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quinta-feira, 29 de julho de 2021

Brasil gerou 1,5 milhão empregos formais no primeiro semestre, diz governo

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Ao todo, segundo Caged, foram 9,5 milhões de contratações e 8,05 milhões de demissões no período. No mesmo período do ano passado, país havia fechado 1,19 milhão de vagas formais.
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Por Jéssica Sant'Ana, G1 — Brasília

Postado em 29 de julho de 2021 às 12h40m

 .*  Post. N. = 0.304 *. 

O Ministério do Trabalho e Previdência informou nesta quinta-feira (29) que a economia brasileira gerou 1,5 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano.

Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Ao todo, o Brasil registrou no primeiro semestre:

  • 9.588.085 contratações;
  • 8.051.368 demissões;
  • saldo positivo de 1.536.717 empregos criados.

No mesmo período do ano passado, o país havia fechado 1,19 milhão de vagas formais de trabalho.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia do Caged no início do ano passado.

Segundo o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Bianco, o Brasil criou sete novos empregos por minuto nos seis primeiros meses do ano, considerando o saldo líquido (admissões menos demissões).

"Se pegarmos só as admissões, geramos 37 empregos formais por minuto. Isso mostra a força da nossa economia. No ano de 2021, ano marcado pela pandemia, geramos por minuto, no saldo [admissões menos demissões], 7 novos empregos", ressaltou Bianco.

Bianco era o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A manutenção dele como "número 2" do novo ministério foi um pedido de Paulo Guedes, ministro da Economia.

Bianco disse, ainda, que a palavra de ordem do novo ministério será "geração de oportunidade". "Empregados formais na CLT e empregados informais em novas formas de contratação, mais simples, menos burocráticas e com segurança jurídica, para que possamos aproximar o mundo do formal do informal, e com menor custo de contratação", resumiu.

Saldo mensal de empregos criados no Brasil
Dados referentes aos meses de janeiro a junho de 2021

Em milhares

261,2261,2397,7397,7176,4176,4116,1116,1276276309,1309,1janeirofevereiromarçoabrilmaiojunho0100200300400500
Fonte: Ministério do Trabalho

Junho

Em junho, ainda segundo dados do Caged, o Brasil criou 309.114 mil empregos formais, resultado da diferença entre as contratações, que somaram 1.601.001, e as demissões, que totalizaram 1.291.887 no mês passado.

Os dados do Caged mostram também que os cinco setores da economia analisados criaram vagas em junho deste ano:

  • Serviços (125.713 postos);
  • Comércio (72.877 postos);
  • Indústria geral (50.145 postos);
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (38.005 postos);
  • Construção (22.460 postos).

As cinco regiões do país também tiveram saldo positivo em junho deste ano:

  • Sudeste (160.377 postos);
  • Nordeste (48.994 postos);
  • Sul (42.270 postos);
  • Centro-Oeste (35.378 postos);
  • Norte (22.064 postos).

Por fim, os 27 estados criaram mais vagas do que fecharam em junho, com destaque para São Paulo São Paulo (105.547 postos), Minas Gerais (32.818 postos) e Rio de Janeiro (16.002 postos).

Salário

Segundo os dados do Caged, o salário médio de admissão em junho foi de R$1.806,29. Comparado ao mês anterior, houve redução real (descontada a inflação) de R$ 1,59 no salário médio de admissão, uma variação em torno de -0,09%.

Já o estoque - a quantidade total de vínculos celetistas ativos - contabilizou 40.899.685 registros no mês passado.

Caged X Pnad

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgados nesta quinta-feira (29) consideram somente os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais.

Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.

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segunda-feira, 26 de julho de 2021

Magazine Luiza compra plataforma de entregas ultrarrápidas Sode

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Plataforma tem operações em oito Estados e possui mais de mil entregadores ativos.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 26 de julho de 2021 às 22h00m

 .*  Post. N. = 0.303 *. 

Magazine Luiza: centro de distribuição — Foto: Divulgação/Magazine Luiza
Magazine Luiza: centro de distribuição — Foto: Divulgação/Magazine Luiza

O Magazine Luiza anunciou nesta segunda-feira (26) que concluiu a compra da plataforma de entregas por meio de motocicletas Sode.

Criada em 2015, a Sode tem operações em oito Estados e possui mais de mil entregadores ativos. A plataforma já prestava serviços para o Magazine Luiza, fazendo entregas em até uma hora a partir de lojas da varejista.

Segundo a companhia, a taxa de conversão é 62% maior para os pedidos entregues em até uma hora, quando comparada com o prazo de 48 horas.

"Com a aquisição, o Magalu irá acelerar a expansão da entrega ultrarrápida para a maioria de suas lojas", afirmou a varejista em comunicado.

Em breve a Sode fará entregas também para os vendededores do marketplace do Magazine Luiza e para restaurantes da aplicativo de entrega de refeições AiQFome.

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sábado, 24 de julho de 2021

Em um ano de pandemia, 377 brasileiros perderam o emprego por hora

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Em abril deste ano, no último dado disponível, o Brasil tinha 85,9 milhões de ocupados, 3,3 milhões a menos do que no mesmo mês de 2020. No pior momento da crise, quase 1,4 mil brasileiros eram demitidos por hora, diz levantamento do IDados.
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Por Anna Carolina Papp, Luiz Guilherme Gerbelli e Aline Midlej, GloboNews e G1

Postado em 24 de julho de 2021 às 10h00m

 .*  Post. N. = 0.302 *. 

Brasil: 377 trabalhadores perderam o emprego por hora em um ano
Brasil: 377 trabalhadores perderam o emprego por hora em um ano

A crise provocada pela pandemia de coronavírus deixou marcas profundas no mercado de trabalho. Em média, 377 brasileiros perderam o emprego por hora em um ano.

Os números são de um levantamento realizado pela consultoria IDados com base nos indicadores de abril – os últimos disponíveis – da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Em abril, o Brasil tinha 85,9 milhões de ocupados, 3,3 milhões a menos do que no mesmo mês de 2020. Calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pnad Contínua leva em conta tanto o mercado de trabalho forma como o informal.

"Na pandemia, a queda do emprego foi recorde na comparação ano contra a ano", afirma Bruno Ottoni, analista da consultoria IDados e responsável pelo levantamento. "A partir de abril, maio e junho (de 2020), houve uma retração muito grande do emprego, o que mostra que a pandemia afetou fortemente o mercado de trabalho."

Trabalhadores contratados ou demitidos por hora — Foto: Economia G1
Trabalhadores contratados ou demitidos por hora — Foto: Economia G1

Nessa base de comparação anual (mês contra igual mês do ano anterior), o estudo do IDados mostra que, se o efeito da pandemia ainda se arrasta no mercado de trabalho, o estrago já foi muito pior. Em agosto do ano passado, no período mais agudo da crise, quase 1,4 mil brasileiros perdiam o emprego por hora. Naquele momento, o país tinha 81,6 milhões de ocupados, quase 12 milhões a menos na comparação anual.

"A partir de agora, o que a gente vai ver provavelmente é esse número ficando cada vez menos negativo e, em algum momento, ele deve passar para o terreno positivo", diz Ottoni.

O pesquisador destaca, no entanto, que essa melhora vai ocorrer por causa de uma base de comparação bastante fraca. Em dezembro de 2019, por exemplo, o Brasil chegou a ter 94,5 milhões de pessoas com algum trabalho.

A fragilidade do mercado de trabalho fica evidente na taxa de desemprego. No trimestre encerrado em abril, a desocupação manteve o patamar recorde de 14,7% e atingiu a 14,8 milhões de brasileiros.

Desemprego mantém recorde de 14,7% no trimestre encerrado em abril
Desemprego mantém recorde de 14,7% no trimestre encerrado em abril 

Os país atingiu o recorde histórico da taxa de desemprego no início deste ano. A melhora esperada vai se dar com uma queda desse patamar elevado, mas ainda vamos terminar o ano com um desemprego muito alto", afirma Ottoni. 
Sem emprego na pandemia
Terezinha de Jesus dos Santos, de 35 anos, não consegue trabalho desde o início da pandemia — Foto: Acervo pessoal
Terezinha de Jesus dos Santos, de 35 anos, não consegue trabalho desde o início da pandemia — Foto: Acervo pessoal

Desde que começou a pandemia, Terezinha de Jesus dos Santos, de 35 anos, nunca mais conseguiu um emprego. Moradora de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, ela tem uma filha de 13 anos e sobrevive apenas com o Auxílio Emergencial.

"Antes da pandemia, eu estava trabalhando como diarista, ganhando bem, mas, depois, com o coronavírus, o pessoal foi ficando preocupado, com medo de falir, e fui dispensada", afirma Terezinha.

O auxílio tem sido insuficiente para que ela consiga pagar todas as suas contas. O aluguel de R$ 550 está atrasado há dois meses.

"Quando sai o auxílio, eu compro básico, essas coisas mais em conta. Coloco no congelador e vou tirando aos pouquinhos", diz Terezinha. "Quando falta alguma coisa, o pessoal (da comunidade de Paraisópolis) sempre me dá uma cesta básica."

Para tentar voltar ao mercado de trabalho, Terezinha diz que sai todos os dias de casa em busca de um emprego. "Estou sempre procurando. Não fico dentro de casa porque é pior. Sempre saio procurando nas empresas, preenchendo fichas. Estou indo em busca."

Medo do despejo

A crise provocada pela pandemia também tirou a renda de André Pacheco, de 42 anos. Ele tem uma barraca de yakissoba na Lapa, centro do Rio, que ficou fechada no ano passado.

André mora numa ocupação e já recebeu ordem de despejo. Ao todo, são nove pessoas da família na mesma casa.

"Pensei em procurar alguma coisa com carteira assinada. Mandei e-mails, tentei alguns contatos, mas ninguém me chamou para nada", diz André.

Com a barraca fechada, a renda da família vinha do Auxílio Emergencial recebido pela esposa de André e de doações.

O sonho da gente sempre foi ter uma loja de yakissoba para empregar a família e ter uma qualidade de vida melhor, diz André. Eu moro em uma ocupação. A gente está com medo de perder a casa porque não temos condição de pagar um aluguel. Não tenho renda. Você vai tentar alugar uma casa, e eles pedem várias garantias. Então, a gente vai vivendo dessa forma.

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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Dívida pública deve se aproximar de 82% do PIB em 2021, diz secretário do Tesouro

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Última projeção da equipe econômica, divulgada em junho, previa dívida equivalente a 84,7% do PIB em dezembro. Nova estimativa oficial sai em relatório de outubro.
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Por Jamile Racanicci, TV Globo — Brasília

Postado em 23 de julho de 2021 às 20h45m

 .*  Post. N. = 0.301 *. 

O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, afirmou nesta sexta-feira (23) que a dívida pública federal deve se aproximar de 82% do PIB brasileiro até o final de 2021.

"A tendência, por enquanto, é termos a dívida mais próxima de 82% [do PIB], talvez até um pouco abaixo disso", afirmou Bittencourt em transmissão ao vivo do site Jota. "Estamos migrando para o entorno de 82%, é isso que deve mostrar o próximo relatório", complementou.

A projeção é menor que a última estimativa oficial divulgada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no mês passado. Em apresentação à comissão do Congresso que acompanha o combate à Covid, Guedes falou em um patamar maior, de 84,7%.

O próximo relatório de projeções da dívida pública, divulgado semestralmente pelo Tesouro Nacional, deve ser publicado em 27 de outubro.

Com a pandemia, a dívida pública federal ultrapassou a casa dos R$ 5 trilhões pela primeira vez na história no fim de 2020. Veja abaixo:

Dívida pública ultrapassa R$ 5 tri pela primeira vez na história
Dívida pública ultrapassa R$ 5 tri pela primeira vez na história

Bolsa família em dezembro

Ainda durante a transmissão ao vivo, o secretário do Tesouro Nacional avaliou que é possível reformular o Bolsa Família para pagar cerca de R$ 300 mensais ainda esse ano, como quer o presidente Jair Bolsonaro.

Haveria espaço para isso no teto de gastos, segundo Bittencourt, porque parte dos beneficiários do Bolsa Família receberá o auxílio emergencial de agosto a outubro.

Como o Congresso permitiu que as despesas relacionadas diretamente ao combate à pandemia fiquem fora do teto de gastos, o dinheiro recebido por esses beneficiários vem de créditos extraordinários – e não do orçamento do Bolsa Família.

Assim, o Ministério da Economia estimou que foi aberto um espaço de R$ 9,5 bilhões no orçamento do programa de redistribuição de renda.

A estimativa foi divulgada na última quinta-feira (22) pela equipe econômica, ao anunciar a liberação de R$ 4,5 bilhões do Orçamento, que estavam bloqueados desde abril.

Governo desbloqueia R$ 4,5 bilhões do orçamento; folga no teto permitirá aumento no valor do Bolsa Família
Governo desbloqueia R$ 4,5 bilhões do orçamento; folga no teto permitirá aumento no valor do Bolsa Família 

O nosso nível de despesas abaixo do teto é maior que os R$ 4,5 bilhões de desbloqueio que apresentamos. Ele é na casa de R$ 12 bilhões. O desbloqueio foi menor porque temos R$ 9 bilhões que decorrem de economia com o Bolsa Família em 2021, afirmou.

Se conseguirmos alocar despesas do Orçamento desse ano de modo a abrir o espaço pra pagar os primeiros benefícios em novembro e dezembro, sim, seria possível criar o programa a partir de dezembro e usar compensações de outras naturezas a partir de janeiro de 2022, concluiu, sem detalhar quais seriam essas compensações.

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segunda-feira, 19 de julho de 2021

Dólar sobe forte e fecha a R$ 5,25 com aumento de casos globais de Covid-19

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Nesta segunda-feira (19), a moeda norte-americana encerrou a sessão em alta de 2,63%, cotada a R$ 5,2501.
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Por G1

Postado em 19 de julho de 2021 às 10h00m

 .*  Post. N. = 0.300 *. 

Notas de dólar — Foto: Reuters
Notas de dólar — Foto: Reuters

O dólar fechou em forte alta nesta segunda-feira (19), em meio à aversão ao risco no exterior diante do aumento nos casos globais de Covid-19, o que levanta novas preocupações sobre a desaceleração do crescimento econômico.

A moeda norte-americana subiu 2,63%, vendida a R$ 5,2501. Veja mais cotações. Na máxima da sessão, foi cotada a R$ 5,2581. É o maior patamar de fechamento desde 8 de julho (R$ 5,2561).

A bolsa de valores também sofreu com o mau humor do mercado e recuou 1,24%.

Na sexta-feira, o dólar fechou em estabilidade, cotado a R$ 5,1154. No mês, a divisa tem avanço de 5,58%. No ano, passou a acumular alta de 1,21%.




Cenário

A aversão ao risco é provocada por novas notícias de aumentos preocupantes no número de casos de Covid-19 ao redor do mundo por causa da variante Delta, ainda mais infecciosa que as anteriores. Investidores temem que o ressurgimento das contaminações prejudique o ritmo da recuperação econômica global.

Vários países europeus, incluindo França e Espanha, além de Holanda e Grécia, anunciaram novas restrições sociais para combater a variante delta na semana passada.

Os investidores têm monitorado ainda a trajetória de inflação dos Estados Unidos e os rumos da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Caso o Fed decida adotar uma postura mais dura para conter a inflação, reduzindo seu estímulo e elevando os juros mais cedo do que o esperado, os mercados financeiros de economias emergentes tendem a ser impactados com o redirecionamento de recursos para os Estados Unidos, com efeitos diretos no mercado de câmbio de países como o Brasil.

No cenário local, analistas do mercado financeiro elevaram para 6,31% a estimativa de inflação em 2021, ao mesmo tempo em que passaram a ver um crescimento de 5,27% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Já para a Selic, a taxa básica de juros da economia, o mercado elevou a previsão pela segunda semana seguida. A expectativa é de a taxa chegar a 6,75% ao fim deste ano.

Para a taxa de câmbio, a estimativa para o fim de 2021 se manteve em R$ 5,05. Para 2022, é de R$ 5,20.
Variação do dólar em 2021 — Foto: Economia G1
Variação do dólar em 2021 — Foto: Economia G1

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quarta-feira, 14 de julho de 2021

Após alta em abril, 'prévia do PIB' volta a indicar queda da economia em maio, diz Banco Central

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Atividade econômica recuou 0,43% em maio deste ano, segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br). Mercado estimava alta de 1,05% para o mês.
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Por Jéssica Sant'Ana, G1 — Brasília

Postado em 14 de de julho de 2021 às 11h20m

 .*  Post. N. = 0.299 *. 

A atividade econômica caiu 0,43% em maio deste ano, segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central divulgado nesta quarta-feira (14). O índice avalia o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses e é considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado é em comparação com abril deste ano e foi calculado após ajuste sazonal – uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes.

A queda registrada não era esperada pelo mercado, que previa crescimento de 1,05%. A baixa também interrompe uma sequência de alta, iniciada em abril, quando a atividade econômica voltou a reagir e cresceu 0,85% (valor revisado), segundo o índice do BC.

Em março deste ano, a atividade caiu 1,61%, interrompendo uma sequência de dez meses de crescimento.

EVOLUÇÃO DO IBC-Br
Em %, na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal)
Fonte: Banco Central

Outras comparações

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o Índice de Atividade Econômica teve crescimento de 14,21% em maio, informou o Banco Central.

Já no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, o índice registra expansão de 6,60% - sem ajuste sazonal. Em 12 meses até maio de 2021, houve alta de 1,07% – também sem ajuste sazonal.

VÍDEO: Levantamento mostra que retomada da economia está favorecendo classes econômicas mais altas
VÍDEO: Levantamento mostra que retomada da economia está favorecendo classes econômicas mais altas

PIB x IBC-Br

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, a Selic. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria mais pressão inflacionária, o que demandaria alta na Selic.

PIB encolheu 4,1% em 2020, o maior tombo em 25 anos
PIB encolheu 4,1% em 2020, o maior tombo em 25 anos

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segunda-feira, 12 de julho de 2021

B3 anuncia parceria tecnológica com a Totvs por R$ 600 milhões

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Acordo para criação de software prevê que a empresa responsável pela bolsa de valores terá 37,5% de participação na TFS Soluções em Software após o investimento.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 12 de julho de 2021 às 22h50m

 .*  Post. N. = 0.298 *. 

Imagem do interior da B3, Bolsa de Valores de SP — Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo
Imagem do interior da B3, Bolsa de Valores de SP — Foto: Cris Faga/Estadão Conteúdo

B3 e Totvs anunciaram nesta segunda-feira (12) uma parceria na área de tecnologia para o setor financeiro, em que a operadora brasileira de infraestrutura para o mercado de capitais vai injetar R$ 600 milhões em uma subsidiária da produtora brasileira de software.

O acordo prevê que a B3 terá 37,5% de participação na TFS Soluções em Software após o investimento, com a Totvs detendo o restante.

A TFS é resultado de uma separação da Totvs da operação de soluções de gestão para o segmento de serviços financeiros. A empresa tem 400 funcionários e receita líquida em 2020 de cerca de R$ 140 milhões, afirmaram as companhias.

A carteira de produtos da TFS inclui plataforma para fundos de investimento, com soluções para o processamento e controle de "middle e back offices"; plataforma de soluções de "core banking" voltada a pequenos e médios bancos; e uma plataforma de processamento e gestão para operações de cartões private label, segundo as empresas.

"Com gestão independente e renovada, posição inicial de caixa líquido de R$ 650 milhões, total autonomia e foco no efervescente segmento de tecnologias B2B para o mercado financeiro, a TFS pretende ser a principal opção de tecnologia B2B para o setor financeiro", afirmaram as companhias.

Para a Totvs, a parceria com a B3, e, consequente, separação dos negócios da TFS do grupo, marca um primeiro negócio do tipo realizado pelo grupo de software corporativo e é "um exemplo de que temos buscado caminhos criativos para gerar ainda mais valor...através da criação de joint-ventures e de parcerias", afirmou a companhia.

A conclusão da operação precisa de aval de autoridades regulatórias.

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