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domingo, 7 de agosto de 2022

O mundo está a caminho de uma recessão?

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Entenda os riscos e as consequências para o Brasil Boa notícia é que esfriamento da demanda pode ajudar a aliviar a pressão inflacionária e a acomodar preços das commodities, apesar da piora nas projeções para 2023.
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Por Darlan Alvarenga, g1

Postado em 07 de agosto de 2022 às 13h35m

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Homem faz compras em um supermercado de Nova York, em imagem de 27 de julho de 2022. PIB dos EUA encolheu de abril a junho pelo segundo trimestre consecutivo. — Foto: Andres Kudacki/AP Photo
Homem faz compras em um supermercado de Nova York, em imagem de 27 de julho de 2022. PIB dos EUA encolheu de abril a junho pelo segundo trimestre consecutivo. — Foto: Andres Kudacki/AP Photo

contração do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos pelo segundo trimestre seguido e indicadores econômicos na Europa evidenciam o cenário de desaceleração da economia mundial, aumentando os temores de uma nova recessão global apenas dois anos após a última – daquela vez, na esteira da pandemia da Covid-19.

Cada vez mais economistas veem como iminente a chegada de uma recessão não só na maior economia do mundo, mas também em países europeus, além de riscos de retração inclusive em países como o Brasil.

O pano de fundo para o novo abalo na economia global é a disparada da inflação, que tem batido recorde de mais de quatro décadas no mundo.

A alta de preços acontece em meio à guerra na Ucrânia e gargalos nas cadeias de produção após o impacto da pandemia. E, buscando conter a inflação, o Federal Reserve (Fed) e outros bancos centrais ao redor do mundo têm elevado as taxas de juros – 'esfriando' a economia, ou seja, colocando freios no crescimento.

"Um processo inflacionário dessa magnitude não é trivial. Toda vez que teve inflação elevada no passado e que o Fed e os bancos centrais tiveram que subir taxas de juros, tivemos uma recessão", afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Se a recessão global, por ora, ainda não é realidade, não há dúvidas a respeito de uma desaceleração rápida da atividade econômica global e da piora das expectativas.

Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou no final do mês passado sua previsão de crescimento global para 2022 e 2023, alertando que a perspectiva piorou significativamente e que o mundo poderá em breve estar à beira de uma recessão global.

Mas o que define uma recessão e quais as consequências para a economia? O que explica a atual desaceleração global e quais os riscos de uma nova retração do PIB do Brasil?

Veja abaixo perguntas e respostas sobre os riscos de recessão global e consequências para o Brasil

Entenda os impactos mundiais da inflação dos EUA e risco de recessão globalEntenda os impactos mundiais da inflação dos EUA e risco de recessão global

Como se define uma recessão? EUA já estão?

A definição de recessão técnica é o registro de dois trimestres consecutivos de declínio do PIB. Por esse critério, a economia dos EUA já estaria em recessão.

Muitos economistas, porém, assim como o governo de Joe Biden, avaliam que a economia norte-americana não está em uma recessão clássica, porque ainda registra outros indicadores mais favoráveis, como de gastos das famílias e de criação de vagas de trabalho.

"Recessão na verdade é quando você tem um conjunto amplo de indicadores – consumo, investimento, emprego –, todos eles piorando, não só o PIB negativo", afirma Caio Megale, economista-chefe da XP. A avaliação dele, de qualquer forma, é que tanto os EUA como a economia global dificilmente escaparão de uma nova recessão.

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos saltou para 9,1% em julho, atingindo a maior taxa anual em 40 anos e meio – e, por outro lado, o mercado de trabalho continua aquecido, o que tem elevado as apostas de que o Fed terá que promover uma elevação mais rápida dos juros para esfriar a economia e frear a alta de preços.

Para os economistas, os EUA podem até não estar em recessão ainda, mas será difícil escaparem dela.

"Para a que a economia americana se reequilibre e tenha uma queda de inflação, os EUA vão precisar passar por uma por uma recessão nesse conceito mais amplo, com queda mais expressiva de consumo, aumento da taxa de desemprego. Então, o Fed e o mundo irão ajustar os juros, até esse cenário de recessão ficar mais claro", diz Megale.


Qual a dimensão esperada do abalo e os riscos?

Na Europa, o banco central britânico alertou nesta semana que o Reino Unido enfrentará uma recessão e avaliou que a economia começará a encolher a partir do último trimestre de 2022, podendo se contrair até o fim de 2023.

"Há um conjunto de países sofrendo desse mesmo processo inflacionário que advém das pressões da pandemia e da guerra. Então, tudo indica que de fato tem um ciclo recessivo global pela frente, que vai pegar um cheio especialmente os Estados Unidos da Europa. Ainda não aconteceu, mas estamos caminhando para uma recessão global sincronizada", avalia o economista da MB.

Ainda que o movimento de contração econômica não se dissemine por todas as regiões do globo, vale destacar que somente o bloco dos países do G7 (EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unidorespondem por quase 50% do PIB global. E, num mundo globalizado, um abalo nas maiores economias significa um freio na atividade econômica em todos os continentes.

Importante destacar que, apesar da piora das projeções para a economia global, instituições como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o FMI continuam prevendo que o PIB global anual irá crescer em 2022 e 2023, ainda que com taxas mais fracas.

Veja no gráfico abaixo:

Nem os mais pessimistas veem, porém, o risco de uma recessão tão aguda como a registrada em 2020 ou um colapso como o ocorrido durante a crise financeira global de 2008 e 2009.

"Dessa vez eu acho que vai ser uma recessão que pode ser curta. É uma questão mais cíclica mesmo. Acho que serão dois, três trimestres de desaceleração mais expressiva e de queda do consumo. Mirando meados do ano que vem, o trabalho pode estar feito e o Fed pode começar a pensar em cortar juros," avalia Megale.

Ainda que de baixa magnitude e de curta duração, uma recessão sempre traz consequências amargas, pois provoca um freio nos investimentos e no comércio global, e derruba a confiança de empresários e consumidores, o que fatalmente implicará em cortes de empregos e maior risco de falência de empresas no mundo todo. 
E qual é a situação da China?

Na China, a inflação não é um problema, mas a segunda maior economia do mundo também tem mostrado um esfriamento desde 2019. O PIB chinês registrou forte desaceleração no segundo trimestre, afetado por 'lockdows' em várias cidades do país por causa da Covid-19.

A China foi a única grande economia do mundo que escapou de uma contração em 2020 e uma recessão está novamente fora do horizonte. performance do PIB neste ano, porém, está bem abaixo da meta do governo de cerca de 5,5% para este ano.

Em razão do peso das exportações no PIB do país, uma recessão global pode colocar um freio ainda maior na economia chinesa. O FMI projeta para a China um crescimento de 3,3% em 2022 e de 4,6% em 2023.

"Costuma-se dizer que quando a China está crescendo em torno de 4% ela já está em recessão, porque não consegue absorver toda a mão-de-obra entrante", afirma Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings, destacando que a economia chinesa possui um peso de 18,5% no PIB global e imenso protagonismo no comércio global.
Movimentação de cargas no porto de Xangai, na China. Pais possui um peso de 18,5% no PIB global. — Foto: Aly Song/Reuters
Movimentação de cargas no porto de Xangai, na China. Pais possui um peso de 18,5% no PIB global. — Foto: Aly Song/Reuters 
 
Quais as consequências para o Brasil?

Ainda que os riscos domésticos superem de longe os externos, uma recessão global terá consequências também no Brasil, sobretudo para o canal de exportações. Isso porque se o mundo passar a consumir menos, comprará também menos produtos brasileiros como petróleo, minério de ferro e grãos.

balança comercial brasileira já registrou uma queda no superávit em julho, que encolheu para US$ 5,4 bilhões, contra US$ 8,8 bilhões em junho. No acumulado em 7 meses, o recuo é de 10,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Uma recessão global tem potencial também de interromper o processo de recuperação do mercado de trabalho brasileiro, com reflexos negativos na taxa de desemprego. Apesar do recuo nos últimos meses, cerca de 10 milhão de brasileiros estão em busca de trabalho.

Curiosamente, uma recessão global traria um efeito positivo para o cenário macroeconômico brasileiro. Como boa parte das pressões inflacionárias é global, um desaquecimento da economia mundial tende a acomodar os preços das commodities, podendo ajudar a frear a inflação, que segue em dois dígitos no Brasil.

"O nosso principal problema hoje é inflação. A gente sabe que boa parte da inflação é global, o mundo inteiro está com inflação alta. Quanto mais bancos centrais atuarem, mais a inflação desacelerar, melhor vai ser para o nosso processo de reequilíbrio", afirma o economista-chefe da XP.


O Brasil corre o risco de entrar em recessão em 2023?

Os analistas alertam, porém, para o aumento das incertezas domésticas – e não descartam o risco de uma nova recessão ou de mais um ano de PIB pífio.

"Vamos estar trocando uma inflação alta por uma inflação menor com um crescimento também menor", resume Alex Agostini.

Sergio Vale acrescenta que o crescimento do PIB brasileiro neste ano tem sido "anabolizadopelo pacote de medidas aprovadas que permitiram ao governo a criação de uma série de benefícios às vésperas das eleições. Apelidada de PEC Kamikaze, a proposta prevê um gasto adicional de R$ 41,2 bilhões neste ano.

"Estamos uma economia muito frágil há muito tempo. Desde 2015, 2016, o Brasil não conseguiu imprimir o ritmo forte de crescimento. A gente não tem conseguido avançar nas reformas e, ao mesmo tempo, o governo resolveu entregar todas as cartas e fazer todo um movimento pró-eleição, jogando um crescimento artificial esse ano, mas que lá na frente vamos ter que pagar o preço disso", avalia o economista da MB.

A XP trabalha com o cenário base de alta de 0,5% do PIB em 2023, mas não descarta o risco de uma eventual retração no ano que vem.

"A gente vai precisar passar por uma acomodação de crescimento para trazer a inflação para baixo. Pode acontecer uma queda mais bruta, mas eu acho que é menos pelo risco global e mais pelo risco doméstico mesmo", diz Megale, citando as preocupações com a expansão dos gastos do governo e trajetória da dívida pública.

Do ponto de vista econômico, a PEC Eleitoral só adiciona instabilidade ao cenário, destaca especialista
Do ponto de vista econômico, a PEC Eleitoral só adiciona instabilidade ao cenário, destaca especialista

E quais os impactos para o câmbio?

Diante dos aumentos da taxa de juros nos EUA, o dólar vem se valorizando frente a outras moedas. Em julho, por exemplo, o euro caiu abaixo da paridade em relação ao dólar pela primeira vez em 20 anos com o aumento dos riscos de recessão na Europa.

Frente ao real, no entanto, o dólar ainda acumula desvalorização de cerca de 7% no ano.

A perspectiva de novas altas de juros na maior economia do mundo torna os títulos do Tesouro norte-americano mais atraentes, porque pagam taxa maior, o que faz aumentar a demanda por dólares e, consequentemente, a eleva a cotação da divisa frente a outras moedas.

No Brasil, entretanto, o chamado diferencial de juros tem mantido a atratividade da renda fixa, o que continua estimulando o ingresso de recursos de investidores estrangeiros e a valorização do real frente ao dólar. Com a elevação da Selic para 13,75% ao ano, o Brasil se isolou ainda mais da liderança do ranking mundial de juros reais, com uma taxa de 8,52% de retorno, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.

A projeção do mercado para a taxa de câmbio permanece em R$ 5,20 para o fim de 2022 e para o fim de 2023. Na visão dos analistas, a cotação do dólar continuará sendo guiada pela intensidade do aperto de juros nos EUA e pelas incertezas em relação às eleições presidenciais e controle da dívida pública.

"Trajetória de dívida crescente pressiona juros e vai gerando incerteza. A gente está meio que patinando no gelo fino do lado fiscal. É preciso tomar cuidado para que nessa transição haja, pelo menos no início do próximo governo, um ajuste e uma sinalização clara de qual é a próxima âncora fiscal", afirma Megale.

Reino Unido faz aumento recorde na taxa de juros para tentar deter a inflaçãoReino Unido faz aumento recorde na taxa de juros para tentar deter a inflação
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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Inadimplência bate novo recorde e atinge quase 67 milhões de brasileiros, aponta Serasa Segmento de bancos e cartões segue como responsável pela maioria das dívidas, 27,8% do total.

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Segmento de bancos e cartões segue como responsável pela maioria das dívidas, 27,8% do total.
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Por g1

Postado em 04 de agosto de 2022 às 15h45m

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Quase 67 milhões de pessoas estão inadimplentes no Brasil
Quase 67 milhões de pessoas estão inadimplentes no Brasil

O número de pessoas com contas atrasadas voltou a bater recorde no Brasil (veja mais no vídeo acima). Segundo dados do Serasa Experian divulgados nesta quinta-feira (4), o país registrou 66,8 milhões de inadimplentes em junho, maior cifra desde o início do levantamento, em 2016.

Isso representa uma alta de 200 mil pessoas em relação ao mês anterior – menor, no entanto, que o crescimento médio de 400 mil contabilizados em meses anteriores.

Em nota, o economista da Serasa Experian Luiz Rabi aponta que os consumidores tiveram mais acesso a recursos financeiros no período, o que pode explicar esse avanço mais tímido da inadimplência no país.

A antecipação do 13º salário dos aposentados e os saques especiais do FGTS, por exemplo, possivelmente atenuaram a trajetória de crescimento da inadimplência, pelo menos no mês de junho, diz.

O segmento de bancos e cartões segue como responsável pela maioria das dívidas, 27,8% do total. Depois, vêm as contas básicas como água, luz e gás, com 22,6%. Em terceiro e quarto lugares ficam os setores de varejo e financeiras, com 13,2 e 12,5%, respectivamente.

Na divisão por região, São Paulo liderou o número de inadimplentes, com 15,7 milhões. Na outra ponta, Roraima foi o estado com menos negativados, 217.136.

Número de inadimplentes por estado — Foto: Economia g1
Número de inadimplentes por estado — Foto: Economia g1

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sexta-feira, 29 de julho de 2022

Brasil gerou 277,9 mil empregos em junho; criação de vagas no mês e no semestre caiu em relação a 2021

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Resultado foi positivo nos cinco setores da economia. Saldo de empregos formais no primeiro semestre foi de 1,33 milhão, segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência.

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Por Alexandro Martello e Jéssica Sant'Ana, g1 — Brasília

Postado em 29 de julho de 2022 às 13h20m

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A economia brasileira criou 277,9 mil empregos com carteira assinada em junho deste ano, informou nesta quinta-feira (28) o Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Ao todo, segundo o governo federal, foram registrados no período:

  • 1,89 milhão de contratações;
  • 1,62 milhão de demissões.

O resultado representa piora em relação a junho do ano passado, quando foram criados 317,8 mil empregos formais.

Já em junho de 2020, em meio ao isolamento da primeira onda da Covid-19, foram fechados 53,6 mil empregos com carteira assinada.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia.

Criação de Empregos Formais
Resultados dos últimos 13 meses

Em milhares

317.812317.812386.349386.349327.664327.664249.530249.530310.761310.761-287.588-287.588155.498155.498336.591336.59191.18391.183198.993198.993277.944277.944JUN/2021JUL/2021AGO/2021SET/2021OUT/2021NOV/2021DEZ/2021JAN/2022FEV/2022MAR/2022ABR/2022MAI/2022JUN/2022-400k-200k0200k400k600k
Fonte: Ministério do Trabalho

Primeiro semestre

De acordo com o Ministério do Trabalho, 1,33 milhão de vagas formais de emprego foram criadas no país entre janeiro e junho.

O número representa recuo na comparação com o mesmo período de 2021, quando foram criadas 1,48 milhão de vagas.

Ao final de junho de 2022, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 42 milhões de empregos com carteira assinada.

O resultado representa aumento na comparação com maio deste ano (41,7 milhões) e com junho de 2021 (39,4 milhões).

Brasil tem a 4ª maior taxa de desemprego na América do SulBrasil tem a 4ª maior taxa de desemprego na América do Sul

Secretário do Trabalho, Mauro Rodrigues afirmou que a queda no saldo líquido de criação de vagas em junho e no semestre, na comparação com 2021, acontece porque o ano passado foi marcado pela retomada econômica.

"Estávamos tendo uma retomada por causa [do arrefecimento] da pandemia. Então foge um pouco, são meses atípicos [os meses de 2021]", diz Rodrigues.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, afirmou que a meta traçada pelo governo no início do ano era criar 1,5 milhão de vagas líquidas ao longo de todo o ano de 2022. No primeiro semestre, com a geração de 1,3 milhão de vagas, a meta já foi quase atingida.

"No primeiro semestre quase já quase conseguimos atingir a meta, que era chegar ao final do ano com um milhão e meio de empregos criados. É possível esperar que vamos ter um resultado bastante positivo no final do ano", disse Oliveira.

Ele afirmou que, via de regra, no segundo semestre, há um crescimento na geração de vagas de empregos. "Então, creio que podemos ficar otimistas."

Setores

Os números do Caged de junho de 2022 mostram que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia.

Empregos por setor
Abertura de vagas em junho de 2022

Em milhares

124.534124.53441.51741.51730.25730.25747.17647.17634.46034.460ServiçosIndústriaConstruçãoComércioAgropecuária025k50k75k100k125k150k
Fonte: Ministério do Trabalho

Regiões do país

Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas regiões do país no mês passado. Veja abaixo:

Empregos por região
Vagas criadas em junho

Em milhares

137.228137.22852.12252.12231.77431.77434.26334.26321.78021.780SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte025k50k75k100k125k150k
Fonte: Ministério do Trabalho

Salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.922,77 em junho deste ano, o que representa alta real de R$ 12,99 em relação a maio (R$ 1.909,78).

Na comparação com junho do ano passado, porém, o salário médio de admissão recuou, pois estava em R$ 2.026,10 naquele mês.

Caged x Pnad

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não incluem os informais.

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil caiu para caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio, mas a falta de trabalho ainda atinge 10,6 milhões de brasileiros.

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