Perda foi concentrada na Petrobras, por temores sobre mudanças na política de preços e na distribuição de dividendos da companhia; empresas do setor elétrico tiveram alta no período. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 Postado em 09 de novembro de 2022 às 09h30m #Post. N. =0.546 #
Painel de cotações da B3, em imagem de arquivo — Foto: SUAMY
BEYDOUN/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE
FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
As estatais brasileiras com ações negociadas na B3 perderam R$ 67 bilhões em valor de mercado desde as eleições, segundo dados da TradeMap compilados a pedido do g1.
Entre as estatais, as perdas foram concentradas na Petrobras e no Banco do Brasil: o valor somado das ações da petroleira 'encolheu' R$ 67,57 bilhões no período, enquanto as do banco caíram R$ 2,1 bilhões.
Já as estatais do setor de energia viram seu valor de mercado crescer,
com destaque para Copel, com ganho R$ 1,7 bilhão, e Eletrobras, com R$
1,48 bilhão.
A queda na Petrobras
vem na esteira da desconfiança de que a gestão petista possa
interromper a vigência da política de preços da petroleira ou mexer na
distribuição de dividendos da empresa.
A estatal distribuirá, ao todo, mais de R$ 217 bilhões em dividendos
aos acionistas no ano de 2022. O montante total é três vezes maior do
que o dividendo pago no ano passado. A União, que detém 28,7% dos
papéis, ficará com R$ 62 bilhões desse valor.
Mas a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, criticou a decisão da
empresa e disse que ela visa pagar parte da gastança eleitoral do
governo neste ano eleitoral. "Isso é uma irresponsabilidade com a
empresa e com o país. É a farra do [ministro da Economia] Paulo Guedes,
para cobrir os gastos eleitorais do governo Bolsonaro", afirmou.
Moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 2,22%, vendida a R$ 5,1714. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 07/11/2022 09h04 Atualizado há 2 horas Postado em 07 de novembro de 2022 às 11h10m #Post. N. =0.545 #
Dólar — Foto: Freepik
O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (7), em um dia marcado pela
alta volatilidade no exterior. No radar dos investidores, dados
econômicos que serão divulgados no Brasil, nos Estados Unidos, Europa e China ao longo da semana.
A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 2,22%, vendida a R$ 5,1714. Veja mais cotações.
Com o resultado, passou a acumular alta de 0,12% no mês – mas segue em queda de 7,24% no ano frente ao real.
Embora a segunda-feira esteja com uma agenda mais vazia, a semana é
marcada pela divulgação de indicadores econômicos importantes no Brasil e no mundo. Entre os indicadores que serão divulgados, os de maior
impacto no mercado nacional e, consequentemente, no preço do dólar, são
os dados de inflação aqui e nos EUA.
Segundo a edição desta semana do BoletimFocus, relatório em que o Banco Central do Brasil
reúne as expectativas de especialistas do mercado para a economia do
país, as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em
2022 voltaram a subir. As estimativas para a inflação oficial no final
do ano passaram de 5,61% para 5,53%.
Já nos EUA, onde a inflação anual está nos maiores patamares em quatro
décadas, as previsões para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na
sigla em inglês) de outubro é de uma alta de 0,6%, segundo estimativas
consolidadas pelo Investing. Em setembro, o CPI avançou 0,4%, acima do esperado por especialistas.
Uma inflação maior nos EUA é um peso negativo contra a valorização da
moeda brasileira em relação ao dólar. Com os preços altos no país, o
Federal Reserve (Fed,
o banco central americano) continua sua trajetória de elevação das
taxas de juros, hoje entre 3,75% e 4,00% ao ano, após uma alta de 0,75
ponto percentual na última reunião do comitê de política monetária
estadunidense.
Antonio van Moorsel, sócio e diretor do Advisory da Acqua Vero
Investimentos, explica que, quanto maiores são os juros nos EUA, maior é
o rendimento dos títulos públicos americanos - que são considerados os
mais seguros do mundo.
Assim, se as taxas sobem por lá, a tendência é que os investidores
retirem suas reservas de ativos de risco, como o moeda brasileira, e
coloquem nos títulos que oferecem menos risco por um retorno atrativo,
favorecendo o dólar.
Também nos EUA, amanhã acontecem as eleições de meio de mandato, que renovam a Câmara dos Deputados do país e parte do Senado.
Na China,
o governo reafirmou sua política de tolerância zero contra os casos de
covid-19, "esfriando as especulações da semana passada sobre
flexibilização das restrições", afirmam analistas do BTG Pactual. Essa
política de tolerância zero impacta o crescimento econômico do país, que
é um dos principais demandantes por commodities e outros diversos tipos
de produtos no mundo.
No Brasil,
além das expectativas com os dados de inflação e outros indicadores
econômicos, as atenções permanecem voltadas ao cenário político, em um
momento em que a equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva negocia com o governo de Jair Bolsonaro para realizar a transição dos poderes.
Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana teve queda de 1,29%, vendida a R$ 5,0590. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 04/11/2022 09h02 Atualizado há 2 horas Postado em 04 de novembro de 2022 às 11h05m #Post. N. =0.544 #
Dólar — Foto: REUTERS/Lee Jae-Won
O dólar teve nova queda nesta sexta-feira (4), com os investidores repercutindo a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, os resultados da Petrobras e o avanço nas negociações para a transição do governo.
A moeda americana recuou 1,29%, vendida a R$ 5,0590. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,0233. Veja mais cotações.
Na primeira semana após as eleições presidenciais, o dólar chegou ao
menor valor desde 29 de agosto (R$ 5,0329) e acumulou queda de 4,56%.
Na quinta-feira (3), o dólar subiu 0,13% e fechou o dia vendido a R$ 5,1253. Com o resultado de hoje, a moeda acumulou queda de 2,06% no mês e de 9,25% no ano frente ao real.
O mercado financeiro reagiu bem aos primeiros fatos políticos após a eleição de Luiz InácioLula da Silva (PT) para seu terceiro mandato. As negociações para transição de
governo começaram a caminhar, enquanto a possibilidade de contestação de
resultados minguou, dando mais segurança aos investidores.
"A
partir de agora, o que ganha importância para o mercado é a indicação
de quem será o futuro Ministro da Economia. Os agentes econômicos
aguardam se o nome será de um político ou de um técnico e isso será
determinante para a direção dos ativos nas próximas semanas", diz
Gabriel Cunha, especialista em mercados internacionais do C6 Bank.
Alckmin foi escolhido por Lula
para coordenar a equipe de transição. Ciro, por sua vez, chefia os
trabalhos pelo lado do governo Bolsonaro. O vice-presidente informou que
nomes da equipe de transição devem ser anunciados a partir da próxima
segunda-feira (7).
Integrantes da campanha de Lula
defendem, inclusive, que Alckmin venha a comandar uma dessas pastas.
Mas, mesmo que isso não venha a ocorrer – ele é resistente à ideia –, os
nomes escolhidos vão passar pelo crivo do vice-presidente eleito.
Para a Economia, por exemplo, assessores de Alckmin defendem o nome de
Pérsio Arida, um dos criadores do Plano Real. Arida declarou voto emLulaem 2022 e não descartou integrar o novo governo do petista.
Em contrapartida, o PT ficaria com o Ministério do Planejamento, que é
responsável pela execução do Orçamento da União. Fernando Haddad,
ex-ministro da Educação e candidato derrotado ao governo de São Paulo, é
cogitado para ocupar a pasta.
No exterior, o dia nos mercados globais é mais positivo nesta sexta, o
que gera um maior apetite a risco - ou seja, os investidores tendem a
investir em outros ativos além daqueles considerados mais seguros, como é
o caso do próprio dólar e dos títulos públicos dos EUA. Assim, moedas
de outros países ganham força contra a moeda americana, como o real.
Nos EUA, investidores repercutem os números do payroll, o relatório de empregos mais importante do país. O desemprego cresceu 0,2% na maior economia do mundo em outubro, chegando a 3,7%.
No entanto, foram criadas 261 mil vagas de trabalho, acima das
expectativas do mercado, que apontavam para cerca de 200 mil novos
postos.
NaChina,
notícias positivas sobre o controle dos casos de covid-19 também ajudam
a animar os investidores. De acordo com informações da Reuters, o
ex-epidemiologista-chefe do Centro Chinês de Controle e Prevenção de
Doenças afirmou que, em breve, o país terá mudanças na política de covid
zero.
Com melhores perspectivas para a economia chinesa, que um dos
principais países demandantes de diversos produtos do mundo, o petróleo e
o minério de ferro operam em alta nesta sexta, o que também beneficia o
Brasil, segundo especialistas.
Como o país é um importante exportador de commodities, algumas das
maiores empresas brasileiras listadas em bolsa são exportadoras e ganham
atratividade em momentos de valorização dos produtos no exterior.
Assim, mais investidores internacionais alocam seus recursos nesses
papéis, gerando uma variação positiva para a moeda nacional.
Nova linguagem no comunicado de política monetária observa o impacto ainda em evolução do rápido ritmo de aumento de juros do Fed. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Reuters 02/11/2022 16h18 Atualizado há 2 horas Postado em 02 de novembro de 2022 às 18h20m #Post. N. =0.543 #
Bandeira dos EUA — Foto: Getty Images
OFederal Reserve
aumentou nesta quarta-feira (2) a taxa de juros em 0,75 ponto
percentual conforme continuou a combater a inflação em máximas de 40
anos, mas sinalizou que futuros aumentos nos custos de empréstimos podem
ser menores para levar em conta o "aperto acumulado da política
monetária" até agora.
A nova linguagem no comunicado de política monetária observa o impacto
ainda em evolução do rápido ritmo de aumento de juros do Fed, e um desejo de focar em um nível para os juros "suficientemente restritivo para levar a inflação a 2% ao longo do tempo".
"Aumentos
contínuos na meta de juros serão apropriados", disse o banco central
dos EUA ao final de sua última reunião de política monetária.
Apesar de não excluírem qualquer decisão futura, as autoridades
disseram: "Ao determinar o ritmo de aumentos futuros, o Comitê (Federal
de Mercado Aberto) levará em conta o aperto acumulado da política
monetária, a defasagem com que a política monetária afeta a atividade
econômica e a inflação, e acontecimentos econômicos e financeiros".
A linguagem reconhece o amplo debate que surgiu em torno do aperto pelo Fed,
seu impacto sobre as economias norte-americana e mundial, e o perigo de
que grandes aumentos contínuos dos juros possam estressar o sistema
financeiro ou desencadear uma recessão.
Embora seus rápidos aumentos recentes tenham sido feitos em nome de um
movimento "rápido" para alcançar a inflação em mais de três vezes a meta
de 2% do Fed, o banco central está agora entrando em uma fase mais sutil - ajuste fino.
A decisão deixou a taxa de juros em uma faixa entre 3,75% e 4,00%, a
mais alta desde o início de 2008. O banco central dos Estados Unidos
aumentou os juros em suas últimas seis reuniões desde em março, marcando
a rodada mais rápida de aumentos de juros desde a luta do ex-presidente
do Fed Paul Volcker para controlar a inflação nos anos 1970 e 1980.
O comunicado do Fed disse que as autoridades permanecem "altamente atentas aos riscos inflacionários", abrindo as portas para novos aumentos.
A economia, observou o Fed, parece estar crescendo modestamente, com ganhos de empregos ainda "robustos" e desemprego baixo.
Segunda taxa negativa consecutiva foi marcada pela queda disseminada entre a maioria dos ramos industriais. Resultado deixa o setor 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia e 18,7% abaixo do nível recorde. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Daniel Silveira, g1 — Rio de Janeiro 01/11/2022 09h00 Atualizado há 3 horas Postado em 01 de novembro de 2022 às 12h00m #Post. N. =0.542 #
Linha de produção em indústria de alimentos em São Paulo em registro feito em dezembro de 2021 — Foto: José Fernando Ogura/AEN/PR
A produção industrial brasileira caiu 0,7% na passagem de agosto para setembro, tendo retração em 21 dos 26 ramos industriais, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esta foi a segunda taxa negativa consecutiva - em agosto, após revisão feita pelo IBGE, o recuo também foi de 0,7% - com queda acumulada de 1,4% nestes dois meses. No ano, o setor acumula queda de 1,1%.
Já na comparação com setembro do ano passado, a indústria apresentou crescimento de 0,4%. Com isso, o indicador acumulado em 12 meses ficou em -2,3%, mantendo trajetória ascendente, o que demonstra ligeiro ganho de fôlego.
Diante destes resultados, o patamar de produção da indústria brasileira ficou 2,4% abaixo do nível pré-pandemia e 18,7% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.
“Podemos dizer que há uma redução no ritmo da produção industrial. Isso fica bem evidenciado não apenas nesses dois meses de queda em sequência, mas também na maior frequência de taxas negativas nos últimos quatro meses, com três variações negativas", avaliou o gerente da pequisa, André Macedo.
Trimestre em queda
Diante dos resultados negativos de agosto e setembro, a indústria brasileira fechou o terceiro trimestre do ano com queda de 0,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
"Este resultado vem após três trimestres seguidos de crescimento", ressalvou o gerente da pesquisa André Macedo.
Entre o 4º trimestre do ano passado e o segundo trimestre deste ano, a produção industrial acumulou crescimento de 1,5%, insuficiente para reverter a perda acumulada nos três primeiros trimestres de 2021, que foi de -6,0%
Maior impacto da indústria alimentícia e metalúrgica
Frente a agosto, a maior influência negativa partiu da indústria de produtos alimentícios, com queda de 2,9%, segunda taxa negativa seguida, acumulando perda de 6,1% nestes dois meses.
Macedo ponderou que estas duas quedas aconteceram após três meses seguidos de crescimento, período em que houve ganho acumulado de 6,7%.
"Produtos derivados de soja, açúcar e carnes de aves são itens importantes no entendimento dessa queda no setor alimentício em setembro”, destacou o pesquisador.
A segunda maior influência negativa em setembro oi do setor de metalurgia, com recuo de 7,9% em relação a agosto, a queda mais intensa desde janeiro de 2021, quando foi de -9,9%, nesse tipo de comparação.
“Mas é importante lembrar que esse segmento industrial vem de dois meses com resultados positivos, acumulando 2,4% nesse período", ressalvou Macedo.
Queda disseminada
Dentre os 26 ramos industriais pesquisados, apenas cinco apresentaram crescimento da produção na passagem de agosto para setembro, algo que não era visto desde o começo do ano.
“Esse perfil disseminado de queda na produção, com apenas 5 setores avançando seu ritmo produtivo, não era observado desde janeiro de 2022, quando apenas 4 segmentos industriais mostraram crescimento".
Entre as grandes categorias econômicas, todas mostraram recuo na produção em setembro.
bens de capital:caiu 0,5% - após ter crescido 5,2% em agosto;
bens intermediários:caiu 1,1%, após ter caído 1,4% em agosto;
bens de consumo:caiu 0,8%, após ter caído 1,0% em agosto;
bens de consumo duráveis: caiu 0,2%, após ter crescido 6,1% em agosto;
bens de consumo semi e não duráveis:caiu 1,4%, após ter caído 1,4% em agosto;
Indústria automotiva puxa alta interanual
A base baixa de comparação levou a indústria a apresentar crescimento de 0,4% na comparação com setembro do ano passado - naquele mês, a indústria havia recuado 4,1% na comparação com igual mês de 2020.
Houve crescimento em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 12 dos 26 ramos pesquisados, mas partiu da indústria automotiva, com alta de 20,3%, a maior influência positiva sobre este resultado.
“O segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias é o que mais pressiona positivamente e mantém o total do setor industrial no campo de crescimento. Vale destacar a influência da base de comparação, uma vez que essa atividade recuou 8,8% em setembro do ano passado. Isso ajuda a explicar a magnitude de expansão observada nesse mês”, explico o gerente da pesquisa.
Segundo macedo, automóveis, autopeças e caminhões são os produtos com maior avanço na produção na comparação com setembro do ano passado.
Nesta quinta (27), indicador subiu 1,66%, a 114.641 pontos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 27/10/2022 10h05 Atualizado há uma hora Postado em 27 de outubro de 2022 às 11h05m #Post. N. =0.541 #
Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira. — Foto: Pixabay
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, aB3, fechou em alta nesta quinta-feira (27), após a manutenção da Selic e a divulgação de dados do PIB dos EUA.
No dia anterior, o índice registrou queda de 1,62%, a 112.764 pontos.
Com os resultados, o índice acumula queda de 5,97% na semana. No mês, a
alta é de 2,48% e, no ano, de 7,58%.
'O BC está concordando que temos um cenário de risco inflacionário', diz economista sobre manutenção da taxa básica de juros
O que está mexendo com os mercados?
Na véspera, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.
No comunicado emitido após a reunião, o Copom avalia que o "conjunto
dos indicadores" nos últimos 45 dias sinalizou "ritmo mais moderado de
crescimento" da atividade econômica brasileira; e apesar de quedas
recentes em áreas específicas, "a inflação ao consumidor continua
elevada".
Os juros também são ponto de atenção no exterior, com o aumento das perspectivas de que o Federal Reserve (Fed,
o banco central americano) possa desacelerar o ritmo de altas em suas
taxas, hoje entre 3,00% e 3,25% ao ano, depois que a instituição elevou
os juros em 0,75 ponto percentual em sua última reunião.
Os EUA têm os ativos mais seguros do mundo. Com retornos mais
expressivos, esses títulos se tornam o destino de muitos investidores,
principalmente em cenários de incertezas econômicas e políticas em nível
global.
Ainda nesta quinta-feira, o BCE anunciou mais cedo uma elevação de 0,75 ponto percentual na sua taxa de juros. Com a decisão, os juros na zona do euro passarão a operar entre 1,50% a 2,25% ao ano a partir de 2 de novembro deste ano.
A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado. De acordo com
informações da instituição, a alta tem como objetivo frear a escalada de
preços na região e trazer a inflação para o centro da meta, de 2%. Em
contrapartida, os dirigentes reconhecem que isso ainda pode demorar.
Por aqui, a atenção dos investidores ainda está voltada para a reta
final da corrida eleitoral presidencial, a três dias do segundo turno, e
para o aumento das tensões políticas. Na janela semanal, o Ibovespa
perdeu 7 mil pontos, dada a volatilidade pré-eleições e temporada de
resultados, aqui e nos Estados Unidos.
"O período entre o primeiro e o segundo turno historicamente apresenta
volatilidade acima da média. O mesmo estudo indica que, logo após a data
da votação, essa volatilidade tende a normalizar", diz Antonio Sanches,
analista da Rico Investimentos.
A taxa representa queda de 0,6 ponto percentual na comparação com o
trimestre terminado em junho (9,3%) e de 3,9 pontos percentuais frente
ao terceiro trimestre de 2021 (12,6%).
“A taxa de desocupação segue a trajetória de queda que vem sendo
observada nos últimos trimestres. A retração dessa taxa é influenciada
pela manutenção do crescimento da população ocupada”, destaca Adriana
Beringuy, coordenadora da Pnad.