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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Produção industrial cai 2,4% em março e setor fecha 1º trimestre com retração

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Nos 3 primeiros meses do ano, setor teve queda de 0,4%, na comparação com o 4º trimestre, interrompendo dois trimestres seguidos de recuperação. Resultado de março foi pressionado principalmente pelo tombo de 8,4% na produção de veículos automotores.
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

Postado em 05 de maio de 2021 às 10h00m

 .*  Post. N. = 0.265  *. 

Produção de veículos na fábrica da Stellantis em Goiana (PE); segundo o IBGE, segmento teve queda de 8,4% em março — Foto: Divulgação/Stellantis
Produção de veículos na fábrica da Stellantis em Goiana (PE); segundo o IBGE, segmento teve queda de 8,4% em março — Foto: Divulgação/Stellantis

produção industrial brasileira caiu 2,4% em março, na comparação com fevereiro, segundo divulgou nesta quarta-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da segunda queda mensal seguida e de um recuo mais intenso do que o observado em fevereiro (-1%), quando houve a interrupção de uma trajetória de 9 meses consecutivos de recuperação.

Na comparação com março de 2020, porém, houve alta de 10,5% – sétima taxa positiva consecutiva nessa base de comparação.

Indústria registra, em março, segundo queda seguida — Foto: Economia/G1
Indústria registra, em março, segundo queda seguida — Foto: Economia/G1

Indústria perde o que ganhou em 9 meses

Com o resultado de março, o setor industrial encontra-se 16,5% abaixo do patamar recorde registrado em maio de 2011, voltando para o nível "exatamente igual ao pré-pandemia, ou seja, àquele observado em fevereiro de 2020", destacou o gerente da pesquisa, André Macedo.

O pesquisador lembrou que, de maio de 2020 a janeiro de 2021, houve ganho acumulado de 40,1%, o que fez a produção industrial superar o patamar pré-pandemia. "Com as perdas de fevereiro e março deste ano, nós zeramos esse acumulado que tinha até o mês de janeiro", explicou.

A interrupção da trajetória de recuperação da indústria acontece em meio à intensificação das medidas para frear o avanço da pandemia de coronavírus.

Esses dois resultados negativos têm como pano de fundo o próprio recrudescimento da pandemia. Isso faz com que haja maior restrição das pessoas, o que provoca a interrupção das jornadas de trabalho, paralisações de plantas industriais e atrapalha toda a cadeia produtiva, levando ao encarecimento e à falta de insumos para o processo produtivo. Isso afeta o processo de produção como um todo, destacou o gerente da pesquisa. 
Queda de 0,4% no 1º trimestre e perda de 3,1% em 12 meses

Com o resultado, a indústria encerrou o primeiro trimestre do ano com queda de 0,4% na comparação com o 4º trimestre de 2020.

Essa queda interrompe dois trimestres seguidos de crescimento, enfatizou Macedo.

Indústria encerra 1º trimestre de 2021 com queda na produção — Foto: Economia/G1
Indústria encerra 1º trimestre de 2021 com queda na produção — Foto: Economia/G1

Já na comparação com os 3 primeiros meses de 2020, houve alta de 4,4%. "Esse resultado acentua o crescimento observado no 4º trimestre de 2020, que teve alta de 3,4%. Estes dois trimestres de crescimento interromperam uma sequência de oito trimestres seguidos de taxas negativas nesta base de comparação [trimestre contra trimestre imediatamente anterior]", enfatizou o pesquisador.

Em 12 meses, o setor acumula uma perda de 3,1%, com taxas negativas em 11 das 26 atividades industriais. O IBGE destacou, porém, que a taxa nesta métrica foi a menos intensa desde abril de 2020 (-2,9%).

desempenho da indústria em março, porém, foi melhor do que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 3,5% na variação mensal e de alta de 7,6% na base anual.

Produção de veículos recua 8,4%

A retração da indústria em março foi disseminado, alcançando 3 das 4 quatro das grandes categorias econômicas e 15 dos 26 ramos pesquisados.

15 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda em março — Foto: Divulgação/IBGE
15 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda em março — Foto: Divulgação/IBGE

Entre as atividades, a maior pressão negativa veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%), terceiro resultado negativo consecutivo nessa comparação, acumulando perda de 15,8% no período.

Outras quedas expressivas foram observadas na produção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%), de outros produtos químicos (-4,3%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,4%), de couro, artigos para viagem e calçados (-11,2%), de produtos de borracha e de material plástico (-4,5%), de bebidas (-3,4%), de móveis (-9,3%), e de produtos têxteis (-6,4%).

Na outra ponta, as altas com maior impacto no resultado do mês partiram do crescimento na produção, indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%).

Análise por grandes categorias

Entre as grandes categorias econômicas, a queda mais intensa foi em bens de consumo semi e não duráveis (-10,2%), que inclui a produção de alimentos, bebidas, calçados e produtos têxteis e combustíveis.

Os segmentos de bens de consumo duráveis (-7,8%) e bens de capital (-6,9%) também recuaram em março. Já o setor produtor de bens intermediários (0,2%) foi o único a registrar avanço.

Das quatro grandes categorias da indústria, somente as de bens intermediários e bens de capital superaram em março o patamar pré-pandemia – estão, respectivamente, 4,2% e 9% acima do observado em fevereiro do ano passado. Já bens de consumo semiduráveis e não duráveis se encontra e bens de consumo duráveis ficaram com o patamar, respectivamente, 8,6% e 12,1% abaixo do pré-pandemia.

Repercussão e perspectivas

"Estes dados confirmam mais uma vez que o PIB do 1º trimestre deve recuar de fato, mas lembramos que a perspectiva era já de queda devido, entre outras coisas, a piora da pandemia e as medidas de isolamento social", avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o resultado de março mostrou que "a recuperação em 'V' da indústria durou pouco""A entrada de 2021, com a piora da pandemia e o fim dos programas emergenciais em um quadro dramático do emprego, inaugurou uma nova fase de retrocesso para o setor. Com isso, tudo aquilo que vinha sendo conquistado em termos de retomada da produção ficou comprometido", avaliou em nota.

Apesar da perda de fôlego da economia neste começo de ano, a indústria segue como um dos setores com melhor performance de recuperação. De acordo com Sondagem da FGV, a indústria continua sendo o único setor a registrar níveis elevados de confiança entre os empresários.

Além da demanda fraca e queda da renda das famílias, o também tem sido pressionado pelo aumento de preços de insumos. A inflação da indústria ficou em 4,78% em março e atingiu taxa recorde de 33,52% em 12 meses, indicando que as margens de lucro estão comprimidas e que os empresários não estão conseguindo repassar os custos aos preços.

Os economistas do mercado financeiro estimam atualmente uma taxa de 5,04% para o IPCA (inflação oficial do país) em 2021. Para o PIB (Produto Interno Bruto), a previsão é de crescimento de 3,14% no ano. Para boa parte dos analistas, porém, a economia deve registrar retração no 1º semestre.

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terça-feira, 4 de maio de 2021

Endividamento dos mais pobres cresce e volta a patamar recorde

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Em abril, 22,3% dos brasileiros com renda de até R$ 2.100 estavam se endividando, aponta um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas. População mais pobre tem sido afetada pela queda no valor do Auxílio Emergencial e pela fraqueza do mercado de trabalho.
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Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1

Postado em 04 de maio de 2021 às 10h30m

 .*  Post. N. = 0.264  *. 

Com a redução do valor do Auxílio Emergencial e o mercado de trabalho afetado pela pandemia de coronavírus, o endividamento dos brasileiros mais pobres deu um salto e voltou a patamar recorde.

Em abril, 22,3% da população com renda de até R$ 2.100 se dizia endividada, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Esse mesmo patamar de endividamento para a classe mais baixa só foi observado em junho de 2016, quando o Brasil enfrentava uma combinação de crise política e econômica por causa do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A série histórica do levantamento do Ibre começa em maio de 2009.

Corda no pescoço — Foto: Economia/G1
Corda no pescoço — Foto: Economia/G1

Nos últimos meses, o endividamento cresceu para todas as faixas de renda, mas o quadro tem sido dramático para os mais pobres porque a capacidade desse grupo de construir uma poupança precaucional – recursos destinados para algum imprevisto – é bem menor.

"Na verdade, não é nem uma poupança. É guardar um dinheiro este mês para poder pagar as suas contas no mês que vem e ter um pouco mais de tranquilidade", diz Viviane Seda, pesquisadora do Ibre.

Numa análise mais detalhada por faixa de renda, apenas 3,9% dos brasileiros com ganho superior a R$ 9.600 afirmam estar se endividando. (Veja tabela abaixo)

O vídeo abaixo mostra iniciativa de mais de 50 empresas para oferecer desconto no pagamento de contas em atraso.

Vídeo de abril mostra iniciativa que reúne mais de 50 empresas que oferecem descontos para quem tem contas em atraso
Vídeo de abril mostra iniciativa que reúne mais de 50 empresas que oferecem descontos para quem tem contas em atraso


Endividamento por faixa de renda — Foto: Economia G1
Endividamento por faixa de renda — Foto: Economia G1

O aumento do endividamento marca uma importante mudança de trajetória. No ano passado, com as parcelas de R$ 600 do Auxílio Emergencial, muitas famílias conseguiram ter o mínimo para sobreviver durante a pandemia e até puderam equilibrar o seu orçamento doméstico.

"A capacidade das famílias de baixa renda de construir uma poupança foi se esgotando conforme houve uma interrupção de vários programas do governo", afirma Viviane.

Para a maioria da população, o governo pagou a primeira rodada do auxílio emergencial até dezembro do ano passado. O benefício voltou em abril deste ano, mas num formato bem mais enxuto. Em 2020, o auxílio custou quase R$ 300 bilhões. Neste ano, está orçado em R$ 44 bilhões.

Oito em cada 10 famílias de classe média perdem renda, na pandemia
Oito em cada 10 famílias de classe média perdem renda, na pandemia

Auxílio é alívio na compra do mês

Em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, Railane Santana, de 32 anos, sabe bem o que é integrar o grupo dos endividados no país. Ela e o marido – que trabalha com cerâmica – têm uma renda mensal de R$ 2 mil e carregam uma dívida que chega a R$ 20 mil em dois bancos.

"Eu fui usando o cartão de crédito para comprar o enxoval da minha filha. Só que eu fiquei desempregada há um ano e meio e não consigo pagar mais nada", conta Railane. Antes de perder o emprego, ela trabalhava como babá e manicure.

Railane Santana, de 32 anos, está desempregada e tem uma dívida de R$ 20 mil — Foto: Acervo Pessoal
Railane Santana, de 32 anos, está desempregada e tem uma dívida de R$ 20 mil — Foto: Acervo Pessoal

Beneficiária do Bolsa Família, hoje ela recebe o Auxílio Emergencial. É com o dinheiro que chega pelo benefício que ela faz as compras do mês.

O que entra da renda do trabalho do marido vai para uma casa que os dois reformam, também em Paraisópolis. Até ela ficar pronta, Railane, o marido e a filha de dois anos moram com a cunhada.

"Assim que eu recebo o auxílio, eu faço a compra do mês. Não dá uma compra completa porque sempre falta alguma coisa, mas dá pra comprar o básico", afirma Railane .

"Quando eu conseguir emprego, eu vou pegar a proposta que eles (bancos) dão e vou tentar pagar essa dívida em parcelas mínimas. Eu até já recebi uma proposta boa para quitar a dívida, mas desempregada não tem como", diz.

Quadro deve piorar

A fraqueza da atividade econômica e, consequentemente do mercado de trabalho, deve fazer com que o orçamento das famílias ainda continue bastante fragilizado.

Os últimos dados mostram a taxa de desocupação do país em 14,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior patamar já registrado. São 14,4 milhões de desempregados.

"No ano passado, a renda do emprego foi compensada pelo Auxílio Emergencial, mas este ano deve ser apenas parcialmente compensada", afirma Luiz Rabi, economista da Serasa. "Isso gera um buraco no orçamento das famílias."

Desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros e bate recorde
Desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros e bate recorde

De fevereiro para março, a Serasa computou mais de 1 milhão de inadimplentes no país, para 62,56 milhões de pessoas. Foi o segundo maior avanço mensal de toda a série histórica.

"Esse aumento de março foi um sinal de que a tendência de alta continua ao longo do ano", afirma Rabi. "Nos primeiros seis meses deste ano, a inadimplência vai para cima."

No recorte por setor, a inadimplência apurada pelo Serasa é maior nos gastos com cartão de crédito e em contas básicas, como água e luz.

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domingo, 2 de maio de 2021

Aparelho ajuda empresas a economizar na conta de luz Equipamento foi criado por uma startup em 2020.

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Conectado à internet, ele monitora os gastos com energia em tempo real, além de ajudar a saber quais equipamentos e setores consomem mais.
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Por Max Tavares

Postado em 02 de maio de 2021 às 11h30m

 .*  Post. N. = 0.263  *. 

Aparelho ajuda empresas a economizar na conta de luz
Aparelho ajuda empresas a economizar na conta de luz

Reduzir custos fixos é uma das medidas usadas para dar fôlego aos negócios durante crise. Um equipamento criado por uma empresa do setor elétrico ajuda a economizar até 30% na conta de luz.

O aparelho funciona conectado à internet e monitora os gastos em tempo real, além de ajudar a saber quais equipamentos e setores consomem mais energia.

O equipamento foi lançado em novembro de 2020, pela startup do empresário Rodrigo Lagreca, e levou três anos para ser criado.

É um equipamento que captura os dados no estabelecimento ou na residência. Esses dados são enviados pra nuvem e o empresário recebe de volta no celular. De certa forma, toda a inteligência do negócio está na nuvem, explica Rodrigo.

O sistema calcula o valor aproximado de quanto será pago no final do mês e emite um relatório com o tempo de uso dos equipamentos ou áreas monitoradas. Com os dados, é possível estudar onde o gasto de energia pode ser reduzido.

O equipamento é vendido por R$ 1.045. Estão inclusos: cabeamento, sensores de corrente e licença de 1 ano. A taxa de renovação da licença, no valor de R$ 300, é cobrada todo ano. Há também a opção de aluguel, onde o usuário paga R$ 470 pelo primeiro mês e depois R$ 169 por meses adicionais

A startup acaba de receber um investimento de R$ 100 mil e pretende crescer em 2021.

Veja a reportagem completa no vídeo acima.

Energia das Coisas
Rua Dona Elisa, 02, Casa 01- Barra Funda
São Paulo – SP, CEP: 01155-030
Telefone: (11)3667-2749 / (11) 94122-5564 (WhatsApp)
Email: energia@homecarbon.com.br
www.energiadascoisas.com.br
Instagram: www.instagram.com/_energiadascoisas/

Grano Dricah Alimentos LTDA
Telefone: (11) 3765-2984 / (11) 97545-6755
Email: rinaldo.granodricah@gmail.com/ daniel.branodricah@gmail.com
Instagram: www.instagram.com/granodricah/
Facebook: www.facebook.com/granodricah

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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Desemprego fica em 14,4% no trimestre terminado em fevereiro e atinge recorde de 14,4 milhões de brasileiros

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Desalento também atinge patamar recorde, reunindo 6 milhões de brasileiros que desistiram de procurar uma ocupação no mercado de trabalho. Em 1 ano de pandemia, Brasil perde 7,8 milhões de postos de trabalho.
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

Postado em 30 de abril de 2021 às 13h00m

 .*  Post. N. = 0.262  *. 

Brasil tem 14,4 milhões de desempregados, diz IBGE
Brasil tem 14,4 milhões de desempregados, diz IBGE

O desemprego no Brasil atingiu 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o número de desempregados foi estimado em 14,4 milhões – recorde da série histórica iniciada em 2012.

"O resultado representa uma alta de 2,9%, ou de mais 400 mil pessoas desocupadas frente ao trimestre anterior (setembro a novembro de 2020)", informou o IBGE.

Em 1 ano, o número de desempregados no Brasil aumentou 16,9%, com um acréscimo de 2,1 milhões de pessoas na busca por um trabalho.

Desemprego fevereiro/21 — Foto: Economia G1
Desemprego fevereiro/21 — Foto: Economia G1

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em janeiro, a taxa de desemprego estava em 14,2%, atingindo 14,3 milhões de brasileiros.

A taxa de desemprego de 14,4% é a segunda maior da série histórica da pesquisa, ficando atrás somente da registrada no trimestre encerrado em setembro de 2020.

A mediana de 28 projeções captadas pelo Valor Data estimava uma taxa de 14,5% no trimestre encerrado em fevereiro. O intervalo das expectativas variava de 14,1% a 14,8%.

Vale destacar que o IBGE considera como desempregado apenas o trabalhador que efetivamente procurou emprego nos últimos 30 dias anteriores à realização da pesquisa.
Evolução do número de desempregados no país — Foto: Economia/G1
Evolução do número de desempregados no país — Foto: Economia/G1

Somente nos dois primeiros meses do ano, o país perdeu 150 mil trabalhadores ocupados. Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, a dispensa de trabalhadores no primeiro bimestre é esperada, porque se trata de um movimento sazonal do mercado de trabalho, tendo em vista as contratações temporárias realizadas no final do ano anterior. Em 2021, porém, esse processo pode ter sido agravado em função da pandemia.

A gente não sabe até que ponto é aquela perda de gás que sempre tem no começo do ano e o quanto se deve ao fato das condições trazidas pelo agravamento da pandemia. Embora as medidas mais rígidas tenham sido tomadas em março, em fevereiro nós tivemos o cancelamento das festas de carnaval, destacou a analista da pesquisa.Desalento também atinge recorde

A população desalentada (quem desistiu de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho) também atingiu patamar recorde, reunindo 6 milhões de pessoas, o que representa uma taxa de 5,6% da população na força de trabalho.

Somados os desempregados e os desalentados, a taxa atingiria 20% dos trabalhadores – mais de 20 milhões de brasileiros.

Veja outros destaques da pesquisa:

  • A massa de rendimentos no país caiu 7,4% em 1 ano, para R$ 211,2 bilhões (menos R$ 16,8 bilhões).
  • A população ocupada (85,9 milhões) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior e caiu 8,3% frente ao mesmo trimestre de 2020;
  • Em 1 ano de pandemia, houve redução de 7,8 milhões de postos de trabalho no país. Desse total, 3,9 milhões eram vagas com carteira assinada;
  • Mais da metade da população em idade e trabalhar continua sem emprego; o nível da ocupação ficou em 48,6%, contra 54,5% em igual trimestre do ano anterior;
  • A população subutilizada (32,6 milhões) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior e cresceu 21,9% (mais 5,9 milhões) na comparação anual;
  • A taxa de subutilização ficou em 29,2%, mostrando estabilidade em 3 meses e alta na comparação anual (23,5%);
  • O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (6,9 milhões) cresceu 6,3% (mais 406 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020;
  • A renda média caiu 2,5% frente ao trimestre encerrado em novembro e foi estimada em R$ 2.520;
Em um ano, país perdeu 7,8 milhões de pessoas ocupadas no mercado de trabalho — Foto: Economia/G1
Em um ano, país perdeu 7,8 milhões de pessoas ocupadas no mercado de trabalho — Foto: Economia/G1

Só trabalho por conta própria cresce

Apenas a categoria de trabalhadores por conta própria, que reúne 23,7 milhões de pessoas, apresentou crescimento (3,1%) na comparação com o trimestre encerrado em novembro (mais 716 mil de pessoas), evidenciando a precarização e dificuldade de recuperação do mercado de trabalho. O número de brasileiros nessa categoria, porém, ainda é 3,4% menor do que o observado há 1 ano (menos 824 mil pessoas).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (29,7 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e teve queda de 11,7% (menos 3,9 milhões de pessoas) contra o mesmo período de 2020.

Já o número de empregados sem carteira (9,8 milhões de pessoas) ficou estável em 3 meses, mas ainda é 15,9% menor (menos 1,8 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.

"Não houve, nesse trimestre, uma geração significativa de postos de trabalho, o que também foi observado na estabilidade de todas as atividades econômicas, muitas ainda retendo trabalhadores, mas outras já apontando um processo de dispensa como o comércio, a indústria e alojamentos e alimentação. O trimestre volta a repetir a preponderância do trabalho informal, afirmou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. 
Comércio, alojamento e alimentação lideram perdas de postos em 1 ano

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, 8 dos 10 ramos de atividades profissionais tiveram queda no número de ocupados.

Apenas os setores público e agropecuário tiveram geração de vagas em um ano — Foto: Economia/G1
Apenas os setores público e agropecuário tiveram geração de vagas em um ano — Foto: Economia/G1

O maior recuo em número de trabalhadores ocorreu no Comércio (-11,1%, ou menos 2 milhões de pessoas), seguido por alojamento e alimentação (-27,4%, ou menos 1,5 milhão), indústria (-10,8%, ou menos 1,3 milhão) e serviços domésticos (-20,6%, ou menos 1,3 milhão).

As outras quedas foram observadas na construção (-9,2%, ou menos 612 mil), transporte, armazenagem e correio (-12,2%, ou menos 607 mil), outros serviços (-18,1%, ou menos 917 mil pessoas) e informação e comunicação (-1,6% ou menos 116 mil).

Somente administração pública (2,3%, ou mais 334 mil) e agropecuária (2,7%, ou mais 226 mil) registraram aumento do número de ocupados em um ano – as duas altas, no entanto, são consideradas pelo IBGE como estabilidade estatística.

Repercussão e perspectivas

"Nos chama atenção o recorde na população desocupada que atingiu nada menos que 14,4 milhões. Isto reforça a perspectiva que o mercado de trabalho está frágil e assim a demanda doméstica não pode ser considerada um motor do PIB para este ano", avaliou o economista da Necton, André Perfeito.

Indicadores têm mostrado uma queda no ritmo da atividade econômica e do nível de confiança de empresários e consumidores neste começo de ano em meio ao agravamento da pandemia e endurecimento de medidas de restrição.

Nesta quinta-feira, o Brasil atingiu a marca de 400 mil mortos pelo coronavírus. Apesar de queda nas taxas de morte no momento, abril foi o mês mais letal da pandemia e teve mais de 2 mil vítimas diárias.

Mesmo com o aumento do número de ocupados nos últimos meses, economistas avaliam que uma melhora mais consistente do mercado de trabalho só deverá ser observada no segundo semestre, mas a depender do avanço da vacinação e da redução das incertezas econômicas.

A média das projeções do mercado para o crescimento do PIB em 2021 está atualmente em 3,09%, abaixo da média global, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.


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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Lucro da Amazon sobe 220% no 1º trimestre, para US$ 8,11 bilhões

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Resultado veio acima das estimativas da empresa, que esperava algo entre US$ 3 bilhões e US$ 6,5 bilhões.
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TOPO
Por Valor Online

Postado em 29 de abril de 2021 às 22h10m

 .*  Post. N. = 0.261  *. 

A Amazon registrou lucro líquido de US$ 8,11 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa alta de 219,8% em relação ao mesmo período de 2020. O resultado veio acima das estimativas da companhia, que esperava entre US$ 3 bilhões e US$ 6,5 bilhões de lucro entre janeiro e março.

A receita líquida da companhia cresceu 43,8% no comparativo trimestral, para US$ 108,5 bilhões. E as vendas líquidas, excluídos os US$ 2,1 bilhões de efeito positivo cambial, avançaram 41% entre os trimestres.

As ações da Amazon no pós-mercado da Nasdaq subiam 3,6% no fim da tarde desta quinta-feira, cotadas a US$ 3.596,25. No pregão regular, os papéis haviam avançado 0,37%, para US$ 3.471,31.

Em relatório de resultados, o diretor-presidente da companhia, Jeff Bezos, destaca que os assinantes do Amazon Prime Video no último trimestre ultrapassaram os 200 milhões em todo o mundo. Um dos destaques do serviço é o desconto em mais de 60 mil farmácias nos Estados Unidos.

A plataforma oferece entrega gratuita de produtos para pedidos acima de US$ 35 nos EUA, contando com 10 milhões de itens disponíveis para entrega imediata no país.

As horas de streaming disponíveis na plataforma cresceram 70% no comparativo anual. A companhia destaca ainda que a Amazon Studios foi a primeira produtora voltada para uma plataforma de streaming a vencer um Globo de Ouro, com o filme O Som do Silêncio.

A companhia afirma ainda que está expandindo o Amazon Scout, serviço de entregas automatizado que percorre calçadas no país. A entrega de carga aérea também deve ser intensificada com a compra de onze aeronaves da Delta e da WestJet anunciada em janeiro.

Outro destaque do período foi o novo recurso Music Sharing With Alexa, que permite aos usuários compartilhar músicas com outros que tenham o aparelho de comando de voz da Amazon. A companhia pontua ainda que a AWS, serviço de computação em nuvem da Amazon, conta com clientes como Airbnb, McDonald’s, Volkswagen e Disney+.

A Amazon espera atingir receita de vendas de US$ 110 bilhões a US$ 116 bilhões no segundo trimestre, com lucro operacional entre US$ 4,5 bilhões e US$ 8 bilhões. O Prime Day, dia de ofertas na plataforma de vendas, está previsto para o segundo trimestre.

Veja 10 curiosidades sobre Jeff Bezos em vídeo feito em 2020, quando sua fortuna alcançou US$ 200 milhões:

10 curiosidades sobre Jeff Bezos
10 curiosidades sobre Jeff Bezos