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quinta-feira, 25 de junho de 2020

FMI alerta para risco de 'desconexão entre mercados financeiros e evolução da economia real'

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Apesar das expectativas de uma recuperação rápida, órgão destaca que dados sobre a confiança do consumidor mostram uma realidade mais pessimista.   
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Por France Presse  
25/06/2020 11h09  Atualizado há 2 horas
Postado em 25 de 2020 às 13h15m

  Post. N. = 0.018  
As recentes altas expressivas nas Bolsas de valores, que mostram uma "desconexão" com a contração da economia mundial devido à pandemia de coronavírus, são uma fonte "tremenda" de incerteza e uma ameaça à recuperação, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira (25).

Em seu Relatório de Estabilidade Financeira, o FMI alertou que, entre as grandes incertezas que cercam a crise atual, "destaca-se a desconexão entre os mercados financeiros e a evolução da economia real".
Segundo o relatório, muitos mercados se beneficiaram da enorme quantidade de ajuda injetada por vários governos e aumentaram as perspectivas de que a recuperação será rápida, apesar do fato de os dados sobre a confiança do consumidor mostrarem uma realidade mais pessimista.
O FMI emitiu esse aviso depois de publicar na quarta-feira uma atualização sobre suas perspectivas para a economia mundial, alertando que o mundo experimentará uma contração de 4,9% no PIB global este ano e que a recuperação em 2021 será mais lenta do que o antecipado.

Em Wall Street, por exemplo, o S&P, que caiu 34% em apenas 23 dias de negociação, foi impulsionado por estímulos de bancos centrais e agora está cerca de 10% abaixo de sua máxima recorde. As ações, no entanto, operam em forte queda nesta quarta-feira com o aumento de infecções em vários Estados norte-americanos.
A principal vulnerabilidade identificada pelo FMI é a ameaça sobre a recuperação em caso de "diminuição do apetite por ativos de risco", o que foi beneficiado pelo apoio financeiro fornecido por vários países para combater a crise.

O FMI lembrou que os mercados de risco e de dívida sofreram perdas nas primeiras semanas da pandemia, mas vêm ganhando terreno desde então.

Consequências inesperadas
A principal preocupação é que, no caso de quaisquer contratempos - como uma segunda onda de infecções, uma recessão mais profunda do que o esperado ou uma intensificação da agitação social - a recuperação poderá ser comprometida.
EUA registram recorde de novos casos de Covid-19 desde 25 de abril
EUA registram recorde de novos casos de Covid-19 desde 25 de abril

O FMI observou em seu relatório que o apoio "sem precedentes", através da injeção de liquidez, empréstimos e taxas de juros mais baixas, "amorteceu o impacto da pandemia na economia global e diminuiu o impacto imediato sobre o sistema financeiro".

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, tem defendido consistentemente um apoio maciço aos governos para evitar cair em uma grande recessão, como a da década passada.

O FMI também alertou que a crise do coronavírus pode cristalizar outras vulnerabilidades e que os altos níveis de dívida existentes podem se tornar "incontroláveis", ameaçando a resiliência dos bancos em alguns países.

Outro ponto de preocupação citado no relatório são os riscos de que vários mercados emergentes precisem de refinanciamento e que algumas economias podem se ver sem acesso à liquidez.

Tobias Adrian, diretor do Departamento de Mercados de Capitais e Monetários do FMI, alertou que "os formuladores de políticas precisam estar vigilantes sobre as consequências não intencionais" de fornecer dinheiro fácil.

"Uma vez que a recuperação ganhe um ritmo firme, os responsáveis deveriam resolver urgentemente as fraquezas que podem semear problemas futuros e ameaçar o crescimento a médio prazo", alertou o FMI.

Risco de bolha
Na véspera, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) fez uma análise semelhante em seu Boletim Macro de junho.

"A significativa recuperação dos mercados globais de ações e títulos de dívida corporativa reflete, em parte, a ausência de alternativas de investimento e também as expectativas favoráveis para a atividade, devido aos elevados estímulos fiscais e monetários. Porém, como a melhora da economia real não está assegurada, não se pode destacar o risco de que haja um descolamento entre os mercados financeiros e a economia real. Ou, colocado de forma mais simples, que a forte valorização de ativos não passe de uma grande bolha".

Às 11h31, o Ibovespa subia 0,86%, a 95.190 pontos. Veja mais cotações.

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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Em meio à pandemia, gasto de brasileiros no exterior em maio é o menor para o mês em 16 anos

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Despesas foram de US$ 200 milhões no mês passado. Queda está relacionada com o fechamento de fronteiras e alta do dólar, que encarece gastos lá fora. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
24/06/2020 09h42  Atualizado há 03 hora
Postado em 24 de junho de 2020 às 12h50m

  Post. N. = 0.017  
Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 200 milhões em maio, informou nesta quarta-feira (24) o Banco Central.

Na comparação com o mesmo período de 2019, quando as despesas no exterior totalizaram US$ 1,471 bilhão, a queda foi de 86,4%. Esse também foi o menor valor para o mês desde 2004, ou seja, em 16 anos.

O recuo aconteceu em meio à disparada do dólar e à escalada das tensões acerca do novo coronavírus, que resultou no fechamento de fronteiras e na suspensão de voos.

GASTOS DE BRASILEIROS NO EXTERIOR
Para meses de maio, em US$ milhões
Fonte: Banco Central

Na parcial deste ano, as despesas de brasileiros em outros países somaram US$ 3,334 bilhões, com queda de 54,2% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 7,283 bilhões).

"As reduções de viagens decorrem da recomendação de distanciamento social, da proibição de viagens entre alguns países e do tráfego aéreo", afirmou o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

De acordo com ele, os gastos de estrangeiros no Brasil e as despesas de brasileiros no exterior estão nos mesmos patamares nos últimos meses, devido à pandemia.

"Significa que, entre abril e maio, no que se refere a viagens internacionais, o cenário é o mesmo. Não houve diferenças ainda", disse.

Disparada do dólar
Em maio, o dólar recuou 1,90%, mas fechou o período em R$ 5,336 - patamar ainda elevado. No acumulado do ano, o avanço foi de quase 33%.

A moeda norte-americana tem registrado forte alta neste ano por conta disseminação do coronavírus, com os investidores avaliando o impacto dos pacotes de estímulo contra o fechamento das cadeias de suprimentos globais.

Com a disparada do dólar, as viagens de brasileiros ao exterior ficam mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira. O papel moeda também fica mais caro.

Pandemia e suspensão de voos
Além da disparada da moeda norte-americana, em março as medidas de fechamento de fronteiras começaram a ser anunciadas. A pandemia foi declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 11 de março, e os Estados Unidos anunciaram a suspensão de voos da Europa em 14 de março.

Em 17 de março, a Gol anunciou a interrupção de seus voos internacionais, enquanto o grupo Air France-KLM mudou sua política de remarcação de passagens. A Latam, a Azul e a American Airlines, entre outras, também anunciaram restrições por conta do fechamento de fronteiras.
Governo dos EUA considera possibilidade de restrições de voos do Brasil
Governo dos EUA considera possibilidade de restrições de voos do Brasil

No fim de maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que pretende retirar restrições de viagens que atingem o Brasil "assim que pudermos".

Gastos de estrangeiros no Brasil
De acordo com dados do BC, em maio deste ano os estrangeiros gastaram US$ 113 milhões no Brasil, com queda frente ao patamar registrado no mesmo mês de 2019 (US$ 418 milhões).

Já na parcial de 2020, as despesas de estrangeiros no Brasil somaram US$ 1,671 bilhão, com queda frente ao mesmo período do ano passado – quando totalizaram US$ 2,702 bilhões.

Para estimular o turismo no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assinou no começo do ano um decreto para dispensar o visto de visita para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que viajarem ao Brasil.

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Em 12 meses até maio, investidores retiram US$ 50,9 bi do Brasil em aplicações financeiras, diz BC

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Banco Central explicou que valores englobam aplicações em ações, fundos de investimento e títulos da dívida pública. Nos cinco primeiros meses de 2020, US$ 33,6 bilhões deixaram a economia brasileira. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
24/06/2020 10h40  Atualizado há uma hora
Postado em 24 de junho de 2020 às 11h45m

  Post. N. = 0.016  
Os investidores retiraram US$ 50,9 bilhões de aplicações financeiras no Brasil nos doze meses encerrados em maio deste ano, informou nesta quarta-feira (24) o Banco Central.

Os valores retirados do país englobam aplicações em ações, em fundos de investimentos e em títulos da renda fixa.

As retiradas aconteceram em meio à pandemia do novo coronavírus – que tem gerado saída de recursos de países emergentes para títulos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos.
  • Somente em maio, as retiradas somaram US$ 2,2 bilhões, com saídas líquidas de US$ 545 milhões em títulos de renda fixa e de US$ 1,6 bilhão em ações e fundos de investimento.
Nos cinco primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 33,6 bilhões de investimentos em "portfólio" negociados no mercado doméstico, na comparação com o ingresso líquido de US$ 9,7 bilhões no mesmo período do ano passado.
Incertezas afastam investidores estrangeiros do Brasil
Incertezas afastam investidores estrangeiros do Brasil

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terça-feira, 23 de junho de 2020

OMC projeta tombo de 18,5% no comércio mundial no 2º trimestre, mas vê cenário menos pessimista para o ano

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A OMC continua uma forte retração em 2020, mas avalia agora como 'improvável' que a queda atinja o pior cenário projetado em abril, quando estimou um recuo entre 13% e 32%.
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g1.globo.com/economia
23/06/2020 07h32  Atualizado há 5 horas
Postado em 23 de junho de 2020 às 12h40m 

  Post. N. = 0.015  
O comércio mundial registrará um retrocesso histórico de 18,5% no segundo trimestre do ano, devido à pandemia do novo coronavírus, mas a queda no ano será menos grave do que o esperado graças à "reação rápida dos governos", anunciou a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta terça-feira (23).

"O colapso do comércio que assistimos atualmente atinge níveis históricos. De fato é o mais pronunciado do qual temos conhecimento", disse o diretor geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, citado em um comunicado.

"Mas há um importante aspecto positivo neste fenômeno, o de que poderia ter sido muito pior (...) mas não podemos nos permitir o luxo de cair na complacência", completou.

A OMC continua projetando um tombo no comércio global em 2020, mas avalia agora como "improvável" que a queda atinja o pior cenário projetado em abril, quando estimou uma retração de até 32%, e de, no mínimo, 13%, no melhor dos cenários.

"Na situação atual, o comércio só precisaria crescer 2,5% ao trimestre pelo restante do ano para atender à projeção otimista", apontou a organização, embora isso ainda seja pior do que no auge da crise financeira em 2009, quando o comércio recuou 12,5%.

De acordo com as estatísticas da OMC, o volume de comércio de mercadorias caiu a um ritmo de 3% em ritmo anual no primeiro trimestre.

As estimativas iniciais para o segundo trimestre, durante o qual o vírus e as medidas de confinamento vinculadas afetaram grande parte da população mundial, apontam uma redução em ritmo anual de 18,5%.

De acordo com Azevêdo, as decisões políticas foram "decisivas para amortecer o impacto sofrido pela produção e o comércio, e estas decisões continuarão sendo importantes para determinar o ritmo da recuperação econômica".
A OMC não estabeleceu, entretanto, novas projeções para 2020 e 2021.

"Para que a produção e o comércio se recuperem com força em 2021, as políticas fiscal, monetária e comercial deverão manter o estímulo conjunto na mesma direção", alertou.

A OMC projeta uma queda de 2,5% no PIB global em 2020, podendo chegar a uma retração de 8,8% no pior dos cenários.
Diretor-geral da OMC anuncia que vai deixar o cargo em agosto
Diretor-geral da OMC anuncia que vai deixar o cargo em agosto
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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Presidente do Conselho de Economia estima queda no PIB da BA, mas vê 2021 com otimismo: 'recuperação lenta e gradual'

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Estimativa é de que o PIB do estado fique negativo entre 5,8% e 7,6% em 2020. Para 2021, projeção é de crescimento de até 2%. 
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Por Thiago Pereira, G1 BA  
22/06/2020 15h06  Atualizado há 2 horas
Postado em 22 de junho de 2020 às 17h15m 

  Post. N. = 0.014  
Conselho Regional de Economia estima recuo de até 7,6% do PIB, por causa da pandemia
Conselho Regional de Economia estima recuo de até 7,6% do PIB, por causa da pandemia

A pandemia de coronavírus acarretou em efeitos econômicos em várias partes do mundo, e na Bahia não será diferente. Mesmo com um resultado positivo no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado deve fechar 2020 em queda.

Segundo a projeção do presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-BA), Gustavo Pessoti, o PIB de 2020 deve ficar negativo entre 5,8% e 7,6%. A real definição da taxa depende da evolução da pandemia e de como os setores vão responder quando puderem voltar a atuar com a flexibilização das atividades.

Pessoti conta que em março, quando a pandemia ainda estava no início, realizou uma leitura que previa para o ano um crescimento próximo a zero ou com retração entre 3,5% e 5%. Porém, a extensão dos efeitos do coronavírus fez com que o economista reavaliasse a projeção em três cenários: um mais otimista, outro intermediário e um pessimista.

Para estabelecer os cenários, o presidente do Corecon-BA partiu do PIB do primeiro trimestre do estado, que ficou em 0,3%. Assim, ele passou a analisar as possibilidades. Na mais otimista, há uma queda no segundo trimestre, com queda menor no terceiro e recuperação já nos últimos três meses de 2020, o que deixaria o PIB do ano negativo em cerca de 5,8%.
Shoppings da capital baiana estão fechados desde março e só podem funcionar na modalidade drive thru — Foto: Reprodução/TV Bahia
Shoppings da capital baiana estão fechados desde março e só podem funcionar na modalidade drive thru — Foto: Reprodução/TV Bahia

Já na intermediária, com o PIB negativo em torno de 6,5%, o processo de recuperação seria adiado para o início de 2021. Na avaliação mais pessimista, a economia baiana só conseguiria se recuperar no segundo trimestre do próximo ano, e o PIB de 2020 ficaria negativo em 7,5%.

Na avaliação de Pessoti, o cenário intermediário é o mais provável de ocorrer, já que a agropecuária, com ano de boa produção, e alguns setores podem conter uma queda mais forte.

Há muita incerteza. Se você me perguntasse, eu ficaria no meio do caminho. Acho que teremos um cenário moderado. A administração pública é muito pesada no PIB da Bahia, pouco mais de 20%. A administração pública deu positivo no primeiro trimestre, significa que o poder público esteve todo movimentado pela pandemia", disse.

"Por mais que não se tenha toda a execução orçamentária realizada, dar positivo significa frear a taxa negativa da economia. Temos 7% ou 8% da agropecuária, estou falando de 30% da economia crescendo. Terei ainda alguns setores soltos que podem ter taxa de crescimento baixa ou negativo baixo, o que ajudam a frear o ritmo de queda. Estou falando de farmácias, supermercados, disse o economista.
Vamos imaginar que seja 40% segurando a onda e 60% caindo forte, isso vai dar mais ou menos o cenário moderado. E isso diz que o pior passa no último trimestre e teremos um 2021 de pequena recuperação, completou.
Pessoti avalia que, com um ambiente favorável, o PIB de 2021 pode alcançar um crescimento de até 2%. Diante da queda em 2020, o número tem impacto maior do que a simples representação dos números.

A gente pode ter em 2021 uma taxa entre 1,5% e 2%. Já é alguma coisa. A grande incógnita será o desempenho da agropecuária em 2021. Se não for positiva, superforte, deve manter o mesmo ritmo de 2020. Choveu bastante nesse ano. Não teremos problemas hídricos. A grande questão é como estará a capitalização do produtor. Como não tem muitos elementos para projetar, a gente joga na cautela. Mas o efeito estatístico que vai acontecer em 2020 vai fazer com que qualquer recuperação pareça muito grande.

O presidente do Corecon-BA afirma que o modo como o governo tem tratado a pandemia traz confiança para a recuperação da economia baiana em 2021. Pessoti afirma que já teve acesso ao programa de retomada elaborado pela gestão estadual e que a união entre os setores e a administração pública pode fazer a diferença para o período pós-pandemia.

O governo do estado prepara um protocolo de retomada em que conversou com todos os setores produtivos, com comércio, indústria, serviços e sindicatos. Deve ser lançado nesta semana e está muito bem feito. Tem protocolos, reativação gradual, sempre colocando a saúde na frente", disse.

"[O plano] subordina a economia à saúde, o que é bom. Não vai fazer aberturas inconsequentes. Vai criar uma relação de setores que têm mais aglomeração, os que têm menos. Quais as regiões com maior controle no número de casos. Vai ter uma relação muito bem calibrada, bem feita. Se esse plano tiver êxito e não houver novas ondas da pandemia, 2021 pode ser encarado com otimismo.
Acho que com um plano bem executado, protocolos bem-feitos, relação bem estabelecida entre o governo e setores, onde não teremos uma queda de braço, com essa união entre setor público e privado, começo a ter perspectiva positiva para 2021. Para mim, 2021 é ano de recuperação lenta e gradual, finalizou o economista.
Veja mais notícias no G1 Bahia.
Setor agropecuário tem bom desempenho em 2020, o que pode segurar mais a economia — Foto: Reprodução/TV Bahia
Setor agropecuário tem bom desempenho em 2020, o que pode segurar mais a economia — Foto: Reprodução/TV Bahia
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quinta-feira, 18 de junho de 2020

'Prévia' do PIB indica tombo de 9,73% na economia brasileira em abril, maior queda desde 2003

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Indicador divulgado pelo Banco Central mostra efeitos da pandemia do coronavírus na economia, que começaram a ser sentidos com mais intensidade de março em diante. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
18/06/2020 09h02  Atualizado há 3 horas
Postado em 18 de junho de 2020 às 12h10m  

  Post. N. = 0.013  


O nível de atividade da economia brasileira registrou retração de 9,73% em abril, na comparação com o mês anterior, aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Banco Central (BC).

O indicador é considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O resultado reflete os efeitos da pandemia do novo coronavírus, sentidos com maior intensidade na economia a partir de março. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes.

De acordo com informações do BC, essa foi a maior queda do indicador desde o início de sua série histórica, em janeiro de 2003, ou seja, em pouco mais de 17 anos.

Em março, primeiro mês de impacto da Covid-19 na economia, o IBC-Br já havia registrado retração de 6,16% na comparação com fevereiro. Antes disso, o maior tombo havia ocorrido em maio de 2018 (-3,96%), refletindo os impactos da greve dos caminhoneiros.

Evolução do IBC-Br
EM % NA COMPARAÇÃO COM O MÊS ANTERIOR (APÓS AJUSTE SAZONAL)
Fonte: Banco Central

Na comparação com abril do ano passado, informou o Banco Central, o índice de atividade econômica da instituição apresentou queda de 15,09%. Nesse caso, o índice foi calculado sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais.

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, de acordo com a instituição, o índice de atividade econômica registrou uma redução de 4,15%. Em 12 meses até abril de 2020, os números do BC indicam uma queda de 0,52% na prévia do PIB – sem ajuste sazonal.

Previsões para a economia
Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira.

Recessão x depressão
Nesta quarta-feira (17), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a economia brasileira está em recessão e que o cenário "pode se transformar em depressão", se não forem adotadas medidas adequadas como a realização das reformas estruturais.

"Paralisamos parcialmente a nossa economia, e provocamos, nos autoinfligimos, uma recessão. Que pode se transformar em depressão se não lutarmos adequadamente", disse o ministro da Economia na ocasião.
  • A recessão técnica se caracteriza por um período de queda do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres seguidos, com aumento do desemprego e queda da renda.
  • Já a depressão é um estado mais grave da recessão, ou seja, um longo período de desemprego, falências de empresas e níveis reduzidos de produção e investimentos.
PIB x IBC-Br
Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 2,25% ao ano, na mínima histórica, e o Banco Central indicou, no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que um "eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual".

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