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terça-feira, 10 de março de 2026

Lista de bilionários da Forbes tem 70 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas

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Topo da lista ficou com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Fortuna do empresário é de US$ 35,9 bilhões.

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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 10 de Março de 2.025 às 11h05m
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Com uma fortuna de US$ 35,9 bilhões, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin é atualmente o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes publicado nesta terça-feira (10).

Este é o terceiro ano consecutivo em que o empresário ocupa o topo da lista de bilionários brasileiros. Pelo ranking geral, ele é o 59º mais endinheirado do mundo.

1. Eduardo Saverin: US$ 35,9 bilhões

  • Idade: 43 anos
  • Onde mora: Singapura
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook — Foto: Roslan Rahman/AFP/Arquivo

Saverin é paulista — nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. O brasileiro é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram quando estavam na faculdade.

Ele tem 43 anos e mora atualmente em Singapura, com sua esposa e seu filho. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação.

Em 2024, ele chegou a receber o título de brasileiro mais rico da história. Na época, sua fortuna ficou avaliada em US$ 155,9 bilhões, após as ações da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — terem uma forte valorização com a divulgação de resultados trimestrais da empresa.

Atualmente, Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital (aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte).

2. André Esteves: US$ 20,2 bilhões

  • Idade: 72 anos
  • Onde mora: Suíça
Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce
Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo — Foto: REUTERS/Nacho Doce

O banqueiro André Esteves, de 56 anos, começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição.

Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual.

Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa.

O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões.

A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía da instituição.

3. Jorge Paulo Lemann: US$ 19,8 bilhões

  • Idade: 85 anos
  • Onde mora: Suíça
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo
O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo

O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas.

Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard.

Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle.

No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões.

Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons.

4. Fernando Roberto Moreira Salles: US$ 9,9 bilhões

  • Idade: 79 anos
  • Onde mora: São Paulo

Fernando, primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. A família também controla a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Em 2022, durante um processo de reestruturação, Fernando adquiriu parte das cotas dos irmãos Walther Júnior e João — mais ligados ao setor cultural — e passou a deter 50% da EJ, que possui cerca de 33% das ações do Itaú.

5. Pedro Moreira Salles: US$ 9,1 bilhões

  • Idade: 66 anos
  • Onde mora: São Paulo

Pedro Moreira Salles é banqueiro e um dos principais acionistas do Itaú Unibanco. Filho do diplomata e fundador do Unibanco, Walther Moreira Salles, integra a família que controla o banco e também a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Ele já presidiu o conselho do Itaú Unibanco e segue como uma das figuras centrais na governança do grupo.

6. Jorge Moll Filho: US$ 7,5 bilhões

  • Idade: 59 anos
  • Onde mora: Rio de Janeiro

Jorge Moll Filho é um empresário brasileiro do setor de saúde, conhecido por ser fundador e presidente do conselho da Rede D'Or São Luiz, a maior rede privada de hospitais do Brasil.

Filho do médico Jorge Moll, ele ajudou a transformar o pequeno hospital criado pela família no Rio de Janeiro em um dos maiores grupos hospitalares da América Latina. Sob sua liderança, a Rede D'Or expandiu com aquisições de hospitais, laboratórios e operadoras de saúde.

Em 2020, a empresa realizou um dos maiores IPOs da história da bolsa brasileira, na B3, consolidando a companhia como uma das maiores do setor de saúde no país.

Veja abaixo brasileiros mais ricos, segundo a Forbes.

  1. Eduardo Saverin — US$ 35,9 bilhões
  2. André Esteves — US$ 20,2 bilhões
  3. Jorge Paulo Lemann — US$ 19,8 bilhões
  4. Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 9,9 bilhões
  5. Pedro Moreira Salles — US$ 9,1 bilhões
  6. Jorge Moll Filho — US$ 7,5 bilhões
  7. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles — US$ 7,4 bilhões
  8. Carlos Alberto Sicupira — US$ 6,9 bilhões
  9. Miguel Krigsner — US$ 6,8 bilhões
  10. Alex Behring — US$ 5,8 bilhões
  11. Joesley Batista — US$ 5,4 bilhões
  12. Wesley Batista — US$ 5,4 bilhões
  13. João Moreira Salles — US$ 5,1 bilhões
  14. Walther Moreira Salles Jr. — US$ 5,1 bilhões
  15. Roberto Sallouti — US$ 4,7 bilhões
  16. José João Abdalla Filho — US$ 4,2 bilhões
  17. Maurizio Billi — US$ 4,2 bilhões
  18. José Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
  19. João Roberto Marinho — US$ 4,1 bilhões
  20. Alceu Elias Feldmann — US$ 3,7 bilhões
  21. Renato dos Santos — US$ 3,5 bilhões
  22. Roberto Irineu Marinho — US$ 3,3 bilhões
  23. Mário Araripe — US$ 3,3 bilhões
  24. Marcel Herrmann Telles — US$ 2,8 bilhões
  25. Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 2,7 bilhões
  26. Lírio Parisotto — US$ 2,7 bilhões
  27. Jayme Garfinkel — US$ 2,7 bilhões
  28. Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela — US$ 2,5 bilhões
  29. Alexandre Grendene Bartelle — US$ 2,5 bilhões
  30. Julio Bozano — US$ 2,4 bilhões
  31. Rubens Menin — US$ 2,3 bilhões
  32. Luciano Hang — US$ 2,3 bilhões
  33. Guilherme Benchimol — US$ 2,1 bilhões
  34. Edir Macedo — US$ 2 bilhões
  35. Luiz Frias — US$ 2 bilhões
  36. Cristina Junqueira — US$ 1,9 bilhões
  37. Liu Ming Chung — US$ 1,9 bilhões
  38. Ilson Mateus — US$ 1,8 bilhões
  39. Sasson Dayan — US$ 1,7 bilhões
  40. Artur Grynbaum — US$ 1,7 bilhões
  41. Ricardo Villela Marino — US$ 1,7 bilhões
  42. Eduardo Voigt Schwartz — US$ 1,7 bilhões
  43. Rodolfo Villela Marino — US$ 1,7 bilhões
  44. Carlos Sanchez — US$ 1,7 bilhões
  45. Mariana Voigt Schwartz Gomes — US$ 1,7 bilhões
  46. José Isaac Peres — US$ 1,6 bilhões
  47. Daniel Feffer — US$ 1,5 bilhões
  48. David Feffer — US$ 1,5 bilhões
  49. Ruben Feffer — US$ 1,5 bilhões
  50. Rubens Ometto Silveira Mello — US$ 1,5 bilhões
  51. Blairo Maggi — US$ 1,4 bilhões
  52. Jorge Feffer — US$ 1,4 bilhões
  53. José Ermírio de Moraes Neto — US$ 1,4 bilhões
  54. Neide Helena de Moraes — US$ 1,4 bilhões
  55. José Roberto Ermírio de Moraes — US$ 1,4 bilhões
  56. Itamar Locks — US$ 1,4 bilhões
  57. Dora Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhões
  58. Lívia Voigt de Assis — US$ 1,4 bilhões
  59. Luana Lopes Lara — US$ 1,3 bilhões
  60. Vera Rechulski Santo Domingo — US$ 1,3 bilhões
  61. Pedro Grendene Bartelle — US$ 1,3 bilhões
  62. Hugo Ribeiro — US$ 1,3 bilhões
  63. Marciano Testa — US$ 1,2 bilhões
  64. Lia Maria Aguiar — US$ 1,2 bilhões
  65. Ivan Müller Botelho — US$ 1,1 bilhões
  66. Pedro Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  67. Amelie Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  68. Antonio Luiz Seabra — US$ 1,1 bilhões
  69. Felipe Voigt Trejes — US$ 1,1 bilhões
  70. Maria Frias — US$ 1,1 bilhões
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo

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    sábado, 7 de março de 2026

    Guerra no Irã: petróleo sobe quase 30% na semana por conflito no Oriente Médio

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    Escalada do conflito envolvendo o Irã interrompe tráfego em rota vital para o petróleo mundial e impulsiona cotações. Especialistas alertam para risco de inflação global e impactos nos combustíveis e na economia.
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    Por Redação g1 — São Paulo

    Postado em 07 de Março de 2.026 às 06h00
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    Petróleo chega a US$ 90 com guerra no Irã
    Petróleo chega a US$ 90 com guerra no Irã

    A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma alta de quase 30% nos preços do petróleo nos mercados internacionais nesta semana.

    A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — elevou as preocupações com o abastecimento global e pressionou as cotações.

    • O barril do Brent encerrou esta sexta-feira (6) cotado a US$ 92,69, alta superior a 8% em relação ao dia anterior e de 27,88% no acumulado da semana.
    • Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a US$ 90,90, avanço de mais de 12% no dia e de 35,63% na semana.

    Em poucos dias, o preço do barril subiu mais de US$ 20, e desde o início do ano o aumento já supera US$ 30.

    Especialistas avaliam que a valorização reflete a combinação entre risco geopolítico elevado e impactos concretos no fluxo de energia.

    Escalada da guerra no Irã

    A tensão aumentou ainda mais nesta semana, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que passou a exigir a rendição incondicional" do Irã.

    O país é um dos principais produtores globais de petróleo e o conflito acabou afetando diretamente a navegação no Golfo Pérsico.

    Segundo empresas que monitoram rotas marítimas, o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra.

    Cerca de 300 embarcações estão paradas na região aguardando condições de segurança para seguir viagem.

    Ataques também atingiram navios que transportam petróleo.

    Em terra, o conflito também se intensificou.

    O Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, levando milhões de pessoas a buscar abrigo. A ofensiva ocorreu após fracassarem tentativas diplomáticas em Washington para interromper os ataques americanos.

    No mesmo período, um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, em um episódio que deixou ao menos 80 mortos.

    Sistemas de defesa aérea da Otan também interceptaram um míssil iraniano lançado em direção à Turquia.

    Diante do risco de interrupções prolongadas no fornecimento de energia, alguns países produtores já começaram a reduzir suas atividades.

    O Iraque diminuiu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, em meio a dificuldades de armazenamento e exportação.

    Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters
    Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters

    Rotas de petróleo entram em alerta

    Especialistas alertam que, caso o bloqueio no Estreito de Ormuz continue, cerca de 3,3 milhões de barris diários podem deixar de chegar ao mercado internacional em poucos dias.

    Outros países também adotaram medidas emergenciais.

    A China pediu que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina, enquanto os EUA autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, apesar das sanções vigentes.

    O Catar, maior exportador de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações após ataques a instalações energéticas. Fontes do setor indicam que pode levar pelo menos um mês para que a produção volte ao normal.

    Para tentar reduzir os riscos à navegação, o governo americano afirmou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios mercantes que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, embora analistas avaliem que o fluxo dificilmente voltará ao nível anterior ao início da guerra no curto prazo.

    Alta do petróleo pode pressionar combustíveis e inflação

    A alta do petróleo já começa a gerar preocupações sobre seus efeitos na economia global.

    Segundo o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da Mix Fiscal, Fabrício Tonegutti, a interrupção na principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio tende a pressionar os preços da energia e gerar impactos em diversos setores.

    O conflito aumentou o risco de interrupção de petróleo no Oriente Médio, isso fez com que o preço do barril subisse de US$ 65 para US$ 90 nos últimos dias. Quando o preço do petróleo sobe no mercado internacional, isso acaba impactando diretamente o Brasil, explica.

    De acordo com ele, o primeiro efeito costuma aparecer nos combustíveis, já que o país utiliza referências internacionais para definir preços, mesmo sendo produtor de petróleo.

    O diesel ficando mais caro significa que o frete também vai encarecer, o que ocasiona o aumento do preço dos alimentos, produtos de supermercado e praticamente tudo que depende da logística para chegar ao consumidor final, afirma.

    Tonegutti acrescenta que o encarecimento da energia tende a pressionar a inflação e pode chegar ao bolso dos consumidores em poucas semanas.

    Não é um efeito imediato, mas costuma aparecer em algumas semanas, diz.

    Segundo ele, a evolução do conflito será determinante para o comportamento das cotações. Caso a tensão diminua, os preços podem recuar.

    Por outro lado, se a crise persistir na região, alguns analistas já projetam que o barril de petróleo pode se aproximar da marca de US$ 100.

    Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1
    Infográfico - Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1

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    quinta-feira, 5 de março de 2026

    Lucro da Petrobras quase triplica em 2025 e chega a R$ 110,1 bilhões

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    Resultado foi divulgado na noite desta quinta-feira (5); estatal atribui desempenho ao aumento da produção de óleo e gás, que compensou a queda de 14% no preço do petróleo no ano.
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    https://g1.globo.com/economia/

    Postado em 05 de Março de 2.026 às 22h30m
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    Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1
    Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/g1

    A Petrobras informou na noite desta quinta-feira (5) que registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, resultado que representa alta de cerca de 200% em relação a 2024, quando a companhia havia lucrado R$ 36,6 bilhões. Na prática, o resultado indica que o lucro da estatal quase triplicou em um ano.

    Segundo a empresa, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário considerado desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent crude oil ao longo do ano.

    De acordo com a companhia, o resultado foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás e pela melhora da eficiência operacional.

    O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.

    A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2025, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.

    Com isso, o fluxo de caixa operacional — dinheiro gerado pelas operações regulares da empresa — chegou a R$ 200 bilhões (US$ 36 bilhões) no ano.

    Segundo o diretor financeiro e de relacionamento com investidores da companhia, Fernando Melgarejo, o resultado reflete a estratégia da empresa de ampliar a produção com disciplina de capital.

    Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa, afirmou.

    Investimentos

    A Petrobras informou que investiu R$ 112,9 bilhões (US$ 20,3 bilhões) em 2025, valor dentro da faixa prevista pela companhia para o período.

    A maior parte dos recursos foi destinada ao segmento de exploração e produção, que respondeu por cerca de 84% dos investimentos. O montante incluiu a aceleração de projetos e o avanço de unidades de produção em campos do pré-sal.

    Entre os fatores que contribuíram para o aumento da produção estão:

    • início da operação e aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias;
    • manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba;
    • ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão;
    • maior eficiência operacional na Bacia de Santos (UN-BS) e no campo de Búzios.

    As novas unidades adicionaram 585 mil barris por dia de capacidade nominal de produção operada pela Petrobras, segundo a companhia.

    Exportações recordes

    A estatal também informou que as exportações de petróleo atingiram recorde anual, com média de 765 mil barris por dia.

    No quarto trimestre de 2025, o volume chegou a 999 mil barris por dia, o maior nível já registrado em um trimestre.

    Impactos cambiais e indicadores

    Outro fator que influenciou o resultado do ano foi a valorização do real frente ao dólar, que gerou impacto positivo nas contas da companhia.

    Desconsiderando efeitos cambiais e outros eventos considerados exclusivos do período, o lucro líquido teria sido de R$ 100,9 bilhões (US$ 18,1 bilhões).

    O EBITDA ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 244,3 bilhões (US$ 43,8 bilhões), também sem eventos extraordinários.

    A dívida bruta da Petrobras encerrou 2025 em US$ 69,8 bilhões. Segundo a empresa, o valor foi impactado principalmente pela inclusão de contratos de afretamento de plataformas na contabilidade da dívida.

    Dividendos e tributos

    O conselho de administração da Petrobras aprovou o envio à assembleia de acionistas de uma proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos, referente ao quarto trimestre de 2025. Os pagamentos estão previstos para maio e junho de 2026.

    No total, a companhia informou ter distribuído R$ 45,2 bilhões em proventos ao longo de 2025, sendo R$ 17,6 bilhões destinados ao grupo de controle.

    A Petrobras também informou que pagou R$ 227,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios no ano passado.

    Além disso, cerca de R$ 2 bilhões foram destinados a investimentos socioambientais, patrocínios e doações.

    Reservas e refino

    Em 2025, a empresa informou ter incorporado 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente em reservas, alcançando um índice de reposição de reservas de 175%, mesmo com produção recorde.

    A relação entre reservas provadas e produção, indicador conhecido como R/P, ficou em 12,5 anos.

    No refino, o parque da companhia operou com fator de utilização total de 91%, com diesel, gasolina e querosene de aviação representando 68% da produção total de derivados.

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    quarta-feira, 4 de março de 2026

    BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990

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    Com motor turbo e bateria maior, híbrido plug-in tenta reduzir a vantagem do GWM Haval H6 em autonomia elétrica. Rival ultrapassa os 115 km rodando apenas no modo elétrico.
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    Por André Fogaça, g1 — São Paulo

    Postado em 04 de Março de 2.026 às 12h50m
    Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

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    BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990
    BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990

    BYD renovou o Song Plus, segundo híbrido mais vendido do Brasil em 2025. Por fora, quase nada muda, mas o modelo evoluiu em eficiência e reforça a disputa com seu principal rival, o GWM Haval H6 PHEV.

    A principal novidade está no conjunto mecânico: o motor 1.5 aspirado, usado desde o lançamento do Song Plus no Brasil, em 2022, foi substituído por um propulsor turbo. Ele trabalha em conjunto com o motor elétrico, ampliando desempenho e eficiência.

    A bateria também aumentou, passando de 18,3 kWh para 26,3 kWh. Com essa nova capacidade, o SUV médio consegue andar 99 km com uma carga e reduz a diferença em autonomia quando comparado aos modelos que mais rodam no modo 100% elétrico, segundo o Inmetro:

    • GWM Wey: 128 km com uma carga;
    • GWM Haval H6 GT e PHEV35: 119 km com uma carga.
    BYD Song Plus — Foto: divulgação/BYD
    BYD Song Plus — Foto: divulgação/BYD

    Com a nova bateria, a BYD promete alcance combinado de até 1.150 km, somando energia elétrica e combustível. O valor chama atenção, mas fica abaixo dos 1.200 km declarados para o BYD Song Plus sem motor turbo.

    Para facilitar a recarga da bateria, o BYD Song Plus passou a contar com carregador rápido, que permite carga completa em 55 minutos — antes, o processo levava cerca de três horas na tomada.

    Com isso, fica claro que a BYD teve como principal alvo o GWM Haval H6 ao decidir atualizar o Song Plus no Brasil. O Wey 07 foca em um público mais abastado ao custar consideravelmente mais: R$ 429 mil.

    Song Plus será produzido no Brasil

    Além das novidades técnicas do SUV médio, a BYD já havia confirmado que o Song Plus está entre os modelos que serão montados na fábrica de Camaçari (BA), onde antes operava a planta da Ford responsável por veículos como o EcoSport.

    Com isso, o Song Plus será o quarto modelo produzido no Brasil. Os anteriores foram:

    • Dolphin Mini
    • King
    • Song Pro

    A meta da BYD é alcançar uma produção anual de 600 mil veículos, volume superior ao registrado por concorrentes com grandes fábricas no Brasil, como o grupo Stellantis na unidade de Betim (MG), que produziu 525 mil unidades em 2025.

    As demais fábricas do grupo, responsável por marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, colocaram 317 mil veículos no mercado: 250 mil produzidos em Goiana (PE) e outros 67 mil em Porto Real (RJ).

    Concorrência cresceu para o Song Plus

    Quando chegou ao Brasil, em 2022, o BYD Song Plus encontrou um mercado praticamente sem concorrentes com sistema híbrido plug-in. A GWM ainda não atuava no país, e as marcas já presentes demonstravam pouco interesse nesse tipo de tecnologia.

    Estes foram os 10 carros híbridos plug-in mais vendidos em 2022, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE):

    1. Caoa Chery Tiggo 8: 1.941 emplacamentos;
    2. Volvo XC60: 1.879 emplacamentos;
    3. BMW X5: 1.003 emplacamentos;
    4. Land Rover Discovery: 935 emplacamentos;
    5. Volvo XC90: 879 emplacamentos;
    6. Porsche Cayenne: 787 emplacamentos;
    7. BMW X3: 759 emplacamentos;
    8. BMW 330e: 609 emplacamentos;
    9. Land Rover Range Rover: 537 emplacamentos;
    10. Audi Q5: 437 emplacamentos.

    Esse cenário favorável levou o modelo à segunda colocação no ranking dos veículos eletrificados mais vendidos do Brasil já no ano seguinte.

    O Song Plus ficou atrás apenas do Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, que somou 10.283 emplacamentos, contra 7.669 unidades vendidas da versão GS do SUV da BYD.

    Na comparação com o líder de 2022 no segmento de híbridos plug-in, o Song Plus registrou um volume de vendas quase quatro vezes maior.

    Em 2024, o Song Plus superou o Corolla Cross no ranking geral de eletrificados e manteve essa posição em 2025. No entanto, perdeu a liderança para outros modelos da própria BYD, como o Dolphin Mini GS e o Song Pro GS.

    Hoje, o Song Plus enfrenta concorrentes diretos que vão além do Haval H6, com preço circulando na mesma faixa de preço. Um deles é o Jaecoo 7, que adota visual mais aventureiro e aposta em uma autonomia combinada de até 1.200 km, com bateria carregada e tanque cheio.

    O preço sugerido do Jaecoo 7 parte de R$ 234.990 e chega a R$ 256.990, a depender da versão escolhida.

    Outro concorrente recente é o Leapmotor C10, que aposta em um visual mais arredondado. Ele não promete a mesma autonomia total dos rivais, mas se destaca por ser o primeiro híbrido do tipo REEV vendido no Brasil.

    Nesse tipo de veículo, o motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para as baterias. Elas alimentam os motores elétricos, que são os únicos responsáveis pela tração do SUV. No Brasil, o C10 híbrido custa R$ 219.990.

    Nomenclatura da BYD é confusa

    Apesar de compartilharem o mesmo nome, diferenciados apenas pelo sufixo, Song Plus e Song Pro são modelos distintos e com preços em patamares diferentes:

    • BYD Song Plus (2025): R$ 249.900;
    • BYD Song Pro: entre R$ 189.990 e R$ 199.990.
    BYD Song Pro será um dos modelos produzidos no Brasil — Foto: Divulgação
    BYD Song Pro será um dos modelos produzidos no Brasil — Foto: Divulgação

    Enquanto no iPhone a versão Pro é mais completa e cara que a Plus, nos Song Plus essa lógica é invertida.

    De forma resumida: o BYD Song Pro é uma versão mais comprida, só que com menos espaço no porta-malas, acabamento com menor quantidade de áreas com toque macio e menos equipada que o Plus. Ambos compartilham o mesmo sistema híbrido DM-i com motor 1.5 a gasolina, mudando a capacidade da bateria — menor no Pro.

    Há ainda uma segunda variação do Song Plus, chamada Song Plus Premium. Entre os diferenciais estão a tração integral, mais alto-falantes distribuídos pela cabine e um carregador adicional de celular por indução. Essa versão também estreou o motor 1.5 turbo, agora adotado no Song Plus sem sufixo.

    Com esse pacote mais completo, o BYD Song Plus Premium tem preço de R$ 299.800.

    *Essa reportagem está em atualização.

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