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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

IDH: Brasil é o 107º país em diferença de renda entre homens e mulheres

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Na média, as mulheres estudaram 0,5 ano a mais que os homens. No entanto, a renda que elas recebem é equivalente a 58% do que eles recebem.  
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Por G1  
15/12/2020 14h04 Atualizado há 3 horas
Postado em 15 de dezembro de 2020 às 17h10m

 .*  Post. N. = 0.162  *. 

Marcha de Mulheres na Rua 13 de Maio, região central de São Paulo em 2017 — Foto: Lívia Machado/G1
Marcha de Mulheres na Rua 13 de Maio, região central de São Paulo em 2017 — Foto: Lívia Machado/G1 

As mulheres brasileiras recebem o equivalente a 58% da renda dos homens, de acordo com dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) relativos a 2019, divulgados nesta terça-feira (15) pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD). Isso deixa o país em 107º lugar no ranking mundial de disparidade de renda liderado pelo Burundi, onde as mulheres ganham 35,7% a mais que os homens, em média.

Países com menores disparidades de renda entre os gêneros

País Renda média das mulheres, em relação à renda dos homens, em % Posição no ranking
Burundi 135 1
Zambia 103 2
Timor-Leste 102 3
Liberia 97 4
Guinea 89 5

A renda média das mulheres no Brasil é menor, apesar elas estudarem mais que os homens do país (veja abaixo).

Disparidade de renda no Brasil

País Renda média das mulheres, em relação à renda dos homens, em % Posição no ranking
Macedônia do Norte 58,4 105
Israel 58,37 106
Brasil 58,14 107
Guinea 58 108
Itália 58 109

De acordo com os dados, as mulheres ganham menos em quase todos os países do mundo –as exceções são Burundi, Zâmbia e Timor-Leste.

A renda média em dólares ajustada pelo poder de compra no Brasil em 2019 foi a seguinte:

  • Homens: US$ 18.120;
  • Mulheres: US$ 7.585

A diferença de renda é parecida com a geral do mundo: em média, as mulheres recebem 56,57% da renda dos homens.

Mesmo nos países com altíssimo IDH, como a Noruega, há diferenças significativas de renda (as mulheres recebem 79% da renda dos homens).

O território de Hong Kong é o quarto do IDH, mas lá as mulheres recebem uma porcentagem ainda menor da renda dos homens (55,37%), apesar de ser um país muito mais rico que o Brasil (os homens ganham quase US$ 83 mil por ano).

Diferenças dos anos de estudo

Os brasileiros com mais de 25 anos estudaram, em média 8 anos. É menos que a média global, de 8,5 anos.

No entanto, aqui, as mulheres estudaram mais que os homens.

  • Mulheres: 8,2
  • Homens: 7,7

Há uma diferença de meio ano. O IDH prevê que a diferença de escolaridade entre os gêneros deve aumentar. Para o cálculo do estudo, separa-se a expectativa de anos de escola daqueles que ainda não terminaram os estudos. Entre esses, a previsão é que as mulheres fiquem 15,8 anos estudando, e os homens, 15,1.

Na média global, são os homens que estudaram mais que as mulheres:

  • Mulheres: 8,1
  • Homens: 9,2

O IDH prevê que aqueles que ainda estão na escola deverão estudar 12,7 anos –tanto homens como mulheres.

Países do Oriente Médio

Há 18 países onde as mulheres recebem menos de 30% da renda dos homens. A maioria deles (14) está no Oriente Médio ou no Magreb (norte da África).

Países com as piores desigualdades de renda entre os gêneros

País Renda média das mulheres, em relação à renda dos homens, em % Posição no ranking
Argélia 17,44 174
Paquistão 16,55361457 175
Síria 15,88072369 176
Iraque 12,79022251 177
Iêmen 6,242925618 178

A Arábia Saudita está entre os países de altíssimo desenvolvimento humano. No entanto, lá as mulheres recebem 23% da renda dos homens.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Bolsas de NY fecham sem direção única com temores sobre a pandemia

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O Dow Jones fechou em queda de 0,62%, a 29.861,55 pontos, o S&P 500 recuou 0,44%, aos 3.647,49 pontos, e o Nasdaq avançou 0,50%, a 12.440,04 pontos 
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TOPO
Por Valor Online  
14/12/2020 19h23 Atualizado há 3 horas
Postado em 14 de dezembro de 2020 às 22h30m

 .*  Post. N. = 0.161  *. 

Os índices acionários de Nova York fecharam sem direção única nesta segunda-feira (14), com as ações de tecnologia empurrando o Nasdaq para cima, enquanto os temores relacionados à pandemia fizeram com que o Dow Jones e o S&P 500 perdessem fôlego no fim da sessão.

O Dow Jones fechou em queda de 0,62%, a 29.861,55 pontos, o S&P 500 recuou 0,44%, aos 3.647,49 pontos, e o Nasdaq avançou 0,50%, a 12.440,04 pontos.

Os três índices abriram a sessão em alta, mas passaram a devolver ganhos nas últimas horas da sessão, com receios de que o alto número de contaminações diárias por Covid-19 nos EUA ainda afete negativamente a economia do país, que começou hoje o processo de distribuição da vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech.

'Me sinto esperançosa hoje', diz a primeira pessoa a tomar vacina contra Covid nos EUA
'Me sinto esperançosa hoje', diz a primeira pessoa a tomar vacina contra Covid nos EUA

A vacina "nos dá maior certeza sobre os lucros corporativos para 2021 e 2022, porque há uma probabilidade menor de mais 'lockdowns'", disse Justin Onuekwusi, chefe de fundos multimercado da Legal & General Investment Management, à Dow Jones Newswires. "Quanto mais tempo passarmos com lucros fracos, mais companhias começam a enfrentar problemas, porque a demanda não está lá, e então temos cicatrizes econômicas permanentes."

Os EUA contabilizaram 183.814 novos casos de covid-19 no domingo (13) e pelo menos 1.357 pessoas morreram, de acordo com um rastreador do "New York Times". O país registrou uma média de 210.039 casos por dia na semana passada, um aumento de 30% em relação à média das duas semanas anteriores.

Mais cedo, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que não descarta decretar um lockdown completo para conter um novo surto de casos da doença e recomendou que a cidade se prepare para esta possibilidade. Em entrevista coletiva para falar sobre o início da vacinação contra a doença na cidade, De Blasio sugeriu a possibilidade de recolocar Nova York sob um confinamento rígido se o vírus continuar se disseminando com rapidez.

Pacote de estímulos

Os temores são compensados, por outro lado, pela perspectiva mais forte de que os EUA aprovem um pacote de estímulos fiscais até o fim do ano, após a sinalização de que as lideranças dos partidos Democrata e Republicano, na Câmara dos Deputados, estão dispostas a dividir o acordo de estímulos para separar as medidas que são consenso das que ainda são controversas para destravar as negociações.

A expectativa é que as proteções legais às empresas durante à pandemia — defendidas pelos republicanos — e os repasses aos Estados e municípios — defendidos pelos democratas — sejam excluídos do primeiro pacote. Isso abriria caminho, porém, para a aprovação de um pacote de cerca de US$ 748 bilhões, que forneceria US$ 300 por semana em benefícios adicionais a desempregados durante quatro meses, US$ 300 bilhões em ajuda para pequenas empresas e US$ 35 bilhões para prestadoras de saúde, informou o "Wall Street Journal".

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domingo, 13 de dezembro de 2020

Setor de serviços tem 5ª alta seguida, mas segue abaixo do nível pré-pandemia

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Em outubro, avanço foi de 1,7%, mas setor segue 6,1% abaixo do patamar de fevereiro. No acumulado em 12 meses, tombo é de 6,8%, o maior já registrado pela pesquisa do IBGE.  
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  
11/12/2020 09h00 Atualizado há 2 dias
Postado em 13 de dezembro de 2020 às 12h35m

 .*  Post. N. = 0.160  *. 

O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1,7% em outubro, na comparação com setembro segundo divulgou nesta sexta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da 5ª alta seguida, o setor ainda não conseguiu recuperar o patamar pré-pandemia e mostrou também uma desaceleração do ritmo de reação.

"O volume de serviços prestados se encontra 16,6% abaixo do recorde histórico alcançado em novembro de 2014 e 6,1% inferior a fevereiro de 2020", informou o IBGE.

Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1
Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1

O resultado, porém, veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 1%.

O IBGE revisou os dados de junho e de setembro. Ambos tiveram altas superiores às divulgadas anteriormente. Em junho, o crescimento foi de 5,5%, e não de 5,3%, enquanto o de setembro passou de 1,8% para 2,1%.

Já em relação a outubro do ao passado, o setor de serviços teve queda de 7,4%, a oitava taxa negativa seguida nessa base de comparação.

Amplamente dependente do contato presencial, o setor de serviços, que tem importante peso sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país, foi o mais abalado pela pandemia de coronavírus e tem mostrando uma retomada bem mais lenta do que a observada no comércio e na indústria.

Perda de 8,7% no acumulado no ano e queda recorde em 12 meses

No ano, passou a acumular queda foi de 8,7%, com expansão em apenas 25,3% dos 166 tipos de serviços investigados.

Em 12 meses, o tombo passou de 6% em setembro para 6,8% em outubro, resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica, em dezembro de 2012.

"Além dessas cinco taxas positivas consecutivas, a gente observa que a magnitude desse crescimento é cada vez menor. E mesmo que a gente tenha acumulado essa sequência de taxas positivas, ela ainda foi insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia", afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, destacando que falta crescer 6,5% para retomar o patamar de fevereiro.

Segundo o pesquisador, o setor ainda sobre influências negativas tanto na parte da demanda quanto de oferta. Ele destacou, entre outros fatores, que os brasileiros ainda estão receosos por conta do risco de contágio pelo coronavírus, enquanto muitas empresas ainda não retomaram totalmente o atendimento presencial, sendo que várias fecharam as portas por conta da crise.

"Faltando dois meses para encerrar o ano, podemos dizer com certa margem de segurança que, fatalmente, o setor de serviços terá a queda mais intensa de toda a série histórica para o acumulado do ano, que até então foi registrada em 2016, com queda de 5%. Para o setor fechar 2020 no campo positivo, teria que ter taxas estratosféricas de crescimento nos meses de novembro e dezembro, o que é impensável. Sobretudo se a gente considerar o repique da pandemia, com a possibilidade de retomada das medidas de isolamento social", avaliou. 
Destaques do mês

Na passagem de setembro para outubro, 4 das 5 cinco atividades pesquisadas cresceram, com destaque para informação e comunicação (2,6%). Apenas o setor de outros serviços (-3,5%) registrou taxa negativa nessa comparação.

Variação do volume de serviços em outubro, por atividade e subgrupos:

  • Serviços prestados às famílias: 4,6%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 6,4%
  • Outros serviços prestados às famílias: -3,4%
  • Serviços de informação e comunicação: 2,6%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: 2%
  • Telecomunicações: -0,2%
  • Serviços de tecnologia da informação: 5,8%
  • Serviços audiovisuais: -2%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,8%
  • Serviços técnico-profissionais: 1,2%
  • Serviços administrativos e complementares: 0,3%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,5%
  • Transporte terrestre: 1,4%
  • Transporte aquaviário: 0,9%
  • Transporte aéreo: 0,7%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,3%
  • Outros serviços: -3,5%
Só 2 das 5 grandes atividades retomam nível pré-pandemia
Só 2 das 5 grandes atividades retomam nível pré-pandemia — Foto: Economia G1
Só 2 das 5 grandes atividades retomam nível pré-pandemia — Foto: Economia G1

Das cinco grandes atividades do setor de serviços, duas retomaram o patamar pré-pandemia: serviços de informação e comunicação, que é o de maior peso do setor (corresponde a 34,5% de todo o volume de serviços prestados no país) e o de outros serviços, que é o segundo de menor peso (7,9% de todo o setor). Ambos superaram o patamar de fevereiro em, respectivamente, 2,5% e 1,5%.

Dentre as três atividades que ainda não recuperaram as perdas da pandemia, a que está mais distante do patamar pré-pandemia é a de serviços prestados às famílias, que pesa cerca de 6,2% de todo o setor e majoritariamente dependem do atendimento presencial.

"Embora tenha o volume de serviços prestados às famílias tenham crescido 80,4% entre maio e outubro, ainda precisa avançar 47,6% para recuperar o patamar de fevereiro", destacou Lobo.

Os transportes, que possuem o segundo maior peso no indicador (31,3%), ainda precisam crescer 8,8% para atingir o nível pré-pandemia. Já o serviços profissionais, administrativos e complementares ainda necessitam avançar 12,8%.

Entre os subgrupos, vale destacar as perdas acumuladas em serviços audiovisuais (que ainda precisa crescer 16,7% para retomar o patamar pré-pandemia) e transporte áereo (que precisa avançar 39,8%).

Alta em 16 das 27 Unidades da Federação

Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços em outubro, frente a setembro.

São Paulo (1,3%) exerceu o impacto positivo mais importante. Outras contribuições positivas relevantes vieram do Rio de Janeiro (2,5%), da Bahia (10,8%) e do Distrito Federal (3,2%). Em contrapartida, Mato Grosso (-8,0%) registrou a principal retração.

Atividade turística tem 6ª alta seguida

O IBGE também mostrou que o índice de atividades turísticas registrou expansão de 7,1% frente a setembro, sexta alta seguida. O indicador, porém, também não eliminou ainda as perdas registradas entre os meses de março e abril.

O segmento de turismo ainda necessita avançar 54,7% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020.

Todas as 12 unidades da federação acompanharam o movimento de expansão em outubro, com destaque para São Paulo (3,6%), seguido por Bahia (24,4%), Rio de Janeiro (6,1%), Minas Gerais (10,9%) e Rio Grande do Sul (19,7%).

Perspectivas

O patamar atual de atividade do setor é próximo ao de maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros que derrubou os serviços prestados no país. "Embora próximo, esse patamar de agora ainda é inferior ao mês da greve dos caminhoneiros. Naquela ocasião, o setor de serviços operava 15,8% abaixo do pico", explicou o gerente do IBGE.

O setor de serviço ainda precisa crescer 6,5% para retomar o patamar de fevereiro, diferentemente de outras atividades da economia que já conseguiram eliminar as perdas da fase mais aguda da pandemia.

Na quinta-feira, o IBGE mostrou que as vendas do comércio varejista cresceram 0,9% em outubro, na comparação com setembro, com o setor cravando a 6ª alta consecutiva. Com o resultado, o varejo agora já se encontra 8% acima do nível de fevereiro, pré-pandemia.

Já a produção industrial brasileira cresceu 1,1% em outubro, desacelerando ante a alta de 2,8% em setembro. No acumulado no ano, o setor ainda acumula perda de 6,3%.

O mercado financeiro passou a estimar uma retração de 4,4% para a economia brasileira neste ano e de 3,5% em 2021, segundo pesquisa Focus do Banco Central. Já a projeção para inflação foi elevada para 4,21% em 2020.

Vendas do comércio crescem 0,9% em outubro e setor registra 6ª alta seguida
Vendas do comércio crescem 0,9% em outubro e setor registra 6ª alta seguida

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Dólar fecha em forte queda e chega a R$ 5,03, menor valor desde 10 junho

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Nesta quinta-feira, moeda norte-americana recuou 2,63%, cotada a R$ 5,0376.  
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Por G1  
10/12/2020 09h05 Atualizado há 21 minutos
Postado em 10 de dezembro de 2020 às 11h40m

 .*  Post. N. = 0.159  *. 

Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters
Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters

O dólar fechou em forte em queda nesta quinta-feira (10), após o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmar as expectativas e decidir manter a taxa básica de juros em 2% ano, com os agentes do mercado reagindo também à sinalização do Banco Central sobre a trajetória da taxa Selic.

A moeda norte-americana recuou 2,63%, cotada a R$ 5,0376. É o menor patamar de fechamento desde 10 de junho (R$ 4,9334). Veja mais cotações.

Na quarta-feira, o dólar subiu 0,92%, a R$ 5,1737. Na parcial do mês, acumula queda de 5,78%. No ano, contudo, ainda tem alta de 25,63%.

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 2% na última reunião do ano
Copom mantém taxa básica de juros da economia em 2% na última reunião do ano

Cenário local e externo

Nos EUA, o número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego pela primeira vez aumentou mais do que o esperado na semana passada, já que novas infecções por Covid-19 causaram mais restrições às empresas, em mais evidências de que a pandemia e a falta de estímulo fiscal adicional estão prejudicando a economia.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 853 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 5 de dezembro, em comparação com 716 mil na semana anterior, atingindo o maior patamar desde setembro.

Já o Banco Central Europeu afrouxou a política monetária mais uma vez e ampliou seu programa emergencial de compra de ativos para ajudar a economia da zona do euro a lidar com a segunda onda da pandemia de coronavírus, que deve levar o bloco a uma nova recessão neste trimestre. O banco ainda deixou inalteradas as taxas de juros em mínimas recordes.

Ainda na cena local, o Copom do Banco Central decidiu por unanimidade nesta quarta-feira (9) manter inalterada a taxa básica de juros. Essa foi a terceira vez seguida que o comitê decide manter a taxa de juros na mínima histórica de 2% ao ano.

Na avaliação da equipe do banco Modalmais, o comunicado do Copom indica que a taxa básica de juros permanecerá estável até o final do primeiro semestre.

O momento de desconfiança em relação à trajetória da dívida pública e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais continuavam no radar, assim como o comportamento da inflação.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 2% na última reunião do ano

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Taxa Selic está no menor patamar da série histórica. Índice está estacionado nos 2% desde agosto, e analistas avaliam que cenário pode ser mantido no próximo semestre.  
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Por Laís Lis, G1 — Brasília  
09/12/2020 18h37 Atualizado há 3 horas
Postado em 09 de dezembro de 2020 às 21h45m

 .*  Post. N. = 0.158  *. 

Copom mantém taxa básica de juros em 2% ao ano
Copom mantém taxa básica de juros em 2% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu por unanimidade nesta quarta-feira (9) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 2% ao ano. Essa foi a última reunião do ano do Copom.

A taxa Selic segue então no menor patamar da série histórica. Essa foi a terceira vez seguida que o comitê decide manter a taxa de juros em 2% ao ano.

A definição da taxa de juros acontece em meio à alta dos preços. Em novembro, o IPCA, índice considerado a inflação oficial do país, somou 0,89%. Nos últimos doze meses até novembro, a inflação foi de 4,31%, acima do centro da meta de inflação para este ano, de 4%.

A evolução da taxa Selic
Desde 2017, em % ao ano

131312,2512,2511,2511,2510,2510,259,259,258,258,257,57,5776,756,756,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,56,5665,55,5554,54,53,753,75332,252,2522222222jan/17abr/17jul/17out/17fev/18mai/18ago/18out/18fev/19mai/19jul/19out/19fev/20mai/20ago/20out/2002,557,51012,515

fev/20
: 4,25

Fonte: Banco Central

Nos últimos meses, a inflação tem disparado principalmente em razão do aumento dos preços dos alimentos. Segundo analistas, isso decorre da disparada do dólar, que incentivou os produtores a aumentarem as exportações, reduzindo, assim, a oferta de produtos no mercado interno, além do pagamento do auxílio emergencial pelo governo, o que estimulou o consumo.

Sobre a alta nos preços, o Copom informou em nota que as últimas leituras de inflação vieram acima do esperado e que, em dezembro, a inflação ainda deve se mostrar elevada.

O comitê, no entanto, mantém o diagnóstico de que os choques atuais de preços são temporários.

O Copom diz que, em breve, as condições para manutenção do "forward guidance" – a orientação futura, que indica a manutenção dos juros se respeitadas certas condições – podem não ser mais atendidas. Isso, segundo a nota, não implica em uma elevação imediata da taxa básica de juros já que a economia ainda precisa de estímulos monetários.

No cenário de retirada do 'forward guidance', a condução da política monetária seguirá o receituário do regime de metas para a inflação, baseado na análise da inflação prospectiva e de seu balanço de riscos, informou o BC.

No comunicado, o Copom reafirmou a importância de manter o processo de reformas e ajustes da economia e ressaltou que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.

Como é tomada a decisão

O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação, olhando para o futuro. Isso, porque as decisões demoram de seis a nove meses para terem impacto pleno na economia.

Educação Financeira: entenda o que é a taxa Selic
Educação Financeira: entenda o que é a taxa Selic

Neste ano, a meta central é de 4%, mas o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Para 2021, ano no qual o BC passou a mirar as decisões, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Embora a inflação esteja crescendo nos últimos meses, a previsão mais recente dos economistas de bancos é que o IPCA somará 4,21% neste ano e 3,34% em 2021.

Com isso, a previsão é que a inflação ficará acima da meta central de 4% de 2020, mas ainda dentro do intervalo de tolerância e abaixo da meta central do ano que vem.

Sardenberg: ‘BC diz que taxa Selic vai permanecer em 2% por muito tempo’
Sardenberg: ‘BC diz que taxa Selic vai permanecer em 2% por muito tempo’

Alta dos juros em 2021

Na visão dos economistas dos bancos, a alta da inflação e a falta de clareza sobre o controle dos gastos públicos deverão levar ao aumento da taxa de juros em 2021.

De acordo com pesquisa realizada pelo BC na semana passada, o mercado financeiro prevê manutenção da taxa Selic no atual patamar de 2% ao ano até julho de 2021.

A partir de agosto do ano que vem, entretanto, os economistas projetam o início do processo de alta da Selic. Pelas estimativas, a taxa avançaria para 2,25% ao ano em agosto de 2021, para 2,5% em setembro, para 2,75% ao ano em outubro e para 3% ao ano em dezembro do próximo ano.

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