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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Fitch reafirma rating BB- para o Brasil com perspectiva negativa e alerta para deterioração fiscal

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Agência de classificação de risco chamou a atenção para os riscos fiscais do país em um ambiente de incerteza política doméstica. 
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Por Reuters  
18/11/2020 18h20 Atualizado há 13 minutos
Postado em 17 de novembro de 2020 às 18h40m

 .*  Post. N. = 0.136  *. 

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou nesta quarta-feira (18) a nota de crédito soberano "BB-" para o Brasil, com perspectiva negativa, e chamou atenção para os riscos fiscais do país em um ambiente de incerteza política doméstica e ressurgimento global das infecções pelo coronavírus.

"A perspectiva negativa reflete a severa deterioração do déficit fiscal do Brasil e do fardo da dívida pública durante 2020 e a incerteza persistente quanto às perspectivas de consolidação fiscal, incluindo a sustentabilidade do teto de gastos de 2016(a principal âncora da política fiscal), dadas as contínuas pressões sobre os gastos", afirmou a Fitch em relatório.

A agência citou ainda em seu comunicado riscos referentes ao encurtamento da dívida pública, movimento que tem ocorrido conforme o Tesouro Nacional tem maiores dificuldades para captar recursos tendo como pano de fundo maior receio do mercado sobre as contas públicas e um juro real de curto prazo negativo.

"Embora a equipe econômica esteja comprometida em retornar à sua agenda de reformas em 2021, o ambiente político permanece fluido, reduzindo a visibilidade e previsibilidade do processo", disse a Fitch no texto.

"A Fitch espera que a economia se recupere a partir de 2021; no entanto, a incerteza em torno dos desenvolvimentos políticos e de políticas públicas, combinada com um ressurgimento de infecções globais por coronavírus, continua a obscurecer o panorama."

Brasil sem selo de bom pagador; veja a nota do país nas principais agências de risco — Foto: Karina Almeida / G1
Brasil sem selo de bom pagador; veja a nota do país nas principais agências de risco — Foto: Karina Almeida / G1

A agência prevê que a economia brasileira vai contrair 5% em 2020, quando a dívida pública deverá chegar a quase 95% do Produto Interno Bruto (PIB). O déficit nominal do governo geral vai escalar para 16,7% do PIB em 2020, ante cerca de 6,0% em 2019 e mais do que o dobro do rombo de 7,8% correspondente à mediana de países de rating "BB".

Em setembro, porém, a Fitch previa uma queda do PIB ainda maior, de 5,8%.

Para 2021, a Fitch projeta que a economia brasileira vai se beneficiar de uma recuperação econômica global, de maior crescimento na China (seu principal parceiro comercial) e de uma taxa de câmbio competitiva. Mas a agência ponderou que vários riscos negativos podem amortecer a recuperação, incluindo a eliminação progressiva das medidas emergenciais de apoio e a persistência de uma elevada taxa de desemprego.

"O ressurgimento do coronavírus, o endurecimento das medidas de distanciamento social e/ou manobras de política que minam a confiança do mercado na trajetória fiscal futura são riscos negativos adicionais", afirmou a Fitch.

m o país no grupo de maior risco de crédito, o chamado status "junk". Moody's ("Ba2", perspectiva estável) e S&P ("BB-", perspectiva estável) também classificam o rating do Brasil abaixo do grau de investimento.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Mercado financeiro eleva previsão e vê inflação de 2020 em 3,25%

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É a décima quarta semana seguida em que estimativas de inflação são revisadas para cima. Economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram a projeção de queda do PIB, para 4,66%.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
16/11/2020 08h34 Atualizado há 4 horas
Postado em 16 de 2020 às 12h40m

 .*  Post. N. = 0.135  *. 

Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020, pela décima quarta semana seguida, e também passaram a estimar um tombo menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As expectativas fazem parte do boletim de mercado conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano passou de 3,20% para 3,25%.

No decorrer do ano, com a pandemia do novo coronavírus e a recessão na economia brasileira, o mercado baixou a estimativa de inflação. Nos últimos meses, porém, com a alta do dólar e com a retomada da economia, os preços voltaram a subir.

Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64%, a maior alta para o mês desde 2003. Em outubro, subiu para 0,86%, a maior desde 2002.

Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e acima do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3,17% para 3,22% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Copom diz que pressão sobre a inflação é 'temporária'
Copom diz que pressão sobre a inflação é 'temporária'

Retração da economia

Sobre o comportamento da economia brasileira em 2020, os economistas do mercado financeiro baixaram sua estimativa de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,80% para 4,66% na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
04/01/201929/03/201905/06/201901/08/201920/11/201919/02/202013/03/202027/03/202009/04/202024/04/202008/05/202022/05/202005/06/202019/06/202003/07/202017/07/202031/07/202014/08/202028/08/202011/09/202025/09/202009/10/202023/10/202006/11/20200-7,5-5-2,52,55
Fonte: BANCO CENTRAL

Na última semana, o mercado manteve em 3,31% a estimativa de expansão do PIB para 2021.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

Taxa básica de juros

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano no fim de outubro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 5,45 para R$ 5,41. Para o fechamento de 2021, continuou em R$ 5,20 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 caiu de US$ 57,90 bilhões para US$ 57,73 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 55 bilhões para US$ 55,10 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2021, a estimativa permaneceu recuou de US$ 65 bilhões para US$ 60 bilhões.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

G20 fecha pacto histórico sobre dívida para ajudar países mais pobres atingidos pela Covid-19

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Acordo veio depois de a Zâmbia dizer que não iria honrar um cupom de Eurobond em atraso até o prazo final desta sexta. 
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TOPO
Por Reuters  
13/11/2020 16h18 Atualizado há uma hora
Postado em 13 de novembro de 2020 às 17h25m

 .*  Post. N. = 0.134  *. 

Os Estados Unidos, a China e outros países do G20 concordaram pela primeira vez nesta sexta-feira (13) com uma nova abordagem conjunta para reestruturar dívidas governamentais, à medida que a crise do coronavírus deixa algumas nações mais pobres sob risco de calote.

O acordo veio depois de a Zâmbia dizer que não iria honrar um cupom de Eurobond em atraso até o prazo final desta sexta-feira, colocando o país a caminho de se tornar o primeiro na África a declarar um default soberano na era da pandemia.

OCDE: economia dos países do G20 tem tombo sem precedentes
OCDE: economia dos países do G20 tem tombo sem precedentes

Mencionando a escala da pandemia da Covid-19 e "as vulnerabilidades significativas da dívida e as perspectivas de deterioração em muitos países de baixa renda", as autoridades financeiras do G20 concordaram que é necessário mais auxílio do que o atual congelamento dos pagamentos oficiais de dívidas, que se encerra ao fim de junho.

Espera-se que os principais credores, incluindo a China, sigam as diretrizes conjuntas acertadas pelo G20, que estabelecem como a dívida considerada insustentável pode ser reduzida ou reescalonada.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, considerou a estrutura conjunta uma conquista histórica e disse que ela deveria aumentar a participação do setor privado e acelerar a resolução nos casos em que as dívidas eram insustentáveis.

"Vamos ser muito francos aqui. Não estamos fora de perigo. Esta crise não acabou. Precisamos de mais apoio por meio do alívio da dívida e de novos financiamentos", disse ela a autoridades do G20. Somente os Estados africanos enfrentam uma necessidade de financiamento de US$ 345 bilhões até 2023, alertou.

Grupos não governamentais disseram que o acordo deveria ter ido mais longe, incluindo países de renda média e forçando investidores privados a aceitar cancelamentos.

Uma autoridade sênior do Departamento do Tesouro dos EUA disse que o governo estava aberto a estender o arcabouço conjunto para incluir países de renda média e pequenos Estados insulares, mas que essa visão não era compartilhada por todos os membros do G20 nesta fase.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Bolsas da Europa recuam com realização de lucros e preocupações sobre pandemia

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O índice Stoxx 600 Europe terminou o dia em queda de 0,88%, em Frankfurt, o DAX recuou 1,24% e, em Londres, o FTSE 100 perdeu 0,68%. 
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TOPO
Por Valor Online  
12/11/2020 14h59 Atualizado há 58 minutos
Postado em 12 de novembro de 2020 às 16h00m

 .*  Post. N. = 0.133  *. 

Após os ganhos consistentes dos índices acionários europeus desde a semana passada, os investidores realizaram lucros nesta quinta-feira (12), refletindo também as preocupações com o avanço da pandemia de Covid-19 no mundo.

O índice Stoxx 600 Europe terminou o dia em queda de 0,88%, aos 385,16 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,24%, a 13.052,95 pontos e, em Londres, o FTSE 100 perdeu 0,68%, aos 6.338,94 pontos.

Em Paris, o CAC 40 cedeu 1,52%, fechando aos 5.362,57 pontos. Em Milão e Madri, as referências perderam 0,83% e 0,87%, respectivamente.

À medida que a euforia da vacina desaparece e a realidade do aumento dos casos da doença na UE e nos EUA chega às manchetes, achamos que haverá um retrocesso no final da semana, disse Rony Nehme, analista-chefe de mercado da Squared Financial. 
Pandemia

A situação do novo coronavírus nos Estados Unidos está piorando, com o país batendo mais um recorde de casos na quarta-feira (11). Christophe Barraud, economista-chefe e estrategista da Market Securities em Paris, apontou que os dados de pequenas empresas mostram uma discrepância na atividade nos EUA entre os Estados do norte, em climas mais frios, e os Estados do sul, em climas mais quentes.

EUA batem novo recorde de casos diários
EUA batem novo recorde de casos diários

Ele espera que mais Estados se juntem a Nova Jersey e Wisconsin na implementação de novas restrições, já que as hospitalizações devem aumentar.

Em Nova York, o governador Andrew Cuomo anunciou que os bares e restaurantes com licença estadual de bebidas alcoólicas devem fechar às 22h, e disse que os encontros fechados devem ser limitados a 10 pessoas. Os casos no Estado atingiram o maior nível desde abril, enquanto a taxa positiva de infecção se aproximou do limite de 3%, o que forçaria as escolas a fecharem.

"Portanto, num contexto em que a recuperação econômica já perdeu força, as próximas restrições drásticas provavelmente resultarão em outra contração do PIB já no quarto trimestre", disse Barraud.

Após bloqueios em toda a Europa, o crescimento no número de novos casos no continente caiu, mas ainda é elevado, de acordo com dados do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças.

Os dados do Reino Unido mostraram que o PIB se recuperou ligeiramente abaixo da previsão de 15,5% no terceiro trimestre. Samuel Tombs, economista-chefe do Reino Unido da Pantheon Macroeconomics, disse que o Produto Interno Bruto provavelmente não foi maior em outubro do que em setembro e irá despencar em novembro devido aos novos bloqueios.

Destaques

No noticiário corporativo, o conglomerado alemão Siemens recuou 3,23%, mesmo após reportar lucro do quarto trimestre fiscal ligeiramente acima das estimativas.

A Ubisoft avançou 4,61%. O fabricante francês de videogames disse que o número de jogadores ativos no dia do lançamento de "Assassin’s Creed Valhalla" dobrou em relação ao de "Assassin’s Creed Odyssey".

Já a Burberry Group recuou 2,27%, mesmo após a varejista de luxo ter dito que as vendas comparáveis não caíram tanto quanto o antecipado em seu primeiro semestre fiscal encerrado em 30 de setembro.

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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Dólar fecha estável pelo segundo dia consecutivo, negociado a R$ 5,39

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Nesta terça-feira (10), moeda dos EUA teve leve avanço de 0,06% e foi cotada a R$ 5,3910.  
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Por G1  
10/11/2020 09h04 Atualizado há11 horas
Postado em 10 de novembro de 2020 às 20h10m

 .*  Post. N. = 0.132  *. 

Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters
Notas de dólar — Foto: Gary Cameron/Reuters

O dólar fechou perto da estabilidade, com leve avanço de 0,06%, nesta terça-feira (10), negociado a R$ 5,3910.

A moeda norte-americana refletiu a manutenção do otimismo global depois da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e de notícias de sucesso em uma vacina para a Covid-19 da Pfizer. No Brasil, o foco permaneu na saúde das contas públicas.

Na mínima, chegou a R$ 5,3365 e na máxima, a R$ 5,41. Veja mais cotações. Na parcial de novembro, passou a acumular queda de 6,05%. No ano, ainda tem alta de 34,45%.

Já o Ibovespa subiu 2,57%, a 103.515 pontos. Na máxima do dia, chegou a 105.147 pontos, subindo mais de 4%.

Nesta terça-feira, o Banco Central fez leilão de swap tradicional para rolagem de 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Vacina da Pfizer contra o novo coronavírus apresenta eficácia preliminar de 90%

Vacina da Pfizer contra o novo coronavírus apresenta eficácia preliminar de 90%

Cenário externo e interno

No exterior, o bom humor permanecia nos mercados, embora preocupações sobre risco de um segundo lockdown em mais países e profundidade dos danos econômicos provocados pela pandemia limitassem os ganhos.

Um maior otimismo vem dominando os mercados desde quarta-feira da semana passada, com os investidores aliviados com os resultados das eleições nos Estados Unidos, diante da percepção de que o equilíbrio de poder que se perfila entre republicanos e democratas no Congresso dificultará a execução de grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes empresas.

O anúncio da véspera da Pfizer, informando que sua vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19, segundo dados iniciais do estudo da fase 3, também animou investidores.

Na agenda de indicadores, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 2,67% na primeira prévia de novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas, pressionado principalmente pelos preços no atacado. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 19,45% para 23,79%.

Além disso, a suspensão dos testes da vacina contra a Covid-19 CoronaVac, da chinesa Sinovac, que está sendo testada no Brasil pelo Instituto Butantan, era apontada pelos mercados locais como ponto de atenção, que pode ser gatilho para busca por segurança.

No cenário local, permanecem também as preocupações em torno da trajetória da dívida pública, com os investidores à espera de uma indicação clara sobre se o governo respeitará ou não seu teto de gastos. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.

O aumento do risco fiscal, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar o forte avanço do dólar no ano ante o real.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na segunda-feira que tudo indica que o Congresso não vai votar o Orçamento de 2021 ainda este ano e isso poderá afetar o rating do Brasil nas agências de classificação de risco, notícia que foi citada por vários analistas como possível fator de pressão para o real.

Variação do dólar em 2020 — Foto: G1
Variação do dólar em 2020 — Foto: G1

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Bolsas dos EUA: Nasdaq recua com papéis do setor de tecnologia perdendo apelo

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Investidores favoreceram empresas de menor capitalização e segmentos economicamente sensíveis, como os de energia e industrial, bem como ações subprecificadas de bens de consumo. 
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TOPO
Por Reuters  
10/11/2020 18h34 Atualizado há 6 minutos 
Postado em 10 de novembro de 2020 às 18h45m 


 .*  Post. N. = 0.131  *. 
Os setores de tecnologia, consumo discricionário e de serviços de comunicação, recuaram nesta terça-feira (10). — Foto: Shannon Stapleton/Reuters
Os setores de tecnologia, consumo discricionário e de serviços de comunicação, recuaram nesta terça-feira (10). — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

O índice Nasdaq encerrou em baixa nesta terça-feira (10), com investidores vendendo papéis de tecnologia, que se beneficiaram dos lockdowns induzindos pelo coronavírus, e favorecendo setores que mais sofreram durante a pandemia — com otimismo de que uma vacina contra a Covid-19 vai provocar uma virada positiva na economia.

Os setores de tecnologia, consumo discricionário e de serviços de comunicação — com grande peso nos índices — recuaram nesta terça-feira (10), enquanto investidores favoreceram empresas de menor capitalização ("small caps") e segmentos economicamente sensíveis, como os de energia e industrial, bem como ações subprecificadas de bens de consumo básicos.

  • Dow Jones subiu 0,8%, para 29.392,48 pontos;
  • S&P 500 perdeu 0,20%, para 3.543,25 pontos;
  • Nasdaq recuou 1,41%, para 11.549,16 pontos.

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