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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Ibovespa dispara 33,95% em 2025 e tem maior alta em nove anos, apesar dos juros elevados

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Segundo especialistas ouvidos pelo g1, fatores como a queda dos juros nos EUA, a expectativa de cortes no Brasil e o preço atrativo das ações brasileiras contribuíram para a alta da bolsa em 2025.
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Por André Catto, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Dezembro de 2.025 às 06h00m
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Ibovespa, principal índice da bolsa, disparou em 2025, e encerrou o ano com uma alta de 33,95%, no maior avanço anual desde 2016, quando registrou valorização de 38,9%, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

O desempenho positivo responde a uma série de fatores, mesmo em um cenário de juros elevados no país, em que a Selic encerra 2025 em 15% ao ano — maior patamar em 20 anos.

Segundo dados da B3, o Ibovespa acumulou 32 recordes de fechamento ao longo deste ano. É o maior número desde 2019, quando atingiu 40 recordes, em um período de valorização do mercado.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano se deve, principalmente, aos seguintes fatores:

  • Cortes de juros nos Estados Unidos, com expectativa de novas reduções no ano que vem;
  • Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros;
  • Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado já olhando para 2026;
  • Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras;
  • Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores;
  • Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.
Veja abaixo, ponto a ponto, os principais aspectos que influenciaram o desempenho do Ibovespa em 2025.
O peso de fatores externos

O cenário internacional teve influência decisiva sobre a alta do Ibovespa neste ano, segundo analistas do mercado financeiro. Um dos principais vetores foi a mudança de postura do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

Fed cortou os juros americanos três vezes em 2025, reduzindo a taxa da faixa de 4,25% a 4,50% ao ano para 3,50% a 3,75% ao ano — o menor patamar desde setembro de 2022. A expectativa também é de redução em 2026.

  • 🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real.

Lauro Sawamura Kubo, gestor de fundos de investimento da Patagônia Capital, ressalta também que cresceu o receio em relação às contas públicas dos EUA. Neste ano, ocorreu a paralisação do governo (shutdown) mais longa da história, o que piorou as incertezas de investidores com os rumos do país.

Com esse conjunto de fatores, perde força a ideia de os EUA serem uma reserva de valor, e investidores passam a buscar alternativas, analisa, citando o Brasil como destino importante.

A esse cenário se somam a pressão e as tentativas de interferência de Donald Trump no BC americano — o que deixou os mercados mais tensos — e a política comercial do republicano, marcada pelo tarifaço, que também levou investidores globais a reorganizar seus portfólios.

Não se trata de uma perda de protagonismo dos EUA, mas de uma redistribuição. A alocação em Treasuries estava muito acima do nível neutro, e isso beneficia mercados como o brasileiro, diz Harrison Gonçalves, CFA Charterholder e membro do CFA Society Brazil. 
Ações brasileiras vistas como 'pechincha'

Na avaliação de analistas ouvidos pelo g1, empresas brasileiras sólidas estavam sendo negociadas a valores baixos — ou seja, com ações aquém de seu potencial.

"A bolsa brasileira ainda não havia retomado, de forma consistente, os níveis anteriores à pandemia, enquanto outros mercados já tinham avançado mais, aponta Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Segundo ele, o pessimismo mal dimensionado ficou para trás, e grandes empresas brasileiras se mostraram sólidas, atraindo investidores que passaram a enxergar suas ações como pechinchas.

  • 🔎 A bolsa brasileira passou a ser vista como relativamente barata e com maior potencial de retornoCom investimentos no exterior oferecendo ganhos menores, investidores anteciparam compras de ações brasileiras apostando em uma recuperação.

Outro fator determinante foi a capacidade de adaptação do mercado brasileiro diante das tensões comerciais provocadas pelo tarifaço de Trump, mesmo depois da elevação das taxas para 50% com uma longa lista de exceções.

"Mesmo com esse cenário ruim, o país mostrou resiliência, remanejou as exportações, apresentou números ainda maiores e ainda anulou as tarifas", afirma Marcos Praça, acrescentando que o movimento ajudou a manter o Ibovespa no campo positivo.

Mais tarde, em novembro, mais 200 produtos alimentícios — incluindo café, carne, açaí e manga — também foram retirados da sobretaxa. Mesmo com a melhora de cenário, o governo brasileiro ainda trabalha para derrubar todas as tarifas a produtos brasileiros.

B3, bolsa de valores brasileira. — Foto: Divulgação/ B3
B3, bolsa de valores brasileira. — Foto: Divulgação/ B3

Crescimento apesar dos juros altos

A taxa básica de juros brasileira está no maior patamar em quase 20 anos — o que tende a atrair investidores para aplicações de renda fixa. Ainda assim, as expectativas para 2026 contribuíram para impulsionar o Ibovespa.

Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, explica que diversos aspectos estão interligados e que a perspectiva de corte de juros é um elemento importante para a atração de capitais para a bolsa. Até o fim de 2026, o mercado financeiro projeta uma redução da Selic para 12,25% ao ano.

Eu destacaria o corte dos juros americanos, a manutenção da Selic em 15%, o fluxo de capitais resultante e a bolsa com preços atrativos, o que cria oportunidades, afirma.

O mercado financeiro é, por natureza, voltado à antecipação de cenários, acrescenta Harrison Gonçalves, do CFA Society Brazil. Assim, o principal foco está na alocação de capital com base na valorização futura esperada dos ativos.

"O fato de a bolsa se valorizar mesmo em um ambiente de juros ainda elevados indica que mercado está olhando para o médio e longo prazo — algo em torno dos próximos cinco anos — e não apenas para as condições atuais", diz.

Contas públicas em segundo plano?

A preocupação com os cofres públicos do Brasil ganhou destaque ao longo dos últimos anos. O tema, entretanto, ficou temporariamente "na gaveta", enquanto o mercado acompanha com otimismo a redução dos juros americanos e os preços baixos das ações brasileiras.

Isso, porém, não significa que o tema tenha sido completamente esquecido. Para os analistas, o problema fiscal ainda limita o pleno crescimento da economia brasileira e deve voltar a ganhar peso no debate.

"Os temores fiscais ficaram em segundo plano por fatores temporários. O risco continua muito elevado. Ninguém acredita que houve melhora nesse aspecto", diz Lauro Sawamura Kubo, da Patagônia Capital.

"No próximo ano, teremos um período eleitoral e, historicamente, independentemente de quem esteja no governo — seja à direita ou à esquerda — esse é um momento marcado por mais gastos e medidas populistas. Portanto, é provável que isso volte a ocorrer", acrescenta.

Além disso, a desconfiança com as contas públicas tem pressionado o Banco Central a manter os juros brasileiros elevados, mesmo com a inflação caminhando para encerrar 2025 dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), apontam os especialistas.

200 mil pontos? O que esperar para 2026 com eleições

A volatilidade registrada no Ibovespa no início de dezembro indica como o índice pode se comportar ao longo de 2026, ano eleitoral. O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, fez o dólar disparar e a bolsa recuar mais de 4% em apenas um dia.

Analistas avaliam que a entrada do filho de Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral fragmenta a oposição reforça as chances de reeleição de Lula (PT).

  • 🔎 Para o mercado, a escolha dificulta a convergência em torno de um candidato de centro-direita — como Tarcísio de Freitas, visto como mais competitivo para unificar a direita e enfrentar Lula — e amplia a incerteza sobre ajustes fiscais mais consistentes.

Para Felipe Tavares, da BGC Liquidez, esse é justamente um termômetro do que pode ocorrer no ano que vem. A polarização traz volatilidade adicional ao mercado, o que gera mais tensão no dia a dia, diz.

Apesar da tensão gerada pelo cenário político interno, a volatilidade externa tende a ser menor em 2026, o que pode suavizar parte do impacto sobre o mercado, pondera.

Para o economista, a possível combinação de cortes na taxa Selic e de alternância no ciclo político pode levar a bolsa a atingir os 200 mil pontos no próximo ano. Ele avalia, no entanto, que cenários adversos podem frustrar essa perspectiva positiva.

Marcos Praça, da ZERO Markets Brasil, destaca que diversos fatores complexos devem orientar o fluxo de recursos em 2026. É difícil atribuir uma pontuação precisa ao Ibovespa ao fim do ano, mas eu diria algo entre 170 mil e 200 mil pontos, diz.

Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta, lembra que, com base no histórico, o índice reflete uma sucessão de ciclos econômicos e políticos, mais do que uma trajetória contínua, em que "períodos de forte valorização frequentemente sucedem anos de ajustes profundos, e vice-versa".

A leitura dos últimos 26 anos mostra que o comportamento do índice está diretamente associado à combinação entre cenário macroeconômico, ambiente político e percepção de risco, fatores que moldam, ano a ano, o humor do mercado brasileiro, conclui.
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

De mansão em Beverly Hills a jatos e viagens pelo mundo: o que dá para comprar com R$ 1 bilhão da Mega da Virada?

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Com a maior bolada da história das loterias no Brasil, vencedor da Mega da Virada poderia montar coleção de imóveis, carros, aviões, arte milionária e viagens únicas.
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Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 29 de Dezembro de 2.025 às 07h05m
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Mega da Virada vai pagar o maior prêmio da história
Mega da Virada vai pagar o maior prêmio da história

O prêmio da Mega da Virada 2025 colocou o concurso em um patamar inédito. A Caixa Econômica Federal informou que o valor a ser sorteado no dia 31 de dezembro chegou a R$ 1 bilhão, superando todos os registros anteriores das loterias na América Latina.

Com tamanha bolada, as opções sobre o que fazer com o dinheiro são inúmeras — sobretudo se apenas um vencedor levar toda a bolada para casa.

Para quem está sonhando com o prêmio, e não sabe o que fazer com o dinheiro, o g1 elencou o que é possível comprar com R$ 1 bilhão. Veja a seguir:

  • Mansão Pritzker

Quem levar sozinho o prêmio estimado de R$ 1 bilhão da Mega da Virada poderia, por exemplo, comprar uma das mansões mais caras à venda nos Estados Unidos.

Em Beverly Hills, a chamada Mansão Pritzker está no mercado por US$ 175 milhões — o equivalente a cerca de R$ 971 milhões. O imóvel ficou conhecido entre vizinhos como Grand Hyatt Bel-Air, em referência à família Pritzker, herdeira do grupo hoteleiro Hyatt.

A Mansão Pritzker está à venda pelo equivalente a cerca de R$ 971 milhões. — Foto: Reprodução/YouTube
A Mansão Pritzker está à venda pelo equivalente a cerca de R$ 971 milhões. — Foto: Reprodução/YouTube

Construída no topo de uma colina, a propriedade ocupa um terreno de aproximadamente 2,4 hectares (24 mil m²) e oferece vista panorâmica para toda a região metropolitana de Los Angeles.

A casa principal tem cerca de 4,6 mil metros quadrados, com 16 quartos e 27 banheiros, além de casa de hóspedes e acomodações para funcionários. O projeto inclui ainda uma garagem subterrânea com capacidade para cerca de 100 veículos, pensada para receber grandes eventos.

Entre os itens de lazer, a mansão reúne piscina infinita com vista para a cidade, quadras de tênis e basquete, pista de boliche, cinema, centro de bem-estar e adega climatizada.

  • Fazenda Serra Negra

Para quem prefere investir no Brasil, uma alternativa é adquirir uma propriedade de valor cultural. No Piauí, a Fazenda Serra Negra — colocada à venda por cerca de R$ 1 bilhão — teve papel relevante na ocupação da região e foi uma das principais fazendas da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, criada em 1739.

O imóvel é tombado como patrimônio histórico do estado e está localizado na divisa entre os municípios de Aroazes e Santa Cruz dos Milagres, a aproximadamente 230 quilômetros de Teresina.

Com cerca de 176 mil hectares, a propriedade opera como uma estrutura autossuficiente. O complexo reúne mais de 380 quilômetros de estradas internas, aproximadamente 950 quilômetros de cercas e cerca de 15 quilômetros de rede elétrica, além de uma pista de pouso com 1 quilômetro de extensão, 17 currais, açudes e poços tubulares.

A infraestrutura inclui ainda dezenas de edificações: são 35 casas de alvenaria e mais de 50 moradias de taipa, além de escola, laboratório, farmácia, oficina mecânica, borracharia e um posto interno de combustíveis.

  • Triplex da Luciana Gimenez

Para quem não faria questão de gastar toda a bolada em um único bem, o prêmio de R$ 1 bilhão da Mega da Virada permitiria montar uma coleção respeitável de imóveis de alto padrão.

Um exemplo é o triplex que pertenceu à apresentadora Luciana Gimenez e ao empresário Marcelo de Carvalho, considerado por anos um dos apartamentos mais caros do país.

Localizado no condomínio Parque Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, o imóvel tem cerca de 1,8 mil metros quadrados e surgiu da junção de duas coberturas.

O triplex de Luciana Gimenez e seu ex-marido demorou 7 anos para ser vendido — Foto: Reprodução/Youtube
O triplex de Luciana Gimenez e seu ex-marido demorou 7 anos para ser vendido — Foto: Reprodução/Youtube

Avaliado em cerca de US$ 13 milhões — o equivalente a aproximadamente R$ 75 milhões —, o triplex ficou sete anos à venda, passou por sucessivos cortes de preço, mudanças na decoração e até um leilão de luxo que não avançou, até finalmente encontrar um comprador.

No início, o valor pedido girava em torno de R$ 80 milhões, mas o preço final da negociação não foi divulgado. Rumores indicam que o imóvel teria sido adquirido por Neymar da Silva Santos, pai do jogador.

Mesmo assim, a conta é simples: com R$ 1 bilhão no bolso, seria possível comprar mais de 13 triplex desse porte — e ainda sobraria troco para mobiliar todos eles.

Aviões e jatos

No setor aéreo privado, o prêmio de R$ 1 bilhão da Mega da Virada também abriria espaço para voar alto — literalmente.

Para efeito de comparação, aeronaves comerciais de médio porte, como o Boeing 767-300ER, já chegaram a custar cerca de US$ 201,4 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

No mercado de jatos executivos, porém, o cenário é bem diferente. Modelos de porte médio, como o Embraer Phenom 300 ou o Praetor, têm preço estimado em torno de US$ 14 milhões — algo próximo de R$ 77 milhões.

Com o prêmio da Mega da Virada, seria possível comprar 12 jatos Embraer Phenom 300 — Foto: Divulgação/Embraer
Com o prêmio da Mega da Virada, seria possível comprar 12 jatos Embraer Phenom 300 — Foto: Divulgação/Embraer

Com esse valor como referência, o prêmio da Mega da Virada permitiria adquirir cerca de 12 jatos desse tipo, sem extrapolar o teto de R$ 1 bilhão.

Na prática, isso significaria montar uma pequena frota executiva, capaz de atender viagens nacionais e internacionais com conforto e autonomia.

Carros de luxo

Quem prefere transformar o prêmio da Mega da Virada em uma garagem de dar inveja também teria opções de sobra.

Com R$ 1 bilhão, seria possível adquirir cerca de 20 unidades do Bugatti Chiron, hipercarro francês avaliado em torno de R$ 50 milhões no Brasil e conhecido por combinar luxo extremo e desempenho de pista.

Se a ideia for apostar em exclusividade máxima, o valor também permitiria comprar o Rolls-Royce Droptail, apontado como o carro mais caro do mundo.

O Rolls-Royce Droptail é considerado o carro mais caro do mundo — Foto: Divulgação/Rolls-Royce
O Rolls-Royce Droptail é considerado o carro mais caro do mundo — Foto: Divulgação/Rolls-Royce

Equipado com motor V12 biturbo de 570 cavalos, o modelo tem preço estimado em R$ 181,9 milhões — o que deixaria uma ampla margem do prêmio ainda disponível.

Já para quem prefere diversificar, o mesmo montante poderia ser usado para montar uma coleção inteira de esportivos clássicos e contemporâneos.

Considerando Ferraris avaliadas em cerca de R$ 3 milhões cada, seria possível levar aproximadamente 333 unidades, ou combinar dezenas de modelos de marcas como Lamborghini, Pagani e McLaren, criando uma frota digna de museu automotivo.

Obras de arte

O prêmio de R$ 1 bilhão da Mega da Virada também colocaria o vencedor no seleto mercado das grandes obras de arte. Em 2025, o Retrato de Elisabeth Lederer (1916), de Gustav Klimt, foi arrematado em leilão por US$ 236 milhões — o equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão.

O valor colocou a pintura como a segunda obra mais cara já vendida em leilão no mundo.

O quadro "Retrato de Elisabeth Lederer", vendido por R$ 1.25 bilhão em leilão — Foto: Divulgação
O quadro "Retrato de Elisabeth Lederer", vendido por R$ 1.25 bilhão em leilão — Foto: Divulgação

Um pouco abaixo dessa cifra está Shot Sage Blue Marilyn (1964), de Andy Warhol. Vendida em 2022 por US$ 195 milhões, a obra sairia hoje por aproximadamente R$ 1,08 bilhão.

Se a ideia for diversificar a coleção, ainda seria possível adquirir trabalhos de outros nomes históricos. Um exemplo é El Sueño (La cama), de Frida Kahlo, negociado em leilão por cerca de R$ 292,6 milhões — o que deixaria margem para incluir outras peças relevantes e montar um acervo digno de museu com o dinheiro do prêmio.

Experiências exclusivas

Para quem prefere gastar o prêmio em experiências, R$ 1 bilhão também compra uma agenda praticamente inesgotável de viagens exclusivas.

Um exemplo é o pacote Legendary Journeys, um giro de 17 noites em jato privado por sete países (Singapura, Índia, Ruanda, Quênia, Grécia, Marrocos e Reino Unido), orçado em cerca de US$ 400 mil por pessoa.

Ilha Santorini, na Grécia, em foto de outubro de 2018 — Foto: Gary Bembridge/Flickr
Ilha Santorini, na Grécia, em foto de outubro de 2018 — Foto: Gary Bembridge/Flickr

Isso equivale a aproximadamente R$ 2,22 milhões por passageiro — o suficiente para bancar algo em torno de 450 viagens desse tipo com o valor total da Mega da Virada.

E não para por aí.

No mercado de turismo de ultra luxo, cruzeiros a bordo de superiates chegam a custar entre US$ 700 mil e US$ 1 milhão por semana, o que dá algo entre R$ 3,9 milhões e R$ 5,55 milhões.

Essas viagens costumam incluir roteiros pouco convencionais, como expedições à Antártida, com direito a helicópteros e até submarinos a bordo.

O que pode acontecer com o prêmio de R$ 1 bilhão da Mega da Virada, segundo estudos? — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O que pode acontecer com o prêmio de R$ 1 bilhão da Mega da Virada, segundo estudos? — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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sábado, 27 de dezembro de 2025

Com taxa Selic elevada, juro bancário tem novo aumento em novembro e atinge maior patamar em 8 anos

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Taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central para tentar conter a inflação, está em 15% ao ano —maior patamar em quase 20 anos. Inadimplência e endividamento das famílias com bancos seguem em patamar elevado.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 27 de Dezembro de 2.025 às 07h00m
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Em meio ao juro bancário elevado, inadimplência e endividamento das famílias seguem altos — Foto: Reprodução/EPTV
Em meio ao juro bancário elevado, inadimplência e endividamento das famílias seguem altos — Foto: Reprodução/EPTV

A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 0,6 ponto percentual em novembro deste ano – e fechou o mês em 46,7% ao ano.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central (BC).

➡️Esse é o maior patamar desde abril de 2017, quando estava em 48,3% ao ano, ou seja, em pouco mais de oito anos.

➡️Na parcial de 2025, a taxa média de juros dos bancos já avançou seis pontos percentuais.

Copom mantém a taxa de juros em 15% ao ano
Copom mantém a taxa de juros em 15% ao ano

O juro foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

  • De acordo com o BC, a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas recuou de 25,1% ao ano, em outubro, para 24,5% ao ano em novembro.
  • Já nas operações com pessoas físicas, os juros subiram de 58,5% ao ano, em outubro, para 59,4% ao ano em novembro. Esse é o maior patamar desde agosto de 2017 (62,3% ao ano).

➡️O aumento do juro bancário acontece em meio ao alto nível da taxa básica da economia, a Selic, fixada pelo Banco Central para tentar conter a inflação. Em dezembro, a taxa foi mantida em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.

Cheque especial e cartão de crédito

🔎No cheque especial das pessoas físicas, a taxa de juros subiu de 139,1% ao ano, em outubro, para 141,7% ao ano em novembro. A variação foi de 2,6 pontos percentuais.

🔎Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo, por sua vez, avançou de 439,8% ao ano, em outubro, para 440,5% ao ano em novembro deste ano. A alta foi de 0,7 ponto percentual.

Com isso, a taxa do cartão de crédito rotativo permanece em patamar proibitivo. Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro.

  • O aumento aconteceu apesar de o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter limitado, desde janeiro de 2024, o valor total da dívida dos clientes no cartão de crédito rotativo. O valor do débito não pode mais exceder 100% da dívida original.
  • Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200.
  • O custo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cálculo. Isso vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro.
  • O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa linha de crédito deve ser evitada.
  • A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Crédito bancário

O volume total do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Central, subiu 0,9% em novembro, para R$ 7 trilhões.

Houve aumento de 0,3% no crédito às pessoas jurídicas, para R$ 2,6 trilhões de saldo total, e de 1,2% no crédito às pessoas físicas, para R$ 4,4 trilhões.

Segundo a instituição, os destaques no crédito livre às famílias em novembro foram:

  • cartão de crédito total (+1,1%);
  • financiamento para aquisição de veículos (+2,3%).
  • cartão de crédito à vista (1,7%).
Inadimplência e endividamento altos

➡️De acordo com dados do Banco Central, a taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 3,8% em outubro.

➡️Esse valor, que considera as operações com recursos livres e direcionados (habitação, rural e BNDES), está em um patamar próximo ao recorde da série histórica (4%), que tem início em março de 2011.

A taxa de inadimplência considera atrasos superiores a 90 dias.

Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 4,7%, enquanto a inadimplência das empresas recuou de 2,4%, em outubro, para 2,3% em novembro.

➡️Já o endividamento das famílias com os bancos, segundo o BC, atingiu 49,3% da renda acumulada nos doze meses até outubro — o maior valor desde novembro de 2022 (ainda na pandemia da Covid-19). Todas as dívidas com os bancos entram no cálculo.

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