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quinta-feira, 26 de junho de 2025

Fortuna do 1% mais rico poderia acabar com a pobreza 22 vezes, aponta estudo

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Novo relatório da Oxfam mostra que a elite global concentrou US$ 33,9 trilhões (cerca de R$ 185 trilhões) em uma década, enquanto 3,7 bilhões de pessoas sobrevivem com apenas R$ 45 por dia.
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Por Rafaela Zem, g1

Postado em 26 de Junho de 2.025 às 15h20m

$.#  Postagem  Nº     1.038  #.$

Comunidades da Vila Andrade contrastam com o luxo de mansões do Panamby, na Zona Sul de SP — Foto: Celso Tavares/G1
Comunidades da Vila Andrade contrastam com o luxo de mansões do Panamby, na Zona Sul de SP — Foto: Celso Tavares/G1

Enquanto cerca de 3,7 bilhões de pessoas continuam lutando para sobreviver com menos de US$ 8,30, o equivalente a R$ 45, o 1% mais rico do planeta viu sua fortuna crescer como nunca: mais de US$ 33,9 trilhões (cerca de R$ 185 trilhões) foram acumulados desde 2015.

Esse valor seria suficiente para acabar com a pobreza global por 22 vezes, segundo a Oxfarm, organização internacional dedicada ao estudo das desigualdades.

A conclusão está no novo relatório "Do Lucro Privado ao Poder Público: Financiando o Desenvolvimento, Não a Oligarquia", publicado nesta terça-feira (25), há poucos dias maior conferência internacional sobre financiamento do desenvolvimento da última década, em Sevilha, na Espanha.

Segundo a organização, a riqueza de apenas 3 mil bilionários cresceu US$ 6,5 trilhões (R$ 35,4 trilhões) nesse período e já representa 14,6% de todo o PIB global.

Entre os anos de 1995 e 2023, a riqueza privada global saltou US$ 342 trilhões (R$ 1,86 quatrilhão)oito vezes mais do que o que os governos conseguiram acumular como riqueza pública, que subiu apenas US$ 44 trilhões (cerca de R$ 239,8 trilhões).

Essa concentração extrema de riqueza está sufocando os esforços para acabar com a pobreza, afirma Amitabh Behar, diretor executivo da Oxfam Internacional. P

Para Behar, os últimos anos mostram que os interesses de uma minoria extremamente rica têm sido colocados acima das necessidades da maioria da população mundial.

O relatório também revela que governos de países ricos estão promovendo os maiores cortes já registrados na ajuda humanitária e ao desenvolvimento.

Apenas os países do G7, responsáveis por cerca de 75% da ajuda oficial global, planejam reduzir os repasses em 28% até 2026, em relação a 2024.

Esses cortes podem ter consequências devastadoras, alerta a Oxfam. Segundo projeções do relatório, a diminuição no financiamento pode resultar na morte de até 2,9 milhões de pessoas até 2030, apenas por causas relacionadas ao HIV/AIDS.

Além disso, 60% dos países mais pobres estão quase quebrando por causa das dívidas. Muitos estão pagando mais aos seus credores, que são privados e se recusam a negociar, do que gastam em escolas e hospitais.

Apesar desse cenário desanimador, a população global mostra apoio massivo a uma mudança de rota.

Uma pesquisa realizada em 13 países, incluindo Brasil, Canadá, França, Índia, África do Sul e Estados Unidos, apontou que 9 em cada 10 pessoas defendem a taxação dos super-ricos como forma de financiar serviços públicos e ações contra a crise climática.

A Oxfam defende que está mais do que na hora de mudar o modelo atual, que favorece grandes investidores, o chamado consenso de Wall Street.

Segundo a ONG, essa estratégia falhou: trouxe pouco dinheiro de verdade, aumentou a desigualdade e prejudicou países mais vulneráveis.

Os países ricos colocaram Wall Street no volante do desenvolvimento global. Está na hora de tirar esse modelo do caminho e colocar o interesse público como prioridade, disse Amitabh Behar, diretor-executivo da Oxfam Internacional.

A Oxfam propõe que os governos adotem uma nova abordagem no financiamento do desenvolvimento, com foco em políticas públicas e redução das desigualdades. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Criar alianças entre países para enfrentar a desigualdade;
  • Deixar de apostar tanto no setor privado e investir em serviços públicos;
  • Cobrar impostos dos ultrarricos;
  • Reformar o sistema de dívidas globais;
  • E ir além do PIB para medir o que realmente importa.

Segundo Behar, "trilhões de dólares estão aí, mas concentrados nas mãos de poucos. Os governos precisam ouvir o que o mundo está pedindo: taxar os ricos e investir no que realmente importa, como saúde, educação e energia limpa".

As propostas citadas no relatório vão ser apresentadas oficialmente no dia 30 de junho, na Espanha, durante a 4ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, com a presença de mais de 190 países.

34% dos brasileiros vivem em trechos de ruas sem nenhuma árvore, aponta IBGE
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Selic a 15%: o que muda no seu bolso
Selic a 15%: o que muda no seu bolso

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terça-feira, 24 de junho de 2025

Dólar sobe e fecha a R$ 5,51, com ata do Copom e cessar-fogo entre Israel e Irã; Ibovespa sobe

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A moeda norte-americana avançou 0,29%, cotada a R$ 5,5188. A bolsa de valores encerrou em alta de 0,45%, aos 137.165 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 24 de Junho de 2.025 às 11h00m

$.#  Postagem  Nº     1.037  #.$

Israel e Irã voltam a trocar ataques mesmo com promessa de trégua de Trump
Israel e Irã voltam a trocar ataques mesmo com promessa de trégua de Trump

O dólar operou com volatilidade nesta terça-feira (24), mas fechou em alta de 0,29%, cotado a R$ 5,5188. O Ibovespa, por sua vez, avançou 0,45%, aos 137.165 pontos.

▶️A guerra no Oriente Médio ficou no centro das atenções dos investidores. O Irã declarou hoje o fim do conflito com Israel, após 12 dias de combates. Do lado israelense, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Eyal Zamir, confirmou o fim dos ataques ao território iraniano e afirmou que o foco agora voltará a ser a Faixa de Gaza.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a trégua havia sido estabelecida e que o conflito seria completamente encerrado nesta terça-feira. Mesmo com acusações entre Israel e Irã de violar o acordo, vieram os anúncios de fim do conflito.

▶️ A proximidade do fim do prazo de suspensão do tarifaço imposto por Trump, que afetou mais de 180 países, também segue no radar dos investidores. Washington ainda busca concluir acordos com seus principais parceiros. Nesta terça-feira, o jornal britânico "Financial Times" informou que a União Europeia prepara tarifas retaliatórias para garantir melhor acordo comercial com o republicano.

Nesse sentido, o mercado também segue atento a eventuais posicionamentos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), em meio a sinais de que a instituição ainda espera para ver quais serão os efeitos das tarifas nos preços norte-americanos antes de baixar os juros do país.

▶️ No Brasil, investidores repercutiram a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento, divulgado nesta terça-feira (24) pelo BC, reforçou a indicação da instituição no comunicado da semana passada, quando o colegiado disse que pretende interromper o ciclo de altas de juros para observar seus impactos na economia. (Entenda mais abaixo)

Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,11%;
  • Acumulado do mês: -3,48%;
  • Acumulado do ano: -10,69%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +0,04%;
  • Acumulado do mês: +0,10%
  • Acumulado do ano: +14,03%.
Violação do cessar-fogo

A declaração do Irã, de fim do conflito com Israel, ocorreu horas após o início de um cessar-fogo, anunciado pelos Estados Unidos na noite anterior e mediado com apoio do Catar. Ambos os países sinalizaram adesão à trégua.

Segundo a imprensa estatal iraniana, o presidente Masoud Pezeshkian classificou o desfecho como uma "grande vitória" para a nação e afirmou que a guerra foi "imposta ao Irã pelo aventurismo de Israel".

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, havia dito na véspera que "a nação iraniana não é uma nação que se rende", sinalizando que o país manteria firmeza mesmo após os ataques americanos e israelenses.

O Comando Militar Conjunto do Irã afirmou que Israel e os Estados Unidos devem "aprender com os golpes esmagadores" sofridos durante os ataques iranianos — tanto no território israelense quanto na base americana de Al-Udeid, no Catar.

O Irã afirmou que deve reabrir seu espaço aéreo ainda esta noite após 12 dias fechado. Contudo, o site "FlightRadar 24", que monitora voos em todo o mundo, informou que ainda nesta terça-feira alguns voos internacionais estavam partindo e chegando por Teerã por meio de uma permissão especial.

O cessar-fogo entrou em vigor nas primeiras horas desta terça-feira (1h da manhã no horário de Brasília), segundo anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, relatos de novos ataques em Teerã e declarações cruzadas entre os envolvidos colocaram o acordo sob incerteza logo nas primeiras horas.

Trump afirmou que tanto Israel quanto Irã violaram os termos da trégua, negociada com participação ativa do Catar, e que estava "insatisfeito com os dois lados".

"Israel tem de se acalmar. Tenho de fazer Israel se acalmar", disse Trump ao embarcar para a cúpula da Otan, em Haia. Em uma rede social, o presidente dos EUA alertou: "Israel, não jogue suas bombas. Se fizer isso, será uma grande violação."

Perto das 14h desta terça (horário de Brasília), então, foi anunciado o fim do conflito.

Os confrontos entre Israel e Irã começaram em 13 de junho. Militares israelenses lançaram uma operação para destruir alvos nucleares iranianos, e Teerã retaliou com mísseis contra cidades como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.

Os bombardeios causaram mais de 240 mortes e milhares de feridos, segundo dados oficiais. Instituições independentes, no entanto, estimam que o número real pode ser ainda maior.

Preços do petróleo

A escalada do conflito havia pressionado os preços do petróleo e os mercados globais. No entanto, a resposta controlada de Teerã trouxe alívio aos mercados e provocou queda nos preços da commodity.

Na avaliação de analistas, o ataque do Irã e a ausência de ações para interromper o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz mostram que a commodity não será o alvo principal iraniano. Além disso, há expectativa de que o conflito não escale.

Um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido globalmente — poderia provocar uma disparada nos preços.

No domingo, o Parlamento iraniano aprovou o fechamento da rota marítima como retaliação aos ataques dos EUA. No entanto, a medida ainda depende da aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do aiatolá Khamenei, o que ainda não ocorreu.

Nesta segunda-feira (23), Trump reiterou seu desejo de manter os preços do petróleo baixos, diante dos temores de que os ataques dos EUA ao Irã provoquem alta nos custos da commodity.

"Pessoal, mantenham os preços do petróleo baixos, estou de olho! Vocês estão fazendo o jogo do inimigo, não façam isso", escreveu Trump em letras maiúsculas em sua plataforma Truth Social. 
Juros e indicadores

Por fim, o mercado repercute a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira. Segundo analistas, o tom do documento foi brando ("dovish", no jargão do mercado), trazendo a expectativa de que os efeitos dos juros elevados ainda devem chegar na economia, desacelerando a atividade ao longo dos próximos meses.

Além disso, apesar de reconhecer que a inflação está melhor no curto prazo, o Banco Central (BC) continuou a chamar a atenção para as projeções de alta dos preços pelo mercado, destacando as incertezas que ainda existem no cenário internacional.

Na semana passada, o comitê elevou a Selic para 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Em julho de 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa estava em 15,25% ao ano.

  • 🔎 Juros mais altos desestimulam o consumo, pois fica mais caro fazer empréstimos ou compras a prazo. Ao reduzir o consumo, a demanda por produtos diminui, o que ajuda a controlar a inflação, que ocorre quando a oferta não acompanha a demanda.

Já nos Estados Unidos, as atenções ficaram voltadas para o presidente do Fed, Jerome Powell, que falou durante depoimento perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA nesta terça-feira (24).

Powell afirmou que ainda é muito cedo para saber quais seriam as implicações econômicas do conflito no Oriente Médio. O banqueiro central também voltou a reforçar que o Fed vai esperar novos estudos para saber eventuais impactos do tarifaço de Trump na inflação norte-americana antes de definir os rumos das taxas de juros do país.

"Os aumentos de tarifas neste ano provavelmente elevarão os preços e pesarão sobre a atividade econômica", afirmou Powell

Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels
Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels

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domingo, 22 de junho de 2025

Datafolha: 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria a ter emprego formal

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Instituto apurou também que 31% se dizem dispostos a trabalhar sem registro se ganharem mais, ante 67% que preferem carteira assinada mesmo com salário menor.
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Por Redação g1

Postado em 22 de Junho de 2.025 às 07h45m

$.#  Postagem  Nº     1.036  #.$

 — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
— Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pesquisa Datafolha publicada no jornal "Folha de S.Paulo" no fim da noite desta sexta-feira (20) aponta que 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria. Dos entrevistados, 39% disseram que se sentem melhor contratados por empresa.

O levantamento entrevistou 2.004 pessoas em 136 municípios brasileiros entre os dias 10 e 11 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O instituto também aponta que 31% se dizem dispostos a trabalhar sem registro se ganharem mais, contra 67% que preferem a carteira assinada mesmo com salário menor.

Veja o resultado:

Na sua opinião, o que é mais importante?

  • Trabalhar com carteira assinada, mesmo com remuneração menor: 67% (eram 77% em 2022)
  • Trabalhar sem carteira assinada, mas com uma remuneração maior: 31% (eram 21% em 2022)
  • Não sabe: 2% (mesmo percentual de 2022)

PEC que propõe fim da escala 6x1 ganha forças nas redes
PEC que propõe fim da escala 6x1 ganha forças nas redes

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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Colômbia adere ao banco dos Brics em meio a tensões com os EUA

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Inicialmente, o país sul-americano considera fazer parte apenas do banco— e não do bloco econômico —, devido à sua posição de neutralidade em relação à guerra da Rússia contra a Ucrânia.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 19 de Junho de 2.025 às 21h05m

$.#  Postagem  Nº     1.035  #.$

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, assiste à abertura de uma nova sessão legislativa do Congresso da Colômbia em 20 de julho de 2023 — Foto: Vannessa Jimenez/REUTERS
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, assiste à abertura de uma nova sessão legislativa do Congresso da Colômbia em 20 de julho de 2023 — Foto: Vannessa Jimenez/REUTERS

A Colômbia foi aceita como membro do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como banco dos Brics, em um movimento de aproximação do país com economias emergentes, diante do cenário de tensões com os Estados Unidos.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19) pela ministra das Relações Exteriores, Laura Sarabia. O presidente colombiano, Gustavo Petro, solicitou em maio sua adesão parcial ao bloco multilateral formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros países.

Sarabia informou na rede X que o pedido havia sido aceito e comemorou o fato de ser uma notícia que "amplia" o "horizonte" da Colômbia.

No momento, o país sul-americano considera fazer parte apenas do banco — e não do bloco econômico —, devido à sua posição de neutralidade em relação à guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Ao ingressar na instituição financeira, a Colômbia passa a ter acesso a recursos e empréstimos para projetos nacionais sem ser membro ou ter direito a voto nas cúpulas do bloco.

Petro acredita que seu país deve se abrir para o mundo e reduzir sua dependência dos EUA, seu principal parceiro, diante da guerra comercial travada por Donald Trump, com quem entrou em conflito devido às políticas tarifárias e de deportação de migrantes.

O presidente colombiano viajou para Pequim em maio e assinou a entrada da Colômbia nas Novas Rotas da Seda, o megaprojeto da China para expandir sua influência no mundo.

Ao solicitar a adesão, o governo da Colômbia disse que estava disposto a comprar US$ 512,5 milhões (R$ 2,8 bilhões na cotação atual) em ações do banco dos Brics.

A organização multilateral que reúne algumas das principais economias emergentes se estabeleceu como um contrapeso ao grupo G7, que detém grande parte da riqueza mundial, nos últimos anos.

Moody's rebaixa perspectiva de nota de crédito do Brasil diante de situação fiscal
Moody's rebaixa perspectiva de nota de crédito do Brasil diante de situação fiscal

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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Banco Central eleva Selic para 15% ao ano, maior patamar desde 2006

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Ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa Selic estava em 15,25% ao ano.
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Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília

Postado em 18 de Junho de 2.025 âs 19h05m

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) manter o ciclo de alta da taxa básica de juros e elevou a Selic para 15% ao ano.

Esse é o maior patamar em quase 20 anos – em julho de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa Selic estava em 15,25% ao ano.

O Copom justificou que as incertezas na economia dos Estados Unidos exige cautela nos países emergentes, como o Brasil.

"O ambiente externo mantém-se adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de suas políticas comercial e fiscal e de seus respectivos efeitos. Além disso, o comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos também têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário segue exigindo cautela por parte de países emergentes em ambiente de acirramento da tensão geopolítica", escreveu o Copom.

O Banco Central diz ainda que, se o cenário não mudar, deve interromper a alta dos juros na próxima reunião.

"Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado", continuou o Copom.

O mercado financeiro se dividia sobre o rumo dos juros após essa reunião do Copom.

A maior parte dos analistas, segundo pesquisa conduzida pelo BC na semana passada com mais de 130 instituições financeiras, acreditava que o cenário já possibilitava uma interrupção do ciclo de alta dos juros — em vigor desde setembro do ano passado. Foram seis aumentos seguidos da Selic.

No entanto, alguns bancos projetavam um novo aumento na taxa básica da economia – para 15% ao ano.

O Copom

O Copom é formado pelo presidente do Banco Central e por oito diretores da autarquia.

Em 2025, os diretores indicados pelo presidente Lula formaram maioria no colegiado, ou seja, eles serão responsáveis diretamente pela decisão tomada. Eles representam sete dos nove membros.

A Selic é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo BC para controlar a inflação. A taxa influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras.

Entenda como age o BC

🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções estão em linha com as metas, pode baixar os juros. Se estão acima, tende a manter ou subir a Selic.

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