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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Sebrae cria fintech de crédito com capital de R$ 600 milhões

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O capital da fintech é muito grande e difere da média das sociedades de crédito direto, que geralmente começam com o mínimo regulatório de R$ 1 milhão e depois vão crescendo aos poucos.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 17 de outubro de 2022 às 16h10m

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sede sebrae paraíba joao pessoa — Foto: Divulgação/Sebrae-PB
sede sebrae paraíba joao pessoa — Foto: Divulgação/Sebrae-PB

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) recebeu autorização do Banco Central para constituir uma sociedade de crédito direto (SCD). A fintech terá capital inicial de R$ 600 milhões.

O Sebrae presta consultoria a pequenas empresas e também atua como facilitador, mostrando as linhas que elas podem acessar nos bancos. Além disso, é o operador do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe). O fundo oferece aval complementar para facilitar o acesso das PMEs ao crédito. No seu site, o Fampe diz que já avalizou mais de 479 mil operações, viabilizando R$ 25,3 bilhões em crédito.

Ainda assim o Sebrae nunca tinha atuado diretamente na concessão de crédito. O capital da fintech é muito grande e difere da média das SCDs, que geralmente começam com o mínimo regulatório de R$ 1 milhão e depois vão crescendo aos poucos. Procurado para falar sobre essa nova estratégia, o Sebrae ainda não se manifestou.

Quem tem uma iniciativa parecida é a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que criou sua SCD, batizada de ACCrédito, em meados de 2020, com capital de R$ 50 milhões, que depois foi elevado para R$ 75 milhões.

O BC autorizou ainda a criação de outras duas SCDs. O Grupo Bamaq, que começou como uma rede de concessionárias e depois foi ampliando para consórcios, seguros e outras áreas, criou sua fintech com capital de R$ 5 milhões. A sede fica em Contagem (MG) e os controladores são a Bamaq Participações, Gilberto de Andrade Faria Júnior e Clemente de Faria Junior.

A outra SCD é da Via Capital, com capital de R$ 1,5 milhão, sede em Belo Horizonte e controlada por Marcelo Costa Meneses. O grupo mineiro trabalha com fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) há mais de dez anos.

O que são as SCDs

No Brasil, há várias categorias de fintechs: de crédito, de pagamento, gestão financeira, empréstimo, investimento, financiamento, seguro, negociação de dívidas, câmbio e multisserviços.

Podem ser autorizadas a funcionar no país dois tipos de fintechs de crédito para intermediação entre credores e devedores por meio de negociações realizadas em meio eletrônico: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP).

Para entrar em operação, as fintechs que quiserem operar como SCD ou SEP devem solicitar autorização ao Banco Central.

Segundo definição no site do BC, o modelo de negócio da SCD caracteriza-se pela realização de operações de crédito, por meio de plataforma eletrônica, com recursos próprios. Ou seja, esse tipo de instituição não pode fazer captação de recursos do público.

Seus potenciais clientes devem ser selecionados com base em critérios consistentes, verificáveis e transparentes, contemplando aspectos relevantes para avaliação do risco de crédito, como situação econômico-financeira, grau de endividamento, capacidade de geração de resultados ou de fluxos de caixa, pontualidade e atrasos nos pagamentos, setor de atividade econômica e limite de crédito.

Além de realizar operações de crédito, as SCDs podem prestar os seguintes serviços: análise de crédito para terceiros; cobrança de crédito de terceiros; distribuição de seguro relacionado com as operações por ela concedidas por meio de plataforma eletrônica e emissão de moeda eletrônica.

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sábado, 15 de outubro de 2022

Setor de serviços cresce 0,7% em agosto

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Volume de serviços prestados no país cresceu pelo quarto mês consecutivo. Com este resultado, setor supera em 10,1% o patamar em que operava antes da pandemia, em fevereiro de 2020, e fica a menos de 1% do nível recorde.
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Por Daniel Silveira, g1 — Rio de Janeiro

Postado em 15 de outubro de 2022 às 09h10m

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Corretora financeira analisa gráfico enquanto orienta investidor ao telefone;  — Foto: Freepik
Corretora financeira analisa gráfico enquanto orienta investidor ao telefone; — Foto: Freepik

O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,7% em agosto, na comparação com julho, aponta o levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da quarta alta seguida, com ganho acumulado de 3,3% no período.

Na comparação interanual, o setor registrou a 18ª taxa positiva consecutiva - o volume de serviços prestados cresceu 8% em relação a agosto de 2021.

O desempenho do setor em agosto veio acima do esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de alta de 0,2% na comparação mensal e de 6,9% na interanual.

Com o resultado de agosto, o indicador acumulado do ano chegou a 8,4%, enquanto o acumulado nos últimos 12 meses desacelerou de 9,6% para 8,9%, mantendo trajetória descendente iniciada em abril, quando estava em 12,8%.

Com isso, o setor opera 10,1% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e fica apenas 0,9% abaixo do maior patamar da série histórica, alcançado em novembro de 2014.

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira e foi o mais atingido pela pandemia, sobretudo as atividades de caráter de atendimento mais presencial, como os serviços prestados às famílias.

Serviços financeiros puxam alta no mês

Dentre os cinco segmentos de atividades do setor de serviços, três tiveram alta na passagem de julho para a agosto, uma ficou estável e uma registrou queda. O principal destaque foi o de Outros Serviços, cuja alta de 6,7% eliminou a queda de 5% registrada em julho.

"Esse resultado positivo vem após uma queda, o que não é incomum especialmente no setor de serviços financeiros auxiliares, que teve maior influência sobre esse avanço e também sobre a retração do mês anterior, destacou o analista da pesquisa, Luiz Almeida.

Segundo Almeida, os serviços financeiros auxiliares representam cerca de 40% do segmento de outros serviços, por isso representaram o principal impacto sobre a taxa positiva do setor como um todo. Eles abarcam corretoras de títulos, consultoria de investimentos e gestão de bolsas de mercado de balcão organizado.

Veja o resultado de cada segmento e respectivas atividades principais em agosto ante julho:

  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -0,2%
  • Transporte terrestre -0,7%
  • Transporte aquaviário 1%
  • Transporte aéreo 0,3%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio 0,7%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,0%
  • Serviços técnico-profissionais 1%
  • Serviços administrativos e complementares
  • -0,5%
  • Serviços de informação e comunicação: 0,6%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC2%
  • Telecomunicações 1,5%
  • Serviços de tecnologia da informação 0,8%
  • Serviços audiovisuais -2,4%
  • Serviços prestados às famílias: 1,0%
  • Serviços de alojamento e alimentação 1,8%
  • Outros serviços prestados às famílias -4,4%
  • Outros serviços: 6,7%

O segundo maior impacto no resultado mensal partiu do segmento de informação e comunicação, que teve a segunda alta mensal consecutiva, acumulando ganho de 1,8% no bimestre. Segundo Almeida, com este resultado o segmento "atingiu o ponto mais alto da série, chegando ao mesmo nível registrado em dezembro de 2021".

"Esse resultado se deve especialmente ao segmento de tecnologia da informação, que é muito dinâmico e também alcançou o pico da sua série nesse mês. É um dos setores que cresceram a despeito da pandemia, principalmente por conta do home office e da digitalização dos serviços, destacou o pesquisador.

Ainda segundo Almeida, as atividades de telecomunicações, que fazem parte do segmento de informação e comunicação, passaram de uma queda de 1,8% em julho para uma alta de 1,5% em agosto, se mantendo ainda 20,7% abaixo do maior patamar da série histórica. "Mas, com o avanço de agosto, ele é um dos responsáveis pelo crescimento de informação e comunicação, ressaltou.

Serviços prestados às famílias tem 6ª alta

Os serviços às famílias completam o trio de segmentos com alta no volume prestado em agosto em relação a julho. Foi a sexta taxa positiva consecutiva, gerando um ganho acumulado de 10,7% no período.

Apesar da trajetória ascendente evidenciar o ganho de fôlego destas atividades, o segmento de serviços prestados às famílias ainda está 4,8% abaixo do período pré-pandemia. Segundo o IBGE, a lenta recuperação se deve ao intenso prejuízo destas atividades, majoritariamente de atendimento presencial, que foram as mais prejudicadas pelas medidas de distanciamento social.

Com o retorno das atividades presenciais, a queda das restrições e a diminuição do desemprego, ele vem reduzindo as perdas, mas ainda não chegou ao nível de fevereiro de 2020. Durante a pandemia, o setor chegou a ficar cerca de 67% abaixo do seu patamar recorde, atingido em maio de 2014, ponderou o analista da pesquisa.

Queda nos transportes interrompe sequência de altas

Após crescer por três meses consecutivos, o segmento de transportes teve ligeiro recuo em agosto, puxado tanto pelo transporte de passageiros (-0,5%) quanto pelo de cargas (-0,3%).

O setor de transportes tinha um aumento acumulado de 4,0% entre maio e julho e está 20% acima do nível pré-pandemia e 0,2% abaixo do ponto mais alto da série, que foi justamente no mês anterior. Essa leve queda parece mais uma acomodação do setor, avaliou Almeida

O pesquisador destacou haver efeito sazonal sobre que queda nos transportes de passageiros, já que em julho ela havia crescido 4,1%. "Era um mês de férias, com as pessoas mais dispostas a viajar, ponderou.

Já o transporte de cargas acumulava ganho de 19,1% entre setembro do ano passado e julho desse ano e a queda de agosto não provoca grandes prejuízos ao segmento, que opera 31,3% acima do patamar pré-pandemia.

O transporte de cargas teve um aumento considerável com as mudanças das cadeias logísticas, por conta das entregas online durante a pandemia, e também pela safra recorde, que gerou um aumento do transporte de insumos para a produção agrícola e o próprio escoamento da safra, avaliou o pesquisador do IBGE.

Alta na maior parte do país

De acordo com o levantamento, 18 das 27 unidades da federação registraram aumento no volume de serviços prestados em agosto. Os maiores impactos partiram de São Paulo (1,6%), Distrito Federal (5,0%), Minas Gerais (1,0%) e Rio de Janeiro (0,5%).

Dentre as nove UFs com queda no indicador, destaca-se o Paraná (-7,1%) como a principal influência negativa no resultado geral do país, seguido por Goiás (-3,4%) e Rio Grande do Sul (-1,1%).

Alta de 1,2% nas atividades turísticas

Pelo segundo mês seguido houve crescimento do índice de atividades turísticas, que teve alta de 1,2% em agosto na comparação com julho. Com o avanço, o segmento turístico opera 0,1% acima do patamar pré-pandemia. Entre janeiro e agosto, o agregado especial de atividades turísticas acumula expansão de 39,1%

O IBGE destacou que apenas três dos 12 locais pesquisados para a composição desse indicador tiveram alta entre julho e agosto: Minas Gerais (3,9%), São Paulo (0,6%) e Pernambuco (0,8%). Dentre os nove com taxas negativas, destacam-se Rio Grande do Sul (-6,0%e Santa Catarina (-6,0%).

Já na comparação interanual, todas as 12 UFs registraram crescimento em relação a agosto do ano passado, levando o segmento a uma alta de 22,8% no período. Esse resultado reflete o bom desempenho de restaurantes, hotéis, locação de automóveis, transporte aéreo, serviços de bufê, e rodoviário coletivo de passageiros.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

PIX Saque e PIX Troco movimentaram R$ 240 milhões em mais de 9 meses de existência

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De acordo com balanço do Banco Central do Brasil, entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, 1.848.485 transações das modalidades foram realizadas.
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Por Renata Baptista, g1

Postado em 12 de outubro de 2022 às 09h10m

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Modalidades do PIX Saque e Troco foram lançadas em novembro do ano passado. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Modalidades do PIX Saque e Troco foram lançadas em novembro do ano passado. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Apesar do sucesso das transações feitas em PIX entre os brasileiros, as funcionalidades PIX Saque e o PIX Troco, que foram lançadas em novembro do ano passado, ainda têm registrado uma baixa adesão em comparação ao volume total de transferências via PIX.

Entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, foram realizadas 1.848.485 transações das modalidades, movimentando um total de R$ 241,1 milhões, de acordo com os dados fornecidos pelo Banco Central do Brasil.

Apenas em setembro, o sistema de pagamento instantâneo movimentou R$ 880,182 bilhões, em 1,921 bilhão de transações.

No entanto, é possível observar que os números de operações com as modalidades - sobretudo a de PIX Saque, que movimentou mais de R$ 51 milhões no último mês de setembro - têm sido crescentes desde que foram lançadas, como é possível conferir nas tabelas abaixo:

PIX Troco

Mês Nº de transações Valores
dezembro/2021 293 R$ 26.215
janeiro/2022 1.284 R$ 145.774
fevereiro/2022 1.591 R$ 189.652
março/2022 2.077 R$ 243.520
abril/2022 1.952 R$ 236.482
maio/2022 2.216 R$ 267.530
junho/2022 2.693 R$ 321.500
julho/2022 3.147 R$ 396.963
agosto/2022 3.514 R$ 430.282
setembro/2022 4.712 R$ 524.577

PIX Saque

Mês Nº de transações Valores
dezembro/2021 3.588 R$ 442.129
janeiro/2022 66.551 R$ 9.677.297
fevereiro/2022 91.553 R$ 13.031.478
março/2022 135.542 R$ 19.271.637
abril/2022 150.783 R$ 21.650.594
maio/2022 184.710 R$ 25.793.594
junho/2022 223.423 R$ 31.029.876
julho/2022 267.612 R$ 37.043.544
agosto/2022 310.734 R$ 42.365.209
setembro/2022 390.510 R$ 51.492.032

Com as funcionalidades, os usuários podem fazer saques em estabelecimentos comerciais, não apenas em caixas eletrônicos. A questão é que a oferta destes produtos, no entanto, é opcional e depende de adaptação dos sistemas das lojas.

PIX Saque e PIX Troco: mapa mostra onde fazer operações
PIX Saque e PIX Troco: mapa mostra onde fazer operações

Como encontrar pontos que oferecem o PIX Saque e o PIX Troco

A relação dos postos de atendimento está disponível pelas próprias instituições no formato de Dados Abertos. Os usuários podem ainda encontrar onde as modalidades estão disponíveis por meio de um mapa, desenvolvido em parceria pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e a Pay Ventures.

A ferramenta é gratuita e está disponível para quem quiser utilizá-la, com atualizações de duas em duas horas dos caixas eletrônicos e estabelecimentos comerciais e horário de funcionamento.

Basta entrar no site mapapix.com.br, indicar sua localização e o mapa irá indicar os estabelecimentos nas proximidades que oferecem o PIX Saque e PIX Troco.

Pix: saiba tudo sobre como funciona
Pix: saiba tudo sobre como funciona
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terça-feira, 11 de outubro de 2022

CNI eleva de 0,2% para 2% previsão de alta do PIB industrial neste ano

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Para revisão, entidade citou normalização da cadeia de suprimentos, indústria da construção aquecida, mercado de trabalho com bom desempenho e queda da inflação.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 11 de outubro de 2022 às 13h00m

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Indústria de Mato Grosso produz tubos para a construção civil com o uso de embalagens de agrotóxicos — Foto: Fiemt
Indústria de Mato Grosso produz tubos para a construção civil com o uso de embalagens de agrotóxicos — Foto: Fiemt

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou de 0,2%, em julho, para 2% sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) industrial em 2022. A nova estimativa foi divulgada nesta terça-feira (11) por meio do Informe Conjuntural.

O PIB industrial engloba a indústria de transformação, a construção civil, a indústria extrativa e a produção de eletricidade, gás, água e esgoto, entre outros.

No caso do setor de serviços, a projeção passou de alta de 1,8% para uma expansão de 3,8% neste ano, enquanto a estimativa para o PIB da construção subiu de 2% para 7%. A indústria de transformação, projetou a CNI, deve crescer 0,6% em 2022 (contra a previsão anterior de um tombo de 1,5%).

Já para o PIB como um todo, a entidade passou a projetar um crescimento de 3,1% para este ano fechado — acima do crescimento de 2,7% estimado pelo mercado financeiro na semana passada. Em julho, a previsão da CNI era de que o PIB avançaria 1,4% neste ano.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. No segundo trimestre deste ano, o crescimento foi de 1,2% e, em todo ano passado, somou 4,6%.

De acordo com a CNI, alguns fatores pesaram para a forte revisão do PIB e do nível projetado para a atividade industrial neste ano. São eles:

  • A partir do segundo trimestre, as cadeias de suprimentos (de produtos e insumos importados) mostraram progressiva normalização, apesar da continuidade da guerra na Ucrânia e de novos riscos surgindo no cenário internacional.
  • A indústria da construção, que já mostrava um desempenho bastante positivo, recebeu novo impulso com a ampliação do principal programa de financiamento habitacional do governo federal.
  • O setor de serviços, que já estava com atividade em patamar elevado, mostrou dinamismo além do previsto. Isso a impulsionou o mercado de trabalho, com "criação significativa" do número de pessoas ocupadas.
  • Inflação desacelerou fortemente de maio de 2022 em diante, devido não só à forte influência das reduções de tributos sobre energia, combustíveis e telefonia, como também à desaceleração dos preços industriais e de alimentos.
  • A CNI diz ainda que importantes "impulsos fiscais", ou seja, aumentos de gastos, também pesaram, como antecipação do o 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS, liberação de saques do FGTS, retomada do pagamento do abono salarial, aumento do valor do benefício Auxílio Brasil e as outras transferências, como o auxílio a caminhoneiros e taxistas.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Endividamento cresce e atinge quase 80% das famílias, novo recorde, aponta CNC

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Contratação de dívidas entre mais consumidores de rendas média e baixa foi o maior motivo da alta do endividamento, diz entidade. Volume de inadimplentes também alcançou marca histórica de 30%.
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Por g1

Postado em 10 de outubro de 2022 às 12h10m

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Endividamento cresce e atinge 79% das famílias — Foto: JN
Endividamento cresce e atinge 79% das famílias — Foto: JN

O número de famílias endividadas atingiu, em setembro, 79,3% do total de lares no país, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta segunda-feira (10). A alta de devedores foi de 0,3 ponto percentual em setembro ante agosto, enquanto, em um ano, o avanço foi de 5,3 pontos.

A situação é pior para as famílias de baixa renda. Nos lares com renda inferior a 10 salários mínimos, o endividamento superou os 80% pela primeira vez.

Apesar do número recorde, o ritmo diminuiu. O crescimento de 0,3 ponto percentual é o menor desde abril deste ano. E o avanço em 12 meses foi o menor desde julho do ano passado.

É possível verificar que a melhora gradual do mercado de trabalho, as políticas de transferência de renda e a queda da inflação nos últimos dois meses são fatores que geram maior disponibilidade de renda para as famílias. Por outro lado, podemos observar que o alto nível de endividamento e os juros elevados afetam, sobremaneira, o orçamento das famílias de menor renda, ao encarecerem as dívidas já contraídas, observa o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Para esse indicador, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, considera dívidas a vencer no cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.

Alta na inadimplência

O número de pessoas que atrasaram o pagamento de contas de consumo ou de dívidas também cresceu em setembro, alcançando 30% do total de famílias no país.

A terceira alta consecutiva levou o indicador ao maior percentual da série histórica iniciada em 2010. Ao contrário do endividamento, o ritmo de aumento da inadimplência foi alto. Em 12 meses, o indicador de dívidas atrasadas cresceu 4,5%, a maior taxa anual desde março de 2016.

A economista da CNC responsável pela apuração, Izis Ferreira, atribui o aumento às altas taxas de juros, que encarecem as dívidas já contraídas. Segundo a entidade, as taxas de juros nas linhas de crédito para pessoas físicas cresceram 13,5 pontos percentuais em um ano, chegando à média de 53,9%, a maior taxa desde abril de 2018.

  • Total de endividados acelera e alcança 79,3% dos lares brasileiros.
  • Inadimplência avança e atinge 30% das famílias no país; percentual é o maior desde o início da série histórica.
  • 10,7% do total de devedores afirma não ter condições de pagar contas atrasadas.
  • O cartão de crédito é o campeão de dívidas: 86,5% das famílias têm contas a vencer no cartão.
  • Mulheres estão mais endividadas que os homens: o percentual para elas é 80,9%; para eles, 78,2%.
  • As mulheres têm mais dívidas no cartão de crédito e no cheque especial. Já os homens estão mais endividados em carnês de loja, crédito pessoal, financiamento de carro e casa ou crédito consignado.
  • Confederação Nacional do Comércio
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