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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Dólar cai a R$ 5,30, menor cotação desde junho do ano passado; bolsa opera acima de recorde de 143 mil pontos

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Na sexta-feira, a moeda norte-americana recuou 0,71%, cotada em R$ 5,3535. O principal índice da bolsa caiu 0,61%, aos 142.272 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Setembro de 2.025 às 10h00m
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Dólar fecha a R$ 5,35, menor valor em mais de um ano
Dólar fecha a R$ 5,35, menor valor em mais de um ano

O dólar começou esta segunda-feira (15) em baixa, recuando 0,83%, a R$ 5,3090, por volta das 13h — o menor valor desde 6 de junho do ano passado. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 1,02%, alcançando 143.724 pontos, acima do recorde registrado no último dia 11 de setembro.

Os investidores aguardam as decisões dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, previstas para quarta-feira (17). A principal expectativa gira em torno de um possível corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos, atualmente entre 4,25% e 4,5%, faixa mantida desde dezembro do ano passado — e é isso que tem enfraquecido o dólar desde a semana passada (entenda mais abaixo).

▶️ Antes da abertura do mercado, o Banco Central divulgou o boletim Focus, indicando que analistas reduziram a previsão de inflação para 2025, de 4,85% para 4,83%. A estimativa para 2026 permaneceu estável.

▶️ Ainda no cenário local, o BC também divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) referente a julho, que registrou queda de 0,5% na comparação com o mês anterior. Foi o terceiro mês consecutivo de recuo do índice, que é visto como uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB). Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam contração de 0,2%.

▶️ Nos EUA, o banco central regional de Nova York divulga o índice Empire State, um indicador que mostra como está o setor industrial na região em setembro. No mês passado, esse número foi de 11,9, e agora a previsão é que caia para 3.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -1,10%;
  • Acumulado do mês: -1,26%;
  • Acumulado do ano: -13,37%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,26%;
  • Acumulado do mês: +0,60%;
  • Acumulado do ano: +18,28%.
Enfraquecimento do dólar

O dólar começou a semana em baixa, sendo negociado abaixo de R$ 5,33, diante das expectativas de que o banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) inicie uma série de reduções na taxa de juros na quarta-feira (17).

  • Os investidores esperam atualmente três cortes seguidos de 0,25 ponto percentual, previstos para setembro, outubro e dezembro.

Segundo Leonel Mattos, analista da StoneX, essa expectativa diminui o interesse pelos papéis do Tesouro americano, já que o retorno financeiro tende a ser menor.

Isso afasta investidores de fora. Como resultado, o dólar enfraquece e moedas de países com rendimento mais alto, como o real, ganham espaço, explica.

Apesar disso, o analista destaca que ainda há cautela em relação à decisão que será anunciada na quarta-feira.

Além da definição sobre os juros, o banco central americano deve divulgar suas projeções para os próximos anos, incluindo o chamado dotplot — uma ferramenta que mostra como o Fed enxerga o ritmo de cortes até 2027.

Alguns analistas acreditam que o banco central americano pode adotar uma postura mais cautelosa, com cortes mais distantes entre si — o que poderia fazer o dólar voltar a se valorizar, afirma Mattos.

Diante desse cenário, o presidente Donald Trump pediu nesta segunda-feira que o presidente do banco central americano, Jerome Powell, faça um corte "mais amplo" na taxa de juros e mencionou o mercado imobiliário em uma publicação nas redes sociais, antes da reunião marcada para esta semana.

Em sua plataforma, a Truth Social, Trump afirmou que Jerome Powell "deve reduzir os juros agora, e em um nível maior do que havia considerado".

O presidente voltou a se referir a Powell como "muito atrasado", apelido que usou recentemente por ele não ter reduzido os juros.

Boletim Focus

Por aqui, os investidores reforçaram a expectativa pela manutenção da taxa básica de juros (Seliccom o boletim "Focus" desta semana, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central (BC).

Os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação de 2025 de 4,85% para 4,83%. A projeção de 2026 ficou estável.

  • ➡️ Para 2026, a projeção permaneceu em 4,30%;
  • ➡️ Para 2027, a expectativa caiu de 3,93% para 3,90%;
  • ➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,70%.

A projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu estável em 2,16%.

Para 2026, a projeção de crescimento do PIB caiu de 1,85% para 1,80%.

Economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a taxa básica de juros em 2025.

Para o fechamento de 2025, a projeção permanece em 15% ao ano — atual nível da taxa básica de juros. Para o fim de 2026, a projeção recuou de 12,50% para 12,38% ao ano. Para 2027, a projeção do mercado também permaneceu em 10,50% ao ano.

Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2025 recuou de R$ 5,55 para R$ 5,50. Para o encerramento de 2026, a estimativa continuou em R$ 5,60

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices de ações S&P 500 e Nasdaq atingiram máximas históricas intradiárias nesta segunda-feira, começando a semana com a reunião de política monetária do Federal Reserve em alta, enquanto a Tesla subiu após a compra de papéis da companhia pelo presidente-executivo, Elon Musk.

Às 11h33 o índice Dow Jones subia 0,26%, para 45.951,16, o S&P 500 tinha alta de 0,49%, aos 6.616,24 pontos, e o Nasdaq avançava 0,64%, para 22.283,34 pontos.

As bolsas europeias começaram a semana em alta, impulsionadas principalmente pelas ações de bancos. Os investidores estão se preparando para uma série de decisões importantes de bancos centrais ao longo da semana, incluindo os do Reino Unido, Japão, Canadá e, principalmente, dos Estados Unidos.

Com os mercados abertos, os principais índices da Europa apresentam desempenho positivo. O índice geral STOXX 600 sobe 0,5%. Em Paris, o CAC-40 avança 1,13%; em Milão, o Ftse/Mib sobe 1,02%; em Frankfurt, o DAX tem alta de 0,61%; em Madri, o Ibex-35 cresce 0,59%; em Lisboa, o PSI20 sobe 0,30%. Londres é a única exceção, com leve queda de 0,02% no índice Financial Times.

Na Ásia, os investidores estão otimistas com as ações de tecnologia da China, mesmo diante de dados econômicos fracos. Além disso, as negociações comerciais entre China e EUA voltaram a ganhar força, o que contribui para o interesse renovado nas empresas chinesas.

Os resultados mostram um cenário misto. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,22%, atingindo o maior nível dos últimos quatro anos. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,26%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 0,24%. Em Seul, o Kospi avançou 0,35%; em Taiwan, o Taiex caiu 0,46%; em Cingapura, o Straits Times recuou 0,21%; e em Sydney, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,13%.

Cédulas de dólar — Foto: Pexels
Cédulas de dólar — Foto: Pexels

* Com informações da agência de notícias Reuters

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domingo, 14 de setembro de 2025

Reforma tributária: Receita prepara super sistema para aprimorar cobrança de impostos e reduzir sonegação

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Nova plataforma tratará do pagamento dos futuros impostos sobre consumo, previstos em texto aprovado pelo Congresso. Expectativa é processar 70 bilhões de documentos por ano.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 14 de Setembro de 2.025 às 05h00m
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O governo federal está preparando uma plataforma tecnológica sem precedentes no mundo para operacionalizar os pagamentos dos impostos sobre produtos e serviços.

O sistema será 150 vezes maior do que o PIX – ferramenta de transferências em tempo real do Banco Central.

Previsto na reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, o novo sistema vai tratar do recolhimento dos futuros tributos sobre o consumo (IBS dos estados e municípios, e a CBS do governo federal).

Os impostos serão cobrados no lugar dos atuais PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

➡️Milhares de pessoas – envolvendo técnicos da Receita Federal, desenvolvedores contratados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), interlocutores do mercado financeiro e até engenheiros das "big techs" (gigantes de tecnologia) – trabalham para viabilizar a ferramenta.

"O gigantismo é para poder receber esse volume de informações que são 100% das notas eletrônicas. Isso que a gente calcula que é em torno de 70 bilhões de documentos por ano que esse sistema vai receber, que é mais ou menos o volume do PIX", disse o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, ao g1.

"A diferença é que, no PIX, você tem pouca informação. Você tem quem manda, quem recebe e o valor. Na nota, tem um monte de outras informações sobre o produto, sobre quem emite, sobre o crédito. O número de documentos é o mesmo, mas o volume de cada documento é em torno de 150 vezes do PIX. Por isso que a gente fala que é 150 vezes [maior que o PIX]", acrescentou.

  • Um dos módulos da plataforma, chamado de "split payment", permitirá que o valor dos tributos seja direcionado em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal.
  • O sistema também permitirá o ressarcimento de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas.
Projeto-piloto
Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. — Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Já em fase de testes, em um projeto-piloto com quase 500 empresas, o planejamento da Receita Federal é de que o novo sistema esteja funcionando em 2026 sem gerar cobrança efetiva (alíquota será pequena, de 1%, que poderá ser abatida em outros tributos).

A partir de 2027, o sistema do "split payment" começará a operar em toda a economia para a CBS (tributo federal), focado principalmente nas negociações entre empresas — o chamado "business to business", sem abranger o varejo.

Em 2027, haverá a extinção do PIS e da Cofins. De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS, com a redução gradual das alíquotas do ICMS e do ISS e o aumento gradual da alíquota do IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios).

Queda na sonegação

Reforma tributária — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Reforma tributária — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Com o início do chamado "split payment", a expectativa do governo, já divulgada anteriormente, é de que a sonegação de tributos caia drasticamente.

"A evasão tende a diminuir muito porque o dinheiro já cai diretamente ali [na conta do governo, estados e municípios]. A não ser que não pague com meio eletrônico. Se pagar em dinheiro, não tem 'split'. Mas se pagar por qualquer meio eletrônico, vai ter 'splitagem' [separação dos tributos e direcionamento para os governos] na hora com eventual ajuste no mesmo dia e, na preferência, na mesma hora", disse Barreirinhas, da Receita Federal.

Segundo ele, o novo sistema acabará com o problema das chamadas "noteiras", ou seja, empresas de fachada criadas para fraudar o Fisco que emitem notas fiscais falsas ou com informações adulteradas para encobrir operações ilegais.

Além disso, também não será mais possível o empresário pagar os impostos com atraso quando o pagamento for eletrônico.

Ele lembrou que o novo modelo aprovado na reforma tributária será ajustado para manter o atual peso dos tributos sobre o consumo no Brasil.

💵A Receita não divulga estimativas, mas o tributarista Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT, empresa de tecnologia focada em soluções para a reforma tributária, aponta que o "split payment" pode permitir ao governo federal arrecadar de R$ 400 bilhões a R$ 500 bilhões a mais por ano – cifras equivalentes à sonegação fiscal.

"Com o 'split payment', os valores devido de impostos não passam pelo caixa da empresa. É o fim de atrasos no recolhimento e da complexidade das guias de impostos. No entanto, alteram a dinâmica do fluxo de caixa. As empresas vão precisar profissionalizar sua gestão e investir em tecnologia integrada com o 'split'. Não cabem mais planilhas e operações manuais", avaliou Lucas Ribeiro.

➡️Embora o novo sistema tributário sobre o consumo feche brechas à sonegação fiscal e, com isso, arrecade mais por um lado, também está previsto na reforma tributária uma desoneração completa dos investimentos e das exportações — algo que vai gerar perda de arrecadação por outro. Isso também será levado em conta na hora de calcular a futura alíquota do imposto sobre o consumo.

Créditos tributários

Na reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, os futuros IVAs (CBS federal, IBS estadual e municipal) serão não cumulativos, ou seja, os impostos não incidirão sobre valores tributários já pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva.

Assim, as empresas poderão ter créditos (valores a receber) de todos os tributos que já incidiram na aquisição de insumos e etapas anteriores da produção, a exemplo do que acontece nas economias desenvolvidas.

De acordo com a Receita Federal, o futuro sistema tecnológico também será responsável por calcular rapidamente o crédito, para as empresas, dos valores em tributos pagos ao longo da cadeia, ou seja, os valores que serão ressarcidos.

"Como é um sistema integrado nacionalmente, pode ser que a informação sobre o crédito do IBS [imposto estadual e municipal] chegue algumas horas depois. A lei prevê três dias para fazer o ajuste. A gente quer fazer na hora que a gente receber para não desestimular esse problema de fluxo", disse Robinson Barreirinhas, da Receita Federal.
Redução de erros e 'cashback'

De acordo com o governo, a nova plataforma tecnológica também reduzirá os erros de cálculo, ou de classificação dos produtos, pelas empresas. Será oferecida, por exemplo, uma calculadora oficial e, no caso de erro, o empresário será avisado antes de ser autuado.

"Hoje, quando o empresário vai preencher [a nota fiscal], ele preenche do jeito que quer. Vai pro estado, cai na gestão de risco e, se tiver divergência, ele é atuado. Quando for produzir no nosso sistema, o empresário vai usar nossa calculadora", disse Barreirinhas.

"Não tem como errar. E mesmo, se por acaso, ele preencher alguma coisa errada, nosso sistema vai processar. E, se achar uma falha, vai informar para ele corrigir a nota. A grande vantagem desse sistema é ele ser amigável, esse que vai ser o ganho", completou.

A outra funcionalidade da nova plataforma também será o cálculo da devolução de impostos para a população carente por meio do chamado "cashback".

  • Pela reforma aprovada, haverá devolução de 20% dos impostos federais, estaduais e municipais para as pessoas que estão no Cadastro Único com renda familiar "per capita" de menos de meio salário mínimo.
  • No caso das contas de água, luz, esgoto, telefonia e gás encanado, há um abatimento imediato de 100% da CBS (imposto federal) e de 20% do IBS estadual e municipal, reduzindo o valor da fatura total antes mesmo do pagamento.
Presidente Lula sanciona regulamentação da Reforma Tributária
Presidente Lula sanciona regulamentação da Reforma Tributária

ARTE - Reforma tributária: veja principais pontos da proposta do relator — Foto: Arte/g1
ARTE - Reforma tributária: veja principais pontos da proposta do relator — Foto: Arte/g1

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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Dólar fecha a R$ 5,35, menor valor em mais de um ano; Ibovespa recua após recorde na véspera

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A moeda norte-americana recuou 0,71%, cotada em R$ 5,3535. O principal índice da bolsa caiu 0,61%, aos 142.272 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 12 de Setembro de 2.025 às 10h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Bolsonaro condenado: imprensa internacional repercute sentença
Bolsonaro condenado: imprensa internacional repercute sentença

O dólar fechou em queda de 0,71% nesta sexta-feira (12), negociado a R$ 5,3535 — menor nível desde 7 de junho de 2024, quando havia encerrado a R$ 5,3242.

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,61%, aos 142.272 pontos. As perdas ocorreram após o recorde da véspera, com investidores vendendo ações para consolidar ganhos.

Ao longo da sessão, o mercado reagiu à divulgação de novos indicadores nos Estados Unidos e acompanhou possíveis respostas do governo Trump à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na véspera — fator que também pressiona o Ibovespa.

▶️ Ontem, os mercados responderam com otimismo aos dados de emprego e inflação dos EUA, que aumentaram as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Hoje, o índice de confiança do consumidor em setembro ficou em 55,4, abaixo das estimativas de 58.

  • Um índice de confiança mais baixo reforça a percepção de desaceleração econômica. Isso indica que os consumidores estão mais cautelosos quanto ao futuro, o que pode reduzir o consumo e a atividade econômica, elevando a chance de corte de juros pelo Fed.

▶️ No Brasil, investidores acompanharam possíveis reações dos EUA após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ontem, o presidente Donald Trump classificou a decisão como terrível e disse estarmuito insatisfeito. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu uma resposta do governo americano.

▶️ O IBGE divulgou hoje que os serviços prestados no Brasil cresceram 0,3% em julho, como era esperado. Foi a sexta alta seguida do setor. Na comparação com julho do ano passado, o avanço foi de 2,8%, acima da previsão de 2,6%, e marca o maior nível da série histórica.

  • 🔎 A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) acompanha o desempenho do setor de serviços no Brasil. O estudo mede a variação na receita e no volume de serviços prestados por empresas com 20 ou mais funcionários, ajudando na análise da economia e na definição de políticas públicas e investimentos.

▶️ Além disso, o Banco Central realizou hoje dois leilões de dólares durante a manhã, com oferta total de US$ 1 bilhão, para renovar contratos que vencem em 2 de outubro. Depois, fez outro leilão de até 40 mil contratos para rolagem de vencimentos em 1º de outubro de 2025.

Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -1,10%;
  • Acumulado do mês: -1,26%;
  • Acumulado do ano: -13,37%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -0,26%;
  • Acumulado do mês: +0,60%;
  • Acumulado do ano: +18,28%.
Trump critica condenação de Bolsonaro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na quinta-feira (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão.

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a decisão, chamando-a de "terrível" e dizendo estar "muito insatisfeito". Ele comparou o caso ao que enfrentou na Justiça americana:

"Isso é muito parecido com o que tentaram fazer comigo, mas não conseguiram de jeito nenhum. Mas só posso dizer o seguinte: eu o conheci como presidente do Brasil e ele é um bom homem", afirmou.

Trump não comentou se pretende impor sanções ao Brasil. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, publicou na rede X que os EUA "responderão de forma adequada a essa caça às bruxas".

Confiança do consumidor dos EUA cai

A confiança do consumidor dos EUA caiu pelo segundo mês consecutivo em setembro, conforme os consumidores observaram riscos crescentes para as condições de negócios, o mercado de trabalho e a inflação.

A Pesquisa de Consumidores da Universidade de Michigan mostrou nesta sexta-feira que seu Índice de Opinião do Consumidor caiu para 55,4 este mês, o mais baixo desde maio, em comparação com uma leitura final de 58,2 em agosto.

Economistas consultados pela Reuters esperavam uma leitura de 58, pouco alterada em relação ao mês anterior.

"Os consumidores continuam a observar múltiplas vulnerabilidades na economia, com riscos crescentes para as condições de negócios, mercados de trabalho e inflação", disse Joanne Hsu, diretora da Pesquisa de Consumidores, em um comunicado.

"Da mesma forma, os consumidores também percebem riscos para seus bolsos; as finanças pessoais atuais e esperadas diminuíram cerca de 8% este mês. A política comercial permanece altamente saliente para os consumidores, com cerca de 60% dos consumidores fornecendo comentários espontâneos sobre tarifas durante as entrevistas, pouco alterado em relação ao mês passado."

Volume de serviços no Brasil

O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 0,3% em julho sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O resultado ficou em linha com o esperado por economistas.

Foi a sexta alta mensal consecutiva do setor, que segue mostrando resiliência em meio ao aperto monetário. Na comparação com julho do ano passado, os serviços cresceram 2,8%, renovando o ponto mais alto de sua série.

Economistas esperavam alta de 0,3% sobre junho e crescimento de 2,6% na comparação anual, segundo pesquisa da Reuters.

De acordo com o IBGE, três das cinco atividades dos serviços pesquisadas tiveram alta, com destaque para informação e comunicação, que avançou 1%. A atividade de profissionais, administrativos e complementares cresceu 0,4% e os serviços prestados às famílias, 0,3%.

Os transportes, por outro lado, sofreram a maior retração (-0,6%), seguidos por outros serviços (-0,2%).

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Logo, o fraco desempenho de transportes refletiu uma queda das receitas do transporte aéreo, após cinco meses seguidos de crescimento, em meio a uma alta dos preços das passagens no mês.

O Banco Central, que voltará a se reunir para deliberar sobre os juros na próxima semana, tem destacado sua preocupação com a resiliência da inflação de serviços, conforme o setor opera acima do seu potencial. A expectativa é que a autarquia mantenha a Selic em 15%.

Bolsas globais

Em Wall Street, os mercados encerraram mistos nesta sexta-feira, após uma semana marcada por dados econômicos que mantiveram a expectativa de que o Fed irá reduzir os juros na próxima semana.

O índice Nasdaq acompanhou o otimismo e registrou seu quinto recorde consecutivo, ao subir 0,45%, para 22.141,10 pontos. O Dow Jones recuou 0,59%, para 45.834,22 pontos, e o S&P 500 caiu 0,06%, para 6.583,63 pontos.

Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda. O recuo nas ações de empresas do setor de saúde tem pressionado os índices, enquanto investidores aguardavam uma decisão importante sobre a nota de crédito da França, que será divulgada pela agência Fitch.

Veja como ficaram os principais índices da região: em Londres, o Financial Times (FTSE) recuou 0,15%, a 9.283 pontos; em Frankfurt, o DAX caiu 0,02%, a 23.698 pontos; em Paris, o CAC perdeu 0,02%, a 7.825 pontos; em Milão, o FTSE/MIB avançou 0,32%, a 42.566 pontos.

Na Ásia, os mercados fecharam com resultados mistos. As bolsas da China recuaram após alcançarem o maior nível em dez anos, enquanto o entusiasmo com avanços em inteligência artificial impulsionou os ganhos em Hong Kong. Em outras partes da região, o clima foi de otimismo.

No fechamento: em Xangai, o índice SSEC caiu 0,12%, a 3.870 pontos; o CSI300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, perdeu 0,57%, a 4.522 pontos; em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,16%, a 26.388 pontos; em Tóquio, o Nikkei avançou 0,89%, a 44.768 pontos; em Seul, o Kospi teve alta de 1,54%, a 3.395 pontos.

Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

* Com informações da agência de notícias Reuters

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