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terça-feira, 23 de junho de 2020

OMC projeta tombo de 18,5% no comércio mundial no 2º trimestre, mas vê cenário menos pessimista para o ano

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A OMC continua uma forte retração em 2020, mas avalia agora como 'improvável' que a queda atinja o pior cenário projetado em abril, quando estimou um recuo entre 13% e 32%.
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g1.globo.com/economia
23/06/2020 07h32  Atualizado há 5 horas
Postado em 23 de junho de 2020 às 12h40m 

  Post. N. = 0.015  
O comércio mundial registrará um retrocesso histórico de 18,5% no segundo trimestre do ano, devido à pandemia do novo coronavírus, mas a queda no ano será menos grave do que o esperado graças à "reação rápida dos governos", anunciou a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta terça-feira (23).

"O colapso do comércio que assistimos atualmente atinge níveis históricos. De fato é o mais pronunciado do qual temos conhecimento", disse o diretor geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, citado em um comunicado.

"Mas há um importante aspecto positivo neste fenômeno, o de que poderia ter sido muito pior (...) mas não podemos nos permitir o luxo de cair na complacência", completou.

A OMC continua projetando um tombo no comércio global em 2020, mas avalia agora como "improvável" que a queda atinja o pior cenário projetado em abril, quando estimou uma retração de até 32%, e de, no mínimo, 13%, no melhor dos cenários.

"Na situação atual, o comércio só precisaria crescer 2,5% ao trimestre pelo restante do ano para atender à projeção otimista", apontou a organização, embora isso ainda seja pior do que no auge da crise financeira em 2009, quando o comércio recuou 12,5%.

De acordo com as estatísticas da OMC, o volume de comércio de mercadorias caiu a um ritmo de 3% em ritmo anual no primeiro trimestre.

As estimativas iniciais para o segundo trimestre, durante o qual o vírus e as medidas de confinamento vinculadas afetaram grande parte da população mundial, apontam uma redução em ritmo anual de 18,5%.

De acordo com Azevêdo, as decisões políticas foram "decisivas para amortecer o impacto sofrido pela produção e o comércio, e estas decisões continuarão sendo importantes para determinar o ritmo da recuperação econômica".
A OMC não estabeleceu, entretanto, novas projeções para 2020 e 2021.

"Para que a produção e o comércio se recuperem com força em 2021, as políticas fiscal, monetária e comercial deverão manter o estímulo conjunto na mesma direção", alertou.

A OMC projeta uma queda de 2,5% no PIB global em 2020, podendo chegar a uma retração de 8,8% no pior dos cenários.
Diretor-geral da OMC anuncia que vai deixar o cargo em agosto
Diretor-geral da OMC anuncia que vai deixar o cargo em agosto
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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Presidente do Conselho de Economia estima queda no PIB da BA, mas vê 2021 com otimismo: 'recuperação lenta e gradual'

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Estimativa é de que o PIB do estado fique negativo entre 5,8% e 7,6% em 2020. Para 2021, projeção é de crescimento de até 2%. 
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Por Thiago Pereira, G1 BA  
22/06/2020 15h06  Atualizado há 2 horas
Postado em 22 de junho de 2020 às 17h15m 

  Post. N. = 0.014  
Conselho Regional de Economia estima recuo de até 7,6% do PIB, por causa da pandemia
Conselho Regional de Economia estima recuo de até 7,6% do PIB, por causa da pandemia

A pandemia de coronavírus acarretou em efeitos econômicos em várias partes do mundo, e na Bahia não será diferente. Mesmo com um resultado positivo no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado deve fechar 2020 em queda.

Segundo a projeção do presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-BA), Gustavo Pessoti, o PIB de 2020 deve ficar negativo entre 5,8% e 7,6%. A real definição da taxa depende da evolução da pandemia e de como os setores vão responder quando puderem voltar a atuar com a flexibilização das atividades.

Pessoti conta que em março, quando a pandemia ainda estava no início, realizou uma leitura que previa para o ano um crescimento próximo a zero ou com retração entre 3,5% e 5%. Porém, a extensão dos efeitos do coronavírus fez com que o economista reavaliasse a projeção em três cenários: um mais otimista, outro intermediário e um pessimista.

Para estabelecer os cenários, o presidente do Corecon-BA partiu do PIB do primeiro trimestre do estado, que ficou em 0,3%. Assim, ele passou a analisar as possibilidades. Na mais otimista, há uma queda no segundo trimestre, com queda menor no terceiro e recuperação já nos últimos três meses de 2020, o que deixaria o PIB do ano negativo em cerca de 5,8%.
Shoppings da capital baiana estão fechados desde março e só podem funcionar na modalidade drive thru — Foto: Reprodução/TV Bahia
Shoppings da capital baiana estão fechados desde março e só podem funcionar na modalidade drive thru — Foto: Reprodução/TV Bahia

Já na intermediária, com o PIB negativo em torno de 6,5%, o processo de recuperação seria adiado para o início de 2021. Na avaliação mais pessimista, a economia baiana só conseguiria se recuperar no segundo trimestre do próximo ano, e o PIB de 2020 ficaria negativo em 7,5%.

Na avaliação de Pessoti, o cenário intermediário é o mais provável de ocorrer, já que a agropecuária, com ano de boa produção, e alguns setores podem conter uma queda mais forte.

Há muita incerteza. Se você me perguntasse, eu ficaria no meio do caminho. Acho que teremos um cenário moderado. A administração pública é muito pesada no PIB da Bahia, pouco mais de 20%. A administração pública deu positivo no primeiro trimestre, significa que o poder público esteve todo movimentado pela pandemia", disse.

"Por mais que não se tenha toda a execução orçamentária realizada, dar positivo significa frear a taxa negativa da economia. Temos 7% ou 8% da agropecuária, estou falando de 30% da economia crescendo. Terei ainda alguns setores soltos que podem ter taxa de crescimento baixa ou negativo baixo, o que ajudam a frear o ritmo de queda. Estou falando de farmácias, supermercados, disse o economista.
Vamos imaginar que seja 40% segurando a onda e 60% caindo forte, isso vai dar mais ou menos o cenário moderado. E isso diz que o pior passa no último trimestre e teremos um 2021 de pequena recuperação, completou.
Pessoti avalia que, com um ambiente favorável, o PIB de 2021 pode alcançar um crescimento de até 2%. Diante da queda em 2020, o número tem impacto maior do que a simples representação dos números.

A gente pode ter em 2021 uma taxa entre 1,5% e 2%. Já é alguma coisa. A grande incógnita será o desempenho da agropecuária em 2021. Se não for positiva, superforte, deve manter o mesmo ritmo de 2020. Choveu bastante nesse ano. Não teremos problemas hídricos. A grande questão é como estará a capitalização do produtor. Como não tem muitos elementos para projetar, a gente joga na cautela. Mas o efeito estatístico que vai acontecer em 2020 vai fazer com que qualquer recuperação pareça muito grande.

O presidente do Corecon-BA afirma que o modo como o governo tem tratado a pandemia traz confiança para a recuperação da economia baiana em 2021. Pessoti afirma que já teve acesso ao programa de retomada elaborado pela gestão estadual e que a união entre os setores e a administração pública pode fazer a diferença para o período pós-pandemia.

O governo do estado prepara um protocolo de retomada em que conversou com todos os setores produtivos, com comércio, indústria, serviços e sindicatos. Deve ser lançado nesta semana e está muito bem feito. Tem protocolos, reativação gradual, sempre colocando a saúde na frente", disse.

"[O plano] subordina a economia à saúde, o que é bom. Não vai fazer aberturas inconsequentes. Vai criar uma relação de setores que têm mais aglomeração, os que têm menos. Quais as regiões com maior controle no número de casos. Vai ter uma relação muito bem calibrada, bem feita. Se esse plano tiver êxito e não houver novas ondas da pandemia, 2021 pode ser encarado com otimismo.
Acho que com um plano bem executado, protocolos bem-feitos, relação bem estabelecida entre o governo e setores, onde não teremos uma queda de braço, com essa união entre setor público e privado, começo a ter perspectiva positiva para 2021. Para mim, 2021 é ano de recuperação lenta e gradual, finalizou o economista.
Veja mais notícias no G1 Bahia.
Setor agropecuário tem bom desempenho em 2020, o que pode segurar mais a economia — Foto: Reprodução/TV Bahia
Setor agropecuário tem bom desempenho em 2020, o que pode segurar mais a economia — Foto: Reprodução/TV Bahia
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quinta-feira, 18 de junho de 2020

'Prévia' do PIB indica tombo de 9,73% na economia brasileira em abril, maior queda desde 2003

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Indicador divulgado pelo Banco Central mostra efeitos da pandemia do coronavírus na economia, que começaram a ser sentidos com mais intensidade de março em diante. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
18/06/2020 09h02  Atualizado há 3 horas
Postado em 18 de junho de 2020 às 12h10m  

  Post. N. = 0.013  


O nível de atividade da economia brasileira registrou retração de 9,73% em abril, na comparação com o mês anterior, aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Banco Central (BC).

O indicador é considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O resultado reflete os efeitos da pandemia do novo coronavírus, sentidos com maior intensidade na economia a partir de março. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes.

De acordo com informações do BC, essa foi a maior queda do indicador desde o início de sua série histórica, em janeiro de 2003, ou seja, em pouco mais de 17 anos.

Em março, primeiro mês de impacto da Covid-19 na economia, o IBC-Br já havia registrado retração de 6,16% na comparação com fevereiro. Antes disso, o maior tombo havia ocorrido em maio de 2018 (-3,96%), refletindo os impactos da greve dos caminhoneiros.

Evolução do IBC-Br
EM % NA COMPARAÇÃO COM O MÊS ANTERIOR (APÓS AJUSTE SAZONAL)
Fonte: Banco Central

Na comparação com abril do ano passado, informou o Banco Central, o índice de atividade econômica da instituição apresentou queda de 15,09%. Nesse caso, o índice foi calculado sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais.

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, de acordo com a instituição, o índice de atividade econômica registrou uma redução de 4,15%. Em 12 meses até abril de 2020, os números do BC indicam uma queda de 0,52% na prévia do PIB – sem ajuste sazonal.

Previsões para a economia
Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira.

Recessão x depressão
Nesta quarta-feira (17), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a economia brasileira está em recessão e que o cenário "pode se transformar em depressão", se não forem adotadas medidas adequadas como a realização das reformas estruturais.

"Paralisamos parcialmente a nossa economia, e provocamos, nos autoinfligimos, uma recessão. Que pode se transformar em depressão se não lutarmos adequadamente", disse o ministro da Economia na ocasião.
  • A recessão técnica se caracteriza por um período de queda do Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres seguidos, com aumento do desemprego e queda da renda.
  • Já a depressão é um estado mais grave da recessão, ou seja, um longo período de desemprego, falências de empresas e níveis reduzidos de produção e investimentos.
PIB x IBC-Br
Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente – o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 2,25% ao ano, na mínima histórica, e o Banco Central indicou, no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que um "eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual".

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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Brasileiros aparecem como os mais insatisfeitos com resposta do governo à pandemia em pesquisa em 53 países

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Apenas 34% dos entrevistados brasileiros acreditam que o governo respondeu 'bem' no combate ao novo coronavírus. 
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Por G1  
17/06/2020 12h44  Atualizado há 4 horas
Postado em 17 de junho de 2020 às 17h  

  Post. N. = 0.012  
Grafite mostra o presidente Jair Bolsonaro e uma figura representando o novo coronavírus de um lado e profissionais da saúde de outro. Foto do dia 12 de junho — Foto: Nelson Almeida / AFP
Grafite mostra o presidente Jair Bolsonaro e uma figura representando o novo coronavírus de um lado e profissionais da saúde de outro. Foto do dia 12 de junho — Foto: Nelson Almeida / AFP

Uma pesquisa online feita com mais de 120 mil pessoas de 53 países mostrou que o brasileiro é o mais insatisfeito com a resposta do seu governo à pandemia de Covid-19. Apenas 34% dos entrevistados brasileiros acreditam que o governo respondeu bem no combate ao novo coronavírus.

Os chilenos também se mostram bastante críticos: 39% acham que o governo não fez o suficiente.

A percepção dos dois países da América Latina difere bastante do resto do mundo, segundo o levantamento online da 'think-tank' alemã Dalia Research, em colaboração com a Alliance of Democracies. A pesquisa foi feita entre 20 de abril e 3 de junho.

A grande maioria dos entrevistados (70%) geralmente aprova a atuação dos seus governos para conter a Covid-19. Os mais satisfeitos estão na China (95%), no Vietnã (95%), na Grécia (89%), na Malásia (89%) e na Irlanda (87%). Esses índices são menores na França (46%), Espanha (50%), Japão (52%), Estados Unidos (53%), Itália (53%), Rússia (54%) e Reino Unido (58%).
Mulher de 72 anos toca na janela de carro fúnebre que leva corpo de pessoa que teria morrido de complicações de Covid-19, em Santiago, no Chile, na segunda-feira (15) — Foto:  Esteban Felix/AP
Mulher de 72 anos toca na janela de carro fúnebre que leva corpo de pessoa que teria morrido de complicações de Covid-19, em Santiago, no Chile, na segunda-feira (15) — Foto: Esteban Felix/AP

Restrições aplicadas
Nos 53 países pesquisados, cerca de metade dos entrevistados acredita que seu país aplicou a "quantidade certa" de restrições à circulação para combater a pandemia enquanto 28% acham que seu governo "não fez o suficiente".

Entre os brasileiros, a percepção de que o governo não fez o suficiente sobe para 60% e a insatisfação com a restrições só supera a dos sauditas, que têm um outro motivo para estar descontentes com a administração.
Entre os entrevistados da Arábia Saudita, 62% acreditam que o governo impôs restrições demais (enquanto a média global que acham que o governo impôs um controle demasiado ficou em 17%).

China melhor que EUA
Quando solicitados a avaliar a resposta da China e dos EUA no combate ao novo coronavírus, quase todos os países consideraram a resposta chinesa como muito melhor do que a americana. Os únicos países que avaliaram que a resposta dos Estados Unidos foi melhor foram o Japão (+ 17% a favor dos EUA) e os próprios Estados Unidos (+ 13% a favor da administração americana).

Como foi feita a pesquisa
As pesquisas da Dalia são realizadas por meio de dispositivos conectados à internet, como smartphones, tablets e computadores. O recrutamento é aberto e aproveita o alcance de mais de 40 mil aplicativos e sites para celular de terceiros.

Para garantir a cobertura em diferentes grupos demográficos e regiões geográficas, a Dalia tem como alvo um conjunto altamente diversificado de aplicativos e sites - de notícias a compras, esportes e jogos. Como resultado, a Dalia gera até 21 milhões de respostas todos os meses de entrevistados que vivem em até 100 países diferentes.

CORONAVÍRUS

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terça-feira, 16 de junho de 2020

Mais de 28 milhões não conseguem voltar ao mercado de trabalho, mostra pesquisa do IBGE

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Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas que queriam um emprego, mas enfrentaram dificuldades para voltar ao mercado por falta de oportunidade ou por medo de serem contaminadas pelo novo coronavírus.
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Por Jornal Nacional  
16/06/2020 21h49  Atualizado há uma hora
Postado em 16 de junho de 2020 às 22h55m  

  Post. N. = 0.011  
Mais de 28 milhões não conseguem voltar ao mercado de trabalho, mostra pesquisa do IBGE
Mais de 28 milhões não conseguem voltar ao mercado de trabalho, mostra pesquisa do IBGE

O IBGE divulgou nesta terça-feira (16) uma pesquisa sobre os impactos da pandemia no mercado de trabalho.

Estevan perdeu o emprego de assistente administrativo no meio da pandemia e não conseguiu mais voltar a trabalhar. Logo após ser mandado embora, uma ou duas semanas, eu comecei a procurar emprego. Mas já estou mais ou menos há um mês e estou vendo que não está tendo retorno. Devido a esse surto do coronavírus, muitas empresas não estão contratando, diz Estevan Rafael Schoenwettee.

Quase 18 milhões de brasileiros gostariam de estar trabalhando. Mas, por causa da pandemia ou por falta de vagas na região onde vivem, não procuraram emprego na última semana de maio. Outros 11 milhões que estavam desempregados e buscavam trabalho, não encontraram. Um milhão perdeu o emprego só ao longo de maio.

Assim, o Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas que queriam um emprego, mas enfrentam dificuldades para voltar ao mercado por falta de oportunidade ou por medo de serem contaminadas pelo novo coronavírus.

Como Alexandra, que não voltou a procurar emprego depois que foi demitida de uma academia:Além dessa volta, do medo próprio mesmo, de mim mesma, eu tenho medo de colocar a minha família em risco: minha mãe, meu pai. Eu tenho medo de voltar novamente para minha profissão por conta disso também, afirma Alexandra Correia de Almeida, estudante de Educação Física.

As informações são da primeira pesquisa extraordinária do IBGE que mede o impacto da pandemia no mercado de trabalho. O resultado mostra ainda que 14 milhões de trabalhadores foram afastados do trabalho - ficaram, por exemplo, em quarentena ou férias coletivas - e quase 9 milhões estão trabalhando de forma remota, o chamado home office.

A informalidade caiu em maio. Só que isso não é uma boa notícia.A informalidade, que é tida, na verdade, como um colchão amortecedor em tempos de crise, ela cai porque ela está muito aderente ao comércio, ao serviço, aos camelódromos, às praias, ao comércio de rua, ao cabeleireiro, ao serviço de alimentação. E isso está fechado, explica Cimar Azeredo, diretor adjunto de pesquisas do IBGE.

Os pesquisadores ligaram para 193 mil domicílios do país ao longo das quatro semanas de maio e perguntaram, também, como os brasileiros reagiram ao ter sintomas que poderiam ser de Covid, a quem recorreram e onde foram procurar ajuda.

Um em cada dez brasileiros apresentou algum sintoma de gripe que poderia estar relacionado à Covid-19, como febre, tosse, falta de olfato e dificuldade de respirar. Na cada do Thales, foi a família toda: as seis pessoas tiveram sintomas. Em casa, até pela proximidade, não é um lugar muito grande. Aí todo mundo pegou, conta o advogado criminalista Thales Pinto Freitas.

Thales foi o único que fez o teste e que teve complicações. Assim como outros 3,5 milhões de brasileiros, ele procurou atendimento. Como a grande maioria, na rede pública de saúde. Eu fiquei internado oito dias. Eu saí do oxigênio mais ou menos no sexto dia, conta.

A preocupação maior era com a mãe dele, Dona Katia, que ainda trata um câncer de mama. Ela teve apenas o diagnóstico clínico de que estava com Covid, não fez teste. E como 82% das pessoas que apresentaram sintomas, não procurou uma unidade de saúde. Porque eu achei que dava para controlar em casa. E deu, porque eu não tomei remédio. Nada, diz a aposentada Tânia Kátia Freitas.

Dona Kátia não tomou, mas admite, como 13% dos brasileiros, que o marido dela, também com sintomas, fez uma coisa errada: usou remédio por conta própria. Ele não estava reagindo. Aí eu falei: eu vou dar.
Hoje, depois de vencer a doença, a família está mais tranquila. Mas ninguém se descuida. Foi um susto. Mas, graças a Deus, deu tudo certo. Todo mundo teve força para sair, diz Thales.
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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Bovespa cai mais de 2% com preocupações sobre 2ª onda de Covid-19

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Na sexta-feira (12), Ibovespa fechou em queda de 2% , a 92.795 pontos. 
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Por G1  
15/06/2020 10h05  Atualizado há 11 minutos
Postado em 15 de junho de 2020 às 10h30m  

  Post. N. = 0.010  
Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa brasileira — Foto: Amanda Perobelli/Reuters
Ibovespa é o principal índice da B3, a bolsa brasileira — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera novamente em queda forte nesta segunda-feira (15), em meio ao ambiente de aversão a risco no exterior por preocupações sobre uma nova onda de contágio do novo coronavírus.

Às 12h28, o Ibovespa caía 2,19%, a 90.763 pontos. Veja mais cotações.
Já o dólar opera em alta, voltando a se passar de R$ 5,20.

Na sexta-feira (12), a Bolsa fechou em queda de 2% nesta sexta-feira (12), a 92.795 pontos. Na parcial do mês, entretanto, o Ibovespa ainda acumula alta de 6,17%. No ano, tem perda de 19,76%.
Domingo é marcado por protestos a favor e contra Jair Bolsonaro
Domingo é marcado por protestos a favor e contra Jair Bolsonaro

Cenário externo e local
No exterior, as principais bolsas operam em queda nesta segunda, com as crescentes preocupações sobre uma segunda onda de infecções por coronavírus após um recente salto nos casos de coronavírus na China e em partes dos Estados Unidos, apagando as expectativas dos investidores sobre uma rápida recuperação econômica.

No cenário doméstico, permaneceram as incertezas sobre a perspectivas de recuperação da economia, em meio a um cenário de permanente avanço do número de novos casos diários da Covid-19 e elevadas tensões políticas.

No domingo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou que a corte jamais se sujeitará a qualquer tipo de ameaça e irá recorrer a todos os meios constitucionais e legalmente postos para sua defesa, de seus ministros e da democracia, após novos protestos no fim de semana contra o STF por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

No radar dos investidores na semana está a decisão do Banco Central nesta semana sobre a taxa básica de juros. Uma pesquisa da Reuters apontou que a Selic deve cair para a mínima de 2,25% ao ano nesta quarta-feira, com o BC ampliando um esforço emergencial para revigorar a atividade econômica prejudicada pela pandemia de coronavírus. Atualmente, a Selic está em 3% ao ano.

O mercado também repercute a saída do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.
Decisão difícil, diz Mansueto Almeida sobre pedido de demissão do Ministério da Economia
Decisão difícil, diz Mansueto Almeida sobre pedido de demissão do Ministério da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda nomes de dentro e de fora do governo para substituir Mansueto, segundo informa o Blog da Ana Flor. Em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira, o secretário disse que já vinha pensando em deixar o governo. Ao comentar a crise causada pela pandemia de coronavírus, ele afirmou que o mundo todo foi pego de surpresa e que o país vai ter que aprender a reagir melhor a esse tipo de desafio.

Nesta semana, os economistas do mercado financeiro reduziram novamente a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, conforme boletim "Focus" do Banco Central. A projeção passou de uma queda de 6,48% para um tombo de 6,51%. Já a estimativa para a inflação em 2020 foi elevada, de 1,53% para 1,60%.
Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1 Economia
Variação do Ibovespa em 2020 — Foto: G1 Economia

CORONAVÍRUS

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