas cotações do dólar por aqui.

Ao final do pregão, a moeda norte-americana avançou 2,21%, cotada a R$ 5,0860. Foi a maior variação positiva desde novembro. Na máxima do dia, foi a R$ 5,0865. Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,81%, cotado a R$ 4,9760. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

O que está mexendo com os mercados?

No Brasil, o grande destaque do dia ficou com a avaliação dos detalhes do novo arcabouço fiscal, entregue nesta terça-feira (18) ao Congresso Nacional.

O projeto de lei do governo elenca uma série de despesas que não serão enquadradas nos limites das novas regras. Também traz mais detalhes sobre as metas de resultado e explica o que acontece caso essas metas não sejam cumpridas. O g1 preparou uma reportagem com todos os pontos.

Governo entrega projeto da nova regra fiscal ao CongressoGoverno entrega projeto da nova regra fiscal ao Congresso

O mercado tem recalculado as rotas sobre o arcabouço ao perceber que a regra tem alta dependência de aumento de receitas e ao notar dificuldades que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), pode enfrentar para elevar a arrecadação.

Segundo a chefe de economia da Rico, Rachel de Sá, parte do que ilustra essa dificuldade para aumentar as receitas por parte do governo foi a volta atrás sobre a mudança na taxação de importados.

"Em resumo, apesar de não trazer mudanças muito significativas quando comparada a proposta inicial, a peça legislativa de regra fiscal ainda segue com lacunas e preocupações que alimentam incertezas entre investidores", afirmou.

A expectativa, agora, fica pela tramitação do texto no Congresso. A expectativa é que a proposta avance rapidamente.

Para a economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, outro ponto que ficou no radar dos mercados foi o vídeo que mostrou a presença do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o ministro Gonçalves Dias, no Palácio do Planalto no dia dos atos golpistas de 8 de janeiro.

"Isso também trouxe uma insegurança institucional, uma incerteza de como é que isso vai repercutir, principalmente se isso vai ser combustível para a abertura de uma CPMI. Isso tudo acabou trazendo uma certa insegurança no dia de hoje", disse.

E no exterior?

Já no mercado internacional, as atenções continuaram voltadas para a probabilidade de altas nos juros de economias desenvolvidas depois de resultados de inflação na Europa e expectativa por dados econômicos nos Estados Unidos.

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) divulgou nesta quarta-feira o Livro Bege, relatório com a visão da entidade sobre as condições econômicas correntes. A conclusão foi de que a atividade econômica dos EUA mudou pouco nas últimas semanas, com moderação leve no crescimento do emprego e aparente desaceleração dos aumentos de preços.

As autoridades também sinalizaram que estão próximas do fim do que foi o período mais agressivo de aumentos da taxa de juros nos EUA em 40 anos, com a maioria das autoridades planejando um último incremento de 0,25 ponto percentual antes do que se espera ser um prolongado período em que a taxa básica ficará inalterada.

A leitura do Fed, de abril, fornece também um retrato após a crise nas instituições financeiras após a falência de dois grandes bancos regionais dos EUA. Embora o estresse bancário inicial pareça ter diminuído, os formuladores de política monetária do Fed dizem observar atentamente os sinais de que bancos estão reduzindo os empréstimos e restringindo o crédito.

A retração poderia desacelerar a economia e a inflação ainda mais do que o impacto ainda acumulado de suas elevações de juros, o que aumentaria a chance de reversão dos juros.

Apesar das perspectivas do Livro Bege, o mercado reage a declarações de agentes do Fed feitas na véspera. O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, disse nesta terça que Banco Central dos EUA provavelmente terá mais um aumento na taxa de juros pela frente, uma vez que continua trabalhando para reduzir a inflação alta.

"Mais um movimento deve ser suficiente para darmos um passo atrás e ver como nossa política está fluindo na economia, para entender até que ponto a inflação está voltando à nossa meta", disse Bostic em entrevista à CNBC.

Já o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse também na terça que o Fed deveria continuar elevando a taxa de juros com base em dados recentes mostrando que a inflação continua persistente, enquanto a economia em geral deve continuar crescendo, mesmo que lentamente.

"Wall Street está muito engajado na ideia de que haverá uma recessão em seis meses ou algo assim, mas não é assim que você leria uma expansão como esta", disse, em entrevista à Reuters.

"O mercado de trabalho parece muito, muito forte. E a sabedoria convencional é que se você tem um mercado de trabalho forte que alimenta um consumo forte... e isso é uma grande parte da economia... não parece ser o momento de prever que haverá uma recessão no segundo semestre de 2023", disse ele.

Ilan Arbetman, analista de research da Ativa Investimentos, disse à Reuters que declarações de membros do Fed apontaram um cenário de política monetária mais restritiva durante mais tempo. "As falas foram uníssonas na visualização de uma 'fed fund rating' mais forte por um tempo maior".

Já a inflação na zona do euro diminuiu no mês passado, mas as leituras subjacentes permaneceram altas, disse a Eurostat. A taxa caiu de 8,5% para 6,9% na janela anual, principalmente devido a uma rápida queda nos custos de energia, já que os preços do gás natural continuam caindo após o salto de um ano atrás com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Mas autoridades do Banco Central Europeu (BCE) agora estão preocupadas com o fato de que os altos custos da energia tenham se infiltrado na economia em geral. As leituras do núcleo persistentemente altas são o motivo pelo qual a maioria das autoridades do BCE já disse que as taxas de juros precisarão continuar subindo, apesar do recorde de 350 pontos-base de alta desde julho passado.

No Reino Unido, a inflação registrou desaceleração menor do que o esperado, fazendo o país ser o único da Europa Ocidental com inflação de dois dígitos em março. A taxa caiu para uma taxa anual de 10,1%, disse o Escritório Nacional de Estatísticas, abaixo dos 10,4% em fevereiro, mas bem acima dos 9,8% previstos por economistas consultados pela Reuters.

A inflação, que atingiu um pico em 41 anos de 11,1% em outubro, continua a corroer o poder de compra dos trabalhadores, cujos salários estão subindo menos. O resultado reforça as apostas de que o Banco da Inglaterra aumentará a taxa de juros novamente em maio.

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terça-feira, 18 de abril de 2023

PIB da China cresce acima do esperado após fim das restrições por Covid-19

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Dados mostram alta de 4,5% na comparação anual, no 1º trimestre, superando a expectativa do mercado.
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TOPO
Por Kevin Yao e Joe Cash, Reuters

Postado em 18 de abril de 2023 às 07h00m

            Post. N. =  0.624           

Homem na Bolsa de Valores de Xangai, distrito financeiro de Pudong, na China, em 28 de fevereiro de 2020 — Foto: Aly Song/Reuters
Homem na Bolsa de Valores de Xangai, distrito financeiro de Pudong, na China, em 28 de fevereiro de 2020 — Foto: Aly Song/Reuters

A recuperação econômica da China acelerou no primeiro trimestre, já que o fim das rígidas restrições da Covid-19 tirou a segunda maior economia do mundo de uma crise pandêmica paralisante, embora alguns ventos contrários persistam.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,5% na comparação anual, nos primeiros três meses do ano, mostraram dados do Departamento Nacional de Estatísticas nesta terça-feira (17).

O crescimento é maior que os 2,9% do trimestre anterior e supera as previsões dos analistas de uma expansão de 4,0%.

Os investidores têm observado atentamente os dados do primeiro trimestre em busca de pistas sobre a força da recuperação chinesa depois que Pequim suspendeu as restrições da Covid-19.

A recuperação da China até agora permaneceu desigual, com consumo, serviços e gastos com infraestrutura se recuperando, enquanto há desaceleração nos preços e aumento nas poupanças bancárias, levantando dúvidas sobre a demanda.

Na comparação trimestral, o PIB cresceu 2,2% de janeiro a março, em linha com as expectativas dos analistas e acima da alta revisada de 0,6% no trimestre anterior.

Pequim prometeu intensificar o apoio à economia à medida que emerge de um de seus piores desempenhos em quase meio século, no ano passado, devido às restrições da pandemia.

O Banco Central da China disse na semana passada que manterá ampla liquidez, estabilizará o crescimento e os empregos e se concentrará na expansão da demanda.

Na segunda-feira, o Banco Central estendeu o suporte de liquidez aos bancos por meio de sua linha de crédito de médio prazo, mas manteve a taxa desses empréstimos inalterada, uma indicação de que as autoridades não estão muito preocupadas com as perspectivas de crescimento imediato.

Recuperação desigual

Analistas consultados pela Reuters esperam que o crescimento da China em 2023 acelere para 5,4%, ante 3,0% no ano passado.

O governo estabeleceu uma meta modesta de crescimento econômico de cerca de 5% para este ano, depois de não cumprir a meta de 2022.

O Banco Central cortou os requisitos de reserva dos credores pela primeira vez este ano, em março, e o governo deu mais estímulos fiscais.

Dados separados sobre a atividade de março, também divulgados na terça-feira, mostraram que o crescimento das vendas no varejo acelerou para 10,6%, superando as expectativas e atingindo uma alta de quase dois anos, enquanto o crescimento da produção industrial também acelerou, mas ficou um pouco abaixo das expectativas.

"As atuais preocupações do mercado com a deflação refletem amplamente as preocupações sobre a força e a sustentabilidade da recuperação econômica", disse Wen Bin, economista-chefe do China Minsheng Bank, em uma nota.

Após a otimização da prevenção e controle da epidemia, o lado da produção basicamente voltou ao nível pré-epidêmico, mas o momento do lado da demanda ainda é fraco.

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segunda-feira, 17 de abril de 2023

'Prévia' do PIB do Banco Central indica recuo de 0,04% na economia em janeiro

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Indicador aponta estabilidade econômica no começo de 2023. Em 12 meses até janeiro, a chamada prévia do PIB do Banco Central alta de 3%.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 17 de abril de 2023 às 09h25m

            Post. N. =  0.623           

O Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou pequena queda, de 0,04%, em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado, informou a instituição nesta segunda-feira (17).

O resultado foi calculado após ajuste sazonal, um tipo de "compensação" para comparar períodos diferentes. O resultado mostra estabilidade no indicador no começo de 2023.

EVOLUÇÃO DO IBC-Br
Resultados na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal)

Em %0,980,981,061,06-0,17-0,170,140,140,750,752,172,17-1,51-1,51-0,33-0,33-0,51-0,51-1,13-1,130,470,47-0,04-0,04FEV/22MAR/22ABR/22MAI/22JUN/22JUL/22AGO/22SET/22OUT/22NOV/22DEZ/22JAN/23-2-10123

FEV/22
0,98
Fonte: Banco Central

  • Na comparação com janeiro do ano passado, informou o Banco Central, o indicador do nível de atividade registrou crescimento de 3,03%.
  • Em doze meses até janeiro, o IBC-Br apresentou crescimento de 3%. Nesse caso, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já o IBC-Br do BC é um índice criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE (veja a diferença mais abaixo).

Nível de atividade

Em 2022, a economia cresceu 2,9%, o que representa desaceleração em relação à expansão de 5% registrada no ano anterior.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda avaliou que a "desaceleração acentuada" do ritmo de crescimento em 2022 repercute, sobretudo, a "reduzida liquidez no ambiente externo" e o "ciclo contracionista da política monetária", ou seja, o processo de alta dos juros.

Para este ano, o mercado financeiro estima uma alta de 0,90% para o PIB. Já para 2024, a expectativa é de um crescimento menor, de 1,4%.

Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Nem sempre, entretanto, a alta do PIB equivale a bem-estar social.

PIB x IBC-Br

O cálculo do PIB, divulgado pelo IBGE, e do IBC-Br é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Em março, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, o maior nível em mais de seis anos, para tentar conter a alta de preços.

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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Ibovespa fecha em queda nesta quinta, com investidores de olho em Lula e Haddad na China

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Principal índice do mercado de ações brasileiro recuou 0,40%, aos 106.458 pontos, em dia de ajustes após três altas seguidas.
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Por g1

Postado em 13 de abril de 2023 às 13h10m

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Sede da B3 — Foto: Amanda Perobelli/Reuters
Sede da B3 — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta quinta-feira (13), em dia de ajustes após três altas seguidas e com investidores de olho na viagem de Lula e Haddad à China.

O índice caiu 0,40%, aos 106.458 pontos. Veja mais cotações.

Na véspera, o Ibovespa teve alta de 0,64%, aos 106.889 pontos, renovando a maior pontuação de fechamento desde fevereiro. Com o resultado de hoje, o índice passou a acumular alta de 4,49% no mês. No ano, no entanto, ainda acumula perdas de 2,99%.

Inflação desacelera para 0,71% em marçoInflação desacelera para 0,71% em março

O que está mexendo com os mercados?

O Ibovespa interrompeu nesta quinta-feira um ciclo de três altas seguidas, em um movimento de ajuste -- ou seja, realização de lucros.

O ciclo de altas ganhou força conforme aumentaram as perspectivas de corte das taxas de juros aqui e nos Estados Unidos – o que diminuiu a percepção de risco dos investidores, que partiram para ativos de risco. É uma situação que favorece investimentos em países emergentes, como o Brasil.

As divulgações dos índices de inflação do Brasil e dos Estados Unidos foram duas boas notícias para os agentes do mercado financeiro, que se preocupam com desaceleração da economia global. Ambos os dados indicam que a subida dos juros está fazendo efeito nos preços, e que poderão ser reduzidos em um prazo mais curto.

Agora, investidores avaliam a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), dos dias 21 e 22 de março. Na ocasião, os juros americanos foram elevados em 0,25 ponto percentual.

O documento mostra que parte das autoridades do Fed consideraram interromper os aumentos da taxa de juros, até que ficasse claro que a falência de dois bancos regionais não causaria maior estresse no sistema bancário. Além disso, afirma que é esperada uma "leve recessão" para os EUA no fim do ano.

Segundo relatório da Infinity Asset, membros do comitê deixaram claro que tem na crise bancária a esperança de redução natural das linhas de crédito, um "credit crunch", e que isso em si se tornaria um aperto monetário indireto no sistema.

"Ainda assim, é necessário aguardar tais efeitos e principalmente, o mercado de trabalho para garantir que tal cenário recessivo se concretize e o Fed possa voltar a cortar juros em breve, o que para os otimistas seria no fim deste ano e para os realistas, em algum momento no primeiro trimestre de 2024", diz o texto.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA registrou forte desaceleração em março, segundo mostram dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho. O indicador teve queda de 0,5% em relação a fevereiro, em leitura bem mais fraca em relação à estabilidade prevista por analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

No período de 12 meses encerrados em março passado, o PPI teve alta de 2,7%, enquanto seu núcleo subiu 3,6%. Ambos desaceleraram em ritmo significativo, após registrarem altas de 4,9% e 4,5%, respectivamente, em fevereiro.

O Departamento do Trabalho revisou a leitura de fevereiro do PPI. Agora, a entidade registra estabilidade do indicador em relação a janeiro, de queda de 0,1% na divulgação inicial. Já a base anual passou de avanço de 4,6% para ganho de 4,5%.

Já o núcleo do PPI em fevereiro passou de alta mensal de 0,3% para 0,2%, e no período de 12 meses mostra agora aumento de 4,5%, ao invés dos 4,4% registrados anteriormente.

O destaque de agenda interna é a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China. A comitiva iniciou a visita oficial à China em Xangai, onde acompanhou a posse da ex-presidente Dilma Rousseff como presidente do banco dos Brics.

Lula discursou no evento de posse e disse que o Banco dos Brics se mostra importante por ser uma instituição de alcance global sem a presença de países desenvolvidos e citou o FMI.

"Nenhum governante pode trabalhar com a faca na garganta porque está devendo. [...] Não cabe a um banco ficar asfixiando as economias dos países, como estão fazendo com Argentina, o Fundo Monetário Internacional. E como fizeram com o Brasil e com todos os países do terceiro mundo que precisaram de dinheiro", disse.

Além disso, o presidente defendeu o uso de uma moeda alternativa ao dólar no comércio internacional entre os países do Brics. "Porque que um banco como o Brics não pode ter uma moeda que pode financiar a relação comercial entre Brasil e China, entre Brasil e outros países do Brics?"

"É difícil porque tem gente mal-acostumada porque todo mundo depende de uma única moeda. Eu acho que o século 21 pode mexer com a nossa cabeça e pode nos ajudar, quem sabe, a fazer as coisas diferentes."

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