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sexta-feira, 13 de junho de 2025

Petróleo salta mais de 8% após ataques de Israel ao Irã; ações despencam e ouro ganha força

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Principal preocupação é se os ataques vão afetar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do consumo total de petróleo do mundo.
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TOPO
Por Reuters — São Paulo

Postado em 13 de Junho de 2.025 às 07h20m


$.#  Postagem  Nº     1.032  #.$

Irã revida ataques de Israel; saiba quem são os líderes iranianos mortos
Irã revida ataques de Israel; saiba quem são os líderes iranianos mortos

Os preços do petróleo sobem mais de 8% nesta sexta-feira (13), sendo negociados perto das máximas de vários meses depois que Israel lançou ataques em larga escala contra o Irã, provocando retaliações iranianas e aumentando preocupações sobre a interrupção do fornecimento de petróleo.

Por volta das 7h20, o preço do barril do petróleo tipo Brent (referência mundial) subia 8,9% — um aumento de cerca de US$ 6,19 — e era vendido a US$ 75,55. Mais cedo, chegou a US$ 78,50, o valor mais alto desde 27 de janeiro.

Já o petróleo WTI (referência nos EUA) subia 9% no mesmo horário — um acréscimo de US$ 6,22 — e era negociado a US$ 74,42. Ele também atingiu uma máxima de US$ 77,62, o maior preço desde 21 de janeiro.

Os ganhos do petróleo nesta sexta-feira são os maiores movimentos intradiários para ambos os contratos desde 2022, depois que a invasão da Ucrânia pela Rússia causou um aumento nos preços da energia.

Em outros mercados, as ações despencaram e houve uma corrida para ativos seguros, como o ouro, o dólar e o franco suíço. (leia mais abaixo)

Israel disse que atacou instalações nucleares, fábricas de mísseis balísticos e comandantes militares do Irã, no início do que alertou ser uma operação prolongada para impedir que Teerã construa uma arma atômica, enquanto o Irã prometeu uma resposta dura.

O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao Irã que fizesse um acordo sobre seu programa nuclear, para pôr fim aos "próximos ataques já planejados".

A Companhia Nacional Iraniana de Refino e Distribuição de Petróleo disse que as instalações de refino e armazenamento de petróleo não foram danificadas e continuam operando.

Por que os ataques afetam os preços do petróleo?

A principal preocupação é se os últimos acontecimentos vão afetar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do consumo total de petróleo do mundo.

A importante hidrovia já estava correndo risco de impacto devido ao aumento da volatilidade regional, mas não foi afetada até o momento. Também não houve impacto até agora no fluxo de petróleo na região.

No pior cenário, analistas do JPMorgan disseram na quinta-feira que o fechamento do estreito ou uma resposta retaliatória dos principais países produtores de petróleo da região poderia levar os preços a subirem para a faixa de US$ 120-130 o barril, quase o dobro da previsão atual do caso base.

O ganho de US$ 10 o barril nos últimos três dias ainda não refletiu nenhuma queda na produção de petróleo iraniana, muito menos uma escalada que poderia envolver interrupção dos fluxos de energia pelo Estreito de Ormuz, disse o analista do Barclays Amarpreet Singh em nota.

"A questão principal agora é se essa alta do petróleo durará mais do que o fim de semana ou uma semana. Nosso sinal é que há uma probabilidade menor de uma guerra total, e a alta do preço do petróleo provavelmente encontrará resistência", disse Janiv Shah, analista da Rystad.
Ações despencam

As ações europeias atingiram seu nível mais baixo em três semanas nesta sexta-feira, depois que o ataque militar de Israel ao Irã desencadeou um sentimento de aversão ao risco, levando os investidores a buscar refúgio em ativos seguros.

O índice Euro Stoxx 50, que reúne as principais empresas da zona do euro, caía 1,30% às 8h05, caminhando para registrar a quinta sessão no vermelho, sua maior sequência de perdas desde setembro de 2024.

"Não sabemos se isso vai se transformar em uma guerra regional maior, mas supondo que não seja o caso, o foco das ações europeias logo estará em outro lugar novamente", disse Frank Oland, estrategista-chefe e chefe de estratégia de investimentos do Danske Bank.

Fumaça é vista em Teerã, no Irã, após ataques de Israel — Foto: AP/Vahid Salemi
Fumaça é vista em Teerã, no Irã, após ataques de Israel — Foto: AP/Vahid Salemi

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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Israel ataca Irã: veja o arsenal aéreo de mísseis poderosos e orçamentos bilionários dos dois países

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Operação militar foi registrada na madrugada desta sexta-feira (13), pelo horário local.
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Por Artur Alvarez, Kayan Albertin, Bárbara Miranda, Luisa Rivas, Guilherme Luiz Pinheiro, Wagner Magalhães, Ana Moscatelli, Dhara Assis, Bianca Batista, Juan Silva, g1

Postado em 12 de Junho de 2.025 às 21h45m

$.#  Postagem  Nº     1.031  #.$

Imagens que circulam nas redes sociais mostram fumaça em Teerã
Imagens que circulam nas redes sociais mostram fumaça em Teerã

Israel atacou o Irã na madrugada desta sexta-feira (13), pelo horário local — noite de quinta-feira (12), no Brasil.

O g1 preparou um infográfico que descreve e detalha os principais mísseis e caças que Israel e Irã possuem, além de outros números militares dos dois países, segundo levantamento feito pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês) em fevereiro de 2024.

O professor de Relações Internacionais e pesquisador Vitelio Brustolin também deu detalhes sobre os arsenais dos dois países. Veja mais abaixo.

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Foto: arte/g1

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Foto: arte/g1

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Foto: Arte g1

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Foto: Arte g1

As diferenças entre os arsenais

O professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin disse ao g1 que os arsenais aéreos de Israel e Irã tem algumas diferenças: enquanto Israel possui mais tecnologia, Irã tem uma quantidade maior de equipamentos.

Segundo Brustolin, os caças de Israel são melhores e mais novos que os do Irã. O país governado por Benjamin Netanyahu tem aeronaves de última geração importadas dos Estados Unidos, seu maior aliado. Em contrapartida, o Irã é o segundo país mais sancionado do mundo, atrás apenas da Rússia – que invadiu a Ucrânia em 2022 e está em guerra desde então.

Enquanto Israel tem caças de última geração, como o F-35, a frota do Irã é composta por jatos mais antigos ou obsoletos, de modelos F mais antigos e caças da União Soviética, nos modelos SU-22 e SU-24. A Força Aérea israelense tem 39 caças F-35 e foi o primeiro país do mundo a operar esse modelo, fabricado pelos EUA.

"Israel controla os céus do Oriente Médio desde a Guerra dos Seis Dias [conflito entre Israel e países árabes em 1967]. O país não tem profundidade territorial, então precisa ter uma estratégia em caso de ataque iminente, e a aviação é muito importante para isso", afirmou Brustolin.

Entretanto, o Irã é uma potência militar no Oriente Médio: tem o segundo maior efetivo militar da região, com 610 mil militares na ativa, orçamento militar anual de US$ 44 bilhões (R$ 232,6 bilhões) em 2022, mísseis poderosos – como o Sejil e o Kheibar – e 13 vezes mais veículos de artilharia e lançadores de mísseis que Israel, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).

Veículos de artilharia, lançadores de mísseis, navios e jatos podem carregar e lançar os mísseis de que Israel e Irã dispõem, aumentando o alcance.

Ainda segundo o IISS, Israel tem um orçamento militar anual de US$ 19,4 bilhões (R$ 102,5 bilhões) em 2022 e efetivo de 169,5 mil militares na ativa e 465 mil reservistas. O Irã tem 350 mil reservistas.

Ainda segundo Vitelio Brustolin, "não há nem comparação" entre os sistemas de defesa aéreo de Israel e Irã. As defesas israelenses são mais avançadas, com os sistemas Seta, Domo de Ferro e Viga de Ferro. Já as iranianas são compostas principalmente de sistemas S300, de médio e curto alcance.

Veja abaixo um detalhamento do contingente de caças dos países, segundo levantamento do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).

Israel tem 340 caças, entre eles os seguintes modelos e versões:

  • 196 F-16 (modelos C, D e I);
  • 75 F-15 (modelos A, B, C, D e I);
  • 39 F-35 (modelo I Adir).
O Irã dispõe de 273 caças, entre eles os seguintes modelos e versões:

  • 69 F-5;
  • 55 F-4;
  • 35 Mig-29;
  • 29 SU-24;
  • 18 F-7;
  • 12 Mirage F-1;
  • 10 F-14;
  • 8 SU-22 (da Guarda Revolucionária iraniana);
  • Ao menos 6 RF-4E;
  • Até 6 HESA Azarakhsh;
  • 6 HESA Saegheh;
  • 3 P-3F.

O que o Irã realmente queria com o ataque a Israel? Professores analisam ofensiva

Capacidade nuclear

Segundo Brustolin, o Irã não quer uma guerra aberta contra Israel porque o país governado por Benjamin Netanyahu tem cerca de 90 ogivas nucleares e tem os Estados Unidos como seu principal aliado.

As ogivas nucleares israelenses podem ser carregadas em mísseis modelo Jericho 2. Israel tem cerca de 24 desses mísseis, segundo a IISS. Outros meios de entrega, de acordo com a instituição, das ogivas são alguns caças F-15 e F-16, além de supostamente submarinos da classe Dolphin/Tanin.

Por outro lado, além dos jatos, o Irã produz drones de alta tecnologia, como o Shahed-136, utilizado no ataque a Israel, e o Mohajer 10, lançado em agosto de 2023, e que tem um alcance de 2.000 quilômetros e capacidade para viajar por 24 horas e carregar 300 quilos de explosivos.

Ainda segundo Brustolin, o Irã tem um programa nuclear avançado e pode estar próximo de ter uma bomba nuclear. Em março de 2023, a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU reportou que o país estava enriquecendo Urânio, principal matéria-prima de uma ogiva. Um local bombardeado por Israel em abril foi próximo à base militar de Natanz, em Ishafan, que tem instalações nucleares.

Alvos no Líbano são atingidos por artilharia disparada pelo Exército israelense, vistos de Kiryat Shmona, no norte de Israel, em 1º de outubro de 2024. — Foto: Reuters/Jim Urquhart
Alvos no Líbano são atingidos por artilharia disparada pelo Exército israelense, vistos de Kiryat Shmona, no norte de Israel, em 1º de outubro de 2024. — Foto: Reuters/Jim Urquhart

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quarta-feira, 11 de junho de 2025

Dólar cai e fecha em R$ 5,53, com foco em acordo entre EUA a China e medidas de Haddad; Ibovespa sobe

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A moeda americana fechou em queda de 0,57%, a R$ 5,5381, renovando o menor patamar desde outubro. A bolsa de valores encerrou em alta de 0,51%, aos 137.128 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 11 de Junho de 2.025 às 11h00m

$.#  Postagem  Nº     1.030  #.$

Notas de dólar — Foto: Tatan Syuflana/ AP
Notas de dólar — Foto: Tatan Syuflana/ AP

O dólar fechou a sessão desta quarta-feira (11) em queda de 0,57%, cotado a R$ 5,5381, renovando o menor patamar desde outubro de 2024. Já o Ibovespa encerrou em alta de 0,51%, aos 137.128 pontos.

▶️O principal destaque da sessão ficou com o novo acordo comercial firmado entre Estados Unidos e China. Nesta quarta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que enquanto o país asiático terá uma alíquota de 55%, os EUA terão uma taxa de 10%. O acordo, no entanto, ainda precisa ser aprovado por Trump e pelo presidente chinês, Xi Jinping. (Entenda mais abaixo)

▶️ Ainda no exterior, a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI), a inflação oficial dos EUA, também fica no radar. O indicador subiu 0,1% em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,2% registrado em abril. O resultado veio um pouco melhor do que o mercado projetava.

▶️ Já no Brasil, investidores continuaram atentos ao novo pacote do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para compensar a provável revogação do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que mexeu com os mercados financeiros nas últimas semanas.

Após se reunir com o presidente Lula, Haddad confirmou nesta terça que o governo vai enviar ao Congresso as medidas apresentadas nos últimos dias. Entre as novidades do pacote está a proposta para unificar em 17,5% a cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre aplicações financeiras — hoje, essas cobranças vão de 22,5% a 15%.

Entenda abaixo como esses fatores impactam o mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,57%;
  • Acumulado do mês: -3,15%;
  • Acumulado do ano: -10,38%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,75%
  • Acumulado do mês: +0,07%;
  • Acumulado do ano: +14%.
Inflação nos EUA

A inflação oficial dos Estados Unidos subiu 0,1% em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,2% registrado em abril. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS).

No acumulado de 12 meses até maio, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 2,4%, ligeiramente acima dos 2,3% registrados até abril. Os números vieram um pouco melhores do que o esperado pelo mercado, que previa alta mensal de 0,2% e avanço anual de 2,5%.

O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, acompanha diversos indicadores de inflação para alcançar sua meta de 2%. A expectativa do mercado é que a instituição mantenha os juros inalterados na próxima reunião, marcada para a próxima quarta-feira (18), enquanto avalia os efeitos econômicos das tarifas comerciais.

Segundo analistas, o impacto das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump ainda tem sido limitado, já que muitos varejistas continuam vendendo estoques comprados antes da nova taxação entrar em vigor.

EUA x China

Representantes dos Estados Unidos e da China anunciaram na noite desta terça-feira (10) que chegaram a um princípio de acordo para restaurar a trégua na guerra comercial entre os países. As declarações vieram após dois dias de negociações em Londres, na Inglaterra.

Segundo o vice-ministro do Comércio da China, Li Chenggang, e o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, o consenso ainda será apresentado aos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que deverão decidir ou não pela aprovação dos termos.

Washington e Pequim ainda tentam se entender após a trégua temporária sobre tarifas, firmada em 12 de maio, em Genebra, na Suíça, que reduziu as tensões comerciais.

Depois do acordo, os EUA passaram a acusar a China de não cumprir seus compromissos, especialmente no que diz respeito à exportação de terras raras.

A situação é acompanhada de perto por investidores preocupados com a possibilidade de uma guerra comercial caótica prejudicar os lucros corporativos e interromper as cadeias de suprimentos nos meses cruciais que antecedem a temporada de compras de fim de ano.

  • 🔎 O mercado entende que o aumento das tarifas sobre importações pode elevar os preços finais e os custos de produção, pressionando a inflação e reduzindo o consumo — o que pode levar à desaceleração da maior economia do mundo e até a uma recessão global.
EUA e China avançam em acordo sobre tarifaço
EUA e China avançam em acordo sobre tarifaço

Impasse do IOF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente Lula nesta terça-feira e confirmou que vai enviar ao Congresso as medidas apresentadas nos últimos dias para tentar compensar a revogação do aumento do IOF.

No domingo (8), ele antecipou algumas das ações que pretende tomar para aumentar a arrecadação dos cofres públicos. Entre elas, estão:

  • o fim da isenção do Imposto de Renda para títulos de investimento como Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que vão passar a ter alíquota de 5%;
  • o aumento de 9% para 15% e 20% da tributação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, o que inclui fintechs;
  • a alta da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%;
  • a cobrança unificada de IR sobre aplicações financeiras, de 17,5% — atualmente, a taxa varia de 15% a 22,5%, a depender do prazo.

O governo também afirmou que pretende reduzir o gasto tributário em pelo menos 10% e discutir a redução de gastos primários.

Apesar disso, a proposta ainda foi mal recebida pelo mercado. Os analistas avaliam que o governo deveria focar em discutir a eficiência dos gastos públicos e em promover reformas estruturais, em vez de apenas propor novas formas de arrecadação.

O anúncio do decreto sobre a alta do IOF foi divulgado há pouco mais de duas semanas pelo governo, junto com um bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento deste ano. O objetivo seria equilibrar as contas públicas e cumprir a meta fiscal.

No entanto, o mercado reagiu mal à decisão, o que levou o governo a recuar no mesmo dia de parte da medida. Além disso, o Congresso começou a se movimentar para aprovar uma derrubada do decreto presidencial sobre o aumento de imposto, algo inédito nos últimos 25 anos.

O governo, então, buscou os presidentes da Câmara e do Senado para negociar uma proposta alternativa que substitua parte dos ganhos que seriam obtidos com o novo IOF.

Equipe econômica apresenta medidas pra compensar aumento do IOF
Equipe econômica apresenta medidas pra compensar aumento do IOF

Com informações da agência de notícias Reuters.

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terça-feira, 10 de junho de 2025

IPCA: preços sobem 0,26% em maio, puxados por alta na conta de luz

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Segundo o IBGE, índice desacelerou em relação ao mês anterior, com queda nos preços das passagens aéreas, da gasolina e de alguns alimentos. Resultado veio melhor do que o mercado projetava.
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Por Júlia Nunes, g1 — São Paulo

Postado em 10 de Junho de 2.025 às 11h00m

$.#  Postagem  Nº     1.029  #.$

IPCA de Maio fica abaixo das previsões
IPCA de Maio fica abaixo das previsões

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,26% em maio, conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado representa uma queda de 0,17 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior, quando o IPCA havia subido 0,43%.

No acumulado do ano, o índice registra uma alta de 2,75%. Na janela de 12 meses, a inflação desacelerou de 5,53% para 5,32%, após um período de aceleração. (veja o gráfico abaixo)

A alta de 0,26% é a menor para o mês desde 2023, quando os preços subiram 0,23% em maio. No ano, o menor índice registrado até agora foi em janeiro, de 0,16%.

Agora, os resultados foram impulsionados, principalmente, pelo grupo de Habitação, que avançou 1,19%. Dentro dele, a energia elétrica residencial subiu 3,62%, por causa da bandeira amarela nas contas de luz.

Por outro lado, as quedas nos preços das passagens aéreas, da gasolina e de alguns alimentos, como o tomate e o arroz, aliviaram o índice. (leia mais abaixo)

A inflação de maio veio melhor do que as projeções do mercado financeiro, que esperavam um avanço de 0,37% nos preços.

Veja o resultado dos grupos do IPCA em maio

Sete dos nove grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram alta:

  • Alimentação e bebidas: 0,17%;
  • Habitação: 1,19%;
  • Vestuário: 0,41%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,54%;
  • Despesas pessoais: 0,35%;
  • Educação: 0,05%;
  • Comunicação: 0,07%.

Os dois grupos que tiveram queda foram:

  • Artigos de residência: -0,27%;
  • Transportes: -0,37%;

Conta de luz e remédios pesaram na inflação do mês

Segundo o IBGE, o que mais pesou na inflação no mês foi o grupo Habitação, que acelerou de 0,14% em abril para 1,19% em maio. A energia elétrica residencial (3,62%) foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês (0,14 p.p.).

O resultado pode ser explicado pela bandeira amarela nas contas de luz, que adicionou um custo de R$ 1,88 nas faturas dos consumidores para cada 100 kWh utilizados.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão de aumentar os preços foi tomada "devido a redução das chuvas em razão da transição do período chuvoso para o período seco do ano".

Além disso, houve reajuste da tarifa de energia em várias capitais, como Recife, Fortaleza, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte e Campo Grande.

Outro item que se destacou no resultado do IPCA de maio foi o de produtos farmacêuticos, que subiu 0,69%, por causa do reajuste no preço dos medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O plano de saúde também subiu 0,57%, mas o grupo total, de Saúde e cuidados pessoais, desacelerou de 1,18% em abril para 0,54% em maio.

Passagens aéreas, gasolina e alimentação aliviaram o índice

O grupo de Transportes contribuiu para a desaceleração do IPCA de maio, com um recuo de 0,37%.

Essa queda foi impulsionada pelo resultado da passagem aérea (-11,31%) e dos combustíveis (-0,72%), todos registrando variação negativa: o óleo diesel de 1,30%, o etanol de 0,91%, o gás veicular de 0,83%, e a gasolina de 0,66%.

Além disso, houve uma importante desaceleração no grupo de Alimentação e bebidas, de 0,82% em abril para 0,17% em maio.

A alimentação no domicílio saiu de 0,83% para 0,02%, como resultado das quedas do tomate (-13,52%), do arroz (-4,00%), do ovo de galinha (-3,98%) e das frutas (-1,67%).

No lado das altas, destacam-se a batata-inglesa (10,34%), a cebola (10,28%), o café moído (4,59%) e as carnes (0,97%).

INPC fica em 0,35%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para reajustes do salário mínimo e que calcula a inflação para famílias de renda mais baixa, registrou uma alta de 0,35% em maio. Em abril, o índice havia subido 0,48%.

Com isso, o INPC acumulou uma alta de 5,20% nos 12 meses até maio de 2025.

IPCA: preços sobem 0,26% em maio, puxados por alta na conta de luz — Foto: rawpixel.com/Freepik
IPCA: preços sobem 0,26% em maio, puxados por alta na conta de luz — Foto: rawpixel.com/Freepik

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