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terça-feira, 7 de julho de 2020

Bolsas da Europa recuam, com projeções negativas para a economia

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Os principais índices europeus também foram pressionados por um movimento de realização de lucros, após os ganhos consistentes vistos na segunda (6).    
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Por Valor Online  
07/07/2020 13h47  Atualizado há 2 horas
Postado em 07 de julho de 2020 às 15h50m

 .*  Post. N. = 0.033  *. 
Os principais índices europeus terminaram a terça-feira (7) em baixa, pressionados por um movimento de realização de lucros após os ganhos consistentes da véspera, e pela divulgação de indicadores e projeções econômicas que apontam para uma recuperação longa e difícil da economia global.

O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia em queda de 0,61%, aos 368,96 pontos. O índice FTSE 100, de Londres, perdeu 1,53%, fechando o dia aos 6.189,90 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 0,92%, a 12.616,80 pontos. Em Paris, o CAC 40 cedeu 0,74%, encerrando aos 5.043,73 pontos. Os índices de Milão e Madrid fecharam em queda de 0,10% e 1,44%, respectivamente.

Hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que o desemprego nos países desenvolvidos atingirá o nível mais alto desde a Grande Depressão ao fim deste ano e não deve retornar aos níveis pré-crise até 2022.

O relatório foi divulgado ao mesmo tempo em que a Comissão Europeia reduziu sua projeção para o desempenho da atividade econômica da zona do euro em um ponto percentual, prevendo uma contração de 8,7% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

"Mostra quão difícil será o retorno à normalidade", disse Carsten Brzeski, economista-chefe da zona do euro no ING. "Após a flexibilização das medidas de bloqueio, as empresas estão mostrando mais dificuldades que os consumidores."
Europa teme a chegada de uma segunda onda de Covid-19
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Já a produção industrial alemã avançou 7,5% em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira, mas frustrou a expectativa dos analistas, que esperavam um avanço de 11,1%.

"Alguns investidores realizaram lucros após o rali de ontem", disse Sebastien Galy, macro estrategista da Nordea Asset Management, à Dow Jones Newswires. "Isso não é ajudado pela decepção vista na produção industrial da Alemanha, quando a Alemanha tosse, todo mundo fica resfriado", afirmou.

O setor bancário, que teve a maior valorização setorial no rali de ontem, registrou a maior queda nesta terça, ao recuar 1,21%. As maiores perdas foram observadas nas companhias britânicas, com o HSBC recuando 3,30% e o Standard Chartered em queda também de 3,30%.

As ações britânicas, de maneira geral, apresentaram desempenho pior em relação a seus pares do continente. A queda mais acentuada está relacionada aos ganhos da libra em relação ao dólar que, no início da tarde desta terça, avançava 0,69% ante a moeda americana, negociada a US$ 1,2574. Como o FTSE 100 é composto, em boa parte, de empresas exportadoras, uma alta da moeda britânica normalmente é desfavorável ao índice.

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Esperança de recuperação da China e dados positivos impulsionam bolsas europeias

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Globalmente, o apetite por risco aumentou depois que as ações da China saltaram mais de 5%.
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Por Reuters  
06/07/2020 14h04  Atualizado ha uma hora
Postado em 06 de julho de 2020 às 15h10m

 .*  Post. N. = 0.032  *. 
As ações europeias fecharam na máxima em quase um mês nesta segunda-feira (6), com dados econômicos favoráveis somando-se a um rali nos mercados da China por expectativa de recuperação dos impactos da Covid-19.

O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 1,6%, com ganhos generalizados, com o banco focado na Ásia HSBC saltando 6,6% e liderando a alta de quase 4% do índice bancário. Outras ações expostas à China, incluindo de montadoras, do setor industrial, de energia e de fabricantes de bens de luxo, tiveram fortes ganhos.

Dados mostrando recuperação recorde nas vendas no varejo da zona do euro em maio e um inesperado crescimento no setor de serviços dos Estados Unidos no mês passado melhoraram o sentimento. Globalmente, o apetite por risco aumentou depois que as ações da China saltaram mais de 5%.

"A exuberância do pregão na China, a melhora de dados econômicos e as esperanças de renovados esforços de estímulo sustentam o rali do dia," disse Edward Moya, analista sênior de mercado da OANDA.
  • Em Londres, o índice Financial Times avançou 2,09%, a 6.285 pontos.
  • Em Frankfurt, o índice DAX subiu 1,64%, a 12.733 pontos.
  • Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 1,49%, a 5.081 pontos.
  • Em Milão, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,55%, a 20.031 pontos.
  • Em Madri, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,06%, a 7.556 pontos.
  • Em Lisboa, o índice PSI20 valorizou-se 0,06%, a 4.407 pontos.
Com pandemia da Covid-19 sob controle na Europa, eleitores foram às urnas em alguns países
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Comércio cresce 5% em maio na comparação com abril, diz Serasa Experian

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Índice de atividade ainda registra queda em relação ao mesmo período do ano passado, mas perspectiva é de melhora gradual nos próximos meses.   
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Por Valor Online  
06/07/2020 12h55  Atualizado há uma hora
Postado em 06 de julho de 2020 às 13h55m

 .*  Post. N. = 0.031  *. 
A atividade do comércio trouxe números positivos em maio, registrando um aumento de 5,0%, na comparação com abril deste ano, feito os devidos ajustes sazonais, de acordo o Indicador da Serasa Experian. Em abril, dados do IBGE mostraram que o comércio registrou queda recorde de 16,8%.
Receita Federal registra, em junho, maior volume de vendas do anoReceita Federal registra, em junho, maior volume de vendas do ano

Segundo o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, a perspectiva a partir de maio é de uma melhora gradual. Mesmo que pequena, a movimentação da variação mensal tende a continuar positiva nos próximos meses, já que várias regiões brasileiras estão retomando o funcionamento dos comércios, diz.

A alta mensal foi puxada pelo segmento de Material de Construção, que apresentou crescimento de 9,7% na mesma comparação.

Parte da população que está mais em casa pode ter encontrado tempo e necessidade de executar pequenas obras, reparos e manutenções, por isso, o movimento positivo neste setor, ressalta Rabi.

Alimentos e bebidas aparecem em segundo lugar, com alta de 6,7%, e Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática em terceiro (6,1%). O restante dos segmentos continua acumulando quedas: Combustíveis e Lubrificantes (-1,8%); Veículos, Motos e Peças (-0,4%) e Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (-0,5%).

Na análise anual, a atividade do comércio caiu 31,2% em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. A queda mais significativa (40,9%) veio do segmento de Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios.

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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Desemprego diante da pandemia tem alta pela 5ª semana seguida, aponta IBGE

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Entre a primeira semana de maio e a segunda semana de junho, aumentou em cerca de 2 milhões o número de desempregados no país. Informalidade, que segura a ocupação, volta a ter queda após duas altas consecutivas. 
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  
03/07/2020 14h07  Atualizado há 11 minutos
Postado em 03 de julho de 2020 às 14h30m

 .*  Post. N. = 0.030  *. 
Pandemia segue afetando o mercado de trabalho, com trabalhadores demitidos, afastados ou em trabalho remoto, segundo o IBGE — Foto: Agência BrasilPandemia segue afetando o mercado de trabalho, com trabalhadores demitidos, afastados ou em trabalho remoto, segundo o IBGE — Foto: Agência Brasil

O desemprego diante da pandemia do novo coronavírus teve queda pela 5ª semana consecutiva com o fechamento de cerca de 2 milhões de postos de trabalho neste período. É o que aponta um levantamento divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, cerca de 11,9 milhões de brasileiros estavam desempregados na segunda semana de junho, o que representa um aumento de, aproximadamente, 700 mil trabalhadores a mais na fila por um emprego no país na comparação com a semana anterior.

Já na comparação com a primeira semana de maio, a população desempregada aumentou em cerca de 2 milhões de pessoas - uma alta de 21% em cinco semanas.

A alta do desemprego foi observada em todas as grandes regiões do país. Na comparação com a primeira semana de maio, a alta mais expressiva foi observada no Centro-Oeste (27%). Nordeste e Sul também tiveram aumento maior que a média nacional - 23% em ambas as regiões.

No Sudeste o crescimento foi um pouco menor, de 20%. E a menor alta no desemprego ocorreu na Região Norte (11%).

Além da alta persistente no desemprego, o levantamento mostrou que:
  • a informalidade no mercado de trabalho voltou a ter queda após duas semanas de alta;
  • o contingente de trabalhadores afastados por causa do isolamento social segue em queda;
  • o número de trabalhadores em home office ou teletrabalho na pandemia se mantém estável.
Número de desempregados na pandemia do coronavírus aumenta a cada semana — Foto: Economia/G1Número de desempregados na pandemia do coronavírus aumenta a cada semana — Foto: Economia/G1

O levantamento foi feito entre os dias 7 e 13 de junho por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil. A pesquisa não é comparável à Pnad Contínua, divulgada mensalmente também pelo IBGE e qua aponta os dados oficiais de desemprego do país.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas. Na última divulgação, a Pnad Contínua mostrou que, entre abril e maio, cerca de 7,8 milhões de postos de trabalho foram fechados no Brasil, chegando 12,7 milhões o número de desempregados no país.
Na contramão do desemprego, os afastamentos do trabalho em função do isolamento social tiveram queda pela quinta semana seguida.

Com a flexibilização do isolamento social em diversas cidades brasileiras em junho, o IBGE estima que cerca de 1,1 milhão de pessoas que estavam afastadas do trabalho podem ter retornado a seus postos de trabalho entre a primeira e a segunda semana de junho.

De acordo com o estudo, na segunda semana de junho havia no país 12,4 milhões de pessoas afastadas do trabalho por causa da pandemia do coronavírus. Na semana anterior, esse contingente era de 13,5 milhões. Já na primeira semana de maio esse número chegava a 16,6 milhões, o que representa uma queda de 4,2 milhões em cinco semanas.
Em relação à primeira semana de junho, o resultado pode significar algum retorno ao trabalho, mas também dispensa de pessoas dos seus trabalhos", ressalvou a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Viera.
Considerando o total de pessoas afastadas do trabalho durante a pandemia, 14,8% permaneciam distantes de seu local de trabalho na segunda semana de junho em função do isolamento social. Este percentual, que era de 19,8% na primeira semana de maio, teve queda semanalmente desde então.
Afastamentos do trabalho por causa do isolamento social têm queda semanalmente, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1Afastamentos do trabalho por causa do isolamento social têm queda semanalmente, segundo o IBGE — Foto: Economia/G1

Trabalho remoto estável
De acordo com a Pnad Covid-19, na segunda semana de maio chegou a 8,5 milhões o número de pessoas que trabalhavam remotamente por causa da pandemia do coronavírus - cerca de 400 mil pessoas a menos que o observado na primeira semana do mês.

Apesar da queda entre a primeira e a segunda semana de junho, o IBGE enfatizou que o contingente de trabalhadores em home office se manteve no mesmo patamar da primeira semana de maio, quando já havia sido mensurado o contingente de 8,5 milhões em trabalho remoto.

Informalidade volta a ter queda
A pesquisa mostrou, ainda, o número de trabalhadores informais chegou a 29,2 milhões na segunda semana de junho, o que representa uma queda de aproximadamente 500 mil em uma semana.

Na divulgação anterior, o IBGE havia destacado que a informalidade é que vem segurando o nível de ocupação no país. Na primeira semana de maio, o Brasil tinha 29,9 milhões de trabalhadores na informalidade, número que caiu para 28,5 milhões na terceira semana de maio, mas voltou a crescer nas duas semanas seguintes até registrar a queda na segunda semana de junho.

O IBGE considera como trabalhador informal aqueles empregados no setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e empregadores sem CNPJ, além de pessoas que ajudam parentes.

A da taxa de informalidade caiu de 35,6% para 35,0% entre a primeira e a segunda semana de junho, o que o IBGE considera como estabilidade do indicador.

De acordo com a pesquisa, o nível de ocupação caiu de 49,3% na primeira semana de junho para 49% na segunda. A queda, no entanto, é considerada como estabilidade pelo IBGE. O número de ocupados na segunda semana do mês era de 83,5 milhões, cerca de 200 mil a menos que na semana anterior.

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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Produção industrial cresce 7% em maio, após 2 meses de queda com pandemia

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Alta, porém, foi insuficiente para reverter a queda de 26,3% acumulada em março e abril. Na comparação com maio de 2019, indústria tombou 21,9%. 
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  
02/07/2020 09h01  Atualizado há 4 horas
Postado em 02 de julho de 2020 às 13h10m

 .*  Post. N. = 0.029  *. 
Produção de veículos saltou 244,4% em maio, interrompendo dois meses seguidos de queda e eliminando parte das perdas acumuladas com a pandemia. — Foto: Divulgação/VolkswagenProdução de veículos saltou 244,4% em maio, interrompendo dois meses seguidos de queda e eliminando parte das perdas acumuladas com a pandemia. — Foto: Divulgação/Volkswagen

A produção industrial brasileira avançou 7% em maio, na comparação com abril, conforme divulgou nesta quinta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta vem após dois meses seguidos de queda e de um tombo recorde em abril (-18,8%).

Embora tenha sido a maior alta já registrada pela pesquisa para um mês de maio, o avanço eliminou apenas parte das perdas acumuladas desde o início da pandemia de coronavírus.
"O crescimento, no entanto, foi insuficiente para reverter a queda de 26,3% acumulada nos meses de março e abril. Com isso, o setor atinge o segundo patamar mais baixo desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal, sendo que o menor nível foi registrado em abril deste ano", informou o IBGE.
Na comparação com maio de 2019, houve queda de 21,9%, sétimo resultado negativo seguido nesse tipo de comparação e a segunda queda mais elevada desde o início da série histórica, atrás apenas do resultado de abril (-27,3%).
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1Produção industrial mensal — Foto: Economia G1

No ano, a indústria acumulou queda de 11,2%. Em 12 meses, o recuo é de 5,4%, o mais intenso desde dezembro de 2016 (-6,4%).
Com a leve recuperação em maio, o patamar da produção industrial brasileira está 34,1% abaixo de seu pico histórico, alcançado em maio de 2011.
A partir do último terço de março, várias plantas industriais foram fechadas, sendo que, em abril, algumas ficaram o mês inteiro praticamente sem produção, culminando no pior resultado da indústria na série histórica da pesquisa. O mês de maio já demonstra algum tipo de volta à produção, mas a expansão de 7%, apesar de ter sido a mais elevada desde junho de 2018 (12,9%), se deve, principalmente, a uma base de comparação muito baixa, explicou André Macedo, gerente da pesquisa.
Produção industrial: ‘A boa notícia é que não continuou caindo em maio’, diz Miriam Leitão Produção industrial: ‘A boa notícia é que não continuou caindo em maio’, diz Miriam Leitão

Alta em 20 dos 26 segmentos

Entre os segmentos de atividades, o crescimento frente ao mês anterior foi generalizado, alcançando todas as grandes categorias econômicas e com alta em 20 dos 26 ramos pesquisados.

As atividades foram impulsionadas, em grande medida, pelo retorno à produção (mesmo que parcialmente) de unidades produtivas, após as interrupções da produção ocorridas em várias unidades produtivas, por efeito da pandemia, afirmou Macedo.
Destaques da produção industrial em maio — Foto: Economia/G1



































Destaques da produção industrial em maio — Foto: Economia/G1

A influência positiva mais relevante foi assinalada por veículos automotores, reboques e carrocerias (244,4%), que interrompeu dois meses seguidos de queda na produção e marcou a expansão mais acentuada desde o início da série da pesquisa, mas ainda assim se encontra 72,8% abaixo do patamar de fevereiro.

Outros destaques positivos foram os segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (16,2%), que voltou a crescer após acumular perda de 20,0% em três meses consecutivos de taxas negativas, e bebidas (65,6%), que eliminou parte da redução de 49,6% acumulada nos meses de março e abril de 2020.

Entre as atividades que permaneceram no vermelho em maio, destaque para indústrias extrativas (-5,6%), celulose, papel e produtos de papel (-6,4%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-6%).

Resultado por grandes categorias
Entre as grandes categorias econômicas, ainda em comparação com abril, os maiores avanços foram na produção de bens de consumo duráveis (92,5%) e em bens de capital (28,7%), com ambos interrompendo dois meses seguidos de queda e marcando as altas mais elevadas desde o início de suas séries históricas. Apesar dos resultados positivos elevados, os segmentos também se encontram bem abaixo do patamar de fevereiro: -69,5% e -36,1%, respectivamente.
  • bens de consumo duráveis: 92,5%
  • bens de capital: 28,7%
  • bens de consumo semi e não-duráveis: 8,4%
  • bens intermediários: 5,2%
  • Cenário de recessão e perspectivas
A avaliação dos analistas é que o pior da crise pode já ter ficado para trás, mas a recuperação das perdas deverá se dar de maneira muito gradual em meio aos impactos da pandemia do coronavírus na economia brasileira e mundial.

Em junho, a confiança da indústria aumentou 16,2 pontos em junho, alcançando 77,6 pontos, segundo indicador da FGV. Apesar da segunda alta consecutiva, o índice recuperou apenas metade dos 39,3 pontos perdidos entre março e abril.

O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que o Brasil entrou em recessão já no 1º trimestre, sem ter recuperado todas as perdas da recessão de 2014-2016.

A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostra que a expectativa do mercado é de retração de 6,54% para a economia brasileira este ano, indo a um crescimento de 3,50% em 2021. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a economia brasileira irá recuar 9,1% neste ano. Se confirmada as previsões, o tombo da economia brasileira deverá ser o maior em 120 anos, pelo menos.
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