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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Ibovespa bate novo recorde, aos 165 mil pontos; dólar cai a R$ 5,36

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A bolsa subiu 0,26% e bateu uma nova máxima histórica de fechamento, aos 165.568 pontos. A moeda americana, por sua vez, fechou em queda de 0,62%, cotada a R$ 5,3680.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 15 de Janeiro de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou em alta de 0,26% nesta quinta-feira (15), atingindo um novo recorde de fechamento aos 165.568 pontos. O índice, que chegou a bater os 166 mil pontos pela primeira vez, foi mais uma vez impulsionado pelas blue chips — ações de empresas grandes, consolidadas e financeiramente mais estáveis —, dessa vez com destaque para alguns papéis do setor financeiro.

O dólar, por sua vez, fechou a sessão em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,3680. Os investidores reagiram a uma combinação de fatores no Brasil e no exterior. No cenário doméstico, investigações envolvendo o sistema financeiro mexeram com os mercados, enquanto, fora do país, indicadores econômicos voltaram ao radar dos investidores.

▶️ No Brasil, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, novo nome social da Reag Trust, administradora de fundos do Grupo Reag.

  • A empresa esteve no centro da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14). O fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão.

▶️ Nos Estados Unidos, o foco ficou com os novos dados de pedidos de auxílio-desemprego, que recuaram de forma inesperada na última semana. Segundo informações do Departamento de Trabalho americano, as solicitações caíram a 198 mil no período, ante projeção de 215 mil.

  • O resultado reforçou a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mantenha os juros inalterados no curto prazo.

▶️ Ainda na América do Norte, investidores também avaliaram a imposição de uma tarifa de 25% sobre determinados semicondutores por parte do presidente americano, Donald Trump. A decisão, assinada e divulgada na véspera, foi anunciada com base em uma nova ordem de segurança nacional por parte da Casa Branca e tem como alvo semicondutores de alto desempenho.

▶️ Por fim, os desdobramentos geopolíticos envolvendo o Irã e a Groenlândia, e as críticas recorrentes de Trump sobre a condução da política de juros pelo Fed também ficaram no radar.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,05%;
  • Acumulado do mês: -2,20%;
  • Acumulado do ano: -2,20%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,35%;
  • Acumulado do mês: +2,76%;
  • Acumulado do ano: +2,76%.
Todos de olho em Trump

As medidas e afirmações do presidente americano continuam a mexer com os mercados globais. Entenda abaixo os principais pontos de atenção:

  • Tarifaço

Entre as ações mais recentes do republicano, por exemplo, está a imposição de uma tarifa de 25% sobre alguns chips de Inteligência Artificial.

A iniciativa, que é parte de um esforço mais amplo do governo americano para incentivar fabricantes de chips a ampliar a produção de semicondutores nos EUA e reduzir a dependência de fornecedores asiáticos, tem como alvo semicondutores de alto desempenho que atendem a critérios técnicos específicos, além de dispositivos que os incorporam, para fins de aplicação de tarifas de importação.

Os EUA atualmente fabricam apenas cerca de 10% dos chips de que necessitam, o que os torna fortemente dependentes de cadeias de suprimento estrangeiras, diz a decisão, acrescentando que essa dependência representa um risco econômico e de segurança nacional significativo.

Em nota, a Casa Branca informou que as tarifas terão escopo restrito e não se aplicarão a chips e dispositivos derivados importados para data centers nos EUA — grandes consumidores de chips de IA —, nem a produtos destinados a startups, aplicações de consumo fora desses centros, usos industriais civis fora de data centers e ao setor público americano.

De acordo com o anúncio, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, terá ampla margem para conceder novas isenções.

  • EUA x Irã

Além disso, tensões geopolíticas envolvendo os EUA também seguem sob os holofotes. Segundo a porta-voz do governo Trump, Karoline Leavitt, 800 execuções foram suspensas no Irã, após o presidente americano afirmar que Washington adotaria "medidas muito duras" caso o país do Oriente Médio começasse a enforcar manifestantes.

"O presidente Trump e sua equipe disseram ao Irã que, se as mortes continuarem, haverá graves consequências", declarou Leavitt nesta quinta-feira, reforçando que "o presidente e sua equipe estão monitorando a situação de perto e todas as opções estão sendo consideradas".

O cenário, segundo o analista de investimentos da Daycoval Corretora Gabriel Mollo, segue no radar dos investidores e pode trazer novos impulsos ao mercado acionário brasileiro.

"Se tiver uma maior pressão dos EUA contra o Irã, acreditamos que o mercado pode subir por conta [de papéis que podem se beneficiar] da alta do petróleo e das commodities como um todo", afirma.

  • EUA x Groenlândia

Por fim, as recentes ameaças de Trump sobre a possível anexação da Groenlândia aos Estados Unidos também continuam a trazer cautela nos mercados internacionais.

Trump afirmou que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos e não descartou o uso da força para tomar o território. As declarações geraram reação na Europa, sendo contestadas pela Dinamarca e pelo governo local da ilha.

Nesta semana, Alemanha, França, Suécia e Noruega enviaram soldados à ilha. De acordo com o governo alemão, a missão foi solicitada pela Dinamarca — que atualmente tem a custódia da Groelândia — para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região.

Em resposta, Leavitt afirmou que o envio de tropas europeias para a região não muda a posição de Trump. Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia, disse.

  • Pedidos de auxílio-desemprego dos EUA

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu 9 mil na semana passada, para 198 mil solicitações. As informações são do Departamento do Trabalho americano. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

Os dados indicam que houve pouca mudança na dinâmica do mercado de trabalho, com as demissões em permanecendo baixas e as contratações lentas. Segundo economistas, as políticas agressivas de comércio e imigração de Trump reduziram tanto a demanda quanto a oferta de trabalhadores.

As empresas também não têm certeza de suas necessidades de pessoal, pois investem pesadamente em inteligência artificial, reduzindo as contratações.

  • Varejo no Brasil

As vendas no varejo do Brasil cresceram 1% em novembro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou bem acima da expectativa dos economistas, de alta de 0,3%, segundo a Reuters.

Na comparação com o mesmo mês de 2024, as vendas apresentaram alta de 1,3% contra expectativa de uma taxa de 0,2%.

O número reflete o bom desempenho das vendas da Black Friday e foi puxado pela força do mercado de trabalho e a renda mais alta, que têm ajudado a compensar o difícil acesso ao crédito e juros elevados.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, sete apresentaram expansão das vendas, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%) e Móveis e eletrodomésticos (2,3%).

Bolsas globais

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionados por papéis do setor financeiro, que subiram após a divulgação de balanços corporativos. Ações de semicondutores também registraram avanço.

O maior avanço ficou com o Dow Jones, que subiu 0,60%, para 49.446,23 pontos. O S&P 500 avançou 0,26%, aos 6.944,57 pontos e o Nasdaq Composite teve alta de 0,25%, aos 23.530,02 pontos.

Já a maioria dos mercados europeus fechou em alta, conforme investidores avaliavam resultados trimestrais e diante dos sinais de resiliência da economia alemã. As discussões em relação às tentativas de Trump de adquirir a Groenlândia também ficaram no radar.

No fechamento, o STOXX 600 avançou 0,49% e atingiu um novo recorde, enquanto o FTSE, de Londres, subiu 0,54%. O DAX, de Frankfurt, teve alta de 0,26%, e o CAC 40, de Paris, perdeu 0,21%.

Já as bolsas asiáticas fecharam mistas. Hong Kong avançou, enquanto os índices chineses recuaram após reguladores aumentarem exigências de margem para conter excesso especulativo, mesmo com volume recorde de negociações.

O dia também foi marcado por otimismo com inteligência artificial, impulsionando ações japonesas e levando o índice MSCI Ásia-Pacífico fora do Japão a um novo pico.

No fechamento, os índices registraram: Nikkei +1,48% (54.341 pontos), Hang Seng +0,56% (26.999 pontos), Xangai SSEC -0,31% (4.126 pontos), CSI300 -0,40% (4.741 pontos), Kospi +0,65% (4.723 pontos), Taiex +0,76% (30.941 pontos) e Straits Times +0,11% (4.812 pontos).

Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters
Notas de dólar. — Foto: Rick Wilking/Reuters

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

IPCA: preços sobem 0,33% em dezembro e inflação acumulada em 2025 chega a 4,26%

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Com o resultado acumulado, a inflação ficou dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta de 3% e teto de 4,50%.
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Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 09 de Janeiro de 2.026 às 10h00m
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Inflação fecha o ano com 4,26%
Inflação fecha o ano com 4,26% 

OÍndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,33% em dezembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do mês representa uma leve aceleração, já que o IPCA havia fechado novembro com alta de 0,18%. E em dezembro de 2024, teve alta de 0,52%.

Com esse resultado, a inflação acumulada em 2025 ficou em 4,26%.

(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que a meta de inflação foi batida pela primeira vez desde 2019. Em 2020 e 2023, o IPCA também ficou dentro do intervalo permitido, como mostra o infográfico da reportagem. A informação foi corrigida às 11h05 de 9 de janeiro de 2026.)

  • ▶️ O resultado da inflação de dezembro ficou levemente abaixo das projeções do mercado, que estimavam alta de 0,4% no mês e de 4,30% no acumulado em 12 meses.
  • ▶️ Com esse desempenho, a inflação permaneceu dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que tem meta de 3% e admite variação até o teto de 4,50%.
  • ▶️ Esse foi o quinto menor resultado anual da inflação registrado pelo IBGE desde 1995. Os quatro menores índices ocorreram em 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%).

Com exceção do grupo Habitação, que apresentou queda de 0,33%, todos os demais grupos de produtos e serviços pesquisados registraram aumento de preços em dezembro.

O maior avanço ocorreu em Transportes, com alta de 0,74%, grupo que também exerceu o maior impacto sobre o índice, de 0,15 ponto percentual.

Em seguida, aparecem os gastos com Saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,52% e contribuíram com 0,07 ponto percentual. Já os preços de Artigos de residência avançaram 0,64%, a segunda maior variação do mês, após a queda de 1% registrada em novembro.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: 0,27%;
  • Habitação: -0,33%;
  • Artigos de residência: 0,64%;
  • Vestuário: 0,45%;
  • Transportes: 0,74%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,52%;
  • Despesas pessoais: 0,36%;
  • Educação: 0,08%;
  • Comunicação: 0,37%.

No grupo Transportes, que registrou alta de 0,74%, o resultado foi puxado principalmente pelos aumentos do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%). Este último foi o subitem com maior impacto individual no índice do mês, contribuindo com 0,08 ponto percentual.

Já os combustíveis, que haviam recuado 0,32% em novembro, voltaram a subir em dezembro, com alta de 0,45%. Nesse grupo, o etanol teve a maior elevação (2,83%), seguido pelo gás veicular (0,22%) e pela gasolina (0,18%), enquanto o óleo diesel caiu 0,27%.

Destaques do ano

O IPCA encerrou o ano com alta de 4,26%, resultado 0,57 ponto percentual inferior aos 4,83% registrados em 2024.

Em 2025, a inflação foi puxada principalmente pelos seguintes grupos:

  • 🏠 Habitação: alta de 6,79%, com o maior impacto no índice no período (1,02 ponto percentual);
  • 🎓 Educação: variação de 6,22%;
  • 🛍️ Despesas pessoais: avanço de 5,87%;
  • 🏥 Saúde e cuidados pessoais: alta de 5,59%.

Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação acumulada no ano.

energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no ano, foi o subitem com maior impacto no resultado anual do IPCA. Esse item integra o grupo Habitação, que acumulou alta de 6,79% em 2025.

👉 O resultado refletiu reajustes tarifários que variaram de uma redução de 2,16% a aumentos de até 21,95%, além da incorporação do Bônus de Itaipu nos meses de janeiro e agosto. Ao longo do ano, estiveram em vigor todas as bandeiras tarifárias, conforme o período:

  • 🟢 Bandeira verde (sem cobrança adicional): de janeiro a abril;
  • 🟡 Bandeira amarela (adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh): em maio e dezembro;
  • 🔴 Bandeira vermelha patamar 1 (adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh)em junho, julho, outubro e novembro;
  • 🚨 Bandeira vermelha patamar 2 (adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh): em agosto e setembro.

Ainda no grupo Habitação, destacaram-se as contribuições do aluguel residencial, que subiu 6,06%, do condomínio, com alta de 5,14%, e da taxa de água e esgoto, que avançou 4,50%.

O grupo Educação, que acumulou alta de 6,22%, apresentou a segunda maior variação entre os grupos pesquisados em 2025. O resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos dos cursos regulares, que subiram 6,54%, e dos cursos diversos, com alta de 5,67%.

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou em 2025 na comparação com 2024, ao passar de alta de 7,69% para 2,95%. Esse movimento foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que havia subido 8,23% em 2024 e, em 2025, registrou alta bem mais moderada, de 1,43%.

  • 🔎 Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa caíram por seis meses consecutivos, acumulando recuo de 2,69%. Nos demais meses do ano, a alta acumulada foi de 4,23%.

Entre os itens que mais subiram, destacam-se:

  •  Café moído: alta de 35,65%;
  • 🍫 Chocolate em barra e bombom: avanço de 27,12%;
  • 🥖 Pão francês: alta de 5,86%.

Já entre os itens que mais caíram, os destaques foram:

  • 🍚 Arroz: queda de 26,56%;
  • 🥛 Leite longa vida: recuo de 12,87%.
O histórico das metas de inflação — Foto: Arte/g1
O histórico das metas de inflação — Foto: Arte/g1

INPC vai a 0,21% em dezembro e a 3,9% em 2025

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,21% em dezembro, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa havia sido de 0,48%.

No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, resultado 0,87 ponto percentual inferior aos 4,77% registrados em 2024. Com isso, o reajuste das aposentadorias ficará abaixo da inflação oficial acumulada no período.

Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, ao passar de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28% em dezembro. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior.

Entre as regiões pesquisadas em dezembro, a maior variação foi registrada em Porto Alegre (0,57%), influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%). A menor variação ocorreu em Curitiba (-0,22%), associada aos recuos da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%).

No ano, os preços dos produtos alimentícios subiram 2,63%, enquanto os não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente.

Considerando os índices regionais do acumulado do ano, a maior variação foi observada em Vitória (4,82%), puxada sobretudo pelas altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%).

Na outra ponta, Campo Grande registrou a menor variação, de 2,78%, influenciada pelas quedas nos preços do arroz (-31,01%), das frutas (-9,56%) e das carnes (-3%).

Motorista de aplicativo Uber — Foto: Dan Gold/ Unsplash
Motorista de aplicativo Uber — Foto: Dan Gold/ Unsplash

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Ações da Azul despencam mais de 70% nesta quinta e chegam a 90% no ano; entenda o que houve

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Como parte do plano de recuperação judicial, parte das dívidas da Azul está sendo convertida em ações. Assim, os credores deixam de receber juros e passam a se tornar acionistas.
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Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 08 de Janeiro de 2.025 às 16h35m
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As ações da Azul atravessam um período de forte queda na bolsa de valores. Nesta quinta-feira (8), os papéis despencam 70%. Nos últimos cinco dias, a desvalorização já chega a 90%.

Diferentemente do que costuma ocorrer em quedas acentuadas na bolsa, o movimento não indica uma crise operacional ou escândalo na empresa. Como parte do plano de recuperação judicial, parte das dívidas da Azul está sendo convertida em ações. Assim, os credores deixam de receber juros e passam a se tornar acionistas.

Para viabilizar essa conversão, a empresa lançou uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações ordinárias (com direito a voto) e preferenciais (sem direito a voto). Com o aumento do número de papéis em circulação, houve uma forte queda no preço unitário de cada ação.

Na prática, a medida contribui para reduzir o endividamento e abre espaço para uma reorganização financeira por parte da Azul. (entenda a situação mais abaixo)

Segundo comunicado divulgado pela Azul em dezembro, quando a operação foi anunciada ao mercado, o objetivo da oferta é capitalizar a companhia por meio da troca obrigatória de dívidas financeiras.

Para viabilizar a operação, foram emitidas 723,9 bilhões de ações ordinárias e o mesmo volume de preferenciais, comercializadas em lotes de 1 mil e 10 mil papéis.

Recuperação judicial

A Justiça americana aprovou o plano de reorganização da Azul em dezembro do ano passado, marcando a conclusão de mais uma etapa do processo de recuperação judicial da companhia.

Essa decisão reforça a consistência geral da reestruturação proposta, permitindo que a companhia avance para as próximas fases de implementação, disse a empresa em comunicado divulgado em 12 dezembro.

A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, também conhecido como Chapter 11, em maio do ano passado. O mecanismo é semelhante ao processo de recuperação judicial adotado no Brasil.

O processo de reestruturação previsto no Chapter 11 estabelece os termos para a reorganização das obrigações financeiras e operacionais da companhia.

Segundo a empresa, a entrada no mecanismo de proteção ocorreu após a Azul enfrentar efeitos profundos da pandemia de Covid‑19, combinados a pressões macroeconômicas e setoriais" que elevaram significativamente seu endividamento.

Em meio à instabilidade econômica e política no Brasil, a companhia adotou diversas medidas de reestruturação e captação de recursos entre 2020 e 2025, culminando no protocolo do Chapter 11 em maio de 2025, disse a empresa.

A Azul não foi a primeira companhia do setor aéreo brasileiro a recorrer à recuperação judicial: Gol e Latam também já passaram por processos semelhantes.

A Gol, por exemplo, adotou a medida em 2024, diante de dívidas estimadas em R$ 20 bilhões, enquanto a Latam recorreu ao mecanismo em 2020.

Como o g1 já mostrou, o aumento no volume de pedidos de recuperação judicial no setor aéreo reflete uma série de fatores, como:

  • A desvalorização do real frente ao dólar;
  • Os altos custos operacionais;
  • O aumento nos preços de combustíveis; e
  • O acúmulo de prejuízos desde o início da pandemia de Covid-19.

A Latam concluiu seu processo de Chapter 11 em 2022, enquanto a Gol saiu oficialmente do procedimento em junho de 2025. No caso da Azul, a expectativa da empresa é concluir o processo ainda neste ano.

Aeronave A321M Azul Linhas Aéreas — Foto: Azul Linhas Aéreas/Divulgação
Aeronave A321M Azul Linhas Aéreas — Foto: Azul Linhas Aéreas/Divulgação

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