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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Mapa dos tributos no Brasil: 100 municípios concentram 77% de toda a arrecadação; veja ranking

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Municípios que mais arrecadam abrigam pouco mais de um terço (36,4%) de toda a população brasileira. Dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
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 Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Janeiro de 2.026 às 08h00m
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Veja os cinco municípios com maior arrecadação no Brasil
Veja os cinco municípios com maior arrecadação no Brasil

Os 100 municípios com maior arrecadação de tributos no Brasil concentram 77,6% do total recolhido no país, embora abriguem pouco mais de um terço da população brasileira (36,4%).

O estudo usa informações da Receita Federal de 2024 e considera os valores recolhidos em cada município, mas que não correspondem necessariamente ao dinheiro que entrou, de fato, nos cofres públicos.

Segundo o documento, esses municípios arrecadaram mais de R$ 1,9 trilhão no ano. O destaque ficou com São Paulo, que recolheu sozinho R$ 581,2 bilhões — o equivalente a 23,1% de toda a arrecadação nacional.

Na sequência, aparecem Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Osasco. (Veja a lista completa ao final desta reportagem)

Veja os 10 municípios que mais arrecadaram em 2024:

  1. São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões
  2. Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões
  3. Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões
  4. Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões
  5. Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões
  6. Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões
  7. Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões
  8. Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões
  9. Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões
  10. Campinas (SP): R$ 26 bilhões

Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a forte concentração de arrecadação no Sul e no Sudeste se explica principalmente pela maior presença de atividades industriais e comerciais nessas regiões.

“Existem municípios que, mesmo com menor população, ainda registram uma arrecadação muito elevada por conta da concentração de indústrias, comércio e prestadores de serviços”, explica o executivo.

“Mesmo regiões que se destacam em setores como o turismo ainda não têm arrecadação suficiente para se equiparar ao que vemos no Sul e no Sudeste”, completa Olenike.

Entre os municípios que se destacam por seus polos industriais e comerciais estão Jundiaí, Sorocaba, Caxias do Sul, Joinville, Itajaí, Porto Alegre, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas.

Em relação à arrecadação per capita, o destaque é Barueri (SP), que arrecadou R$ 110,4 mil por pessoa no ano.

São Paulo, que lidera o ranking geral de arrecadação, ficou na 12ª posição entre os municípios com maior arrecadação per capita, com R$ 48.854,61 — abaixo de Itajaí, Osasco e Brasília, por exemplo.

Mudanças com a reforma tributária

O presidente do IBPT reforça que parte do ranking dos municípios com maior arrecadação deve mudar com a implementação da reforma tributária.

Isso ocorre porque a reforma altera a forma de cobrança dos tributos no país:

  • Pelas regras atuais, o imposto é cobrado na origem, ou seja, onde os bens são produzidos. Isso favorece municípios com polos industriais e comerciais;
  • Com a reforma em vigor, a cobrança passa a ocorrer no destino, onde o consumo acontece. Isso tende a beneficiar municípios mais populosos.

“Isso não deve acontecer de forma imediata, mas a expectativa é que, com a mudança na tributação, os municípios que recebem as mercadorias passem a ter mais destaque na arrecadação”, diz Olenike, citando regiões do Norte e do Nordeste como possíveis beneficiadas.

“Nesse caso, o Norte e o Nordeste atualmente compram mais produtos de outras regiões do que vendem e devem ver alguma mudança nesse ranking com a reforma tributária”, completa.

Distribuição dos 100 municípios que mais arrecadam pelo Brasil

Região Sudeste: (total de 53 municípios)

  • São Paulo (SP): 36 municípios.
  • Minas Gerais (MG): 9 municípios.
  • Espírito Santo (ES): 4 municípios.
  • Rio de Janeiro (RJ): 4 municípios.

Região Sul: (total de 26 municípios)

  • Santa Catarina (SC): 12 municípios.
  • Rio Grande do Sul (RS): 7 municípios.
  • Paraná (PR): 7 municípios

Região Nordeste: (total de 12 municípios)

  • Bahia (BA): 3 municípios.
  • Pernambuco (PE): 2 municípios.
  • Ceará (CE): 1 município.
  • Maranhão (MA): 1 município.
  • Alagoas (AL): 1 município.
  • Sergipe (SE): 1 município.
  • Paraíba (PB): 1 município.
  • Rio Grande do Norte (RN): 1 município.
  • Piauí (PI): 1 município

Região Centro-Oeste: (total de 6 municípios)

  • Goiás (GO): 3 municípios.
  • Distrito Federal (DF): 1 município.
  • Mato Grosso (MT): 1 município.
  • Mato Grosso do Sul (MS): 1 município.

🔎 Brasília se destaca na região pela concentração de tributos arrecadados, por ser a capital federal.

Região Norte: (total 3 municípios)

  • Amazonas (AM): 1 município.
  • Pará (PA): 1 município.
  • Rondônia (RO): 1 município
Veja o ranking completo dos municípios com maior arrecadação

Veja a lista de municípios com a maior arrecadação per capita


São Paulo é o município que mais arrecada no país. — Foto: TV Globo/Reprodução
São Paulo é o município que mais arrecada no país. — Foto: TV Globo/Reprodução
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

PicPay faz seu IPO nos EUA, o primeiro de uma empresa brasileira desde 2021

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Banco digital foi listado na Nasdaq sob o código ‘PICS’ e levantou cerca de US$ 434,3 milhões. Papéis abriram em alta de 2,6%.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 29 de Janeiro de 2.o26 às 06h00m
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Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters
Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

O banco digital PicPay fez nesta quinta-feira (29) sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com isso, se tornou a primeira empresa brasileira a realizar um IPO desde 2021.

  • 🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

O banco digital foi listado na Nasdaq com o código PICS. O PicPay levantou cerca de US$ 434,3 milhões, com a oferta de cerca de 22,9 milhões de ações. Cada papel foi precificado a US$ 19 — no teto da faixa indicativa, que ia de US$ 16 a US$ 19.

Os papéis da empresa abriram a sessão cotados a US$ 19,50, alta de 2,6%. Com isso, o valor de mercado ao PicPay chegou a US$ 2,53 bilhões.

O presidente-executivo, Eduardo Chedid, afirmou na Nasdaq que o banco avalia a possibilidade de emitir recibos de depósito brasileiros (BDRs) lastreados em ações negociadas nos EUA, mas manterá foco exclusivo no Brasil pelos próximos dois a três anos.

Os recursos obtidos com a oferta financiarão novos serviços no aplicativo, incluindo viagens, entrega de comida e loterias.

"Esperamos aumentar o uso de produtos de crédito por nossos clientes de varejo e corporativos", disse Chedid. O PicPay também aguarda autorização do governo para lançar um serviço de apostas esportivas.

A fintech, apoiada pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, realizou sua listagem nos EUA após ter planejado a operação originalmente para 2021.

Em comunicado, o PicPay informou que o Citigroup, o BofA Securities e o RBC Capital Markets atuaram como coordenadores globais da oferta pública inicial.

Além disso, Mizuho, Wolfe | Nomura Alliance, Bradesco BBI, BB Securities Ltd., BTG Pactual e XP Investment Banking atuam como coordenadores conjuntos da oferta, enquanto a FT Partners atua como co-manager.

O logotipo do banco digital brasileiro PicPay é exibido no prédio da Nasdaq após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters
O logotipo do banco digital brasileiro PicPay é exibido no prédio da Nasdaq após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

Segundo pedido de IPO e lucro em alta

O PicPay apresentou, em 5 de janeiro, o pedido para realizar um IPO na Nasdaq. A iniciativa veio após a empresa registrar lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior.

A receita total atingiu R$ 7,26 bilhões no período, ante R$ 3,78 bilhões no ano anterior. O número de clientes ativos também cresceu, passando de 37,5 milhões para 42,1 milhões em setembro de 2025.

Com o lançamento da oferta pública inicial, o PicPay tenta pela segunda vez abrir capital nos EUA, após ter desistido de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado.

O mercado de IPOs nos EUA ganhou impulso em 2025, após quase três anos de atividade reduzida.

No entanto, a expectativa de uma recuperação mais consistente foi limitada pela volatilidade provocada pelo tarifaço do governo de Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo dos EUA (shutdown) e pela queda das ações de empresas de inteligência artificial no fim do ano passado.

Analistas projetam que o mercado de IPOs volte a ganhar força em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital anunciando planos de abertura de capital.

Entre elas estão o banco digital britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay.

Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters
Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters


Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters
Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters


Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters
Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

* Com informações da agência de notícias Reuters

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Ibovespa avança aos 183 mil pontos com inflação e juros no Brasil e nos EUA no radar; dólar cai

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Na véspera, a moeda americana teve queda de 0,13% e renovou o menor patamar desde novembro, cotada em R$ 5,2798. Já a bolsa brasileira interrompeu uma sequência de ganhos e caiu 0,08%, aos 178.721 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo
27/01/2026 09h00 
Postado em 27 de Janeiro de 2.025 às 09h30m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (27) e subia 2,49% por volta das 13h50, aos 183.163 pontos, renovando o recorde intradiário do principal índice da bolsa brasileira. No mesmo horário, o dólar recuava 1,18%, a R$ 5,2176 — mesmo patamar de maio de 2024.

▶️ No Brasil, o principal destaque da agenda é a prévia da inflação de janeiro, divulgado nesta manhã pelo IBGE, que mostrou alta de 0,20%, levemente abaixo das projeções. O dado saiu em paralelo ao início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve anunciar amanhã a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano.

▶️ Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central americanotambém iniciou a reunião que vai definir os rumos dos juros. A expectativa é de manutenção da taxa no patamar atual, entre 3,5% e 3,75%, completando amanhã a agenda da chamada Superquarta.

▶️ Investidores também acompanham com preocupação a possível escolha do novo presidente do Fed, por temerem que ele sofra pressão política para cortar juros mais rápido, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.

Ao mesmo tempo, voltou ao radar o risco de paralisação do governo dos EUA, devido ao impasse no Congresso sobre o Orçamento e a área de segurança.

▶️ Ainda no cenário internacional, a União Europeia (UE) e a Índia fecharam um grande acordo comercial após 20 anos de negociações, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com um mercado de cerca de 2 bilhões de pessoas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,13%;
  • Acumulado do mês: -3,81%;
  • Acumulado do ano: -3,81%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +8,53%;
  • Acumulado do mês: +11,01%;
  • Acumulado do ano: +11,01%.
Inflação

  • IPCA-15

A prévia da inflação oficial (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE, um pouco abaixo do que o mercado esperava. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%.

Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais (como plano de saúde e produtos de higiene) e de comunicação (especialmente celulares).

A alimentação também voltou a subir, puxada por itens como tomate, batata, frutas e carnes, enquanto leite, arroz e café ficaram mais baratos.

Por outro lado, os preços de transportes caíram, principalmente por causa da queda nas passagens aéreas e de medidas como tarifa zero em algumas cidades.

Juros

  • Copom

A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2026, marcada para esta terça-feira (27) e quarta-feira (28), ocorre em meio à expectativa de que o BC comece a cortar os juros ainda no primeiro trimestre deste ano.

O Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26) pelo Banco Central, mostrou que os economistas do mercado financeiro seguem acreditando que os juros vão recuar neste ano.

Após a Selic ter encerrado 2025 em 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos — na tentativa de conter a inflação, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,75 pontos percentuais na Selic neste período.

A pesquisa do Focus é realizada semanalmente com mais de 100 instituições financeiras.

  • Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a sequência de embates entre o governo e o Federal Reserve mantém o mercado cauteloso quanto ao nome que o presidente Donald Trump indicará para assumir a presidência do banco central ao término do mandato de Jerome Powell.

A reunião do Federal Reserve também estáno radar dos investidores. O encontro começa hoje e termina na quarta-feira, quando será divulgada a nova decisão de política monetária.

O mercado acredita que há grande chance de o banco central manter os juros como estão.

  • Tensões geopolíticas

Enquanto isso, as tensões geopolíticas continuam. Nesta segunda, Trump decidiu aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, como carros, madeira e remédios.

O presidente dos EUA disse que tomou essa decisão porque o Parlamento sul-coreano não cumpriu um acordo comercial feito no ano passado. A Coreia do Sul afirmou que vai tentar negociar.

Ao mesmo tempo, a China anunciou que vai se aproximar ainda mais da Rússia, aumentando a cooperação entre os dois países para enfrentar riscos externos, principalmente depois que os EUA divulgaram uma nova estratégia de defesa.

UE e Índia

O novo pacto comercial entre a Europa e a Índia firmado hoje reduz tarifas em vários setores e deve ampliar o comércio entre as duas regiões.

A UE espera economizar até 4 bilhões de euros por ano com a queda das taxas indianas, enquanto a Índia quer aumentar exportações de têxteis, joias e produtos de couro.

Entre os principais cortes estão os impostos sobre carros europeus (de 110% para 10%), vinho (de 150% para 20%) e produtos como massas e chocolate, que terão tarifas zeradas.

O acordo também prevê cooperação em áreas como tecnologia, investimentos, circulação de trabalhadores, educação, segurança e defesa.

Em um cenário global instável, UE e Índia buscam se fortalecer economicamente e reduzir a dependência de grandes potências como China, Rússia e Estados Unidos.

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices futuros indicam um dia de abertura com sinais positivos para tecnologia (Nasdaq e S&P) e um desempenho mais fraco para o Dow, com os mercados na expectativa por dados e decisões que podem influenciar os juros nos EUA.

Por volta das 10h, Dow Jones operava em queda de 0,53%; S&P subia 0,23% e Nasdaq avançava 0,61%.

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, puxadas por sinais de melhora nos lucros das empresas chinesas e pelo bom desempenho recente das bolsas americamas

Na China, o índice de Xangai subiu 0,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, ficou praticamente estável, com leve queda de 0,03%.

Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,35%, refletindo principalmente a alta das ações de tecnologia.

Outros mercados asiáticos também acompanharam o movimento positivo. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,85%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte alta de 2,73%. Em Taiwan, o Taiex avançou 0,79%. Já em Cingapura, o Straits Times ganhou 1,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,92%.

Com informações da agência de notícias Reuters

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

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